Rapidinhas de Outubro

Foto de Luly Lage usando máscara de proteção PFF2 rosa segurando um papel colorido onde se lê 'Certificado de 100% jacaré'.

E pelo segundo mês consecutivo estou desencravando minha velha tag de “rapidinhas” para resumir os últimos 31 dias, nos quais não consegui produzir nenhum post. Nem vou me alongar em como estar longe do blog tem me feito mal porque não quero ficar repetitiva, ou em como Outubro passou voando de forma assustadora, mas posso dizer que foi um mês bom. Trabalhei MUITO, não só no trabalho necessário e nada prazeroso que paga a maior parte das contas, mas principalmente no que realmente amo, tô feliz em ver o que sei fazer bem feito enfim sendo valorizado. Não sei se acredito nisso de dar azar cantar a coisa antes da hora e não importa, direi mesmo assim: tenho “sentido” que esse aspecto da minha vida tá pra se resolver em breve, sabe? Espero estar certa, e até a gente descobrir ‘bora ver o que rolou por aqui!

Foto de Luly Lage (mulher branca de cabelos compridos e rosa, vestindo camiseta preta, calça jeans e máscara de proteção rosa) segurando a barriga de grávida uma amiga que está ao seu lado (mulher branca, levemente mais alta, de cabelos escuros vestindo blusa amarela, calça preta e máscara de proteção preta).

A primeira quinzena reuniu um grupo de ocasiões das mais emocionantes de todas. Nana, a primeira amiga que tive na vida desde antes mesmo de nascer (nossas mães eram amigas na faculdade, então estávamos fadadas a isso), veio passar alguns dias em Belo Horizonte para resolver várias coisas e, com isso, pude vê-la pela primeira vez desde março do ano passado. Até aí nenhuma novidade, essa tem sido a vida na pandemia, mas o que impactou de verdade foi o fato de que consegui vê-la grávida, no sexto mês de gestação, esperando esse “sobrinho” que ainda não conheço oficialmente, mas já amo demais e não vejo a hora de ver aqui, fora do “forninho” – mas que por enquanto fico feliz que esteja dentro, crescendo saudável e nos fazendo feliz!

A gente se encontrou logo no dia 1º (foto), quando pude entregar uns presentinhos bem titia coruja, e logo depois o Thiago, marido dela, resolveu me retribuir com o maior presente de todos… Eles agendaram um ultrassom aqui, para que as vovós pudessem assistir, e só poderiam ir essas quatro pessoas, os pais e as duas convidadas, mas ele cedeu a “vaga” para mim e pude ver o baby o mais ao vivo que é possível nesse momento… Foi MARAVILHOSO, chorei desde o convite até a hora do exame, e até um pouquinho agora, enquanto escrevo isso. Depois do feriado do dia 12, antes de eles irem embora, nos encontramos maaais uma vez, também rapidinho e mascaradas, e aí deu tempo suficiente pra papear sobre maternidade e tudo mais. É, tô babona DEMAIS e não nego!

Leia também: Nana ganhou uma trança, um relato legal a despedida de solteira dela, que foi em 2019.

Foto de Luly Lage usando máscara de proteção PFF2 rosa segurando um papel colorido onde se lê 'Certificado de 100% jacaré'.

E ADIVINHA (interrogação, interrogação, interrogação) quem recebeu a segunda dose da vacina contra COVID levemente antecipadamente? Recebi a primeira em agosto e esse retorno ia acontecer só dia 4 de novembro, mas deu uma adiantadinha! Agora posso parar de ficar isolada do mundo morrendo de medo de morrer e… Continuar isolada do mundo só com um pouquinho de medo de morrer! Na verdade assim que passar 15 dias acho que vou conseguir encontrar pessoas que confio em espaços privados e já tô usando máscara cirúrgica em algumas ocasiões (ambientes abertos e lugares onde preciso usar maquiagem), mas de forma geral sigo beeem medrosa. Enfim, pra comemorar imprimi o Certificado de 100% Jacaré que foi uma das recompensas dos apoiadores da Batatinha Fantasma, tava evitando essa piada do jacaré porque não acho nada que aquele homem fala engraçado, pra ser sincera, mas essa foi genial demais pra deixar passar…

Foto de Luly Lage vestindo uniforme da Casa Grifinória dos filmes de Harry Potter enquanto empunha uma varinha apontada para cima e, ao seu lado, vários objetos referentes à saga, como alfomada, miniaturas, caneca (todos da personagem Hermione), pelúcias de gato e coruja, livros, etc.

Pulando de vez pro fim do mês, meu lado fã de Harry Potter que andava meio adormecido graças à BABACA da autora deu uma leve acordada por excelentes razões. Fui convidada pelo Jornal Hoje em Dia a dar uma entrevista falando sobre minha relação com a série agora que vai completar 20 anos desde que o primeiro filme chegou aos cinemas. Depois da conversa pelo telefone rolou uma sessão de fotos aqui em casa com uma parte da minha coleção, principalmente os itens que mais gosto da Hermione que é minha personagem favorita. Antes eu até conseguia fazer um “cosplay” dela, mas agora com o cabelo rosa fica meio zoado, né? Isso me fez lembrar o primeiro blog “com nome” que tive na vida e chamava, atenção, Mione Pink. Virei uma personificação dele, 18 anos depois, hahahaha! Enfim, a matéria está disponível na íntegra no Almanaque do jornal.

Foto de Luly Lage de pé, com os braços abertos recepcionando o expectador, em frente a uma simulação da loja Dedos de Mel do universo de Harry Potter, cuja fachada é colorida em tons pastéis e com a logo da loja ao topo.

E já que falamos de Harry Potter, rolou outro convite relacionado à saga. A decoração de Natal do Minas Shopping esse ano é temática da série, e abriu um pouquinho mais cedo pra já abocanhar o Halloween junto. Eu AINDA não vou falar sobre isso porque teremos uma ação nos Instagrans do Potter Club BH, meu e do Gil sobre nos próximos dias, mas já fomos lá conferir tudo (inclusive com o shopping fechado, o que rendeu excelentes fotos até sem máscara) e cobrir um evento MUITO LEGAL que rolou esse fim de semana com 30 crianças: uma Escola de Magia Noturna cheia de atividades que termina em uma “festa do pijama” pra eles e seus responsáveis. Saímos de lá mais de 2h da manhã, mas foi daqueles jobs gostosos que valem a pena…

Enfim, o evento era só naquela noite, mas o resto vai continuar até janeiro. A quem interessar possa, fica de olho nos nossos perfis e também aqui no blog pra ver mais fotos de como está tudo lindo em breve! Fiquei meio sem saber como seria a reação da galera em me ver fazendo esse tipo de coisa tendo tantas críticas à J.K., mas tô recebendo muito apoio, todo mundo tá achando bom que seja com uma fã que fala mal abertamente e não com alguém que “passa papo”, e eu concordo com essa abordagem, então tô aqui celebrando e é isso aí!

Foto de Luly Lage com o cabelo preso em marias chiquinhas vestindo uma blusa de frio fina preta por baico de uma rosa com gola que termina em um laço, maquiagem completamente rosa com um coração desenhado na bochecha esquerda. Ao fundo, alguns morcegos de papel foram fixados à porta branca e há um preso em seus cabelos.

E ai depois de dormir MUITO hoje, porque tava exausta, não podia deixar de fazer minha maquiagem de Halloween pra esse dia 31, né? Eu amo! Em 2018 fiz uma incrível, com lookinho e tudo, inspirada na Zomby Gaga, a Monster High da Lady Gaga, e desde o ano passado quando pintei os cabelos tava coçando para fazer uma das monstrinhas protagonistas da linha, Draculaura, que tem os dela preto e rosa também. Meti bronca! A roupa dessa vez foi improvisada e infelizmente meu cansaço ENORME não permitiu uma sessão de fotos descente, mas tô orgulhosa da franja que deu certo, de como ficou ao vivo e desse “laço de morcego” que inventei pra dar um tchan… Agora à noite assistimos Abracadabra e foi fechamento ideal pra essa temporada de Dia das Bruxas, podemos abrir oficialmente a temporada de Natal nessa casa, yeeeey!

Espero realmente falar sobre isso ao longo de novembro sem precisar de uma rodada de Rapidinhas pra ele também…

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Rapidinhas de Setembro

Foto de um canto de um quarto de parede clara onde é visíveil uma cama com coberta cor de rosa, alguns travesseiors e almofadas e uma grande pelúcia de elefante rosa. No canto inferior é visível as patas inferiores de uma gata preta adormecida. A parede contém alguns quadros e um adesivo onde estão dispostos vários círculos de tamanhos variados nas cores rosa claro e vinho.

Setembro foi um mês bem doido por aqui. Passou relativamente rápido, mas ao mesmo tempo soa arrastado porque quando penso em como começou parece um milhão de anos atrás. Teve lá seus pontos positivos, é claro, mas pra mim o peso de saber que não consegui produzir conteúdo NENHUM, mesmo tendo tantos projetos que amo profundamente tocar nesse aspecto, torna automaticamente esse um “mês ruim” para mim. Pra não ser 100% injusta teve um postzinho de nada no meu Instagram sobre uma das pintoras que mais amo, mas fora isso… Nadinha, nadinha, fui útil para muita gente e completamente inútil para mim. E aí, pensando um jeito de compensar isso comigo mesma, ressuscitei minha velha tag de Rapidinhas para resumir um pouco o que fiz e não deixar passar completamente em branco por aqui. É, achei que ela ficaria adormecida para sempre, mas vou acorda-la agora que setembro acabou¹.

Duas imagens de um mesmo polvinho do humor, que tem um lado bravo e outro feliz, ambas lado a lado. Na primeira, com a expressão brava, tem em cima o número 2021, referente ao ano, e a segunda, da expressão feliz, tem a capa do disco ABBA Voyage. A capa é preta com um eclipse lunar de tom dourado abaixo do nome do mesmo.

Obviamente focaremos no que foi bom porque ninguém sai registrando as coisas ruins, né? Elas nem nos dão essa oportunidade. E o start foi bom DEMAIS com um lançamento de uma das minhas bandas favoritas depois de quase quarenta anos separados: ABBA Voyage, o novo álbum do ABBA! Coloquei um despertador para não esquecer a live de anúncio, de tão empolgada, e chorei o tempo todo vendo que eles estão vivíssimos como músicos, me fazendo tão feliz quanto sou ouvindo minha música favorita da vida, Dancing Queen. Assim que acabou não aguentei e comprei o álbum, que será oficialmente lançado dia 05 de novembro (mal posso esperar!), ouvi o single I Still Have Faith in You/Don’t Shut me Down no repeat pelo Spotify e até fiz um “memezinho” com o famoso polvinho do humor para expressar o quanto isso é positivamente marcante pra mim…

TEXTO: Você pode apoiar o Vênus em Arte com (a partir de) R$5 por mês e me ajudar a trazer visibilidade feminina para a história da arte! IMAGEM: três circulos contendo auto retratos de três artistas mulheres: Elisabeth LeBrun (pele branca, cabelos curtos encaracolados, olhando para o expectador com o pincel em direção a uma tela que está ao seu lado), Lois Mailou Jones (pele negra, olhando para atrás do expectador, também com uma tela em sua frente) e Gerda Wegener (de lado, olhando para uma fruta que está na sua mão, envolvida nos braços da esposa Lili Elbe, que olha para o expectador).

Sabe aquela “coisa” que você ensaia lançar e nunca acha que está pronta? Pois é, me fiz pronta para a campanha de financiamento coletivo recorrente do Vênus em Arte! O projeto estava nos meus rascunhos do Catarse há mais de ano e eu ficava nesse dilema porque não achava as recompensas suficientes e tinha vergonha misturada com frustração de estar produzindo conteúdo para internet há tantos anos sem parar e ainda assim não conseguir estar nem perto de me manter com isso. Porém o Vênus em Arte é maior que meu orgulho! Analisei outras campanhas de pessoas que gosto, percebi que minhas recompensas ‘tavam ótimas e lancei com a certeza de que ninguém ia aderir. Para minha surpresa positiva várias pessoas aderiram sim, em breve os primeiros meses vão virar uma ring light BOA DE VERDADE para melhorar, sempre, nossa jornada em busca da visibilidade feminina na história da arte.

Foto de uma sala de paredes escura com uma televisão ao fundo onde se lê Studio Leste e uma mesa de madeira clara em frente com dois microfones em cima. Em lados aoposto, em frente a cada microfone, estão duas mulheres. Aninha Paixão veste uma blusa escura e tem cabelos compridos, ondulados e claros, além de um relógio no braço direito enquanto segura o livro Wish You Were Here: um romance musical, de Luly Lage. A autora está do outro lado, usando também uma roupa escura, cabelos coloridos cacheados e óculos de armação grossa.

Em agosto, no dia que tomei a primeira dose da vacina contra o COVID-19, foi ao Studio Leste gravar um episódio do Programa Playlist, com a Aninha Paixão. No primeiro domingo de setembro, dia 5, a entrevista foi ao ar! Gente… Foi MUITO GOSTOSO! A Aninha é mega divertida e extrovertida, eu sei ser divertida e extrovertida, então imaginem aí a quantidade de risadas que demos lá dentro! O que ela faz é pedir para que a gente escolha as 6 músicas que mais marcaram nossa vida e aí vamos contando a história, desde lá de trás, através delas. Normalmente os convidados são pessoas que trabalham com isso, mas ela me chamou por causa de Wish You Were Here: um romance musical e o fato de o livro ter uma playlist e tudo, fiquei lisonjeadíssima! A entrevista está disponível no Youtube pra quem quiser rir também.

Rosto de um objeto cenográfico em forma de um grande elefante marrom com presas cor de marfim. Seus olhos têm grandes cílios pretos e ele olha diretamente para o expectador.

Essa rapidinha aqui vai ser rapidíssima porque quero falar sobre isso pra valer ainda: gente, a exposição de 50 anos do Palácio das Artes, “50 anos em 5 atos” tá a coisa mais linda! Ela é composta de instalações artísticas que contam a história desse que é o maior centro cultural de Minas Gerais desde sua idealização por Juscelino Kubitschek, quando ainda era prefeito de BH, até hoje. Eu tô tendo a HONRA de fazer parte da mediação como estagiária voluntária 1 manhã por semana e nem estando sempre lá me canso dela, então pro público deve ser incansável também…

Foto de uma penteadeira branca com quatro pés palito em cor de madeira clara, com duas gavetas e uma tampa aberta, onde há um espelho fixado. Na parte interior de onde a tampa ficaria estão quatro divisórias com produtos de maquiagem dentro e na parte superior que não está levanta, sobre uma das gavetas, há duas canecas com pinceis de maquiagem ao lado de alguns produtos espalhados. Na parede existem dois quadros, um com ícones da história de Harry Potter e outro com uma boca vermelha mordendo o lábio inferior.

E chegamos no momento do post onde não ACREDITO que chamei de ruim o mês em que realizei meu SONHO de ter uma penteadeira! Cancelem esse adjetivo e admirem essa coisa mais linda da vida que ela é! Há anos eu tento, sem sucesso, improvisar um “cantinho de maquiagem” pra mim, mas depois que refleti a fundo sobre o quanto ela é importante para mim percebi que não queria um canto adaptado e sim uma penteadeira de verdade, mesmo… Como meu espaço é limitado busquei pela largura do móvel e me apaixonei por essa meio vintage que é maravilhosa e mesmo pequena tem lugar pra tudo que preciso, mas é meio cara, então deixei pra lá. Quando achei uma oferta em que estava mais barata que as bem menos legais com as quais eu vinha me contentando em ter não deu mais, ela veio!

A montagem me custou dois dias porque fiz tudo sozinha sem parafusadeira, quando ficou pronto as gavetas não entravam, deu vontade de chorar, e minha irmã teve que me ajudar a arrumar porque eu tava sem força NENHUMA nos braços. Adaptamos algumas coisas e deu certo! Ainda quero reforçar alguns parafusos quando tiver oportunidade, mas O que importa é que deu certo. Teve dias em que eu me vi escolhendo o que precisava dentro dela pra levar pro espelho do banheiro e então me dar conta que não preciso fazer isso mais, mas agora já tô adaptando a essa alegria diária. Talvez fale mais a fundo disso depois? Não sei, preciso pensar!

Foto de um canto de um quarto de parede clara onde é visíveil uma cama com coberta cor de rosa, alguns travesseiros e almofadas e uma grande pelúcia de elefante rosa. No canto inferior é visível as patas inferiores de uma gata preta adormecida. A parede contém alguns quadros e um adesivo onde estão dispostos vários círculos de tamanhos variados nas cores rosa claro e vinho.

Ainda no tópico “melhorias no quarto para ser mais feliz vivendo nele”, outra coisa que tava planejada há um tempão e nunca colocava em prática era achar um adesivo de parede para onde deveria ficar a cabeceira da minha cama, que não existe, pra complementar os quadros que tenho ali. Minha ideia era algo de bolinhas, pra combinar com a identidade visual do Vênus em Arte, e predominantemente rosa, pra combinar… Comigo, oras! Achei esse na Fran Adesivos, divertido sem ser infantil, misturando o rosa claro de alguns móveis com vinho que deixa um contraste legal, sério, perfeito! Tentei imitar a imagem do site na colagem, no final mudei uma coisinha aqui e ali e assim que ficou pronto estreei minha nova capa de almofada “Who Run The World” da MinKa, loja da qual nem preciso falar porque cês sabem que sou apaixonada… Combinou super!

Foto de um tablet com uma cena da série The Get Down, onde o protagonista Zeke, um jovem negro de cabelos black power, está de lado, olhando para baixo. Abaixo há uma legenda onde diz 'Porque sou apaixonado por você desde o jordim de infância'. De um lado há uma lata do refrigerante vermelho Coca Cola à esquerda e um fone de ouvido rosa choque à direita.

Pra fechar esse post, que de rapidinho não teve nada, e setembro que se despede do nosso calendário hoje, saiu na mybest Brasil uma lista MUITO LEGAL com 15 criadores de conteúdo recomendando suas séries favoritas na Netflix e entre essa galera temos quem? Moi! Tive mais uma oportunidade de enaltecer minha queridíssima The Get Down, que merecia ser muito mais valorizada, ao lado de várias outras que já amo e algumas que fiquei doida pra conferir… Pra quem tiver em busca de algo pra ver no fim de semana, ou entender os motivos que me levam a amar tanto essa recomendação, é só conferir o post clicando aqui!

¹ Green Day. Wake Me Up When September Ends. American Idiot. Oakland: Studio 880, 2004. Faixa 11.

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Trinta e Um

Foto de um bolo de cobertura rosa claro, com algumas pipocas doce da mesma cor formando uma meia lua no canto superior esquerdo, com três velas pequenas rosa choque e uma em forma de um batom vermelho, todas as quatro apagadas.

Hoje me peguei pensando sobre rituais de aniversário de modo geral… Sei lá, de repente me bateu um *click* do quanto é bizarro a gente soprar em cima de um bolo que várias pessoas queridas vão comer, sem se importar com a possibilidade de transmitir qualquer doença pra todas elas. Até vi uma cena num filme onde isso entra em pauta uma vez, mas precisei de uma ameaça mundial para me tocar desse absurdo. Coloquei algumas sobre meu bolo, três cor-de-rosa simplezinhas e uma em forma de batom para representar trinta e um ao meu modo, mas só pra tirar fotos, não as soprei e agora tô me questionando se voltarei a fazer isso em algum momento da vida… Assim como vários outros costumes banais que, de repente, me deixam extremamente chocada em lembrar que não foram repensados por várias pessoas mesmo durante a pandemia, quiçá fora dela.

É meu segundo aniversário na pandemia, mas o do ano passado foi beeeem diferente desse. Cheio de alegria, com animação o suficiente da minha parte pra marcar a meia noite com trilha sonora temática, sessão de fotos comemorativa, live convidando os amigos para participar junto e uma variedade representativa de sabores de pizza porque, sabe, dia 10 de julho é o dia dela também. Recebi mais empolgação ainda em troca, foi MARAVILHOSO, mas hoje… Sei lá, a introspecção que marcou o aniversário de dezessete anos do blog sobreviveu às últimas duas semanas e me atingiu em cheio em forma de melancolia. Algumas pessoas vieram me falar que é Inferno Astral, normal, acontece mesmo nas vésperas d’a gente completar um ano novo, mas isso é tão estranho pra mim, não gosto, me causa incômodo! Tentei forçar a extroversão que é meu natural, não tive sucesso.

Porque melhor mesmo é abraçar a antítese que sou. Tímida porém extrovertida, sonhadora ainda que com tendências fortes ao soturno, preciso respeitar tudo isso. Nem sei por que tô falando disso agora, é meio que meu modo de marcar esse dia que tá uma mistura de cansaço com o sentimentalismo de sempre, de quem não sabe realmente o que escrever, mas não consegue deixar de fazê-lo porque é apegada demais à prática, em especial num momento que gosta tanto quanto o ato de “ficar mais velha”. Parece que tô na vibe 100% pra baixo, mas teve muita gostosura também, me provando mais uma vez que (mesmo de longe) sou querida PRA CARAMBA por gente que amo DEMAIS! Presente em envelope deixado na porta, café da manhã enviado de surpresa, “alôs” rapidinhos do outro lado do portão…. Mensagens, ligações, comentários, mil e um abraços virtuais tão calorosos quanto os reais.

Na verdade, no fim, foi bom, sabe? A pizza veio em um sabor só, as velas tiradas do bolo – delicioso, feito pelo meu amigo Nick – pra não precisar abrir mão dos desejos ao soprar, o lookinho rosa e preto de paetês foi vestido mesmo que pra ninguém ver, muita Coca Cola foi consumida e eu completei, às 17 horas e 41 minutos, trinta e um anos de vida. Nesse momento estava na minha cadeira, recostada, assistindo um dos live actions da Disney que amo com minha mãe, irmã, gata e cachorra, como se fosse um sábado qualquer, mas sabendo que não era. Dias melhores virão e dias piores idem, mas esse é MEU dia, então vou fingir que nada disso importa e desejar, aqui e tendo vocês aí de testemunha, feliz aniversário pra mim!

Foto do mesmo bolo presente na primeira imagem sobre o pequeno pedestal porta bolo de vidro. À sua frente um prato branco de bordas rosa contendo um pedaço de pizza de calabresa com alho poró e, à direita, entre os dois elementos, um copo de vidro cheio de Coca-Cola. Todos estão sobre uma mesa coberta por uma toalha branca.

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O dia em que publiquei um livro

Mesa de madeira localizada em um ambiente bem iluminado com parede de tijolos marrons. Em cima dela esxistem vários exemplares de Wish You Were Here: um romance musical, romance de Luly Lage, cuja capa tem representada uma menina segurando uma carta olhando para um elefante que está ao longe.

Acho muito doido ter 17 anos da minha vida registrado num ambiente e, de repente, perceber que não registrei um dos acontecimentos mais marcantes de todos… Eu sei, eu sei, “antes tarde do que nunca”, mas tendo passado quase dois anos nunca vou conseguir reproduzir exatamente o sentimento daquele dia, tudo bem, trago a visão do agora de 5 de outubro de 2019, o dia do lançamento do meu primeiro livro. É, verdade seja dita, não foi o lançamento reeealmente propriamente dito e sim o evento que fizemos para isso, mas de todos os marcos que aquela época trouxe, de ver Wish You Were Here: um romance musical nascer depois de tanta espera, esse foi o principal. Talvez melhor também, mas isso nunca vou me sentir oficialmente pronta pra julgar.

Leia também: Minha experiência na Amazon KDP (publicação, e-book e cópias físicas)

Em julho daquele ano olhei pro arquivo Word do livro, que tinha começado a escrever quase 10 anos antes e terminado há pelo menos uns 3, e percebi que ele não era nada. Um monte de palavras que quase ninguém tinha lido, não causava impacto assim, pros outros e pra mim. Decidi que não teria mais sonho, só realidade: entre no site da KDP, ferramenta de auto publicação da Amazon, e li sobre o processo de transforma-lo num e-book Kindle. Descobri que poderia até imprimir cópias físicas se quisesse e li sobre isso também, porque mesmo decidida a me conformar com o formato digital a ordem maior era “farei o que der”, ali estava a prova de que dava. Pedi ajuda pra amiga que fez a capa de presente pra montar a parte de trás e no dia 10, meu aniversário de 29 anos, anunciei: vou publicar um livro!

Foto de uma mulher de pele branca e cabelos escuro curvada sobre um livro enquanto o autografa usando uma caneta rosa. Ao seu redor, na mesa, várias edições do mesmo livro, Wish You Were Here: um romance musical, que tem capa da mesma cor da roupa que ela veste com uma menina segurando uma carta enquanto olha para um elefante ao fundo.
Minha foto favorita do dia, num dos raros momentos em que estava autografando sem ninguém do lado, tirada pela minha amiga mais antiga, a Nana.

A ordem dos fatores foi capa refeita, pré-venda do e-book no ar, anúncio da campanha de financiamento coletivo para a versão física, descobrir mais uma vez que sou amada por um bando de gente foda que ficou tão feliz quanto eu com o que estava acontecendo, lançamento do e-book, fim da campanha, encomendar os físicos, fazer uma mini versão deles pras minhas bonecas, ver os livros sendo enviados lá dos Estados Unidos, marcar o lançamento, ‘pera… Marcar o lançamento! As datas estavam apertadas, tinha que ser no primeiro sábado de outubro de qualquer jeito, as semanas passando na velocidade da luz e eu não achava um lugar. Tinha um café bem no Centro de BH, o Benzadeus, que eu amava, seria mais um sonho realizado, mas será que as coisas dão tão certo assim? Não é possível! Mas era. Liguei perguntando, aceitaram e tava agendado. O frio na barriga triplicou.

Leia também: Wish You Were Here: um romance musical, um post todinho sobre o livro!

As primeiras caixas chegaram na mesma época que minha amiga-irmã me mandou um macaquinho lindo pra usar no dia, das mesmas cores da capa. Teve gente achando bobo, mas sonhei com aquilo demais, queria usar uma roupa bonitinha, um valor sentimental embutido favoreceu ainda mais o cenário. Naquele dia acordei cedo pra me arrumar com o carinho e dedicação que gosto, um momento comigo que sempre me ajuda a acalmar. Preciso admitir agora que tinha MUITA coisa errada passando pela minha cabeça naquela manhã… Medo de não vender livros o suficiente pra pagar pelo nosso IOF que tinha ficado caríssimo, de não valer a pena pro café que tinha me aberto a porta com tanto carinho, da data de uma prova importante que tava chegando e de várias outras coisas pessoais que não consegui abstrair. Mas fui me livrando de todas elas e sorrindo, cada vez mais.

Mesa de madeira com alguns exemplares do livro, marcadores, caneca com reprodução da capa, um elefante de pelúcia rosa grande, uma sacola de presente azul, um buquê e um vaso de flores.
Mesa no final do lançamento, com alguns livros remanescentes, marcadores e as flores e presentes que ganhei no dia.

Faz sentido se eu falar que, apesar de difícil, foi absolutamente maravilhoso? Porque foi! Quando cheguei já tava tudo lindamente arrumado e tinha até uma pequena fila esperando por mim. Gente que acordou cedo, saiu de longe, marcou na agenda, ajudou a preparar as coisas, registrou o processo desde antes de sair de casa, se dispôs a ser não só convidado ali, mas também ajudante na organização a troco de nada… Gente que queria comemorar comigo que eu era, oficialmente, escritora. Porque sim, o livro já tinha sido publicado há mais de 2 meses, mas o sentimento real, oficial me bateu quando sentei na cadeira, peguei a caneta cor de rosa que comprei especialmente para isso e autografei meu nome na primeira página de dedicatória que colocaram na minha frente. Nesse exato segundo Marie e David deixaram de ser só meus e se tornaram do mundo!

Veja também: Todas as fotos do lançamento no álbum do Facebbok.

Não consigo escolher o momento favorito. Penso na hora que não consegui mais segurar as lágrimas e deixei rolar, não surpreendendo ninguém, de cada chegada que matou de alegria, dos presentes pensados com todo carinho. Lembro da conversa que tive com as pessoas nos breves minutos que pude ficar com elas ao lado, me esforçando nas dedicatórias da melhor forma possível. A manhã acabou, almocei ali mesmo na companhia dos últimos chegantes enquanto me despedia dos primeiros que já iam. Chorei, sorri, o importante é que emoções eu vivi! Prometi pra mim mesma que escreveria esse mesmo post que estou escrevendo, nessa parte falhei, mas consegui segurar tudo na mente pra soltar a parte que consigo tornar pública agora. O tempo passou, o Benzadeus infelizmente fechou, o livro continua à venda e o dia que publiquei um livro ficou na memória, como meta de “repeteco” e vitória.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo sexto, referente a 2019.

O dia em que publiquei um livro | Dia 16 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Minhas tatuagens do signo de Câncer

Duas fotos de uma mesma pessoa, de pele clara e cabelos escuras. Na primeira ela está de costas, com uma tatuagem de constelação de Câncer no ombro direito, e na segunda de frente, com uma tatuagem de caranguejo no ombro esquerdo.

Entre o final de 2018 e início de 2019, eu, Dani e Pati marcamos horário na Larissa Louise, nossa tatuadora favorita, para fazer duas tatuagens cada. A primeira, que pedia por esse agendamento em conjunto, é nosso trevo de amigas-irmãs, fonte de várias visualizações diárias aqui nesse blog desde então e já até copiada pelo Pinterest afora, cheia de significados que a gente adora. As segundas eram diferentes, mas dentro da mesma temática, já que cada uma decidiu fazer uma representação do próprio signo solar (Câncer, Touro e Peixes, respectivamente). As meninas já tinham definido que fariam suas constelações em lugares diferentes, que acabou sendo o mesmo na hora, o lado direito da costela, onde eu já tenho o última frase de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” desde antes. Eu, por outro lado, escolhi não só uma região do corpo diferente, mas também a imagem.

A real é que eu não gostava da constelação de Câncer de jeito nenhum. Ela é mais ou menos um Y tortinho de cabeça pra baixo e achava meio bobo, sabe? Não conseguia me enxergar ali por isso. No lugar dela optei por um caranguejo, animal que é a principal representação do signo e que define nosso esteriótipo em diversos pontos… O interior molinho que a natureza cobriu com uma casca grossa pra proteger, a tendência de andar pros lados desgovernadamente quando acuados, o apego pelo lar a ponto de não conseguir sair dele e, claro, a fincada de pinça bem dada em quem ameaça tudo isso. Eu me identifico com TODOS! Já tinha uma line art que era doida pra tatuar, feita pelo DFT, então mandei mensagem pedindo autorização, recebi resposta positiva e encaixei, junto com a Lari, o desenho bem no ombrinho esquerdo.

O resultado ficou absolutamente maravilhoso!

Foto da tatuagem de caranguejo, recém feita, com a região do ombro ainda vermelha.
Ainda no estúdio, bem vermelha.
Foto d tatuagem de caranguejo já cicatrizada, com a linha bem fina e preta.
Pouco mais de um mês depois, cicatrizada em pleno carnaval!

E aí esse post podia parar bem por aqui, né, significado apresentado, foto postada, vida que segue? Nana-nina-não, mores, pois a INVEJA se apoderou do meu ser e não permitiu. Quando vi as constelações das meninas lá, lindas, fininhas, estrelares, ah, não, eu quis a minha também! O formato que antes não me agradava antes começou a soar simpático a cada nova referência que eu encontrava até que, de repente, a solução surgiu na minha vida… Vi uma tatuagem linda, feita de estrelinhas, sem constelação nem nada, só elas isoladas, espalhadas pelo ombro da moça da foto. Meu olhos brilharam! Já consegui enxergar algo parecido em mim. À medida que eu navegava iam aparecendo outras, com luas e outros astros junto, pronto, questão solucionada, desejo oficializado, marquei o horário ainda em 2019, pouco depois do meu aniversário, quando o Sol ainda estava em Câncer. (Inclusive, esse ano, entra amanhã!)

Como boa canceriana que sou, chorei com o resultado.

Chorei porque o lugar escolhido, a região das costas perto do ombro, dessa vez o direito, mexe com minha auto estima demais já há algum tempo porque eu tenho MUITAS marcas de espinha ali e na época que fiz a tattoo elas tinham voltado com força, foi bem quando decidi parar de tomar anticoncepcional… A neura que já tinha passado alguns anos antes depois de umas fotos bem legais que tirei tava voltando toda de uma vez. E veio a Lari, com essa tatuagem, e transformou tudo em estrelas! Ela também colocou uma lua, que é regente do signo, Saturno, porque eu tava bem na época do seu famoso, e uma galáxia lá longe, pra dar um “tchan”. Ficou a coisa mais linda do mundo e a única coisa que lamento é o fato de não vê-la com frequência.

Foto da tatuagem da constelação de Câncer recém feita, ainda com plástico protetor.
Logo depois de chegar em casa, ainda com o plástico de proteção.
Foto tirada no escolho da tatuagem da constelação após a retirada do plástico.
Dois ou três dias depois, após retirada do plástico.

Eu amo o fato de que essas duas tatuagens aparentam diferentes, mas representam a mesma coisa e têm traço parecido. Amo que ficam em lados opostos de uma mesma região do corpo, mostrando que sou canceriana de frente e costas, direita e esquerda. Amo tudo, nas duas! Às vezes me dá um siricutico de fazer uma terceira com o símbolo também, mas em seguida me acalmo, respiro, lembro que tenho muita arte legal pra estampar esse corpo ainda e pouco dinheiro pra colocar em prática, então deixarei que essas cumpram seu papel astrológico e, quando puder, parto pras próximas, de valor tão sentimental quando o Sol me faz ser.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo quarto, referente a 2017, ano em que fui tatuada pela primeira vez.

Minhas tatuagens do signo de Câncer | Dia 14 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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