Wishlist 3×3: Vestidos lindos da Berrylook

Imagem contendo dois vestidos, um rosa claro florido acinturado e outro preto com margaridas sem cintura muito marcada, ambos recortados sobre fundo geométrico.

Contrariando tudo o que eu pensava até então, tenho percebido o quanto moda é um meio de expressão forte pra mim. Por não ser muito ligada em tendências pensei que era completamente alheia a ela, mas a verdade é que uma coisa não tem nada a ver com a outra, estilo pessoal é algo que vai muito além e por isso, inclusive, mantenho uma tag Lookbook no blog, alimentada com meus looks basicões, mas que falam bastante sobre quem sou, marcam momentos e introduzem assuntos que quero aborar, como um “trailer fashion” do que está por vir. Simplesmente amo quando surgem oportunidades de fazer wish lists nessa categoria para lojas de roupas baratas online, é uma curadoria com a qual me divirto, me expresso, visualizo mesmo a roupa dentro da minha vida. Na de hoje vou mostrar 3 grupos de 3 vestidos LINDOS da Berrylook pelos quais estou apaixonada…

Contrariating everything I thought so far, I realized how much fashion is a strong mean of expression for me. As I’m not very into trends, thought I was completely alien to it, but the truth is that one thing has nothing to do with the other, personal style goes further than that and that’s why I keep a Lookbook tag here, fed with my basic looks who talk a lot about who I am, mark moments and introduce subjects I want to talk about, like a “fashion trailer” for what’s to come. I just love when opportunities come up to make wish lists in this category for cheap clothes online, it’s a curatorship that I have fun and express myself with, I really visualize the clothes in my life. Today I’m going to show 3 groups of 3 GORGEOUS Berrylook dresses that I’m in love with…

Mosaico com três vestidos, todos com estampas de margaridas: o primeiro de cor clara e modelagem solta, com a flor na barra, o segundo de cor escura e manga na altura dos cotovelos com várias flores espalhadas pelo corpo e o terceiro em tom frio, sem mangas e com estampa de flores bem concentradas. Há um coração sobre o segundo onde se lê a palavra ''FAV!''.
Floral Print Round Neck Short Sleeve | V Neck Printed Mid Sleeve | Floral Print Suspender

Apesar de não ser uma grande usuária de florais, estampas de margarida são meu ponto fraco. Minha vó materna se chamava Daisy e antes mesmo de eu associar uma coisa à outra essas já eram minhas flores favoritas, acho lindas e sinto que ela está perto de mim quando visto esse tema. Achei três modelos muito fofos para representa-las, tem clarinho primaveril super soltinho, um preto mais elegante de manga 3/4 para a noite e até sem mangas, que é algo que quase nunca uso, mas que além dessas flores é num dos poucos tons de verde que adoro, que tende pro musgo. Engraçado como mesmo o que a gente acha que não combina em nada com nosso estilo pode ter detalhes chave que nos apaixona completamente, né?

Although I’m not a big flower user, daisy prints are my weakness. My maternal grandmother was named Daisy and even before I associate one thing with the other these were already my favorite flowers, I think they are beautiful and feel that she is close to me when I wear this theme. I found three very cute models to represent it, a super loose and light spring one, a elegant black one with 3/4 sleeves for the night and even a sleeveless, something I almost never wear, but besides these flowers is in one of the few shades of green that I love, which tends a moss color. Funny how even what we think doesn’t match our style at all can have key details that we’re completely passionate about, right?

Mosaico com três vestidos que batem na altura do joelho e são bastante marcados na cintura: o primeiro em tom claro com estampa de bolinhas, o segundo rosa claro bem feminino com estampa floral e o terceiro com mangas de alcinha, bem veranil, com estampa mesclada de cinza e branco.
High Waist Polka Dot | Waist Floral | 2021 Amazon Wish

Minha maior dificuldade em escolher vestidos tubo é que gosto de marcar bastante a cintura e muitos deles possuem modelagem mais reta, então precisava dedicar um espaço aos que oferecem a silhueta que me agrada mais, claro! Escolhi um modelo levemente mais comprido do que a altura que gosto (sou bem baixinha), mas com estampa de bolinhas que é a coisa mais LINDA da vida, faz valer a pena a bainha necessária, hahaha. É claro que não podia faltar um cor de rosinha, o ápice do feminino com saia rodada e estampa floral belíssima e, pra fechar, um transpassado mesclado de cinza escuro e branco que é a cara do calor brasileiro que nos abandonou nos últimos dias, mas sempre volta antes mesmo do que a gente espera.

My biggest difficulty in picking womens shift dresses is that I like to mark the waist a lot and many of them have a straighter modeling, so I needed to dedicate a space to honor the silhouette I like the most, of course! I chose a model slightly longer than the height I like (I’m very short), but with a polka dot print that is the most BEAUTIFUL thing, makes the necessary hem worth it, hahaha. Of course I needed a light pink one too, the apex of feminine with a full skirt and a beautiful floral print and, to close, a transfixed mix of dark gray and white who is the face of Brazilian’s heat that has abandoned us in recent days, but always comes back even sooner than we expect.

Mosaico com três vestidos que batem na altura do joelho na cor preta: o primeiro listrado na vertical de bege claro e bem acinturado, o segundo justo com saia levemente rodada e manga três quartos e o último, que tem o coraçãozinho de ''FAV!'' em cima, com forro liso e renda por cima.
Striped Mid Length | Hepburn Style | Round Neck Lace

E já diria Coco Chanel: “você nunca vai errar com um pretinho básico”! Eu, que amooo usar roupa preta, sou uma grande devota dessa fala, não podia faltar um trio deles aqui! Pra fugir um pouquinho do monocromático, comecei com um listradinho de preto e branco/bege claro, também na vibe da cintura marcada, que tem nesse padrão e outro que é o negativo dele, ambos lindos demais. O prêmio “elegância” vai para o modelo inspirado na DIVA Audrey Hepburn, absolutamente tudo e mega versátil, mas meu favorito meeesmo, de todos os nove, é o “gótico suave” de renda que eu usaria em todos os momentos da minha vida! Inclusive uma vez fui ao casamento de uma amiga com um vestido bem parecido com esse, um pouco mais justo, mas que infelizmente era emprestado. Acho que por isso amei tanto, tá na hora de ter um só meu!

As Coco Chanel would say: “you can never go wrong with a little black dress”! I love to wear black clothes, am a great devotee of this quote, couldn’t miss a trio of them here! To get away from monochromatic a little, started with a black and white/light beige stripe, also with the marked waist, which the store sells in this pattern and another, it’s negative, both very beautiful. The “elegance” award goes to the Audrey Hepburn inspired, absolutely ALL and super versatile, but my number one favorite between all nine is the “soft goth” lace one, I would wear in every moment of my life! I even once went to a friend’s wedding wearing a dress very similar to this one, a little tighter, but unfortunately borrowed. I think that’s why I loved it so much, it’s time to have one all for me!

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade da Berrylook e todas as imagens de produtos aqui presentes foram tiradas do site da loja em julho de 2021.

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Gola careca e nós atados

Foto de duas mãos fechadas, se tocando, usando alianças de noivado no dedo anelar. A mão masculina pertence a um homem negro e feminina a uma mulher branca.

Cecília ouviu Patrick chamando seu nome e tirou os olhos da tela do celular ao mesmo tempo que ia se levantando do banco do shopping no qual estava sentada. Ai, como ele estava lindo! Usava uma camisa de gola careca azul marinho que ela tinha dado de presente no último Dia dos Namorados e calça jeans de lavagem escura, do jeito que sabia que ela gostava. Eles se beijaram rapidamente e já foram andando de mãos dadas rumo ao cinema para imprimir os ingressos comprados anteriormente pela internet. Comentavam alegremente sobre a festa de casamento de Pilar e Jonathan, primo dele, que tinha acontecido naquele fim de semana. A festa foi linda, eles dançaram a madrugada toda e o buquê, que ela conquistou com bravura na hora que foi arremessado pela noiva, estava em cima da mesa da sua casa, murchando lentamente, mas com ar de troféu.

Assistiram a um filme de animação muito emocionante, daqueles que divertem as crianças enquanto causam muito pesar aos adultos que entendem a mensagem por trás das piadas. O dois sussurravam algumas coisas, tomando cuidado pra não incomodar o resto do cinema, que não estava muito cheio. Dividiam um pacote de discos de chocolate, preferiam não comer nada mais pesado porque os planos incluíam um jantar mais tarde, e quando os créditos finais começaram a subir pela tela, se preparando pra levantar e jogar a embalagem fora, uma criança surgiu, de repente, comentando o filme com os pais sem vê-los ali, derrubando o resto do conteúdo do copo de refrigerante em cima do rapaz.

Cecília se preparou pra falar “Tudo bem!” pro pedido de desculpas que viria em seguida, mas a reação de Patrick foi completamente inesperada: ele ficou muito bravo. Não falou nada com a criança em si, que de fato parecia muito envergonhada, mas saiu do cinema bufando, irado, murmurando todos os xingamentos que conhecia. Ela pediu que mantivesse a calma, afinal era só um pouquinho de refri, mas por algum motivo ele ficou transtornado mesmo com a camisa suja. Sugeriu que fosse ao banheiro se limpar antes do jantar, mas a reação foi tão incomum que nem clima para jantar ele sentia mais. Conversaram por alguns minutos no corredor do shopping sobre isso, desanimados, e decidiram ir pra casa dela, pedir algo pra comer lá mesmo, melhor fechar a noite logo de uma vez.

Dentro do táxi Cecília acessou o site onde tinha comprado aquela camisa, Key Design, e pediu logo mais um kit com três. Não fazia sentido algum ele ter reagido daquele jeito! Todo bem que gostava da peça, mas se exaltar tanto por causa de um molhadinho de nada a ponto de nem querer jantar? Ela não conseguia entender, mas mostrou pra ele a tela com o pedido confirmado, esperando que se animasse. Ele sorriu e agradeceu, “Poxa, amor não precisava!” e ficou em silêncio em seguida, sem falar mais nada o caminho todo. Esquisitíssimo. Viu pelo canto de olho que pegou o próprio telefone e começou a pedir algo para eles comerem, mas sem nem a breve troca de “Escolhe você!” que era parte tão frequente do cotidiano deles. Nada ali fazia sentido.

Chegando em casa ele foi correndo trocar de roupa, colocando uma camisa de outra cor, com ela atrás querendo entender o que estava acontecendo. Ele tentou desviar, indo em direção à sala e falando que depois do jantar conversariam, mas Cecília insistiu. Patrick era o cara mais legal do mundo, jamais deixaria uma noite gostosa terminar daquele jeito. Ele então, de repente, tirou uma caixa de alianças no bolso, explicando que queria tudo perfeito, mas já que ela insistia tanto, o pedido seria feito ali, mesmo, sem obedecer ensaio, fora do restaurante amado e usando uma cor que não era sua favorita. Ela ficou olhando sem acreditar, com os olhos cheios d’água, enquanto ele colocava o anel em seu dedo dizendo que já era hora de se casarem. Ela concordou, retribuindo o gesto. Na mesa, o buquê parecia sorrir de alegria, mesmo que não tivesse um rosto para fazê-lo.

Foto de um homem negro, que mostra do nariz ao peito, usando uma camisa de gola careca azul. Sua mão direita está na frente do corpo, tocando o ombro esquerdo, e ele usa pulseiras artesanais.
Camiseta de gola careca sem bolso azul marinho.

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade da Key Design. Você pode conhecer os produtos no site da loja e em redes sociais como Facebook, Instagram, Pinterest e canal no YouTube.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o sétimo, referente a 2010, inspirado em um sonho que tive na época.

Gola careca e nós atados | Dia 07 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Quando Dancing Queen se tornou minha música favorita

Museu Jeca Tatu: teto do museu, com telhas aparentes, onde estão pendurados diversos discos de vinil variados, de maneira aleatória

Que Dancing Queen, do ABBA, é um baita clássico dos anos 70 todo mundo sabe, principalmente pra quem adora essa vibe discoteca, e eu provavelmente já tinha dançado com ela várias vezes antes do dia memorável em que uma chavinha no meu cérebro virou completamente aos 14 anos. A culpa, por assim dizer, foi da minha mãe, que na época queria MUITO fazer pra mim uma festa de 15 anos, e inspirada colocou pra tocar no som lá de casa falando que era uma música que queria que, quando tocasse na minha suposta futura festa, eu aproveitasse mais que todas as outras. E aí, não sei explicar, mas a música “bateu” em mim, sabe? Percebi que eu já estava aproveitando naquele momento, de moletom sentadinha na cadeira do quarto, então coloquei no “Repetir” e ouvi várias vezes seguidas pra aproveitar tudo de novo e de novo.

Não sei quanto tempo depois a resposta para “Qual sua música favorita?” se tornou automaticamente “Dancing Queen, do ABBA” na minha vida, mas com certeza foi quase instantâneo. Sei disso porque quando os 15 anos chegaram, sem a festona que tinha sido planejada, mas com uma festinha em família que pra mim era MUITO melhor, a primeira coisa que fiz foi coloca-la pra tocar pensando “Bom, agora faltam só dois anos!”, porque eu só queria ter 17 logo pra poder me referir a mim mesma como “young and sweet, only seventeen”. E, num piscar de olhos, 10 de julho de 2007 chegou com essa gloriosa idade. Acordei um pouco mais cedo antes de ir pra escola fazer as últimas provas do semestre e coloquei ela pra tocar, baixinho por causa do horário, mas com a certeza de que os 12 meses seguintes seriam demais!

E foram, mesmo! Os 17 foram muito, muito gentis comigo! Foi nessa idade que me formei no colégio, entrei na faculdade e terminei meu primeiro semestre com todas suas primeiras experiências de caloura, que fui à primeira peça de teatro que não era infantil na vida, fiquei mais loira do que nunca e acabei voltando a ser morena. Em todo esse processo essa música esteve presente, deixou os momentos bons ainda melhores e os ruins até suportáveis. Eu até pensei em eternizar meu “modo Dancing Queen” fechando os 17 com uma festa de 18 anos temática da música… Já pensou? Todo mundo de salto plataforma, macacão decotado beeeem colorido e brilhoso, escapulário de ouro no peito e as mãos fazendo movimentos de apontar pra cima e pra baixo sincronizadamente, dançando não só ela como todas as outras… Seria meu sonho?

Montagem com imagens de seis itens de vestuário/acessórios, conforme descrito baixo no corpo da postagem, em fundo geométrico, montando o visual desejado para a suposta festa citada.
Macacão rosê brilhoso + Botinha branca + Tiara branca no cabelo + Anel de coroa com corações (afinal, seria a RAINHA da dança, né?) + Anel de cordinha + Escapulário Pequeno.

Bom, a festa em questão ainda não rolou na minha vida, mas isso não me impediu de montar um lookinho que usaria se pudesse fazê-la em algum momento… Afinal o favoritismo musical permanece! Além dos acessórios da Aubra Jóias temos MUITO brilho cor de rosinha e detalhes em branco porque tenho gostado bastante dessa cor… Quem diria! Olha, eu não pensava nisso há muitos anos mas agora, depois de escrever, montar visual e relembrar, tendo em vista que meu aniversário (de 31!) tá chegando, deu até vontade de fazer uma festinha (virtual, é claro) com essa temática… Quem aí ia amar receber um convite e poder se caracterizar da sua própria versão dos membros do ABBA também?

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade da Aubra Jóias. Você pode conhecer os produtos da marca visitando não só o site oficial, mas também redes sociais como Facebook, Instagram, Twitter e canal do YouTube.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o quarto, referente a 2007!

Quando Dancing Queen se tornou minha música favorita | Dia 04 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Mochila cor-de-rosa (uma pequena vitória nessa cor)

Mochila cor de rosa: foto de Luly Lage aos 15 anos, sentada em sua cama com as pernas cruzadas e corpo curvado para frente, usando roupa de frio, óculos redondos e cabelos presos. Ao seu lado há uma mochila cor de rosa. A roupa de cama, almofada que está atrás e materiais escolares em sua frente são todos desse cor, e ao seu lado há uma grande janela branca, fechada.

Uma coisa que não entendo na sociedade é isso de dar rótulos para cores. Não digo dividi-las entre primárias/secundárias ou frias/quentes, nem todo o estudo da psicologia que analisa os sentimentos que despertam na gente, mas essas convenções sociais meio bobas que decidiram que cores pertencem ou não a um certo grupo. Determinar que rosa é de menina, azul de menino, criança não pode usar preto e vestir vermelho num casamento é desrespeitoso, sabe? Na minha vida isso foi, por muito tempo, tão forte que mesmo me adequando ao que esperam, tendo rosa como cor favorita, foi um problema. Uma mochila dessa cor quando criança? Não só aceitável como também beirava o obrigatório… Querer continuar assim na adolescência? Poxa, aí não, né? É muito infantil uma MOÇA da sua idade continuar com uma besteira dessas! Essa sua obsessão faz mal, hein?

Várias fases da minha vida foram marcadas por essa afirmação de que eu não podia gostar das coisas que gostava, principalmente de rosa. Por muito tempo acreditei nisso e tentei me conter, pelo menos na frente das pessoas que insistiam nas críticas, mas felizmente dentro de casa não acontecia tanto. Faltando poucos dias para entrar no 2º ano do Ensino Médio, por exemplo, minha mãe chegou em casa com uma mochila rosa, muito rosa, rosa NEON de marca 100% genérica, mas que pra mim soava como artigo de luxo. Além disso, ela encapou todos os meus livros num mesmo papel dessa cor, o que junto com o fichário e demais materiais escolares me transformava basicamente numa versão baixinha e morena da Barbie. Pra mim esse era o maior do elogios. Impressionante como uma coisinha de nada acaba sendo gigante na nossa cabecinha às vezes…

Hoje em dia o neon não me atrai tanto, só no cabelo onde preciso usar esse tipo de máscara pigmentante para fazer o rosa pegar num descolorido que não abre tanto, mas ainda sinto o ar de vitória no rosa claro de itens grande, como móveis e eletrônicos, e rosa choque pros detalhes das roupas, acessórios, materiais e todo o resto. E se a crítica vier, não escuto nem condeno… Não querendo defender os críticos de um modo geral, mas se você parar pra pensar por muito tempo as opções de materiais escolares e outros itens nessa cor realmente não favoreciam quem queria usar sem parecer infantil, era difícil achar coisas destinadas a meninas sem ser assim e o contrário também acontecia… Agora, porém e felizmente, existe mochila e todo um mundo em cor-de-rosa para todo mundo que ama usar a abusar em qualquer idade, ainda bem! Olha algumas da Imaginarium aí:

Montagem contendo quatro mochilas da marca Imaginarium em um fundo geométrico, todas na cor rosa. Em destaque, num tamanho maior que as outras e com um coração de favorita em cima, há uma mochila rosa claro com bolso na frente e duas opções de alça, de mão, em cima, e para colocar nas costas. As outras são todas apenas para usar nas costas, um em tom metálico, outra azul marinho com detalhes e interior rosa e a última uma mochila térmica, robusta, em tom que puxa para o vinho.
Frame Rose; Role Rose Metálico; Nunca Errei; Térmica com carrinho | Imagens da loja Imaginarium.

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade da Imaginarium. Você pode conhecer os produtos da marca visitando uma de suas lojas físicas, espalhadas em diversos lugares do Brasil, e nas redes sociais Facebook, Instagram, Twitter Pinterest e no canal do YouTube.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o terceiro, referente a 2006!

Mochila cor de rosa | Dia 02 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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A aliança de prata

Foto de um buquê de margaridas, grande e pequenas, rodeadas de folhas verdes em um cesto de palha que não aprece direito na imagem. Ao fundo, um céu claro com muitas nuvens brancas.

Meu tempo de vida foi inversamente proporcional à minha importância naquela data especial. Antes do meu “nascimento” eu era apenas um monte de flores jogadas, mas quando a fita foi adicionada ao redor dos caules surgi oficialmente como um buquê de casamento. Eu sabia que seria uma das estrelas daquela noite onde uma aliança tão forte seria oficializada, que estaria na mão da noiva ao entrar e todos os olhos estariam em mim, ainda que indiretamente. Sabia que, depois, seria muito disputado por outras pessoas que também queriam viver aquele momento de alegria. Depois de uns dias estaria seco, cabisbaixo, e provavelmente iria para o lixo, no melhor cenário teria algum pedacinho guardado dentro de um livro, mas tudo bem. Minha missão era, pra mim, o que mais importava, e eu estava feliz em ser a escolha de Pilar Prates.no dia em que disse “Sim” para Jonathan Mesquita.

Enquanto Pilar caminhava pelo tapete vermelho, ele a olhava muito sorridente, com ar de quem estava se segurando para não chorar. Lembrei de uma amiga dela falando minutos antes, quando se preparava pra entrar antes dela, que ele era “o maior chorão”. Não consegui ver o momento exato em que se encontraram porque meu ponto de vista nem sempre é privilegiado, mas ser entregue à amiga em questão me deu visão total da breve cerimônia. Algumas pessoas riam, outras secavam lágrimas em lenços brancos idênticos. O casal se olhava de tempos em tempos, com muito carinho. O celebrante se atrapalhou por um instante com seu discurso pronto sobre alianças de ouro, sendo que todo mundo ali dentro sabia que cada um daqueles dedos anelares usava, há muito tempo, uma aliança de prata, a dela com um coração vazado, que deixou as fotos do noivado com um toque ainda mais especial.

A saída foi marcada por confetes jogados no ar e tumulto em direção ao salão onde a festa aconteceu. Apareci em fotos antes de ser momentaneamente esquecido para que não atrapalhasse danças, discursos e cumprimentos. De repente, antes que estivesse pronto para meu grande momento, Pilar me pegou de novo, subindo no palco. No microfone chamou TODAS as pessoas solteiras, mulheres ou não, para absorver um pouquinho da sorte que ela teve através do meu toque mágico. “Um… Dois… Três… Ainda não!”, ela brincou com a plateia eufórica feita de braços estendidos no ar. Meu frio na barriga era o maior de todos eles. Então ela olhou pra mim e sorriu, pedindo “Por favor” antes de, sem a típica contagem prévia, me lançar ao ar. Quase todo mundo foi pego de surpresa, exceto um par de mãos que nunca tinha sido recolhido após os arremessos de enganação.

Cecília me olhou sem acreditar. A noiva virou em nossa direção, ansiosa, e gritou com muita empolgação correndo para a amiga vencedora. As duas se abraçaram, me sacudindo no alto, como se eu fosse o maior dos troféus. Não faço ideia de qual foi a história que fez com que existisse uma torcida tão forte ali, mas cumpri meu papel de levar a ela o começo de um final feliz. A festa seguiu e terminou, levando os pombinhos para sua nova casa e eu para a minha, uma diferente da deles. Apesar dos esforços de Cecília para que eu continue em pé e cheio de vida, me sinto murchar a cada minuto, esperando pelo meu fim, que felizmente não chegou antes que eu pudesse assisti-la recebendo a caixinha contendo sua própria aliança, vinda de um lugar chamado Lojas Rubi, essa de ouro, para a alegria do celebrante que a mencionaria dentro de alguns meses.

Foto de duas mãos unidas sobre uma mesa onde há um fio de pérolas. A de baixo, masculina, usa uma grossa aliança de prata e de cima, feminina, com modelo semelhante, que tem um coração vazado, e unhas pintadas com um esmalte claro, ambos no dedo anelar.
Modelo de aliança Amare Love via Lojas Rubi.

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade das Lojas Rubi. Você pode conhecer os produtos no site da loja e em redes sociais como Facebook, Instagram e canal no YouTube.

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