Minha relação com a maquiagem

Foto de Luly Lage aos 3 anos, vestindo um macacão curto e marias-chiquinhas nos cabelos, segurando um estojo de maquiagem infantil na mão direita. Ao redor da foto, que é analógica, foram colocados itens de maquiagem já de adulta, todos em tons de rosa e vermelho, formando uma moldura.

Não sei precisar exatamente quando comecei a gostar de maquiagem, mas existe uma foto minha já aos 3 anos (acima) segurando um daqueles estojinhos de maquiagem infantil, sobre os quais hoje não sei se tenho opinião formada, e mais do que isso, tenho memórias dessa época, quando minha tia trabalhava com estética e tinha estojos gigantes com todas as cores possíveis na sala onde atendia. Ela me ensinou, bem superficialmente e só pra eu achar que sabia como fazer, que devia passar o tom de sombra mais escuro em baixo e mais claro em cima, é claro que provavelmente ficava pavoroso, mas eu me achava. Um pouco depois, lá pros 6, 7 anos, descobri que minha mãe tinha um batom vermelho em cima da pia do banheiro e às vezes, quando ela não estava em casa, subia ali pra passar, achava que ficava bonito demais – e ainda acho.

Minha primeira maquiagem não infantil foi justamente um batom vermelho da Avon, sabor morango de uma linha da Angélica que a marca tinha no início dos anos 2000. Eu era muito tímida e jamais usava na escola ou na frente dos meus amigos, mas dentro de casa era o tempo inteiro. Tinha também um potinho de glitter, que nem sei se era adequado para tal, pra passar nos olhos nas apresentações do coral e festinhas, logo quando rolou o boom dos gloss em roll on e NOSSA, era indispensável! Meus sabores eram menta e limão, tive vários desses dois, retocava horrores enquanto jogava Maquiagem Virtual da Barbie, meu jogo favorito da época por motivos óbvios de temática e personagem. A Barbie era um ícone pra mim e nunca fui desses crianças que rabiscavam as bonecas porque já as achava impecáveis, não conseguia estraga-las, fazia só no digital, mesmo…

Passei a maior parte da adolescência querendo aprender a usar maquiagem, com alguns itens na caixa destinada a isso e sem muita coragem de me aventurar. No último ano do colégio, com o vestibular batendo na porta, eu queria muito alguma cosa pra me distrair no momentos de descontração durante a semana, tendo ainda internet discada que reduzia meu tempo de blog e MSN aos fins de semana e feriado. Foi quando encontrei um MUNDO de produtos da minha mãe que ela nunca usava, porque não liga tanto pra isso, guardado no armário do banheiro. Sério, a maioria estava nova, esperando por mim. Descobri que maquiagem era algo muito maior que sombra-blush-batom, aprendi o que gostava e o que ainda não sabia, acordava mais cedo pra ir pra escola parecendo uma versão baixinha da Barbie (olha ela aqui de novo). Nesse ponto, pronto, estava APAIXONADA!

Em 2019, já na faculdade, eu sabia muita coisa de forma amadora, mas queria mais, então fiz meu primeiro curso de auto maquiagem da vida. Ele era bem curtinho, mas virou posts aqui no blog (um sobre rosto, outro sobre olhos) e muitas informações na minha cabeça. Redescobri o que me agradava e acima de tudo que continuaria assim, mudando de gosto quando preciso. Em seguida ganhei no Top Comentaristas do Mês do Just Lia uma sombra solta roxa, incrível, e como não sabia usar recorri ao YouTube, que já estava se tornando um amigo na hora dos penteados. As YouTubers de maquiagem foram um mundo que se abriu diante dos meus olhos e mais uma vez fiquei encantada por uma nova coisa dentro do velho encanto. Dois anos depois comprei meu primeiro batom caro, o M.A.C. Red, e aí batons vermelhos se tornaram, pra sempre, minha marca registrada!

Desde então ensaiei aqui e ali trazer esse amor pra produção de conteúdo, algumas deram certo e renderam bons frutos, mas algo em mim relutava em levar adiante. Várias vezes nos últimos anos, ao aparecer maquiada em algum lugar ou mesmo maquiar alguma amiga, ouvi “Por que você não vira maquiadora?” e nem eu mesma sabia a resposta, até que me peguei admirando um paleta que ganhei de presente um dia e finalmente entendi. Todas as coisas que gosto na vida viraram trabalho pra mim em algum momento, de forma ampla ou pontual, e por mais que eu seja 100% aquele tipo de pessoa que visa trabalhar com o que gosta, parecia que ia me “tirar” o último dos prazeres, sabe? Claro, posso pagar língua em relação a isso semana que vem, e se for o caso, faço, mas por hora prefiro manter o encantamento não só ao usar, mas mesmo quando tiro um tempinho pra OLHAR pra elas, tamanho é meu carinho por cada produto, querendo um o outro a mais, mas sempre satisfeita com todos!

Mesa de maquiagem composta por uma caixa azul marinho maior, onde há vários itens variados colocados desorganizadamente em cestas de plástico, uma caixa menor com paletas de sombra, uma cestinha maior com uma caneca de pincéis e itens variados e uma necessaire pequena, onde se vê mais maquiagens.
Meu cantinho de maquiagem, esperando pelo dia em que teremos uma penteadeira nesse quarto para ficar oficialmente completo.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o sexto, referente a 2009.

Minha relação com a maquiagem | Dia 06 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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1 Comment

  1. Ah, que fofura essa foto sua! Adorei o penteado. Fofinha.
    Eu uso make desde os cinco, mas é porque eu era circense desde os cindo mesmo…rsrsrs. Já fui aquela pessoa que tinha 12846394473 itens de maquiagem dos quais usava só 5. Hoje, consegui aplicar o minimalismo na make e só tenho o que realmente uso. Machuca o coração ter que jogar maquiagem fora porque passou da validade. Machuca o coração e a carteira…rsrsrs.
    Maquiagem é tudo de bom.

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