Barbie Yara Shahidi

Barbie Yara Shahidi

Nos últimos anos a Mattel tem se esforçado em criar bonecas Barbie cada vez mais inclusivas, não só no visual, mas também na mensagem que pretendem passar para as a nova geração que irá interagir com elas. Mesmo no que diz respeito aos lançamentos destinados a coleção, que não são realmente apropriados para ser vistos como brinquedo, essa ideia vem sendo muito explorada pelos criadores e designers da marca. Uma das novidades mais recentes, anunciada ainda esse mês como parte da campanha que incentiva o voto nos Estados Unidos, que não é obrigatório, é a Barbie da atriz, modelo e ativista Yara Shahidi, que vem lutando bastante para passar essa mensagem à população jovem estadunidense.

“Yara Shahidi está usando sua voz poderosa para inspirar mudanças. Inteligente e motivada, Yara é uma força imparável para a próxima geração. Ela é exatamente o tipo de pessoa que temos o prazer de homenagear como modelo para as meninas ao redor do mundo, e para comemorar com uma boneca Barbie® ‘Shero’! Apaixonada por capacitar seus colegas, Yara usou sua plataforma como atriz, modelo e agente de mudança para lançar ‘We Vote Next’, que se esforça para ajudar novos eleitores a aprender sobre o impacto de usar sua voz e seu voto para moldar o futuro.
(…)
Meninas precisam de mais modelos como Yara, porque imaginar que podem ser qualquer coisa é apenas o começo – ver que podem fazer toda a diferença. Então, pergunte-se: quem você pode inspirar hoje com o presente de uma boneca como essa?”
(Traduzido do blog oficial da Barbie.)

Barbie Yara Shahidi: imagem comparativa da boneca, que usa blusa branca escrito VOTE, conjunto de blazer e carrega uma cédula de votação na mão esquerda, ao lado da atriz na qual é inspirada, que segura um megafone.

Yara Shahidi ficou bastante conhecida ao interpretar Zoey na série Black-ish, mas sua carreira como atriz e modelo já tinha alguns papeis de destaque antes disso, e teve outros depois. Como ativista ela é co-fundadora da Eighteen x 18, uma plataforma para incentivar pessoas da sua faixa etária a votarem pela primeira vez nas próximas eleições presidenciais, que vão acontecer agora dia 3 de novembro. Também atua na erradicação da pobreza através da educação com mentorias on line e já foi notada por grandes nomes femininas da política do país, como Michelle Obama, que escreveu sua carta de recomendação em Harvard, e Hillary Clinton, que entrevistou em 2017 pra Teen Vogue. Nesse momento tão crucial e perigoso da política não só nos Estados Unidos, mas também em diversos lugares do mundo, é MARAVILHOSO ter vozes como a dela elevando a voz de quem muitas vezes não tem espaço pra isso.

Leia também: O Sol Também é uma Estrela, resenha do filme de 2019 protagonizado pela Yara!

A boneca é LINDA, LINDA, LINDA como ela, mesmo. O rosto bastante parecido, sorridente com traços bem fiéis, a pele negra, cabelos cacheados super definidos, tem até cachinhos de “baby hair” pintados no alto da testa, um detalhe bem fofura que é mais perceptível quando você vê fotos de pertinho. Ela veste blusa branca escrito “VOTE”, a logo da campanha, conjunto social cinza mesclado, belíssimo, e um par de tênis brancos. A parte interna da caixa é toda decorada para parecer um cenário de entrevista com os dizeres “Levante Sua Voz” em inglês, e vem também com uma mochila preta com botton “I Voted” (“Eu votei”, em português), mini cédula de votação, que é o método ainda usado nos Estados Unidos, além de estande para mantê-la em pé na estante… Ai, ai, ai *suspiros de desejo*…

Barbie Yara Shahidi: duplas de imagens da boneca, a primeira em close mostrando seu rosto de pele negra, cabelos cacheados e e um pedaço da blusa com a dizer VOTE, a segunda na caixa que vem com seu nome impresso e tem fundo amarelo, onde ela se encontra de corpo inteiro segurando uma mochila.

Esse lançamento faz parte do grupo de bonecas inspiradas nas “shero” da Barbie, que brinca com a palavra “hero” (herói) trocando “he” (ele) por “she” (ela), um neologismo para criar a versão deles da nossa palavra “heroína”, já que lá a expressão não tem gênero especificado. A Mattel usa seu próprio jeito de mostrar que essas mulheres, que fazem parte do que é tão considerado como “sexo frágil”, são na verdade poderosíssimas e usam isso para mudar a vida de pessoas aqui, na realidade, tornando-as ainda mais importantes que heroínas da ficção. Quando a gente analisa o perfil da Yara fica impossível não classifica-la assim, né? Fora o aspecto visual de ser uma garota negra de cabelo bem cheio e cacheado, que foi tão negligenciado por bonecas por muito tempo e agora estão aí, sendo cada vez mais produzidas, para trazer identificação a um número maior de crianças!

A Barbie Yara Shahidi “Shero” já está em pré venda na loja oficial da Mattel por U$29,99, o que é um preço OK considerando que ela é uma boneca Barbie Signature, ou seja, colecionável e destinada a pessoas adultas. Fiz uma simulação por lá para ver quanto ficaria o frete para Belo Horizonte, porém, e deu SESSENTA DÓLARES (assim, por extenso, pra vocês sentirem o impacto), que é mais que o dobro do produto em si. Não tem como saber se, quando e por quanto ela vem pro Brasil, então o ideal seria comprar na gringa, mesmo, num dia futuro e incerto em que viajar voltará a ser parte da realidade de alguns… É isso ou realmente passar vontade, que vai ser minha opção por aqui, como sempre, hahahaha, porque achei realmente bela e adoraria tê-la!

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O artificial que soa como natural

O artificial que soa como natural

Quando adolescente fui loira por um tempinho, por volta de dois anos, por aí, e recebia MUITAS críticas de alguns parentes por isso. A desculpa era que “com essas sobrancelhas grossas pretas fica muito artificial”, e eu achava engraçado porque em momento nenhum da minha vida tive a intenção de fingir que eu tinha os cabelos dourados naturalmente. Eu só queria ser assim naquele momento, sabe? Não pretendia mudar minha certidão de nascimento nem nada do tipo. Nem vou me aprofundar fato de que outras pessoas do mesmo núcleo familiar que têm mais ou menos minha idade já tiveram e têm cores de cabelos diferentes do natural e nunca receberam críticas semelhantes, é abrir uma Caixa de Pandora muito fora do nosso foco hoje… Enfim!

Isso tudo aconteceu em meados dos anos 2000, uma época em que todo mundo afinou as sobrancelhas até quase sumir, mas eu não deixei ninguém fazer isso com as minhas porque gostava delas cheionas, mesmo. Também demorei muito a aceitar que posso ser bonita usando óculos e hoje em dia faço questão de estar com eles em todas as minhas fotos e vídeos, pra compensar uma vida inteira tirando pra não “ficar feia”. Só que pra conseguir enxergar eles precisam fazer parte de mim e não tem nada de feio nisso, eu sou assim. Ao mesmo tempo não quero fingir que nasci com os cabelos mais lisos ou a boca vermelha sangue de quando passo meus batons favoritos, obviamente, mas quando penso em mim é essa imagem que me vem à cabeça. NATURALMENTE.

O artificial que soa como natural
Imagem do Instagram @luylage

E aí pouco mais de 2 meses atrás pintei os cabelos de rosa, depois de muitos anos de vontade e pelo menos um semestre de planejamento. Foi isso de ter cabelo fantasia que me trouxe todas essas lembranças do “anti-artificial” porque eu JÁ estranho as minhas fotos de cabelos pretos, que é como eles foram em pelo menos uns 27 dos meus 30 anos de vida. Agora é MUITO mais fácil pra mim me enxergar rosa. E a melhor parte é que ninguém vai vir me encher o saco por causa de raiz escura, sobrancelha que não bate ou seja lá o que for porque OBVIAMENTE essa não foi uma escolha feita pensando no natural, uma vez que infelizmente as pessoas não nascem com a cabeça de cores legais assim. Inclusive o que acho lindo é justamente a artificialidade de ser da cor que mais amo na vida.

Minha melhor amiga atualmente tá ruiva, depois de muitos anos de loirice, e já que estamos passando por essa fase mais ou menos juntas sempre falamos sobre as tintas e a possibilidade mudar de novo – o que por agora é, na verdade, uma impossibilidade pra mim. Em meio a um papo aqui e outro acolá, dia desses ela me disse “Mas mesmo se eu fizer isso vai ser pra voltar pro ruivo depois porque agora é meu natural”. Eu AMEI essa fala dela, também me sinto assim, como se eu pudesse escolher o que é natural em mim. É claro que quero que TODO MUNDO tenha SEMPRE espaço pra se aceitar como é, principalmente falando de quem a sociedade mais impõe o contrário, mas que isso inclua o direito de descobrir nossos novos naturais incomuns por aí, que nem eu descobri esse meu aqui, e ser aceita assim também!

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Amor Garantido

Imagem do filme Amor Garantido retratando uma cena de reunião onde a advogada Susan está sentada à esquerda de seu cliente, Nick.

Amor Garantido (Love, Guaranteed) *****
Amor Garantido Elenco: Rachael Leigh Cook, Damon Wayans Jr., Sean Amsing, Lisa Anne Durupt, Heather Graham, Caitlin Howden, Brendan Taylor, Jed Rees
Direção: Mark Steven Johnson
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 90 min
Ano: 2020
Classificação: 10 anos
Sinopse: “Para salvar seu pequeno escritório de advocacia, Susan decide aceitar o caso de Nick, um novo cliente querendo processar um site de namoro que garante o amor. Mas, conforme o caso esquenta, a relação entre eles também segue o mesmo rumo.” Fonte: Filmow.

Comentários: Susan é uma advogada que mantém um pequeno escritório, contando apenas com dois funcionários. Ela é competente e tenta ser correta ao ajudar as pessoas com seu trabalho, o que nesse mundo louco em que vivemos significa que está com muita dificuldade de manter a si mesma e seu negócio financeiramente. Em meio a todo esse desespero uma grande chance surge em sua vida quando Nick aparece querendo processar o site de relacionamentos “Amor Garantido”, que GARANTE aos clientes que ali encontrarão sua “alma gêmea” em menos de 1000 encontros. Ele, porém, já está quase atingindo essa marca e ainda não conseguiu achar alguém interessante, então a contrata para conseguir uma boa indenização em dinheiro, uma vez que a criadora do site é uma empresária famosa por ser super “good vibes” e riquíssima. Ela, então, entra também nesse universo, como parte da pesquisa de campo para ganhar o caso.

Com a mensagem bem superficial de que não há garantias no amor e casal de protagonistas com excelente química, o filme lançou na Netflix no último 3 de setembro, quinta feira, como uma comédia romântica que explora os tão contemporâneos sites e aplicativos de relacionamento, que dividem opiniões dos usuários ao redor do mundo. Ao mesmo tempo que a relação dos personagens se desenvolve, a advogada Susan vai descobrindo esse novo mundo. Ela vivencia vários tipos de encontro enquanto tenta entender como esse estilo de vida funciona, a maioria deles resultando em esteriótipos negativos, mas engraçadinhos, da prática. Os positivos, por sua vez, aparecem para ela ao entrevistar as mulheres com quem o cliente saiu anteriormente, fazendo-a questionar como ele não conseguiu encontrar alguém que gosta e descobrir uma pessoa interessante por trás da imagem de “garanhão” que criou dele em sua mente.

Imagem do filme Amor Garantido retratando uma cena de júri onde a advogada Susan está sentada à direita de seu cliente, Nick.
Amor Garantido: Imagem via Webbies World

Uma coisa que achei meio deslocada na história foi o núcleo da família da irmã da Susan, grávida de um novo bebê e moradora na casa ao lado com marido e filho. A princípio achei que iam explorar o clichê “minha irmã que encontrou o amor e se dedica à família é mais feliz que eu enquanto só penso no trabalho” e já fiquei pé atrás porque DETESTO esse ponto de vista, acho super sexista firmando aquela ideia de que mulheres que não se casam e/ou reproduzem são incompletas, mas felizmente isso não aconteceu, o que ao mesmo tempo deixou esse grupo de pessoas meio “solto”. Talvez tenha sido para servir de voz conselheira dela, uma vez que o Nick tem essa figura em outro personagem, ou para não parecer que ela é uma pessoa isenta de conexões pessoais, mas de modo geral esperei por algum desenvolvimento, e não aconteceu.

Leia também: Quase Uma Rockstar

Já que falei em clichê, o filme é isso do início ao fim. Não tem NADA nele que surpreende, assim que você assiste ao trailer já sabe como vai ser começo, meio e fim. Quando chegou no clímax até pensei que talvez teria uma surpresinha para o expectador, que seria o “esperado” para as personagens, mas foi o contrário, mesmo. Se isso é bom ou ruim, cabe a quem está assistindo decidir. Ao mesmo tempo que pode ser um entretenimento leve, aquele filme que você assiste enquanto prepara os ingredientes pro almoço ou faz um trabalho manual que é bom ter alguma mídia de “som ambiente” ao fundo, não é realmente algo revolucionário que entra pra lista de filmes que trazem grandes ensinamentos na vida de quem assiste. A trilha sonora, por fim, é a parte mais gostosa, contribui pra dar o tom tanto nos momentos fofos quanto nos engraçados, cruciais para a construção de qualquer comédia romântica.

Trailer:

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5 artistas (negras) do Renascimento do Harlem que você precisa conhecer!

Mulheres do Renascimento do Harlem

Na primeira terça feira de junho as redes sociais foram tomadas pela #blackouttuesday, que tinha como objetivo principal mostrar solidariedade à causa anti racista deixando de publicar trabalhos por um dia, dando espaço às produções de pessoas negras. Muita gente apenas postou quadrados pretos como forma de manifestar apoio, mas eu, pessoalmente, não consegui enxergar bem como aquilo poderia mostrar realmente contribuir pras discussões. Não renegando quem o fez, claro, acho o posicionamento importante, mas vi a opinião de quem realmente importava sobre o que estava acontecendo e muitos de fato afirmavam o que apenas assumi. Decidi, então, contribuir do meu jeito, como educadora de artes no Vênus em Arte, produzindo vídeos sobre artistas plásticas pretas, já que até então não tinha falado sobre nenhuma por lá. E foi pesquisando sobre elas, tentando achar um foco para essa produção ficar bem bacana, que descobri o Renascimento do Harlem!

O Renascimento do Harlem, também conhecido como “Novo Movimento Negro” entre as décadas de 1920 e 30, aconteceu no bairro de mesmo nome, em Nova York, onde ao migrar para o Norte dos EUA a população afro-americana se instalou e começou a manifestar de forma artística e intelectual. O movimento era progressista, socialista e visava a integração dos negros no país, primordial para sua luta por direitos civis que só foram conquistados em 1966. É muito característico dele a valorização dos traços e cultura dessa sociedade tão marginalizada à época (e, cá entre nós, ainda hoje), usando suas características físicas como ideal de belo, cores vibrantes para integrar obras e ativismo político nas temáticas das produções, que passavam também por música, teatro, dança, sociologia, filosofia e outros tipos de manifestações culturais e acadêmicas.

Eu me vi ali completamente apaixonada por algo que NUNCA tinha estudado antes. O Harlem era para mim, até então, o bairro do Luke Cage, herói da Marvel, e nada mais. Em quatro anos de estudo formal de história da arte, dois na escola e os outros já na faculdade, uma pós graduação em Ensino de Artes e mais de um ano produzindo conteúdo sobre eu nunca tinha sequer ouvido falar ou lido por alto sobre! Uma coisa incrível sobre o movimento é que, por já se tratar de uma minoria política, as pessoas ali envolvidas eram menos sexistas que o tradicional, então uma característica forte dele é a valorização da mulher preta, mesmo. Conheci e estudei cinco delas (mais um patrona de artes, A’Lelia Walker), e espero que vocês gostem de descobri-las agora tanto quanto amei à época, e sigo amando!

01) Laura Wheeler Waring:

Mulheres do Renascimento do Harlem: Laura Wheeler Waring

Laura Wheeler Waring, nascida no estado de Connecticut, dava aula de artes e música desde os 19 anos, enquanto estudava na Academia de Belas Artes da Pensilvânia. Após se formar passou um período pré I Guerra Mundial estudando no Louvre, conheceu e se inspirou nos principais pintores Impressionistas lá expostos. De volta ao seu país natal se tornou a cabeça das cadeiras que já lecionava, tornando-se responsável por elas por 30 anos. Casou-se com Walter E. Waring em 1927 e, no mesmo ano, participou da 1° Exibição de Arte Afro-Americana, onde recebeu uma encomenda da fundação responsável de retratos de pessoas negras, escolhendo representar seu colegas integrantes do Renascimento do Harlem, mesmo que não vivesse perto deles em Nova York. Morreu aos 60 anos após uma longa doença. Em 1997, 110 anos após seu nascimento, entrou para o Hall da Fama de Mulheres de Connecticut.

Obras em destaque: Mulher Com Buquê (1940), Retrato de Jessie Redmon Fauset (1945) e Anna Washington Derry (1927). Aprenda mais sobre a Laura!

Leia também: 10 mulheres do Impressionismo que você precisa conhecer!

02) Augusta Savage:

Mulheres do Renascimento do Harlem: Augusta Savage

Nasceu em 1892, na Flórida e desde criança brincava de modelar com argila, para horror do pai que considerava a atividade pecaminosa. Começou a dar aula na escola em que estudava na adolescência, indo estudar arte em Nova York aos 29 anos, após casar-se duas vezes (ficou viúva do primeiro) e ter sua filha, Irene. Despertava comoção nas pessoas por não conseguir arcar com seus estudos mesmo com tanta habilidade, o que resultou em movimentações para ajuda-la a custear sua estadia na cidade, principalmente após fazer bustos de membros do Renascimento do Harlem. Passou 2 anos estudando em Paris, sendo a primeira negra a entrar para a Associação Nacional de Mulheres Pintoras e Escultoras após voltar. Sua obra “A Harpa” foi o grande destaque na Feira Mundial de Nova York em 1939. Por não conseguir se manter como artista, mudou-se para fazenda e morreu aos 70 anos, em NY.

Obras em destaque: Cabeça de John Henry (1940), A Harpa (1939) e Garoto Com Coelho (1928). Aprenda mais sobre a Augusta!

03) Meta Vaux Warrick Fuller:

Mulheres do Renascimento do Harlem: Meta Vaux Warrick Fuller

Natural da Filadélfia em junho de 1877, filha de um casal de posição social relativamente privilegiada para afro-americanos da época. Começou a esculpir no Museu e Escola de Arte Industrial da Pensilvânia, produzindo fora do estereótipo esperado de uma mulher com temáticas de horror e mais dramáticas. Foi estudar em Paris, se tornando protegida de Auguste Rodin e conseguiu um patrocínio que a permitiu participar do Salão de Paris, até voltar para os Estados Unidos. Casou-se com um dos primeiros psiquiatras pretos do país, dando aulas nos fundos da casa dos dois. Na década de 1920 participou da America’s Making Exibition, representando imigrantes da Etiópia. Morreu em 1968 aos 90 anos, produzindo até a mesma década.

Obras em destaque: Mary Turner (1919), Os Miseráveis (1902) e O Despertar da Etiópia (1910). Aprenda mais sobre a Meta!

04) Elizabeth Catlett:

Mulheres do Renascimento do Harlem: Elizabeth Catlett

Neta de escravos libertos dos dois lados, Elizabeth Catlett estudou arte na escola, graduou-se com louvor na Howard University, onde foi aluna de Lois Mailou Jones. Foi a 1ª mulher afro-americana a fazer mestrado na Universidade de Iowa, ensinando em vários lugares dos Estados Unidos. Sua primeira ida ao México em 1946, lugar com o qual teve forte identificação por casar com o teor ativista de seu trabalho. Fazia impressões para causas de esquerda em prol da educação para o Partido Comunista, do qual seu 2º marido, Francisco Mora, fazia parte, renunciando à cidadania americana para passar a viver lá em tempo integral. Deu aula na Escuela Nacional de Belas Artes até se aposentar, recebeu inúmeros prêmios nos dois países e foi considerada a principal artista negra de sua geração. Morreu em 2012, 10 anos depois de Mora, com quem teve três filhos.

Obras em destaque: Mãe e Criança (1939), Estudantes Aspiram (1977) e Meeiro (1952/1970). Aprenda mais sobre a Elizabeth!

05) Lois Mailou Jones:

Mulheres do Renascimento do Harlem: Lois Mailou Jones

Lois Mailou Jones, filha do 1º afro-americano advogado da Suffolk Law School, que junto com sua mãe a incentivava bastante. Após alguns anos de estudo formal em nível superior sua carreira começou oficialmente em 1930 e seu estilo mudou bastante ao longo dos anos, muito por causa do fato de que nunca parou de estudar e mesmo ensinar em múltiplas áreas: foi responsável pelo departamento de arte de uma escola preparatória tradicional para negros na Carolina do Norte e sua mentoria apoiou a arte afro-americana do Harlem, onde também recebeu muita influência, inclusive para sua obra prima “A Ascensão da Etiópia”. Estudou também em Paris, onde foi muito aceita, casou com o haitiano Louis Pierre Noel e seguiu incentivando a arte feita por negros não só nesses três países, mas também outros pontos da África, tendo obras na Casa Branca, compradas pelos Clinton. Morreu aos 92 anos, em 1998.

Obras em destaque: Juventude Negra (1929), Ascensão da Etiópia (1932) e Jennie (1943). Aprenda mais sobre a Lois!

Quer conhecer mais sobre as mulheres do Renascimento do Harlem?

Esse post faz parte do projeto Vênus em Arte, um canal no Youtube e podcast que traz visibilidade feminina pra história da arte! A série sobre as mulheres do Renascimento do Harlem foi um especial em homenagem ao #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam), cumprindo o objetivo de abrir nosso espaço para expor o trabalho de pessoas pretas que merecem mais visibilidade e nem sempre a conquistam por causa do racismo estrutural da nossa sociedade. Para conhecer mais sobre o movimento e seu contexto vocês podem acessar a playlist sobre o assunto por lá!

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Blog velho, em domínio novo!

Foto tendo como objeto de destaque um celular aberto na página inicial do blog Sweet Luly, com endereço lulylage.com. O celular encontra-se sobre um bolo de cobertura cor-de-rosa e todo o fundo da foto contém itens dessa cor espalhados, como pipocas caramelizadas, doces, itens de papelaria e um fone de ouvido.

Esse ano, dia 26 de junho, meu blog completou 16 anos no ar, e durante todo esse tempo foi um subdomínio: primeiro das velhas hospedagens gratuitas Weblogger e Blogger Brasil, depois por mais de uma década do meu querido site (agora loja!) Expresso Rosa, quando passei a usar o WordPress como plataforma de postagem. Esse ciclo se encerrou há uma semana, quando ele migrou completamente para seu próprio domínio, o LULYLAGE.COM!

Foto tendo como objeto de destaque um celular aberto na página inicial do blog Sweet Luly, com endereço lulylage.com. O celular encontra-se sobre um bolo de cobertura cor-de-rosa e todo o fundo da foto contém itens dessa cor espalhados, como pipocas caramelizadas, doces, itens de papelaria e um fone de ouvido.
Doces da foto por O Doce Nick

Isso vem sendo um desejo meu há muitos anos, mas também é uma daquelas ocasiões em que a espera fez a coisa acontecer no tempo certo, sabe? Até 2018, por aí, o plano era que o endereço fosse sweetluly (ponto) com, mas ano passado fiz a mudança de (quase) todas as minhas sociais para meu nome, @lulylage mesmo, no momento ideal porque logo depois publiquei meu primeiro livro e precisei que minha identidade fosse firmada dessa forma pra atender a todas as versões de mim mesma. Agora esse “novo” site acompanhou o raciocínio certinho. Não sei se vou deixar de chama-lo de Sweet Luly em algum momento, sou deveras apegada a esse nome que me define há tanto tempo, apesar de acha-lo bastante infantil pro que faço hoje, o que faz sentido tendo agora mais que o dobro da idade da época que ele começou. Bom, independente de títulos, me pareceu pertinente que o endereço viesse nessa evolução. Ainda bem que demorei!

Não posso deixar de mencionar que tudo foi possível graças ao incrível PreLude Hosting, hospedagem do Expresso Rosa desde 2007, que é registrado por eles nos últimos anos (usei um outro antes, mas melhor nem mencionar) e obviamente o blog agora também. É um serviço tão apaixonado por blogs quanto eu, que sei que vai trata-lo como o que ele é de verdade, e isso faz toda diferença do mundo pra mim. Foram eles, inclusive, que migraram todo o conteúdo, eu tava com muito medo de fazer sozinha e dar ruim, tornando assim possível que TODAS as páginas internas do antigo subdomínio fossem redirecionadas pras novas. Qualquer link do Sweet Luly que está espalhado na internet vem pra cá automaticamente, é muito mágico. E, pô, 16 anos, né, haja arquivo pra migrar! Obrigada, PreLude, por ser o serviço do qual nunca tive uma reclamação sequer, o mais longo relacionamento profissional que já tive, e que mantenho com extrema confiança.

(Imagina, gente, esse povo trabalhando em pleno SETE DE SETEMBRO pra fazer a novidade acontecer, respondendo a todos os meus surtos na maior paciência, é o tipo de atendimento que não se acha em qualquer lugar…)

Eu to MUITO feliz com essa novidade, mesmo que ela tenha acontecido num momento onde não tô podendo me dedicar tanto graças ao final da minha pós-graduação e outros projetos que precisam da minha atenção por agora. Passei o feriado todo me dedicando a mudar bastante o visual por aqui, de forma temporária e não tão a minha cara, porque sou 0% minimalista, mas ainda assim com resultado lindinho que me deixou apaixonada. Não dava pra migrar com a cara antiga! Eu queria que as pessoas REALMENTE percebessem que tinha algo diferente quando entrassem, já que o link provavelmente vai passar batido, de tão rapidinho que muda. Usei a versão gratuita do tema Olsen, que é tão bonita que deu vontade de juntar uma graninha e garantir a paga, que suporta o WooCommerce, pra colocar na loja também. Quem sabe um dia? Ainda vou fazer uns ajustes, talvez adicionar uns toques do design antigo ao topo, mas já tá bem bonitinho, gostei!

Por fim, porque não pode faltar o merchan, os docinhos dessa explosão cor-de-rosa em forma de foto comemorativa são todos do querido migo O Doce Nick. Sempre gosto de ressaltar que tudo que o Nick faz é delicioso demais e tenho muito orgulho do que o negócio dele tá se tornando. Eu precisava dessa (over)dose de “sweets” pra celebrar mais um passinho dado pelo meu blog amado, que segue sendo meu lugar favorito no mundo!

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