Malcolm & Marie

Malcolm & Marie: imagem em preto e branco do casal protagonista do filme em que Marie se deita sobre Malcolm, que está recostado em um sofá, com os rostos próximos e olhos quase fechados, como se estivessem prestes a se beijar.

Malcolm & Marie *****
Malcolm & Marie: poster do filme em preto e branco onde há uma imagem do casal protagonista recortada, com foco em seus rostos que olham um para o outro, e o título na frente. Em baixo se lê a chamada INSANO AMOR, a logo da Netflix e créditos do filme, em cima os nomes dos atores que interpretam as personagens. Elenco: John David Washington, Zendaya
Direção: Sam Levinson
Gênero: Drama
Duração: 106 min
Ano: 2021
Classificação: 16 anos
Sinopse: “O cineasta Malcolm (Washington) e sua namorada Marie (Zendaya) voltam para casa, após a festa de lançamento de um filme, para aguardar o iminente sucesso de crítica e financeiro. A noite de repente toma outro rumo quando revelações sobre o relacionamento começam a surgir, testando a força do amor do casal.” Fonte: Filmow.

Comentários: Após o lançamento do seu mais recente filme, Malcolm e sua namorada Marie voltam para casa com climas completamente diferentes, uma vez que ele está claramente animado celebrando a grande vitória da noite e ela apresenta olhar e comportamento que demonstram estado de espírito oposto ao dele. Enquanto vão conversando, às vezes em diálogos, outras em monólogos, sobre os acontecimentos do evento, uma série de mágoas e ressentimentos vão sendo colocados para fora em meio às pontuais declarações positivas e trocas de carinho madrugada afora, permitindo que quem os assiste entre profundamente na suas frustrações sem tomar partido na discussão, uma vez que ambos parecem fazer igualmente mal um ao outro, apesar dos sentimento genuíno que compartilham.

Lançado hoje pela Netflix com direção de Sam Levinson e elenco que se resume a apenas o casal protagonista, interpretado por John David Washington e Zendaya, Malcolm & Marie é um filme em preto e branco de temática contemporânea que se passa em apenas uma noite dentro da casa do casal, que é toda de vidro, no permitindo observa-los tanto quando a câmera nos coloca do lado de dentre dentro quanto quando permanece ao seu redor. A fotografia é belíssima, mesmo que seja uma casa de gente rica comum, sem muitos detalhes, como se fosse possível estar presente na vida deles intimamente e, ao mesmo tempo, ir descobrindo que existem cicatrizes tão profundas naquela relação que ninguém conseguiria vê-las de fora, uma vez que nem os dois parecem saber que aquilo tudo está ali até, enfim, verbalizar.

Malcolm & Marie: imagem em preto e branco do casal protagonista do filme onde ambos estão em um ambiente aberto, sentados em cadeiras de jardim com uma mesa entre eles. Marie veste apenas calcinha e uma camiseta e está soprando a fumaça do cigarro que está em sua mão, fora do enquadramento da imagem, enquanto Malcolm olho para suas mãos, que está juntas e levantadas em frente ao seu peito.
Malcolm & Marie: Imagem via Geek Tyrant

É impossível negar que os dois se amam, mas isso não torna o relacionamento saudável. Ambos precisam trabalhar questões fortes, tanto de si mesmos quanto a dois, e machucar o outro é uma ferramenta poderosa muito utilizada, mas que sempre sai pela culatra porque faz mal pra todos os lados. Achei a oscilação entre o ataque e o carinho MUITO real, completamente possível de acontecer em qualquer convívio próximo de qualquer família, mas não consegui tomar partidos porque, realmente, o fator tóxico ali, que corrói a convivência apesar do desejo de estar junto, é mútuo. Em alguns momentos em que destila seu machismo você tem vontade de mandar o Malcolm calar a boca, em outros de fazer o mesmo com a Marie, e eles mesmo não conseguem expor isso sempre se rendendo ao mesmo ciclo de escapes pessoais, como música, bebida, cigarro e tentativas de realizar tarefas corriqueiras, cada um ao seu modo.

Leia também: Na tag Netflix é possível ler todas as resenhas aqui do blog sobre produções originais do serviço de streaming!

O ponto mais alto de todos, depois das atuações absoluta e inquestionavelmente impecáveis, é a trilha sonora, que não serve somente para dar às cenas o tom que o diretor deseja passar, mas também fala pelas personagens tudo aquilo que elas não conseguem dizer. Em cenário de amargura tão profunda, que podia ser corrigida com palavras simples como “obrigado” e “desculpa”, mas que só chegam quando já é tarde demais, a relação é pesada e apesar do filme não ser muito longo, com pouco mais de uma hora e meia de duração, você chega ao final exausto, como se tivesse vivido a noite junto com os dois, mas o cansaço é puramente mental pela dificuldade de ver a insistência em se machucar tão explícita em tela.

Particularmente acho que tem potencial para não ser tão amado por quem não sabe o que esperar, graças aos textos muito compridos e convívio saturado das poucas pessoas que vemos em tela, sempre no mesmo ambiente bicromático, mas me afetou de forma que acho ser exatamente o objetivo do longa, que foi cumprido. Por fim, fica aqui a curiosidade de que não é só o elenco que é pequeno, mas toda a produção foi reduzida para que fosse iniciado e lançado nesse último ano, durante a quarentena, sendo inteiramente gravado em apenas duas semanas no início da pandemia, quando as medidas de proteção estavam no auge. Podia ter dado bem errado, mas felizmente foi o contrário e o resultado é impactante!

Trailer:

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5 covers femininos de “Wish You Were Here”, do Pink Floyd

5 covers femininos de Wish You Were Here, do Pink Floyd: mosaico com fotos das artistas Miley Cyrus, Ana Torroja, Elana Dara, Allane Carvalho e Benedetta Caretta

Wish You Were Here, do Pink Floyd, está no meu top 5 de músicas favoritas, tanto que a usei de título do meu primeiro livro, “Wish You Were Here: um romance musical”. Ao longo dos 10 anos que se passaram entre ter a ideia pra história até enfim publica-la, em julho de 2019, e até mesmo depois disso, eu acumulei uma verdadeira coleção de versões dessa música, em todos os tipos de vozes e estilos imagináveis, desde figurões de nome tão “grande” quanto seus compositores originais até descobertas que sites e aplicativos de música vão me sugerindo aqui e ali enquanto os exploro. Por isso resolvi trazer 5 deles pra cá, todos cantados por mulheres, pra compartilhar um pouquinho desse deleite com vocês que também gostam – ou não – dela tanto quanto eu…

… mas antes…

O álbum “Wish You Were here” foi lançado pelo Pink Floyd em 1975, gravado nos estúdios Abbey Road. Ele tem apenas 4 músicas, entre elas a que dá seu título, sendo “Shine On You Crazy Diamond” dividida em partes entre Lado A e B, totalizando 5 faixas. O álbum, que contou com o vocal convidado de Roy Harper, é um tributo da banda ao ex companheiro e um dos fundadores do grupo Syd Barrett, que sofreu um colapso mental possivelmente causado pelo uso de drogas, deixando-os em 1968 e abandonando definitivamente sua carreira musical quatro anos depois. As letras falam, cada uma a seu modo, sobre sua ausência, os impactos da indústria na qual estavam inseridos e, claro, a perda do “brilho solar” de “diamante louco” que tinha antes. Existem ouras composições da banda em tributo a Barrett, que faleceu em 2006 aos 60 anos.

5 covers femininos de Wish You Were Here, do Pink Floyd: mosaico com fotos das artistas Miley Cyrus, Ana Torroja, Elana Dara, Allane Carvalho e Benedetta Caretta

Leia também: Top 5: Músicas chamadas “Wish You Were Here”

01) Miley Cyrus

Em abril do ano passado a Miley cantou sua própria versão desse clássico no Saturday Night Live At Home, versão adaptada do SNL durante a pandemia. O visual ficou lindíssimo, com chamas vermelhas em volta, e fez justiça absurda à voz INCRÍVEL que ela tem. Acho que é o cover de Wish You Were Here mais maravilhoso que já ouvi – e olha que eu realmente tenho várias aqui nos favoritos! Palavras pra expressar a lindeza até faltam, precisa realmente ser ouvida.

02) Ana Torroja

A ex-vocalista do Mecano e técnica do The Voice Chile gravou essa música pro seu álbum solo “Frágil”, de 2003. Agora com 40 anos de carreira (e mais de 60 de idade) não tem como nem a gente negar que a voz da mulher é maravilhosa, né? Confesso que não conheço esse cover específico há tanto tempo, mas no dia que ouvi a primeira vez vez, pronto, me apaixonei de cara, impecável.

03) Elana Dara

A curitibana Elana Dara gravou essa versão no começo do canal dela, não só cantando mas também tocando violão. De acordo com a descrição do vídeo, é uma das músicas favoritas do pai e, por isso, decidiu gravar. Hoje, mais de dois anos depois, ela já bateu os 500 mil inscritos por lá (e quase isso no Instagram), além de ter suas músicas e colaborações disponíveis em várias plataformas de streaming.

04) Allane Carvalho

Mais uma brasileira no violão, mas com uma voz completamente diferente pra gente variar bastante as coisas! A Allane já está ativa a mais tempo como cantora, é do Mato Grosso e também tem vídeos de seus trabalhos num canal do YouTube. Ela trabalha cantando em bares, restaurantes e afins e preciso dizer: a transição do tom de voz da letra pro “nananã” que ela faz é muito, muito maravilhosa…

05) Benedetta Caretta

Fechando com chave de ouro porque sou IMPACTADA por essa voz ESTUPENDA, fiz questão de ouvir vários outros covers depois desse… A Benedetta é italiana e conhece bem o poder da própria voz, porque tem versões de artistas ousadíssimos, como Queen, Whitney Houston, Lady Gaga e Adele. Um spoiler: são todas impecáveis. Eu tive que me inscrever no canal dela porque não quero perder mais nada… Quem estiver aí, com um tempinho a mais, faça um favor a si e escute a versão dela da primeira parte de Bohemian Rhapsody, sério mesmo, e de How Deep Is Your Love, do Bee Gees, onde ela faz AS TRÊS VOZEEEES!!!

Agora, antes de sair daqui, me conta… Qual das cinco foi a sua favorita? Apesar de ter minha bandeirinha eternamente sacudindo em prol da Miley não posso negar que é páreo duríssimo!

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Para Todos os Crushes Que Um Dia Odiei – Adriel Christian

Para Todos os Crushes Que um Dia Odiei: aparelho Kindle ligado aberto na capa do livro onde se lê o título sobre formas geométricas que formam um envelope através do contraste de tons de cinza. Atrás, envelopes coloridos, tecidos com estampas de coração e um CD saindo de uma capa floral compõe o fundo da foto.

Para Todos os Crushes Que Um Dia Odiei *****
Para Todos os Crushes Que Um Dia Odiei: capa do livro, dividida geometricamente nas cores azul, amarelo e branco, de forma que lembre uma carta, onde consta o título, saindo de um envelope, que tem o nome do autor escrito na parte de baixo. Autor: Adriel Christian
Gênero: LGBTQIA+
Ano: 2021
Número de páginas: 41p.
Editora: Publicação Independente
ISBN: B08RZ9B484
Sinopse: “Amores: quantos você já teve? Dois, três… Dezenas? Independente da quantidade, cada pessoa que passa por nossa vida deixa marcas. Algumas são bem dolorosas, outras nos trazem sorrisos. Infelizmente, não tenho sorte na hora de escolher por quem me apaixonar. Na verdade, nem escolho! A porta do coração fica aberta para qualquer um entrar (e me machucar). ‘Para todos os crushes que um dia odiei’ é um grito a mim mesmo de que, apesar da decepção, há males que vêm para o bem.” (fonte)

Comentários: Todo mundo já se apaixonou um dia, né? Seja aquele amorzinho platônico que vai ser sempre saudade gostosa, amorzão avassalador que vem com saudade doída ou mesmo amores que não dão saudade nenhuma, o fim da paixão é um desafio generalizado. Nesse Livro, Adriel Christian fala sobre cada um dos seus “crushes” que um dia amou e depois odiou, mas aprendeu a superar, um por um, à medida que os anos foram passando. São 8 cartas destinadas a 8 caras diferentes, além de uma que é quase para ele mesmo, onde fala sobre o que aprendeu na montanha russa de emoções de viveu entre 2012 e 2019.

Para Todos os Crushes Que um Dia Odiei: aparelho Kindle ligado aberto na capa do livro onde se lê o título sobre formas geométricas que formam um envelope através do contraste de tons de cinza. Atrás, envelopes coloridos, tecidos com estampas de coração e um CD saindo de uma capa floral compõe o fundo da foto.

“O amor não pede licença para entrar, não bate os pés no tapete da porta, tampouco pergunta se tem alguém em casa. Ele só aparece e dane-se a gente.”

Para Todos os Crushes Que Um Dia Odiei passa por todas as fases possíveis do pós-romance, como tristeza, amargura, raiva, revolta, acusação, reflexão, alívio, aceitação. Ele conta como os conheceu, se envolveu, percebeu que estava apaixonado, acabou se afundando em ilusões até, enfim, se ver livre de cada um deles. É, como ele mesmo diz, um grito para provar a si mesmo que tudo aquilo é passado, que ele consegue pesar quem teve sua parcela de culpa no presente e, por que não(?), que existe um longo futuro pela frente. Se ele vai ser promissor só dá pra saber vivendo, mas uma coisa é sempre líquida e certa: todo romance chega ao fim! Em vida ou não, experiências e sensações uma hora acabam, e não é justo com nós mesmos não aceitar essa realidade e nos sentir fracassados quando acontece, porque não somos.

Para Todos os Crushes Que um Dia Odiei: aparelho Kindle ligado aberto em página do livro onde se lê o título 'Ah, o amor' e uma introdução do autor sobre a proposta do mesmo. Atrás, envelopes coloridos, tecidos com estampas de coração e um CD saindo de uma capa floral compõe o fundo da foto.

“Ninguém entrou na minha vida de forma obrigada. Todos tiveram espaço para entrar, sentar no sofá e desfrutar dos meus sentimentos e fragilidades.”

É muito revigorante ver como seu “tom de voz” muda à medida que as histórias avançam, permitindo a si mesmo abrir mão da parcela de sentimentos que o fizeram mal. Além disso o livro tem, no início de cada capítulo-carta, uma indicação do que ouvir, te permitindo embarcar ainda mais no interior do autor ao ouvir as músicas que ele relaciona aos crushes não mais odiados. Cá entre nós, livro com trilha sonora é sempre bom demais, né? Essa é cheia de pops e da sensação de que não tem desilusão amorosa que não seja curada por uma boa dose de tempo (e, vamos ser sinceras aqui, novas doses de amor)!

Leia também: o que eu penso antes de dormir – Augusto Alvarenga, resenha do livro mais recente do autor Augusto Alvarenga.

Adriel Christian mora em Araguaína, no Tocantins, trabalha com mídias sociais e tem três contos publicados de forma Independente na Amazon, além de duas participações em antologias, que vocês podem conhecer no Instagram, Twitter e no blog Não me Venha Com Desculpa. Para Todos os Crushes Que Um Dia Odiei está disponível como e-book na loja Kindle da Amazon por R$5,99 e aluguel de graça para usuários Kindle Unlimited. Ele é também autor de um dos depoimentos que contam na quarta capa da versão impressa de “Wish You Were Here: um romance musical”, meu livro, mas isso não tá no currículo, não, só mesmo aqui dentro do coração!

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Barbie Maya Angelou

Barbie Maya Angelou: foto em close do rosto da boneca, que veste vestido e turbante alaranjados com a mesma estampa

A linha Inspiring Women (ou Mulheres Inspiradoras) da Barbie homenageia grandes mulheres da história em diversas categorias as reproduzindo como bonecas que podem vir a inspirar crianças que vão brincar com elas e, claro, adultas ao coleciona-las, sendo destinadas aos dois públicos. Entre as homenageadas estão artistas, cientistas e esportistas, além de várias outras categorias de modelos que se destacaram em suas áreas. O mais recente lançamento se encaixa perfeitamente na missão atual da Mattel de diversificar as etnias e outras características físicas das bonecas, para que mais pessoas se sintam representadas por elas, com a Barbie Maya Angelou, anunciada esse mês pela marca.

“A boneca Barbie® Maya Angelou está sendo apresentada para homenagear a história e o impacto do ativismo, trabalho e realizações da Dra. Maya Angelou. Esculpida à sua imagem e vestida com um turbante na cabeça e vestido com estampa floral, a boneca apresenta um corpo curvilíneo e articulação para infinitas possibilidades de poses. Com uma embalagem que pode ser exibida, esta celebração da vida e trabalho extraordinários da Dra. Maya Angelou é um grande presente para colecionadores da Barbie® e crianças de 6 anos ou mais.” (Traduzido da loja oficial da Barbie.)

Barbie Maya Angelou: foto de corpo inteiro da boneca, que veste vestido e turbante alaranjados com a mesma estampa, de pé em uma sala em miniatura de aparência confortável.

Nascida Marguerite Annie Johnson em 1928, Maya Angelou foi uma professora, escritora e ativista pelos direitos civis estadunidense. Ela é principalmente conhecida pela sua série de sete autobiografias onde discute, de forma bastante poética, questões como racismo, identidade e família através das experiências de sua juventude. Sua história de vida é marcada por situações pesadas quando jovem, como abuso, trauma psicológico e “sub-empregos”, e muita visibilidade política depois de adulta, sendo um voz forte na luta pela equidade racial e de gênero, sendo pioneira em diversos aspectos da sua vida como mulher negra e carregando uma lista enorme de honras e homenagens quando morreu, em 2014, aos 86 anos. Uma verdadeira “shero¹” que devemos continuar sempre admirando!

Leia também: Barbie Yara Shahidi, mais uma boneca colecionável inspirada em outra mulher ativista negra.

O visual é tão maravilhoso que fica difícil não desejar quando você já tem uma certa afeição por esse tipo de colecionável. Ela usa um vestido comprido laranja com estampa floral preta e branca e detalhe bordado no decote e barra da manga, com um turbante na cabeça feito do mesmo tecido. Os sapatos são simples, um par de sandálias de salto super leve brancas, além de muitas joias douradas de todos os tipos: brincos, anel, pulseiras e até relógio. A parte mais fofa, porém, é uma miniatura de “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, sua primeira obra auto biografia que a tornou notável na literatura. Confesso que, até onde me lembro, nunca tinha ouvido falar no livro (falha minha!), mas agora tá na wish list porque quero não só ler, como também ter.

Barbie Maya Angelou: foto de corpo inteiro da boneca, que veste vestido e turbante alaranjados com a mesma estampa, sentada em uma sala em miniatura de aparência confortável.

O molde do rosto foi feito exclusivamente para ela, reproduzindo suas feições toda sorridente, complementado pelo corpo curvy, que saiu alguns anos atrás na campanha “A boneca evolui” e é menos magro que o tradicional, apesar de estar longe de ser gordo de verdade, mas relativamente parecido com o dela em vida. Adorei principalmente que ela tem articulações além das cinco básicas, que permitem mover de forma limitada cabeça, braços na região da axila e pernas no quadril, então é possível fazer mais poses mexendo também os cotovelos, joelhos e mãos. Ela vem também com um stand padrão da marca, que a permite ficar em pé, tudo isso dentro de uma caixa BELÍSSIMA com informação sobre a escritora no verso, foto em preto e branco na frente e fundo com cenário amadeirado, simulando um ambiente fechado com prateleira de livros na lateral. É tudo belíssimo!

A Barbie “Inspiring Women” Maya Angelou já está esgotada na loja oficial, mas estava sendo vendida por lá por U$29,99, um valor comum para as Barbie Signature (colecionáveis e, em sua maioria, destinadas a pessoas adultas) que são mais básicas assim. O preço é bem bacana, mas o fato de que esgotou em menos de um mês nos principais canais de venda fez com que outras lojas que ainda a têm no começassem a METER A FACA, cobrando 3 ou 4 vezes o valor original. Apesar de ser um lançamento “Black Label”, um selo que não faz produção limitada, ela tem tudo pra continuar rara, cara e difícil de achar. Maravilhoso para a imagem da Maya, triste pra quem ficou querendo…

Barbie Maya Angelou: detalhe da capa do livro em miniatura que vem com a boneca, de capa preta com detalhes em cores quentes e título em branco.

As fotos desse post foram tiradas do Instagram oficial da Barbie.

¹ “Shero” é um neologismo criado pela Mattel que une as palavras she (ela) e hero (herói), sendo o jeito da marca de chamar mulheres inspiradoras de heroínas!

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Pai em Dobro

Pai em Dobro: foto da personagem Vincenza ao centro, sorrindo, cercada dos seus dois possíveis pais na história, também com ar feliz. Os três estão abraçados, aparentemente em um bloco de carnaval com papéis coloridos voando ao seu redor.

Pai em Dobro *****
Elenco: Maísa, Eduardo Moscovis, Marcelo Médici, Fafá de Belém, Laila Zaid, Pedro Ottoni, Thaynara OG
Direção: Cris D’amato
Gênero: Comédia
Duração: 105 min
Ano: 2021
Classificação: 10 anos
Sinopse: “Depois de passar a vida toda numa comunidade hippie, uma garota de 18 anos aproveita a chance de sair para o mundo real e decide procurar o pai.” Fonte: Filmow.

Comentários: Vicenza vive com sua mãe, Raion, em uma comunidade “hippie” onde tem todo o tipo de conexão com a natureza, mas quase nenhum contato com a vida contemporânea da cidade. No dia de seu aniversário de 18 anos, Raion informa a ela que precisa passar um tempo fora, o que dá à garota a oportunidade de buscar por conta própria uma resposta que nunca conseguiu para a maior de suas perguntas: quem é seu pai? Através de fotos do carnaval de 2002, quando foi concebida, ela descobre que pode ser filha de Paco ou Giovanne, dois velhos amigos que vivem de formas bem diferentes na cidade do Rio de Janeiro. Ela precisa, então, tentar descobrir a verdade sem que um saiba da possibilidade de ser o outro para não magoa-los enquanto cria, com os dois, o laço que sempre fez falta em sua vida.

Uma versão brasileira do maravilhoso Mamma Mia!, sem as músicas do ABBA mas com a presença da queridinha do país, Maísa, Pai em Dobro foi lançado hoje pela Netflix, adaptado no livro de mesmo nome da autora Thalita Rebouças. Com clima bem descontraído, piadas inteligentes e elenco PESADÍSSIMO, o longa é uma comédia levinha para toda a família, salpicado de momentos emocionantes que são quase um carinho no coração nesse quadro histórico atual onde, às vezes, tudo o que a gente precisa é esquecer um pouco nossa realidade. A inocência da Vicenza, protagonista da história, é natural e cativante, sem forçar situações nas quais é difícil acreditar. Em alguns momentos ela simplesmente faz coisas sem pensar nas consequências, como conviver com homens adultos desconhecidos (que para qualquer garota da cidade “apita” o alerta mental de perigo), mas quando você coloca no contexto ofertado pela história faz sentido, então tudo bem.

Pai em Dobro: foto da personagem Vincenza à direita, com olhos fechado e mãos em posição de oração, com sua mãe ao lado, segurando uma vela apagada. o cenário e suas roupas têm estilo naturalista, como em uma comunidade hippie.
Pai em Dobro: Imagem via Entreter-se

O núcleo adulto da história também é super carismático e ver Laila Zaid, a Raion, interpretando uma mãe hippie, remete automaticamente ao seu visual como Bel, papel de estreia que teve em Malhação em que se vestia de forma bem parecida, foi super nostálgico para mim, que era adolescente nessas temporadas da novela. Os dois possíveis pais são caras MUITO incríveis e é uma daquelas situações em que você não consegue “torcer” pra ninguém, fica a vontade de ver ambos “dividindo” a paternidade sem nunca descobrir a verdade. Até a trama de a Vicenza não abrir o jogo e ter que equilibrar a situação de esconder deles a dúvida faz sentido, não é um daqueles plots de filme onde a gente fica com raiva pela personagem não ter aberto o jogo… Ela está vivendo um momento muito sensível, esperar outra atitude de alguém tão jovem ali é inviável.

Leia também: Cinderela Pop, resenha do filme adaptado de um livro de Paula Pimenta, também protagonizado por Maísa.

Pensando sempre no fato de que se trata de uma comédia familiar adaptada de um livro juvenil, o filme cumpre 100% seu papel dentro do público ao qual se destina. A trilha sonora é gostosa, as participações especiais pertinentes e os minutos passam sem que a gente se canse da história, com direito a uma cena visualmente LINDA de bloquinho de carnaval carioca onde acontece o grande clímax e bate aquela saudade desse feriado lindo. Por fim, preciso dizer, eu ADORO cena clássica que esse tipo de filme tem onde a autora do livro aparece como coadjuvante, sempre espero por ela e nunca me decepciono. A Thalita tá tão fofa em sua aparição dessa vez que desperta um sorrisinho até vindo de quem não sabe que a “atriz” em questão é, na verdade, a criadora de tudo aquilo… Adorável!

Trailer:

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