17 anos de Sweet Luly!!

Foto de uma superfícia quadriculada de rosa claro e branco onde há um doce de morango e um celular com a tela ligada na página principal do blog Sweet Luly.

No refrão da minha música favorita, Dancing Queen, as vocalistas cantam alegremente “you are the Dancing Queen, young and sweet, only seventeen”, ou seja “você é a rainha da dança, jovem e doce, apenas dezessete anos”, o que além da palavrinha chave “sweet” bem localizada coincidentemente ainda transformou essa em uma idade muito almejada por mim antes de atingi-la e também um dos números que mais gostei por um longo período… É claro que nos últimos tempos virou sinônimo de muito mau agouro aqui pros lados do Brasil, mas vamos tentar abstrair isso só nesse 26 de junho, ok? Hoje é dia de festa, de celebrar esse blog que registrou meus 14, 17 e até 30 anos de vida, que está a duas semanas de registrar os 31 e hoje, ao som desse hit do ABBA, registro no próprio que o Sweet Luly está completando dezessete anos no ar!

É engraçado porque normalmente acordo nessa data cheia de gás, doida pra estampar isso em todo e qualquer lugar onde tenho oportunidade, mas hoje me senti meio introspectiva, o que não é, de forma alguma, comum pra mim. Comecei a preparar um videozinho bem fofo, tive ideia pr’um Reels divertido inspirado no meu viral favorito da semana e fiz, porque me animou demais, mas acabei ficando por isso mesmo, sem o vídeo tradicional no YouTube ou bate papo direto… Acontece, né? Acho que é o cansaço de produzir tantos posts esse mês nesse especial de aniversário, da primeira semana de aula no curso de Curadoria, das notícias pavorosas que não param de aparecer. Tô tentando ficar de boa com essa exceção na minha personalidade, aceitar que às vezes acontece e focar no fato de que o importante é não passar em branco. E, pra mim, é mesmo!

Na verdade até tinha em casa, já compradinhos, pacotinhos de massa para bolos de caneca, chantilly e até coisinhas pra decora-los, mas antes que eu tivesse a chance de fazer recebi uma ligação de um casal de amigos perguntando se eu estava em casa… Confirmei e, minutos depois, vindos do outro lado da cidade, eles aparecem na porta, naquele perto distante que a pandemia pede, trazendo docinhos de morango pra eu poder comemorar e tirar uma foto especial, que foi essa aí em cima. Como sempre as datas importantes me provando que o Sweet Luly é tão relevante pra muita gente aí fora quanto é aqui dentro. E, por mais que eu não consiga deixar de fazer isso que faço, esse amor e carinho vindo de tantos lados, por tanto tempo, me deixam ainda mais animada a continuar fazendo por mais 17 anos, por quantos mais vierem além!

Feliz aniversário, bloguinho!

Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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O dia em que publiquei um livro

Mesa de madeira localizada em um ambiente bem iluminado com parede de tijolos marrons. Em cima dela esxistem vários exemplares de Wish You Were Here: um romance musical, romance de Luly Lage, cuja capa tem representada uma menina segurando uma carta olhando para um elefante que está ao longe.

Acho muito doido ter 17 anos da minha vida registrado num ambiente e, de repente, perceber que não registrei um dos acontecimentos mais marcantes de todos… Eu sei, eu sei, “antes tarde do que nunca”, mas tendo passado quase dois anos nunca vou conseguir reproduzir exatamente o sentimento daquele dia, tudo bem, trago a visão do agora de 5 de outubro de 2019, o dia do lançamento do meu primeiro livro. É, verdade seja dita, não foi o lançamento reeealmente propriamente dito e sim o evento que fizemos para isso, mas de todos os marcos que aquela época trouxe, de ver Wish You Were Here: um romance musical nascer depois de tanta espera, esse foi o principal. Talvez melhor também, mas isso nunca vou me sentir oficialmente pronta pra julgar.

Leia também: Minha experiência na Amazon KDP (publicação, e-book e cópias físicas)

Em julho daquele ano olhei pro arquivo Word do livro, que tinha começado a escrever quase 10 anos antes e terminado há pelo menos uns 3, e percebi que ele não era nada. Um monte de palavras que quase ninguém tinha lido, não causava impacto assim, pros outros e pra mim. Decidi que não teria mais sonho, só realidade: entre no site da KDP, ferramenta de auto publicação da Amazon, e li sobre o processo de transforma-lo num e-book Kindle. Descobri que poderia até imprimir cópias físicas se quisesse e li sobre isso também, porque mesmo decidida a me conformar com o formato digital a ordem maior era “farei o que der”, ali estava a prova de que dava. Pedi ajuda pra amiga que fez a capa de presente pra montar a parte de trás e no dia 10, meu aniversário de 29 anos, anunciei: vou publicar um livro!

Foto de uma mulher de pele branca e cabelos escuro curvada sobre um livro enquanto o autografa usando uma caneta rosa. Ao seu redor, na mesa, várias edições do mesmo livro, Wish You Were Here: um romance musical, que tem capa da mesma cor da roupa que ela veste com uma menina segurando uma carta enquanto olha para um elefante ao fundo.
Minha foto favorita do dia, num dos raros momentos em que estava autografando sem ninguém do lado, tirada pela minha amiga mais antiga, a Nana.

A ordem dos fatores foi capa refeita, pré-venda do e-book no ar, anúncio da campanha de financiamento coletivo para a versão física, descobrir mais uma vez que sou amada por um bando de gente foda que ficou tão feliz quanto eu com o que estava acontecendo, lançamento do e-book, fim da campanha, encomendar os físicos, fazer uma mini versão deles pras minhas bonecas, ver os livros sendo enviados lá dos Estados Unidos, marcar o lançamento, ‘pera… Marcar o lançamento! As datas estavam apertadas, tinha que ser no primeiro sábado de outubro de qualquer jeito, as semanas passando na velocidade da luz e eu não achava um lugar. Tinha um café bem no Centro de BH, o Benzadeus, que eu amava, seria mais um sonho realizado, mas será que as coisas dão tão certo assim? Não é possível! Mas era. Liguei perguntando, aceitaram e tava agendado. O frio na barriga triplicou.

Leia também: Wish You Were Here: um romance musical, um post todinho sobre o livro!

As primeiras caixas chegaram na mesma época que minha amiga-irmã me mandou um macaquinho lindo pra usar no dia, das mesmas cores da capa. Teve gente achando bobo, mas sonhei com aquilo demais, queria usar uma roupa bonitinha, um valor sentimental embutido favoreceu ainda mais o cenário. Naquele dia acordei cedo pra me arrumar com o carinho e dedicação que gosto, um momento comigo que sempre me ajuda a acalmar. Preciso admitir agora que tinha MUITA coisa errada passando pela minha cabeça naquela manhã… Medo de não vender livros o suficiente pra pagar pelo nosso IOF que tinha ficado caríssimo, de não valer a pena pro café que tinha me aberto a porta com tanto carinho, da data de uma prova importante que tava chegando e de várias outras coisas pessoais que não consegui abstrair. Mas fui me livrando de todas elas e sorrindo, cada vez mais.

Mesa de madeira com alguns exemplares do livro, marcadores, caneca com reprodução da capa, um elefante de pelúcia rosa grande, uma sacola de presente azul, um buquê e um vaso de flores.
Mesa no final do lançamento, com alguns livros remanescentes, marcadores e as flores e presentes que ganhei no dia.

Faz sentido se eu falar que, apesar de difícil, foi absolutamente maravilhoso? Porque foi! Quando cheguei já tava tudo lindamente arrumado e tinha até uma pequena fila esperando por mim. Gente que acordou cedo, saiu de longe, marcou na agenda, ajudou a preparar as coisas, registrou o processo desde antes de sair de casa, se dispôs a ser não só convidado ali, mas também ajudante na organização a troco de nada… Gente que queria comemorar comigo que eu era, oficialmente, escritora. Porque sim, o livro já tinha sido publicado há mais de 2 meses, mas o sentimento real, oficial me bateu quando sentei na cadeira, peguei a caneta cor de rosa que comprei especialmente para isso e autografei meu nome na primeira página de dedicatória que colocaram na minha frente. Nesse exato segundo Marie e David deixaram de ser só meus e se tornaram do mundo!

Veja também: Todas as fotos do lançamento no álbum do Facebbok.

Não consigo escolher o momento favorito. Penso na hora que não consegui mais segurar as lágrimas e deixei rolar, não surpreendendo ninguém, de cada chegada que matou de alegria, dos presentes pensados com todo carinho. Lembro da conversa que tive com as pessoas nos breves minutos que pude ficar com elas ao lado, me esforçando nas dedicatórias da melhor forma possível. A manhã acabou, almocei ali mesmo na companhia dos últimos chegantes enquanto me despedia dos primeiros que já iam. Chorei, sorri, o importante é que emoções eu vivi! Prometi pra mim mesma que escreveria esse mesmo post que estou escrevendo, nessa parte falhei, mas consegui segurar tudo na mente pra soltar a parte que consigo tornar pública agora. O tempo passou, o Benzadeus infelizmente fechou, o livro continua à venda e o dia que publiquei um livro ficou na memória, como meta de “repeteco” e vitória.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo sexto, referente a 2019.

O dia em que publiquei um livro | Dia 16 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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O Sorriso de Mona Lisa, Katherine Watson e eu

Julia Roberts como Katherine Watson em ''O Sorriso de Mona Lisa''.

No carnaval de 2018 tive alguns momentos meio brocoxô em meio à alegria e folia, por vários motivos diferentes. O primeiro deles, ouso dizer, ainda era o reflexo dos transtornos mentais que tinha acumulado no ano anterior, alguns com os quais já convivia há um tempo, outros que nem tanto, fora fatores que surgiram no próprio momento. Em resumo, era a antítese em pessoa, hora fazendo maquiagens temáticas empolgadíssima, hora me enroscando deitadinha na minha cama no escuro tão melancólico quanto a minha alma estava. E aí, nesse segundo cenário, zapeando pela Netflix afora, dei de cara com um filme assistido bem por alto quando mais nova, mas não sabia se tinha realmente absorvido: O Sorriso de Mona Lisa. Foi nesse dia que Katherine Watson mudou de vez a minha vida.

Mas antes, pra quem não conhece, trago contexto! O Sorriso de Mona Lisa é um filme de 2003 protagonizado pela maravilhosa Julia Roberts no papel da professora de história da arte Katherine Watson, que sai da Califórnia para dar aulas em uma das principais faculdades para moças do país, conhecida pelo perfil conservador, quase um local onde as alunas ricas frequentam enquanto esperam pelo seu casamento. Em meio à década de 1950, Katherine é considerada subversiva por ter visões progressistas, principalmente em relação ao papel da mulher na sociedade, e ao passar isso para suas alunas, apresentando a elas arte além dos padrões e as incentivando a enxergar a própria vida dessa forma, acaba pisando no calo não só de algumas delas, mas também de outras pessoas ao seu redor.

Julia Roberts como Katherine Watson em ''O Sorriso de Mona Lisa''.
Julia Roberts como Katherine Watson em “O Sorriso de Mona Lisa”, imagem via Microsoft.

Sabe aquela máxima do “O que você quer ser quando crescer?”, tão comum quando a gente é criança? Fazia muito tempo que eu não tinha uma resposta pra isso tão clara na minha mente. A maneira como ela dá a volta por cima em cada humilhação, o domínio da própria disciplina além dos padrões exigidos pela universidade, a enorme fé no que faz e, principalmente, como toca a vida das meninas em aspectos ainda maiores que o acadêmico. Em diversos momentos é acusada de hipocrisia e a primeira vez que assisti, há tanto tempo e muito mais crua que sou hoje, até concordei, mas agora não, agora consigo dar razão em cada atitude. Hipócrita é o meio em que está inserida e, oh, quase 70 anos se passaram aqui na vida real desde aquele contexto, muita coisa mudou, mas muitas outras continuam exatamente iguais. Pena!

Alguns meses antes desse click, estive perto de participar do processo seletivo de uma pós graduação de ensino de artes incrível, mas deixei passar… O arrependimento veio FORTE depois disso! Como não dá pra chorar sobre leite derramado, passei pouco tempo remoendo esse passado e rapidinho foquei em abraçar o futuro. Entre abraçar e viver não foi tão instantâneo, mas foi rolando. O passo mais importante, a decisão pelo caminho, foi dado, era hora de botar o pé na estrada. Agora, relembrando tudo o que rolou, foi muito mais na base dos tropeços e quedas do que de levantes. No meio da madrugada pós aniversário, puff, a decisão de estudar mulheres artistas. Uma ligação de propaganda que atendi sem querer, alá, um mundo de pós EAD que poderia cursar. Em dado momento até o mestrado que tanto reneguei se tornou possibilidade nessa cabecinha. Que loucura…

Katherine e suas alunas Giselle Levy (Maggie Gyllenhaal) e Joan Brandwyn (Julia Stiles).
Katherine e suas alunas Giselle Levy (Maggie Gyllenhaal) e Joan Brandwyn (Julia Stiles), imagem via Empire Online.

Quando criei o Vênus em Arte, um canal para ensinar história da arte através das mulheres artistas, hoje também podcast, era só um jeito de me forçar a produzir sobre o assunto como forma de estímulo, pra não deixar a chama apagar. Com o tempo ele foi me dominando, virou conteúdo aqui, nas redes sociais, brincadeiras que causam interação e engajamento nos Stories e, ai, o céu é o limite. Não cheguei a pisar numa sala de aula, o plano original, mas ensinei e principalmente aprendi tanta arte além do que os livros vinham me mostrando até então que, de vez em quando, já me sinto a Katherine Watson contemporânea. Talvez seja pretensão da minha parte, eu sei. Mas na vida tem espaço até pra isso, pra ser a primeira admiradora da sua jornada pessoal. Ajuda a colecionar outras admirações por aí.

Esse se tornou o maior dos meus “filmes confortos” desde então, busco por ele sempre que preciso lembrar como é estar bem. Agora uma breve ironia é o fato de que minha cena favorita sequer conta com a presença dessa personagem amada, tão fabulosa que precisa ser mencionada, aula de sororidade quando a gente nem sabia o que significava essa palavra. Em dado momento, frustrada com a vida, uma das alunas tenta descontar isso na outra, a ofendendo através das próprias dores. A colega, sabendo do que está acontecendo, tenta fugir sem rebater, e quando é confrontada diretamente retribui com um abraço de consolo. Falar aqui não vai descrever realmente sua força, mas é reflexo indireto do que foi plantado na sala de aula, que as incentivou muito além do ensino de artes. Eu sei, é mais pretensioso ainda sonhar com esse fazer diferença… Mas quem sabe um dia?

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo quinto, referente a 2018.

O Sorriso de Mona Lisa, Katherine Watson e eu | Dia 15 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Minhas tatuagens do signo de Câncer

Duas fotos de uma mesma pessoa, de pele clara e cabelos escuras. Na primeira ela está de costas, com uma tatuagem de constelação de Câncer no ombro direito, e na segunda de frente, com uma tatuagem de caranguejo no ombro esquerdo.

Entre o final de 2018 e início de 2019, eu, Dani e Pati marcamos horário na Larissa Louise, nossa tatuadora favorita, para fazer duas tatuagens cada. A primeira, que pedia por esse agendamento em conjunto, é nosso trevo de amigas-irmãs, fonte de várias visualizações diárias aqui nesse blog desde então e já até copiada pelo Pinterest afora, cheia de significados que a gente adora. As segundas eram diferentes, mas dentro da mesma temática, já que cada uma decidiu fazer uma representação do próprio signo solar (Câncer, Touro e Peixes, respectivamente). As meninas já tinham definido que fariam suas constelações em lugares diferentes, que acabou sendo o mesmo na hora, o lado direito da costela, onde eu já tenho o última frase de “Harry Potter e as Relíquias da Morte” desde antes. Eu, por outro lado, escolhi não só uma região do corpo diferente, mas também a imagem.

A real é que eu não gostava da constelação de Câncer de jeito nenhum. Ela é mais ou menos um Y tortinho de cabeça pra baixo e achava meio bobo, sabe? Não conseguia me enxergar ali por isso. No lugar dela optei por um caranguejo, animal que é a principal representação do signo e que define nosso esteriótipo em diversos pontos… O interior molinho que a natureza cobriu com uma casca grossa pra proteger, a tendência de andar pros lados desgovernadamente quando acuados, o apego pelo lar a ponto de não conseguir sair dele e, claro, a fincada de pinça bem dada em quem ameaça tudo isso. Eu me identifico com TODOS! Já tinha uma line art que era doida pra tatuar, feita pelo DFT, então mandei mensagem pedindo autorização, recebi resposta positiva e encaixei, junto com a Lari, o desenho bem no ombrinho esquerdo.

O resultado ficou absolutamente maravilhoso!

Foto da tatuagem de caranguejo, recém feita, com a região do ombro ainda vermelha.
Ainda no estúdio, bem vermelha.
Foto d tatuagem de caranguejo já cicatrizada, com a linha bem fina e preta.
Pouco mais de um mês depois, cicatrizada em pleno carnaval!

E aí esse post podia parar bem por aqui, né, significado apresentado, foto postada, vida que segue? Nana-nina-não, mores, pois a INVEJA se apoderou do meu ser e não permitiu. Quando vi as constelações das meninas lá, lindas, fininhas, estrelares, ah, não, eu quis a minha também! O formato que antes não me agradava antes começou a soar simpático a cada nova referência que eu encontrava até que, de repente, a solução surgiu na minha vida… Vi uma tatuagem linda, feita de estrelinhas, sem constelação nem nada, só elas isoladas, espalhadas pelo ombro da moça da foto. Meu olhos brilharam! Já consegui enxergar algo parecido em mim. À medida que eu navegava iam aparecendo outras, com luas e outros astros junto, pronto, questão solucionada, desejo oficializado, marquei o horário ainda em 2019, pouco depois do meu aniversário, quando o Sol ainda estava em Câncer. (Inclusive, esse ano, entra amanhã!)

Como boa canceriana que sou, chorei com o resultado.

Chorei porque o lugar escolhido, a região das costas perto do ombro, dessa vez o direito, mexe com minha auto estima demais já há algum tempo porque eu tenho MUITAS marcas de espinha ali e na época que fiz a tattoo elas tinham voltado com força, foi bem quando decidi parar de tomar anticoncepcional… A neura que já tinha passado alguns anos antes depois de umas fotos bem legais que tirei tava voltando toda de uma vez. E veio a Lari, com essa tatuagem, e transformou tudo em estrelas! Ela também colocou uma lua, que é regente do signo, Saturno, porque eu tava bem na época do seu famoso, e uma galáxia lá longe, pra dar um “tchan”. Ficou a coisa mais linda do mundo e a única coisa que lamento é o fato de não vê-la com frequência.

Foto da tatuagem da constelação de Câncer recém feita, ainda com plástico protetor.
Logo depois de chegar em casa, ainda com o plástico de proteção.
Foto tirada no escolho da tatuagem da constelação após a retirada do plástico.
Dois ou três dias depois, após retirada do plástico.

Eu amo o fato de que essas duas tatuagens aparentam diferentes, mas representam a mesma coisa e têm traço parecido. Amo que ficam em lados opostos de uma mesma região do corpo, mostrando que sou canceriana de frente e costas, direita e esquerda. Amo tudo, nas duas! Às vezes me dá um siricutico de fazer uma terceira com o símbolo também, mas em seguida me acalmo, respiro, lembro que tenho muita arte legal pra estampar esse corpo ainda e pouco dinheiro pra colocar em prática, então deixarei que essas cumpram seu papel astrológico e, quando puder, parto pras próximas, de valor tão sentimental quando o Sol me faz ser.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo quarto, referente a 2017, ano em que fui tatuada pela primeira vez.

Minhas tatuagens do signo de Câncer | Dia 14 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Antologia Beijo

Aparelho Kindle ligado na capa do livro Beijo, de vários autores. A capa é toda branca, com o sombreado de duas bocas se beijando e o título em letra refinada em cima. Acima está o nome da organizadora e abaixo a logo da editora. A foto também contém um batom vermelho de embalagem branca à direita e um copo deitado com balas de gelatina compridas também vermelhas dentro. O fundo é composto de papéis de três texturas diferentes: vermelha com corações brancos, listrado de preto e branco e branco com bolinhas pretas e marcas de bocas vermelhas.

Beijo (Antologia) *****
Capa do livro Beijo, de vários autores. A capa é toda branca, com o sombreado de duas bocas se beijando e o título em letra refinada em cima. Acima está o nome da organizadora e abaixo a logo da editora. Organização: Marianna Roman | Autores: Dielson Luz, Felipe Sanches, Kaline Bogard, Luly Lage, Nina Guerra, N S Fittz e Vanessa Oliveira.
Gênero: Romance, Crônica, Poesia
Ano: 2021
Número de páginas: 105p.
Editora: Grupo Editorial Quimera
Sinopse: “BEIJO
Beijo soprado
Beijo molhado
Beijo roubado
Beijo apaixonado

Beijo com medo
Beijo bem cedo
Beijo em segredo
Beijo de arremedo

Beijo comprido
Beijo bandido
Beijo fingido
Beijo escondido

Beijo de engodo
Beijo com remodo
Beijo que explodo
Beijo num todo

Beijo de veludo
Beijo sortudo
Beijo com conteúdo
Beijo… Sobretudo!”
(fonte)

Comentários: De 1781 a 2020, entre casais hétero e homo afetivos, nas suas relações que duram anos e as que nem sabemos quanto tempo vão durar, vividas por personagens com nomes repetidos e sem nome nenhum, que têm seus momentos contadas por meio de crônicas e poemas… A Antologia Beijo foi um dos lançamentos de Dia dos Namorados do Grupo Editorial Quimera, a primeira do selo exclusivamente digital nelas. Com organização de Marianna Roman e textos não só seus, mas também de outros sete escritores, esse livro fala da manifestação de carinho mais gostosa que existe no mundo, ele, o beijo! Alguns bastante planejados, outros quase inesperados, de amor e paixão e desejo e até curiosidade. Beijos pedidos, roubados e que acontecem tão naturalmente que nem dá pra saber de quem partiu primeiro. Muitos beijos e beijos bons!

“Uma suave inclinada para frente e lá estava o precioso e inacreditável beijo cinematográfico. Ou ao menos foi assim que pareceu tanto na mente dos dois, quanto da ansiosa plateia.”

Aparelho Kindle ligado na capa do livro Beijo, de vários autores. A capa é toda branca, com o sombreado de duas bocas se beijando e o título em letra refinada em cima. Acima está o nome da organizadora e abaixo a logo da editora. A foto também contém um batom vermelho de embalagem branca abaixo e um copo deitado com balas de gelatina compridas também vermelhas dentro à direita. O fundo é composto de papéis de três texturas diferentes: vermelha com corações brancos, listrado de preto e branco e branco com bolinhas pretas e marcas de bocas vermelhas.
Capa

As histórias são todas diferentes, vindas desde adolescentes descobrindo o que estão fazendo até monstros que se sentem amaldiçoados por ser quem são, se passando em diferentes épocas e lugares, mostrando o ponto de vista de pessoas também heterogêneas que se propuseram a celebrar o amor. De verdade, não consigo escolher minha favorita entre elas. O sorriso de expectativa pelo que estava para acontecer ficou no meu rosto quase o tempo todo enquanto a leitura rolava e quando acabou, ao abrir a página final de agradecimento, levei um susto, fluiu tão bem que dava pra continuar lendo muitas outras. E sabe o mais louco dessa história? Eu nem saberia que esse livro LINDO existe se não tivesse trombado com o edital de envio de textos dele e decidido participar! Conheci outros trabalhos que tinham o mesmo ponto de partida, mas que seguiram para estações diferentes, igualmente envolventes.

Os dois caíram na gargalhada, e estavam a soluçar de tanto rir. Sentados lado a lado na cama quando (…) estufou o peito como quem busca coragem para algo muito importante e o beijou.

O trabalho gráfico da editora está belíssimo, seria injusto falar do e-book sem menciona-lo. Eu nunca tinha visto uma antologia digital autografada e tiveram até esse cuidado, digitalizando as assinaturas e colocando numa página dedicada a isso. É tão especial, né, saber que foi pensado com tanto carinho quanto o que está presente nas narrativas, é como se fosse um beijinho deles em quem lê. Também existem páginas de respiro cheias de marcas de beijos vermelhos (a louca do batom vermelho pira com isso!) e, em cada história, um código do Spotify para acessar sua trilha sonora, que contribui pro clima que elas propõe. O livro em si tem uma playlist geral de músicas beijoqueiras, pra quem quer continuar na vibe mesmo depois de acabar – ou até apertar o play na hora que for fazer como as personagens e beijar bastante, por que não? Hahahaha!

Aparelho Kindle ligado na página de autógrafos do livro, que conta com assinatura dos autores das oito crônicas poesias da publicação.. O aparelho está inserido no mesmo cenário das outras fotos.
Página com autógrafo de todos os autores.

Falando agora como autora, e não leitora, preciso enaltecer minha “Maresia”, que saiu de supetão e carrega um monte de lembranças boas na sua criação. Quando vi o edital ela veio direto na minha cabeça, pronta, tão fácil que parecia até errado, mas era sinal de que tava tudo certo. Ela é mais ou menos baseada em fatos reais, não vou mentir, mas ainda assim grande parte do enredo é composto de ficção. Quando já tinha começado, quase acabando, decidi que queria deixar a coisa mais aberta do que estava: mantive o gênero da narradora explícito, mas dei um jeito de, em momento algum, deixar claro o da pessoa com quem ela se relaciona. Sendo assim os beijos dos quais me referi podem ter sido com quem os leitores quiserem, na cidade litorânea que desejarem, enquanto eu, daqui, sei exatamente com quem e onde foram – ou quase…

“Meus braços agarraram seu corpo com força e o movimento foi recíproco, senti uma mão entrelaçada nos meus cabelos enquanto as minhas buscavam segurar seu pescoço, encontrando encaixes cada vez melhores onde parecia não ter como melhorar.”

Aparelho Kindle ligado na página 57 do livro, primeira da crônica Maresia, de Luly Lage. Abaixo do título e do nome da autora há um código para ouvir a música tema no aplicativo Spotify e, em seguida, a história começa. O aparelho está inserido no mesmo cenário das outras fotos.
Primeiro página da minha crônica.

Para conhecer o trabalho do Grupo Editorial Quimera vocês podem acessar o site da editora, Instagram, Twitter e Facebook. O e-book pode ser comprado diretamente na loja deles, com instruções de como enviar para o Kindle na página do produto. Se quiser conhecer sobre o trabalho de cada autor individualmente, é só segui-los também nos perfis @mariannaromanoficial), @autor_dielson.luz), @felipe.sanches.397, @kalinebogard, @lulylage, @ninaguerraa e @nsfittz.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo terceiro, referente a 2016, o ano de onde veio minha inspiração para “Maresia”.

Antologia Beijo | Dia 13 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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