Trinta e Um

Foto de um bolo de cobertura rosa claro, com algumas pipocas doce da mesma cor formando uma meia lua no canto superior esquerdo, com três velas pequenas rosa choque e uma em forma de um batom vermelho, todas as quatro apagadas.

Hoje me peguei pensando sobre rituais de aniversário de modo geral… Sei lá, de repente me bateu um *click* do quanto é bizarro a gente soprar em cima de um bolo que várias pessoas queridas vão comer, sem se importar com a possibilidade de transmitir qualquer doença pra todas elas. Até vi uma cena num filme onde isso entra em pauta uma vez, mas precisei de uma ameaça mundial para me tocar desse absurdo. Coloquei algumas sobre meu bolo, três cor-de-rosa simplezinhas e uma em forma de batom para representar trinta e um ao meu modo, mas só pra tirar fotos, não as soprei e agora tô me questionando se voltarei a fazer isso em algum momento da vida… Assim como vários outros costumes banais que, de repente, me deixam extremamente chocada em lembrar que não foram repensados por várias pessoas mesmo durante a pandemia, quiçá fora dela.

É meu segundo aniversário na pandemia, mas o do ano passado foi beeeem diferente desse. Cheio de alegria, com animação o suficiente da minha parte pra marcar a meia noite com trilha sonora temática, sessão de fotos comemorativa, live convidando os amigos para participar junto e uma variedade representativa de sabores de pizza porque, sabe, dia 10 de julho é o dia dela também. Recebi mais empolgação ainda em troca, foi MARAVILHOSO, mas hoje… Sei lá, a introspecção que marcou o aniversário de dezessete anos do blog sobreviveu às últimas duas semanas e me atingiu em cheio em forma de melancolia. Algumas pessoas vieram me falar que é Inferno Astral, normal, acontece mesmo nas vésperas d’a gente completar um ano novo, mas isso é tão estranho pra mim, não gosto, me causa incômodo! Tentei forçar a extroversão que é meu natural, não tive sucesso.

Porque melhor mesmo é abraçar a antítese que sou. Tímida porém extrovertida, sonhadora ainda que com tendências fortes ao soturno, preciso respeitar tudo isso. Nem sei por que tô falando disso agora, é meio que meu modo de marcar esse dia que tá uma mistura de cansaço com o sentimentalismo de sempre, de quem não sabe realmente o que escrever, mas não consegue deixar de fazê-lo porque é apegada demais à prática, em especial num momento que gosta tanto quanto o ato de “ficar mais velha”. Parece que tô na vibe 100% pra baixo, mas teve muita gostosura também, me provando mais uma vez que (mesmo de longe) sou querida PRA CARAMBA por gente que amo DEMAIS! Presente em envelope deixado na porta, café da manhã enviado de surpresa, “alôs” rapidinhos do outro lado do portão…. Mensagens, ligações, comentários, mil e um abraços virtuais tão calorosos quanto os reais.

Na verdade, no fim, foi bom, sabe? A pizza veio em um sabor só, as velas tiradas do bolo – delicioso, feito pelo meu amigo Nick – pra não precisar abrir mão dos desejos ao soprar, o lookinho rosa e preto de paetês foi vestido mesmo que pra ninguém ver, muita Coca Cola foi consumida e eu completei, às 17 horas e 41 minutos, trinta e um anos de vida. Nesse momento estava na minha cadeira, recostada, assistindo um dos live actions da Disney que amo com minha mãe, irmã, gata e cachorra, como se fosse um sábado qualquer, mas sabendo que não era. Dias melhores virão e dias piores idem, mas esse é MEU dia, então vou fingir que nada disso importa e desejar, aqui e tendo vocês aí de testemunha, feliz aniversário pra mim!

Foto do mesmo bolo presente na primeira imagem sobre o pequeno pedestal porta bolo de vidro. À sua frente um prato branco de bordas rosa contendo um pedaço de pizza de calabresa com alho poró e, à direita, entre os dois elementos, um copo de vidro cheio de Coca-Cola. Todos estão sobre uma mesa coberta por uma toalha branca.

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O dia em que publiquei um livro

Mesa de madeira localizada em um ambiente bem iluminado com parede de tijolos marrons. Em cima dela esxistem vários exemplares de Wish You Were Here: um romance musical, romance de Luly Lage, cuja capa tem representada uma menina segurando uma carta olhando para um elefante que está ao longe.

Acho muito doido ter 17 anos da minha vida registrado num ambiente e, de repente, perceber que não registrei um dos acontecimentos mais marcantes de todos… Eu sei, eu sei, “antes tarde do que nunca”, mas tendo passado quase dois anos nunca vou conseguir reproduzir exatamente o sentimento daquele dia, tudo bem, trago a visão do agora de 5 de outubro de 2019, o dia do lançamento do meu primeiro livro. É, verdade seja dita, não foi o lançamento reeealmente propriamente dito e sim o evento que fizemos para isso, mas de todos os marcos que aquela época trouxe, de ver Wish You Were Here: um romance musical nascer depois de tanta espera, esse foi o principal. Talvez melhor também, mas isso nunca vou me sentir oficialmente pronta pra julgar.

Leia também: Minha experiência na Amazon KDP (publicação, e-book e cópias físicas)

Em julho daquele ano olhei pro arquivo Word do livro, que tinha começado a escrever quase 10 anos antes e terminado há pelo menos uns 3, e percebi que ele não era nada. Um monte de palavras que quase ninguém tinha lido, não causava impacto assim, pros outros e pra mim. Decidi que não teria mais sonho, só realidade: entre no site da KDP, ferramenta de auto publicação da Amazon, e li sobre o processo de transforma-lo num e-book Kindle. Descobri que poderia até imprimir cópias físicas se quisesse e li sobre isso também, porque mesmo decidida a me conformar com o formato digital a ordem maior era “farei o que der”, ali estava a prova de que dava. Pedi ajuda pra amiga que fez a capa de presente pra montar a parte de trás e no dia 10, meu aniversário de 29 anos, anunciei: vou publicar um livro!

Foto de uma mulher de pele branca e cabelos escuro curvada sobre um livro enquanto o autografa usando uma caneta rosa. Ao seu redor, na mesa, várias edições do mesmo livro, Wish You Were Here: um romance musical, que tem capa da mesma cor da roupa que ela veste com uma menina segurando uma carta enquanto olha para um elefante ao fundo.
Minha foto favorita do dia, num dos raros momentos em que estava autografando sem ninguém do lado, tirada pela minha amiga mais antiga, a Nana.

A ordem dos fatores foi capa refeita, pré-venda do e-book no ar, anúncio da campanha de financiamento coletivo para a versão física, descobrir mais uma vez que sou amada por um bando de gente foda que ficou tão feliz quanto eu com o que estava acontecendo, lançamento do e-book, fim da campanha, encomendar os físicos, fazer uma mini versão deles pras minhas bonecas, ver os livros sendo enviados lá dos Estados Unidos, marcar o lançamento, ‘pera… Marcar o lançamento! As datas estavam apertadas, tinha que ser no primeiro sábado de outubro de qualquer jeito, as semanas passando na velocidade da luz e eu não achava um lugar. Tinha um café bem no Centro de BH, o Benzadeus, que eu amava, seria mais um sonho realizado, mas será que as coisas dão tão certo assim? Não é possível! Mas era. Liguei perguntando, aceitaram e tava agendado. O frio na barriga triplicou.

Leia também: Wish You Were Here: um romance musical, um post todinho sobre o livro!

As primeiras caixas chegaram na mesma época que minha amiga-irmã me mandou um macaquinho lindo pra usar no dia, das mesmas cores da capa. Teve gente achando bobo, mas sonhei com aquilo demais, queria usar uma roupa bonitinha, um valor sentimental embutido favoreceu ainda mais o cenário. Naquele dia acordei cedo pra me arrumar com o carinho e dedicação que gosto, um momento comigo que sempre me ajuda a acalmar. Preciso admitir agora que tinha MUITA coisa errada passando pela minha cabeça naquela manhã… Medo de não vender livros o suficiente pra pagar pelo nosso IOF que tinha ficado caríssimo, de não valer a pena pro café que tinha me aberto a porta com tanto carinho, da data de uma prova importante que tava chegando e de várias outras coisas pessoais que não consegui abstrair. Mas fui me livrando de todas elas e sorrindo, cada vez mais.

Mesa de madeira com alguns exemplares do livro, marcadores, caneca com reprodução da capa, um elefante de pelúcia rosa grande, uma sacola de presente azul, um buquê e um vaso de flores.
Mesa no final do lançamento, com alguns livros remanescentes, marcadores e as flores e presentes que ganhei no dia.

Faz sentido se eu falar que, apesar de difícil, foi absolutamente maravilhoso? Porque foi! Quando cheguei já tava tudo lindamente arrumado e tinha até uma pequena fila esperando por mim. Gente que acordou cedo, saiu de longe, marcou na agenda, ajudou a preparar as coisas, registrou o processo desde antes de sair de casa, se dispôs a ser não só convidado ali, mas também ajudante na organização a troco de nada… Gente que queria comemorar comigo que eu era, oficialmente, escritora. Porque sim, o livro já tinha sido publicado há mais de 2 meses, mas o sentimento real, oficial me bateu quando sentei na cadeira, peguei a caneta cor de rosa que comprei especialmente para isso e autografei meu nome na primeira página de dedicatória que colocaram na minha frente. Nesse exato segundo Marie e David deixaram de ser só meus e se tornaram do mundo!

Veja também: Todas as fotos do lançamento no álbum do Facebbok.

Não consigo escolher o momento favorito. Penso na hora que não consegui mais segurar as lágrimas e deixei rolar, não surpreendendo ninguém, de cada chegada que matou de alegria, dos presentes pensados com todo carinho. Lembro da conversa que tive com as pessoas nos breves minutos que pude ficar com elas ao lado, me esforçando nas dedicatórias da melhor forma possível. A manhã acabou, almocei ali mesmo na companhia dos últimos chegantes enquanto me despedia dos primeiros que já iam. Chorei, sorri, o importante é que emoções eu vivi! Prometi pra mim mesma que escreveria esse mesmo post que estou escrevendo, nessa parte falhei, mas consegui segurar tudo na mente pra soltar a parte que consigo tornar pública agora. O tempo passou, o Benzadeus infelizmente fechou, o livro continua à venda e o dia que publiquei um livro ficou na memória, como meta de “repeteco” e vitória.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo sexto, referente a 2019.

O dia em que publiquei um livro | Dia 16 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Minhas tatuagens do signo de Câncer

Duas fotos de uma mesma pessoa, de pele clara e cabelos escuras. Na primeira ela está de costas, com uma tatuagem de constelação de Câncer no ombro direito, e na segunda de frente, com uma tatuagem de caranguejo no ombro esquerdo.

Entre o final de 2018 e início de 2019, eu, Dani e Pati marcamos horário na Larissa Louise, nossa tatuadora favorita, para fazer duas tatuagens cada. A primeira, que pedia por esse agendamento em conjunto, é nosso trevo de amigas-irmãs, fonte de várias visualizações diárias aqui nesse blog desde então e já até copiada pelo Pinterest afora, cheia de significados que a gente adora. As segundas eram diferentes, mas dentro da mesma temática, já que cada uma decidiu fazer uma representação do próprio signo solar (Câncer, Touro e Peixes, respectivamente). As meninas já tinham definido que fariam suas constelações em lugares diferentes, que acabou sendo o mesmo na hora, o lado direito da costela, onde eu já tenho o última frase de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” desde antes. Eu, por outro lado, escolhi não só uma região do corpo diferente, mas também a imagem.

A real é que eu não gostava da constelação de Câncer de jeito nenhum. Ela é mais ou menos um Y tortinho de cabeça pra baixo e achava meio bobo, sabe? Não conseguia me enxergar ali por isso. No lugar dela optei por um caranguejo, animal que é a principal representação do signo e que define nosso esteriótipo em diversos pontos… O interior molinho que a natureza cobriu com uma casca grossa pra proteger, a tendência de andar pros lados desgovernadamente quando acuados, o apego pelo lar a ponto de não conseguir sair dele e, claro, a fincada de pinça bem dada em quem ameaça tudo isso. Eu me identifico com TODOS! Já tinha uma line art que era doida pra tatuar, feita pelo DFT, então mandei mensagem pedindo autorização, recebi resposta positiva e encaixei, junto com a Lari, o desenho bem no ombrinho esquerdo.

O resultado ficou absolutamente maravilhoso!

Foto da tatuagem de caranguejo, recém feita, com a região do ombro ainda vermelha.
Ainda no estúdio, bem vermelha.
Foto d tatuagem de caranguejo já cicatrizada, com a linha bem fina e preta.
Pouco mais de um mês depois, cicatrizada em pleno carnaval!

E aí esse post podia parar bem por aqui, né, significado apresentado, foto postada, vida que segue? Nana-nina-não, mores, pois a INVEJA se apoderou do meu ser e não permitiu. Quando vi as constelações das meninas lá, lindas, fininhas, estrelares, ah, não, eu quis a minha também! O formato que antes não me agradava antes começou a soar simpático a cada nova referência que eu encontrava até que, de repente, a solução surgiu na minha vida… Vi uma tatuagem linda, feita de estrelinhas, sem constelação nem nada, só elas isoladas, espalhadas pelo ombro da moça da foto. Meu olhos brilharam! Já consegui enxergar algo parecido em mim. À medida que eu navegava iam aparecendo outras, com luas e outros astros junto, pronto, questão solucionada, desejo oficializado, marquei o horário ainda em 2019, pouco depois do meu aniversário, quando o Sol ainda estava em Câncer. (Inclusive, esse ano, entra amanhã!)

Como boa canceriana que sou, chorei com o resultado.

Chorei porque o lugar escolhido, a região das costas perto do ombro, dessa vez o direito, mexe com minha auto estima demais já há algum tempo porque eu tenho MUITAS marcas de espinha ali e na época que fiz a tattoo elas tinham voltado com força, foi bem quando decidi parar de tomar anticoncepcional… A neura que já tinha passado alguns anos antes depois de umas fotos bem legais que tirei tava voltando toda de uma vez. E veio a Lari, com essa tatuagem, e transformou tudo em estrelas! Ela também colocou uma lua, que é regente do signo, Saturno, porque eu tava bem na época do seu famoso, e uma galáxia lá longe, pra dar um “tchan”. Ficou a coisa mais linda do mundo e a única coisa que lamento é o fato de não vê-la com frequência.

Foto da tatuagem da constelação de Câncer recém feita, ainda com plástico protetor.
Logo depois de chegar em casa, ainda com o plástico de proteção.
Foto tirada no escolho da tatuagem da constelação após a retirada do plástico.
Dois ou três dias depois, após retirada do plástico.

Eu amo o fato de que essas duas tatuagens aparentam diferentes, mas representam a mesma coisa e têm traço parecido. Amo que ficam em lados opostos de uma mesma região do corpo, mostrando que sou canceriana de frente e costas, direita e esquerda. Amo tudo, nas duas! Às vezes me dá um siricutico de fazer uma terceira com o símbolo também, mas em seguida me acalmo, respiro, lembro que tenho muita arte legal pra estampar esse corpo ainda e pouco dinheiro pra colocar em prática, então deixarei que essas cumpram seu papel astrológico e, quando puder, parto pras próximas, de valor tão sentimental quando o Sol me faz ser.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo quarto, referente a 2017, ano em que fui tatuada pela primeira vez.

Minhas tatuagens do signo de Câncer | Dia 14 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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My Pink Planner Tilibra 2021

Selfie de Luly Lage segurando o My Pink Planner 2021, da marca Tilibra

Ano passado usei um planner Tilibra bem bonito, mas basicão, onde a capa era rosa, mas simples, e o conteúdo interno sem nenhum detalhe ou enfeite, ou seja: um planner adultinho! Até fiz um post na época contando o quanto isso foi legal pra mim, significativo e tal, já que foi o ano em que completei 30 anos, mas vamos ser sinceras aqui: não trouxe lá muita sorte, né? A pandemia veio, a vida não só estagnou como acabou até dando uns passos pra trás, tá todo mundo beeem ferrado e eu podia ter escolhido qualquer um, porque no fim das contas ele ficou preso dentro de casa junto comigo e a mensagem não foi passada, já que ninguém viu. Ai, ai, ai, 2020, você bem puxou nosso tapete, hein, danado…

PORÉM devo dizer que, no fim das contas, ter um planner me ajudou BASTANTE nesse período doidão que a gente tá vivendo sem previsão pra ter fim… Eu só consegui produzir o pouco que produzi ano passado graças a ele, então acho que encontrei meu jeito de organizar a vida, sabe, já que agendas pararam de funcionar há muitos anos por aqui e o BuJo foi uma péssima escolha que nunca levei adiante quando tentei… Por isso dessa vez fui atrás de um novo com a decisão de que a vida tá muito por um fio pra tentar ser séria, escolhi o modelo imaturo que eu quis na vibe da adolescente dos anos 2000 que fui um dia e comprei o My Pink Planner da Tilibra na Livraria Leitura por, em média, trinta reais!

Psiu! Pres’tenção! Esse post contém não só uma descrição e fotos do planner escolhido e de como pretendo usa-lo, mas também um tour completo por ele em vídeo mostrando TODOS os tipos de página e funções que contém. Se você quiser ver tudo-tudo-tudo pra decidir se compra ou não, é só ir lá pro final!

Capa do My Pink Planner Tilibra, rosa com detalhes em estrelas brilhantes, lateral em espiral e o nome do produto em baixo, escrito em branco. Ao fundo uma base de corte e materiais de escritório, todos também cor de rosa.
Capa
Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na folha de rosto, onde se lê em inglês "Diga Olá para novas possibilidades" em vermelho num fundo rosa. Em baixo dos dizerem existe um quadrado branco para informações pessoais à escolha de quem usar o produto.
Folha de rosto / sobre mim

A primeira coisa que preciso falar sobre esse planner é que ele REALMENTE parece ter sido tirado do meu 2º ano do Ensino Médio em 2006… A capa com estrelinhas brilhantes, os detalhes todos em rosa ou, no máximo, vermelho, os textos em inglês misturados com português, corações, clipes, página de adesivos e tudo o que eu amava ter direito. Sinceramente acho que foi escolhido não só por ser minha cor favorita, mas também pela nostalgia das agendas Menininhas que eu usava anualmente como diário. As coisas estão tão pesadas, principalmente por quem opta por se informar e manter os pés no chão como tenho feito, que é bom ter um visual divertido e gostoso assim em algo pessoal que vou acessar todo dia. O mundo já tá muito feio, então não custa nada planeja-los em algo bonito!

Gostei bastante que ele não tem aquelas páginas de informações com itens pré-definidos, e sim uma folha de rosto decorada com um quadradinho destinado a esse fim, pra ser preenchido com o que julgo ser importante. Na verdade essa é uma característica forte desse planner: muito espaço pra você usar do jeito que quiser, como páginas para listas, um espaço grande de inspirações dividido em sub espacinhos diferentes, onde anotei meus objetivos, metas de redes sociais e até informações que preciso sempre acessar e não sei de cor, como meu CNPJ, e mesmo as páginas de planejamento em si, seja ele anual, mensal ou semanal, tem algumas linhas e quadriculados que você vai ajustando ao que precisa. É bem fofo porque nunca fala de “planos” e sim de “pink plans”, o que deixa a coisa alegre demais ao ser usada!

Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de listas, onde se vê quatro espaços pautados para criar listas pessoais em fundo rosa.
Espaço para listas
Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de planejamento mensal do mês de julho, onde se vê um calendário do mês com espaço para breves anotações por dia e uma pequena área pautada na lateral esquerda.
Planejamento mensal

Como dito acima, no que diz respeito ao planejamento em si, são três tipos diferentes. No início existe o planejamento anual, que é onde anoto tudo sobre dinheiro, registrando o que entra em vermelho e o que sai em verde pra ter controle do que ganho e gasto, é claro. Depois começa o planejamento mensal, um calendário de cada mês antes das semanas referentes ao mesmo, que uso para registrar datas importantes como aniversários e o início do Sol em cada signo, pois adoro astrologia. Ali tem também um espacinho pautado, onde anoto as contas do mês para ir marcando as que já paguei, já fazia no ano anterior e funcionou super bem. Enfim, vem o planejamento semanal, com um espaço grande para cada dia, todos os mesmo tamanho, e vários desses “espaços extras” para ir ajustando à nossa rotina, são páginas lindinhas…

Ao final, depois da última semana, existem quatro páginas de cada em três categorias diferentes: pautadas, quadriculadas e pontilhadas, todas com pequenas frases divertidas nos cantinhos, em inglês, seguindo a vibe do resto. Aí é deixar o cotidiano definir como preencher cada uma, também! Na pautadas, por exemplo, eu anotava minhas listas de mulheres de cada movimento artístico que queria estudar no Vênus em Arte ano passado, mas migrei isso pra página de Listas esse ano e, por enquanto, só usei uma, pra anotar os livros que vou lendo. As quadriculadas eu AMO, uso pra calendário menstrual e anotar meus números de redes sociais, e só as pontilhadas ainda não sei pra que usar… Ele tem também um tracker de hábitos no começo, totalizando 80 folhas, todas coloridas e decoradas, para que seu ano seja cor-de-rosa por completo. Tô apaixonada e recomendo muito!

Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de planejamento mensal da semana entre os dias 5 a 11 de julho. Além dos retângulos de caa dia da semana a página também contém pequenas áreas de anotações a serem feita da maneira que convir a quem usa o produto.
Planejamento Semanal
Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de pautada do final, onde se lê em inglês a frase "Quando nada sair direito, vá à esquerda.
Detalhe das folhas de caderno do final

Informações gerais:

– Capa dura e lateral em espiral, permitindo que seja completamente dobrado ao meio;
– Tamanho entre o A5 e A4;
– Bolso na frente em papel de alta gramatura;
– Página de adesivos;
– Folha de rosto com espaço para informações pessoais a escolha de quem usar;
– Calendários 2021 e 2022 contendo os feriados nacionais;
– Feriados internacionais de países da América Latina;
– Tracker de hábitos com espaço para 32 hábitos a serem desenvolvidos ao longo de um mês;
– Páginas de listas com espaço para 8 listas de 14 itens;
– Página de ideias, inspirações, metas ou o que convir;
– Duas páginas de planejamento anual;
– Duas páginas de planejamento mensal por mês, totalizando 24 páginas destinadas a isso (12 meses);
– Duas páginas de planejamento semanal por semana, totalizando 106 páginas destinadas a isso (53 semanas), de 28 de dezembro de 2020 a 2 de janeiro de 2022;
– Planejamento mensal com espaço de lista pautado e semanal com dois espaços pautados, um quadriculado e pequena região para registro de “Gratidão”;
– Quatro páginas pautadas, quatro quadriculadas e quatro pontilhadas no final.

Assista ao vídeo mostrando o planner completo!

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De repente… 30!

De Repente... 30!

Bateu meia noite e abri o painel do WordPress pra falar sobre o que me vier na cabeça, sem planejamento, só celebrar, mesmo, que hoje completo minha 3ª década de vida. Recentemente passei por um processo de reler diários (e posts) antigos com o intuito de ter um material legal pra retrospectiva que fiz no Instagram, o #TBLuly, onde passei um mês inteiro postando sobre cada ano da minha vida de forma completamente egocêntrica, mas engrandecedora pessoalmente… Minha memória é MUITO boa, e ainda assim me redescobri de tantas formas que não tem como resumir, e nem preciso. Pessoal demais, sabe? Aí lembrei o quanto esse blog foi e é importante pra mim não só produzindo conteúdo, mas também registrando minha vida, já que faço isso aqui desde a adolescência, e decidi que não podia deixar de fazê-lo dessa vez. Então aqui estamos, celebrando meus 30 anos.

De Repente... 30!

Prometi que não usaria o clichê “De Repente 30” no dia do aniversário porque, gente, NÃO FOI DE REPENTE! Chegar aqui foi longo demais, louco demais, deveras mutante. Sendo sincera tô desde os 28 falando que tenho 30 porque não aguentava mais ter “vinte e tantos”, de tão demorados eles foram. Queria virar isso logo! Aí descobri o famoso Retorno de Saturno, onde estar ao redor de “vinte e nove e meio” significaria maturidade e plenitude como adulta, abracei a ideia com todo fervor, sabe, eu realmente gosto de envelhecer, acho bem melhor do que não viver, e eis que foi uma droga. Tropecei tanto nesse meio de caminho que ainda estou curando os joelhos ralados que acabei ganhando numa queda ou outra, mas como ser adulta é algo que AMO, tive que aceitar que preciso fazer curativos sozinha, pedindo ajuda somente (mas sempre) quando necessário. Então o faço.

Talvez o problema tenha sido ir com muita sede ao pote, mesmo.

Quatro anos atrás fiz uma lista 30 coisas para fazer antes dos 30 no blog e dei uma olhadinha nela pra marcar o que rolou, nenhuma surpresa em ver que a maioria das coisas não foram concretizadas. Algumas das mais importantes sim, mas poucas foram “riscada” nessa conferência. É que nesse meio tempo as prioridades mudaram TANTO! No último ano o que eu mais queria era chegar aqui já no mestrado, algo que antes estava fora de cogitação, não consegui, mas por outro lado os cabelos rosa tão desejados no último semestre vieram bem na véspera, ante ontem, me fazendo TÃO FELIZ que parece risível que eu achava que o que causaria isso seria colocar silicone. A única pessoa que pode determinar quem serei aos 30 sou eu mesma, AGORA, mais ninguém, nem o eu de outras idades. Esse será meu conselho balzaquiano, o levem pra vida!

Agora já tá chegando a outra meia noite, a que encerra “meu dia”, porque isso aqui foi tão “de momento” que tive que parar pra decidir o que fazer. E, oh, mesmo no meio da pandemia tive o melhor de todos os aniversários, e passei a gostar do título que escolhi pro post, nas suas primeiras 24 horas trinta foi, pra mim a idade do sucesso. Não monetário ou profissional, nem nada, mas pessoal, tendo mais uma vez a certeza de que acertei em cheio ao escolher as pessoas que teria comigo aqui, na minha vida. Elas fizeram esse “Dia da Pizza” tão sensacional que é até triste que eu esteja o sujando com um texto tão raso e bobo. Terei que me desculpar comigo por isso depois…

… ou, ah, melhor não. Sou canceriana demais pra barrar o que sinto (e crente demais do meu Mapa Astral pra não cita-lo), então que bom que deixei fluir, sair, deixar de ser ser só meu e ficar registrado pra relembranças das décadas futuras. Preciso aprender a ser menos exigente comigo mesma, então que comece agora, na chegada do meu Feliz Ano Novo! Era pra ser sem planejamento e assim foi, porque na vida, cá entre nós, é como acontecem diversas das coisas maravilhosas pelas quais vale a pena viver. Um beijo, se você leu, e agora pra fechar celebrando, e rimando, não posso deixar de dizer: viva eu!

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