O resgate de memória

O resgate de memória: foto de Luly Lage aos 17 anos, de costas, de forma onde só é possível ver os cabelos loiros e cacheados e um pedaço da blusa clara. Ela está apoiada na mão direita olhando para a tela do computador, que exibe em primeiro plano o blog Sweet Luly com o visual que tinha na época.

No final de fevereiro o Facebook me lembrou que fazia 13 anos desde meu primeiro dia de aula na UFMG, minha reação imediata foi correr nos arquivos aqui do blog, que já existia desde muito antes disso, e ler o post que fiz na época, contando como foi. Minha memória é muito boa, consigo lembrar de tudo com detalhes, mas faço isso com o olhar que tenho hoje das coisas, sabe? Não era isso que eu queria! Queria saber o que aquela outra pessoa que eu era estava pensando, sentindo, vivendo! Queria aquele ponto de vista porque, no fim das contas, é ele que importa e que vai me dar uma visão real do que aconteceu. Então lá fui eu, mergulhar em mim mesma, com os erros de digitação, plakinha comemorativa feita exatamente pra esse momento e a ilusão de que o auge da maturidade tinha chegado.

Esse resgate da memória é a melhor parte de ter o blog ao meu lado por quase 17 anos. Tento ser modesta e fingir que não, mas tenho um orgulho danado de estar aqui há tanto tempo no mesmo “lugar”. Quando vejo alguém comemorando o aniversário do próprio blog fico me segurando pra não soltar “O MEU FAZ 17 EM JUNHO, ACREDITA?” porque, cá entre nós, é um saco celebrar algo e outra pessoa vir contando vantagem em cima disso… Tento evitar e às vezes até consigo, mas internamente feliz em também persistir num amor que faz parte da minha história, mas mais do que isso feliz em ter essa história contada por mim mesma, pra ler e ser lida por quem quiser. Se dependesse de mim estaria no mesmo blog desde a criação do primeiro, alguns meses antes, só pra esse arquivo ser ainda mais vasto…

Mas aí eu me pergunto: será que tô deixando a possibilidade do meu eu futuro ter essa mesma experiência em relação a quem sou no presente? Porque é claro que, com o tempo, as coisas por aqui foram mudando, deixou de ser só sobre mim e passou a ser sobre as coisas que estão ao meu redor. Tenho alguns textos autorais sobre sentimentos vividos (a série Inclusive, Saudades, por exemplo, é feita de um turbilhão deles) mas ainda assim… Não é a mesma coisa. Quero realmente registro real, pessoal, do sério e do bobo, do íntimo e do público. E tô perdendo, porque nem nas minhas redes sociais isso acontece mais, com minha preguiça de fazer vlogs semanais (preciso voltar!), introdução de conteúdo ao Instagram e dominação de indignação política na linha do tempo do Twitter.

De verdade, não acho que nenhuma dessas coisas seja ruim, e todas elas compõe a minha vida, sim. AMO produzir conteúdo e queria, de verdade, poder me dedicar exclusivamente a isso quando o assunto é meios de pagar as contas. Hoje entendo que meu maior sonho sempre foi, sempre vai ser, trabalhar com o que crio na internet, não vou parar de fazer em nenhum lugar, nem mesmo aqui. Ainda mais agora, que cheguei no ponto de entender qual conteúdo realmente me faz bem e tem qualidade de verdade pra quem consome… Mas por que não intercalar isso com o pessoal? Contar como foi publicar meu primeiro livro, escrever minha monografia de pós graduação, viver numa fucking PANDEMIA MUNDIAL, coisas que marcaram os últimos anos e que estou deixando passar sem motivo algum, porque vontade de escrever sobre, cara, eu tenho e de sobra. Só falta por em prática.

Então, em meio a essa Nova Era de me fazer feliz com os conteúdo que crio, vou me permitir mesclar com a Velha Era paralela através do resgate da minha possibilidade de resgatar a memória de hoje no futuro. Não sei quando, onde ou como, e talvez esse post já seja tudo isso, mas sei que VOU. Enquanto, sempre, fizer sentido pra mim, seguirei assim, mantendo esse blog como o que sempre foi, um blog pessoal, mas agora (também) sobre todas as artes que meu cérebro processa em forma de posts enquanto consumo, um vício adquirido em todo esse tempo do qual não quero me reabilitar.

O resgate de memória: foto de Luly Lage aos 17 anos, de costas, de forma onde só é possível ver os cabelos loiros e cacheados e um pedaço da blusa clara. Ela está apoiada na mão direita olhando para a tela do computador, que exibe em primeiro plano o blog Sweet Luly com o visual que tinha na época.
Resgatando, inclusive, a memória fotográfica: essa sou eu, no início de 2008 logo depois de começar a faculdade, aos 17 anos, navegando nesse mesmo blog que em breve completa a mesma idade. Sabe como é, né? Mudaram as estações…
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Blog velho, em domínio novo!

Foto tendo como objeto de destaque um celular aberto na página inicial do blog Sweet Luly, com endereço lulylage.com. O celular encontra-se sobre um bolo de cobertura cor-de-rosa e todo o fundo da foto contém itens dessa cor espalhados, como pipocas caramelizadas, doces, itens de papelaria e um fone de ouvido.

Esse ano, dia 26 de junho, meu blog completou 16 anos no ar, e durante todo esse tempo foi um subdomínio: primeiro das velhas hospedagens gratuitas Weblogger e Blogger Brasil, depois por mais de uma década do meu querido site (agora loja!) Expresso Rosa, quando passei a usar o WordPress como plataforma de postagem. Esse ciclo se encerrou há uma semana, quando ele migrou completamente para seu próprio domínio, o LULYLAGE.COM!

Foto tendo como objeto de destaque um celular aberto na página inicial do blog Sweet Luly, com endereço lulylage.com. O celular encontra-se sobre um bolo de cobertura cor-de-rosa e todo o fundo da foto contém itens dessa cor espalhados, como pipocas caramelizadas, doces, itens de papelaria e um fone de ouvido.
Doces da foto por O Doce Nick

Isso vem sendo um desejo meu há muitos anos, mas também é uma daquelas ocasiões em que a espera fez a coisa acontecer no tempo certo, sabe? Até 2018, por aí, o plano era que o endereço fosse sweetluly (ponto) com, mas ano passado fiz a mudança de (quase) todas as minhas sociais para meu nome, @lulylage mesmo, no momento ideal porque logo depois publiquei meu primeiro livro e precisei que minha identidade fosse firmada dessa forma pra atender a todas as versões de mim mesma. Agora esse “novo” site acompanhou o raciocínio certinho. Não sei se vou deixar de chama-lo de Sweet Luly em algum momento, sou deveras apegada a esse nome que me define há tanto tempo, apesar de acha-lo bastante infantil pro que faço hoje, o que faz sentido tendo agora mais que o dobro da idade da época que ele começou. Bom, independente de títulos, me pareceu pertinente que o endereço viesse nessa evolução. Ainda bem que demorei!

Não posso deixar de mencionar que tudo foi possível graças ao incrível PreLude Hosting, hospedagem do Expresso Rosa desde 2007, que é registrado por eles nos últimos anos (usei um outro antes, mas melhor nem mencionar) e obviamente o blog agora também. É um serviço tão apaixonado por blogs quanto eu, que sei que vai trata-lo como o que ele é de verdade, e isso faz toda diferença do mundo pra mim. Foram eles, inclusive, que migraram todo o conteúdo, eu tava com muito medo de fazer sozinha e dar ruim, tornando assim possível que TODAS as páginas internas do antigo subdomínio fossem redirecionadas pras novas. Qualquer link do Sweet Luly que está espalhado na internet vem pra cá automaticamente, é muito mágico. E, pô, 16 anos, né, haja arquivo pra migrar! Obrigada, PreLude, por ser o serviço do qual nunca tive uma reclamação sequer, o mais longo relacionamento profissional que já tive, e que mantenho com extrema confiança.

(Imagina, gente, esse povo trabalhando em pleno SETE DE SETEMBRO pra fazer a novidade acontecer, respondendo a todos os meus surtos na maior paciência, é o tipo de atendimento que não se acha em qualquer lugar…)

Eu to MUITO feliz com essa novidade, mesmo que ela tenha acontecido num momento onde não tô podendo me dedicar tanto graças ao final da minha pós-graduação e outros projetos que precisam da minha atenção por agora. Passei o feriado todo me dedicando a mudar bastante o visual por aqui, de forma temporária e não tão a minha cara, porque sou 0% minimalista, mas ainda assim com resultado lindinho que me deixou apaixonada. Não dava pra migrar com a cara antiga! Eu queria que as pessoas REALMENTE percebessem que tinha algo diferente quando entrassem, já que o link provavelmente vai passar batido, de tão rapidinho que muda. Usei a versão gratuita do tema Olsen, que é tão bonita que deu vontade de juntar uma graninha e garantir a paga, que suporta o WooCommerce, pra colocar na loja também. Quem sabe um dia? Ainda vou fazer uns ajustes, talvez adicionar uns toques do design antigo ao topo, mas já tá bem bonitinho, gostei!

Por fim, porque não pode faltar o merchan, os docinhos dessa explosão cor-de-rosa em forma de foto comemorativa são todos do querido migo O Doce Nick. Sempre gosto de ressaltar que tudo que o Nick faz é delicioso demais e tenho muito orgulho do que o negócio dele tá se tornando. Eu precisava dessa (over)dose de “sweets” pra celebrar mais um passinho dado pelo meu blog amado, que segue sendo meu lugar favorito no mundo!

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Blog Day 2020

Blog Day 2020

Vira e mexe, desde que os blogs estouraram na internet, acontece um fenômeno que tô vendo voltar a ser frequente nos últimos tempos: as pessoas assumem magicamente que blogs não têm mais relevância, que ninguém produz neles e sentem saudades de consumir esse tipo de conteúdo. Vejo isso vindo de quem MANTEM A PRÁTICA, inclusive, e juro que não entendo. A própria pessoa renega seu trabalho? Os que torcem tão avidamente pra voltar não têm interesse em descobrir os MILHARES de blogs que estão aí online esperando pra lidos? Se é algo tão ultrapassado assim, por que meu dia hoje foi TOMADO por postagens e comemorações do Blog Day 2020, o dia do blog, que é celebrado em 31/08 pelos números da data soarem visualmente como essa palavra?

Blog Day 2020

O que é o Blog Day? “Blog Day” foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no Blog Day? Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

O Sweet Luly tá há 16 anos no ar, mas eu tive outros blogs antes dele nascer. Desde o dia que criei meu primeiro, de forma tão diferente do que faço hoje, não consigo sequer imaginar minha vida sem tudo isso aqui. Meu cérebro é programado pra blogar e vou sempre defender essa prática com unhas e dentes, mesmo que um dia não me faça mais sentido – apesar de achar improvável. Não posso desvalorizar a existência do que deu voz a tanta gente que antes não conseguia se expressar, e segue dando, todos os dias… Não tem como deixar essa celebração passar em branco!

Minhas Indicações para o Blog Day 2020:

Vou repetir meu critério do ano passado aqui e indicar cinco blogs que eu amo, alguns há muito tempo e outros mais recentemente. São cinco mulheres com as quais tenho diferentes níveis de proximidade, desde amigas até quem acompanho só aqui de fora, falando sobre o que vivem de forma maravilhosa, informativa e sempre levantando abordagens pertinentes!

01. Imprevistos Musicais, por Yamana Diniz: Ai, gente, eu amo uma mulher! A Yamana estuda música e produz muuuito conteúdo, sempre pertinente e com muito embasamento, sobre o assunto. é maravilhoso porque ela tem esse conhecimento erudita, claro, mas também propaga de forma mais informal, o que pode atingir mais pessoas. Conhecimento sem arrogância é tudo, né? Ela também fala sobre comportamento de um modo geral, dá dicas do que consome em outros aspectos, fala do seu dia a dia, etc. Tudo pra mim!

02. Estante da Pipoca, por Vitória Bruscato: “Um blog mágico sobre entretenimento”, mantido por uma pessoa tão mágica quanto! Vit é uma dançarina de mão cheia, babo nos vídeos dela demais, e tá sempre compartilhando seu ponto de vista sobre diversos aspectos da cultura pop e sua experiência como mulher negra. Toda vez que a vejo nas interwebs da vida quero dar um abraço, espero poder realizar isso um dia!

03. Tinha Que Ser a Chell, por Chell Buzogany: A Chell é, assim como eu, uma canceriana de cabelos cor de rosa que tá aí na blogosfera desde que as caravelas chegaram ao Brasil em 1500… E segue compartilhando suas coisinhas sob esse olhar cheio de cor e sentimento! Esse ano ela teve sua primeira filha, a Aurora, que é a coisa MAIS LIIINDA e tô amando ver crescer pelo Instagram. Lá no blog rolaram alguns relatos da gravidez, inclusive, apaixonantes!

04. Colorindo Nuvens, por Dai Castro: A ruivinha mais fofeza desse Brasil, com design tão delicado que tenho medo de quebrar só de olhar e que dá vontade de comer algodão doce… A Dai fotografa DEMAIS, é um diferencial belíssimo do blog dela, onde fala não só disso mas também de livros, mundo geek, artes e artesanato, ai, a lista é sem fim. Sempre me sinto bem lendo o que ela tem a dizer!

05. Melina Souza, por Melina Souza: Se você tem afeição por blogs provavelmente conhece a Melina, que também chegou aqui quando era “tudo mato”. Eu amo tem vem escrito “blog pessoal” no título da página dela, algo que fui orientada várias fazer a não aderir mesmo me identificando com o termo… Olha como a gente não deve seguir SEMPRE o que os outros falam, né? Assim como todo mundo dessa lista, ela compartilha o que vive na internet, como fotos belíssimas e em paleta outonal que é super característica dela! A gente vê e já sabe de quem se trata, mesmo sem olhar o nome…

E você aí, que também tem blog, comemora o Blog Day? Me conta suas indicações e quais os blogs dessa lista também adora!

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Eu odeio ter um nicho!

Eu odeio ter um nicho: imagem de um comenputador aberto sobre uma cama, de fronha com padrão azul e branco. No canto há um mouse e, em cima do teclado, um fona de ouvido.

Desde que a palavra “nicho” e a necessidade de expor o meu para quem visita o blog surgiu na minha vida, mais ou menos nos últimos 8 anos, por aí, eu tenho muita dificuldade de definir o meu. Achei que “blog pessoal” poderia segurar isso bem, mas nem tudo o que falo é pessoal, apesar de quase sempre ter minha opinião por trás, então não vale. Por muito tempo coloquei no subtítulo ‘Momentos, sentimentos e cultura inútil”, pra suprir a parte do pessoal, de fato, os textos autorais que muitas vezes vêm com desabafos e a última expressão cobria todo o resto. Mas ainda tava errado porque eu NÃO ACREDITO em cultura inútil, pra mim TUDO é cultura e TUDO é útil, como podia ter uma contradição tão grande na apresentação daquilo que mais fala por mim na vida? Desatei a repensar.

Troquei o “inútil” por “pop”, assim deixaria claro que tô falando de cultura pop, mas também não é verdade já que eu produzo algum conteúdo erudita aqui e ali, sim. Só “cultura” também não gosto porque, novamente, é uma coisa ampla demais pra nomear a pequeneza do que gosto… Por fim, tentando firmar minha imagem de educadora de artes fechei em “Momentos, sentimentos e todas as artes”, dessa forma posso falar de forma acadêmica sobre artes plásticas, mas também bem informalmente sobre filmes, livros, música, as próprias artes plásticas, também, e o que mais vier, até tombando pra itens colecionáveis, etc. Enfim achei meu nicho, se puder chamar assim, e ele é abrangente pra caralho caramba, mas ainda assim não é abrangente o suficiente porque eu sou muito mais que isso. E uma coisa que eu já sabia lá no início se confirma todos os dias pra mim:

Eu ODEIO ter um nicho!

Eu odeio ter um nicho: imagem de um comenputador aberto sobre uma cama, de fronha com padrão azul e branco. No canto há um mouse e, em cima do teclado, um fona de ouvido.

Ok, ok, confesso, se tem alguém que funcionaria perfeitamente atuando numa coisa só, essa pessoa sou eu. Sabe aquele tipo de gente que precisa realmente SABER das coisas antes de falar? Que pesquisa, nunca acha suficiente e pesquisa de novo, que se erra tenta deixar isso sinalizado de todas as formas possíveis? Eu sou um pouco assim, sim. Não gosto de falar do que não entendo! Por isso seria ideal achar um foco e cair de cabeça nele, afundar naquilo ao máximo e praticamente respirar o assunto. Mas mais do que isso, eu sou uma pessoa que precisa amar o que faz, e (caramba) eu amo muitas coisas. Escolher uma só é difícil, prefiro essa profundidade acontecendo para todos os lados, de forma que nada que mora aqui no meu coração fique negligenciado. Queria falar tudo o que sei sobre todas essas coisas!

Aí você lê tudo isso e pensa “Uai, minha filha, FALA SOBRE TUDO ENTÃO!”, mas eu não tô disposta a abrir mão de tentar fazer isso aqui dar certo. Sei que atualmente a gente tem essa impressão de que todo mundo quer ser “influenciador digital” (expressão que eu DETESTO e sempre opto por “criadora de conteúdo”), mas veja bem: viver de escrever, e principalmente de escrever produzindo para internet, é algo que eu quero praticamente desde que comecei, 17 anos atrás. Ao contrário do que muita gente pensa, naquela época algumas pessoas já ganhavam grana assim, mesmo que de formas diferentes, e eu venho desde então tentando fazer o mesmo. Falhei muito mais do que me conquistei, sim, mas é o que mais amo, o que faço melhor… Não vou abrir mão, e se o ideal é ter um nicho (ainda que amplo e improvisado), ficarei com ele!

Ainda assim é um saco, claro que é, ter que me virar pra encaixar o que não se encaixa aqui e ali. É um saco principalmente não conseguir! E, sendo bem sincera e talvez me contradizendo mais uma vez, continuarei escrevendo aqui mesmo se for pra ninguém ler, meio que “pagando pra trabalhar”, como já foi tantas vezes e não desisti…. No fim das contas nem existe conclusão nenhuma nesse texto que você acabou de ler, só uns pensamentos jugados aqui e ali, mas são pensamentos que posso publicar porque fazem, de fato, parte do meu momento, dos meus sentimentos, e até de algumas entre todas as artes!

Sexta do Blog

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Sexta do Blog! Visite também os outros participantes: Não me Venha Com Desculpa, Pandinando, Algumas Observações, Confabulando, Justo Eu, Camila por Aí, Profano Feminino, Inventando Assunto, Like Paradise e Tô Pronta.

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Abrindo MEI como Criador de Conteúdo (blog, YouTube, redes sociais)

Abrindo MEI como Criador de Conteúdo: foto de documentos relacionados à abertura do Micro Empreendimento Individual (Certificado de Condição, ficha de inscrição na prefeitura) cercado de item de papelaria (caneta, lápis, post it e agenda), todos cor de rosa, sobre fundo preto.

Em agosto de 2019 a quantidade de trabalhadores informais no Brasil correspondia a 41,3% da população ocupada, o que de acordo com o IBGE era um índice recorde até então (fonte). Por mais que esse tipo de atividade contribua para a queda da taxa de desemprego, não traz estabilidade para quem exerce em caso de emergências, pois sem a contribuição para o INSS (que ocupa uma parte do salário da qual quem trabalha geralmente não pode abrir mão) benefícios que suprem essa demanda temporária não estão à disposição de quem é informal. Muitas vezes a produção de conteúdo para internet é essa ocupação através de blogs, vídeos no Youtube e outras redes sociais, seja o foco delas texto ou audiovisual. Como opção de formalização a quem ainda tem baixa renda e não quer ficar desamparado existe o MEI: Microempreendedor Individual!

Abrindo MEI como Criador de Conteúdo: captura de tela do Portal do Empreendedor, página interna do site Empresas e Negócios pertencente ao Governo Federal. A tela é branca, com a logo do gov.br nas cores da bandeira nacional em cima e links na cor azul. Na tela, aparecem as opções 'Quero ser MEI', 'Já sou MEI' e 'Crédito'.
Captura de tela tirada do site https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor, acesso em 22 de fevereiro de 2021.

ATENÇÃO! ATENÇÃO! Esse post foi atualizado com informações e valores para o ano de 2021!

O que é MEI? O que preciso para ser também?

Microempreendedor Individual é uma categoria de formalização de negócios ou trabalhos por conta própria para quem fatura até R$81 mil por ano (em média R$6750 ao mês). Para isso a pessoa não pode, também, participar como sócio, administrador ou titular de outra empresa. Como vantagem terá um CNPJ e direito a benefícios como auxílio-doença, salário maternidade, pensão por morte para a família e aposentadoria por invalidez. Além disso poderá emitir nota fiscal e, assim, fornecer serviços para órgãos governamentais, entre outros. Para manter os benefícios é necessário estar com o pagamento da contribuição mensal (DAS) em dia.

Como e onde fazer o cadastro? Quanto preciso pagar?

O cadastro para MEI é feito EXCLUSIVAMENTE no Portal do Empreendedor, dentro do site Empresas e Negócios pertencente ao Governo Federal onde você realiza não só essa inscrição, mas tem acesso a outros serviços como comprovantes, DAS, financiamentos, declaração anual de faturamento e afins. Não existe taxa de cadastro, apenas a contribuição mensal que corresponde a 5% do valor do salário mínimo para o INSS + R$5 de ISS se for um serviço e R$1 se for comércio ou indústria. Em 2021 esse valor varia entre R$56 e R$61 ao mês, dependendo do(s) tipo(s) de atividade cadastrada.

ATENÇÃO! Não existe NENHUMA taxa de inscrição além dos DAS mensais! Tome cuidado ao realizar cadastro em sites que não o Portal do Empreendedor, pois existem páginas que se passam por ele e cobram um valor adicional inicial. Não confie nelas! Caso tenha dúvidas sobre valores, contribuição e afins, contrate um contador para auxiliar, ao invés de serviços duvidosos. Além disso é possível sanar várias questões diretamente no site oficial!

Para realizar seu cadastro você precisa ter como arquivo digital RG, título de eleitor e comprovante de endereço, que serão anexados à Receita no momento da inscrição. Ao fim será gerado seu Certificado da Condição de Microempreendedor Individual, que consta todos os seus dados como pessoa jurídica, inclusive o CNPJ que é fornecido imediatamente. Guarde esse documento, ele é a prova de que sua pessoa jurídica existe! A data de início da situação cadastral vigente é a mesma data do cadastro, não tem período de espera.

Que categoria(s) usar como Criador de Conteúdo?

Profissões intelectuais, como escritores e cientistas, ou regulamentadas não podem ser MEIs. Dessa forma a produção de conteúdo de um modo geral fica pouco amparada na hora da inscrição, por muitas vezes se enquadrar na primeira categoria e, claro, ser uma atividade muito nova que ainda está sendo entendida pelo mercado. Ainda assim existem opções que contemplam blogueiros, YouTubers e produtores de outros conteúdos digitais. É possível ter até 16 atividades cadastradas, sendo 1 a principal e outras 15 secundárias! A seguir, algumas sugestões de CNAE ( Classificação Nacional de Atividade Econômica) para encaixar as que forem pertinentes:

Editor(a) de revistas (5813-1/00) – Edição de revistas.
Editor(a) de lista de dados e outras informações (5819-1/00) – Edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos.
Editor(a) de jornais não diários (5812-3/02) – Edição de jornais não diários.
Editor(a) de vídeo (5912-0/99) – Atividades de pós-produção, cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão não especificadas anteriormente.

Pessoalmente, por exercer outras atividades além da produção de conteúdo, também me cadastrei em outras categorias que não as mencionadas acima, listadas a seguir a quem também necessita utilizar as mesmas: Artesão em papel independente (1749-4/00) como Ocupação Principal por causa da minha loja virtual de cadernos artesanais (origem do Nome Fantasia escolhido) e Restaurador(a) de livros (9529-1/99) que são minha formação acadêmica como bacharela em Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis. Também coloquei como forma de atuação os Correios, além da internet, por causa da loja. A Lista Completa de Atividades Permitidas está no Portal do Empreendedor.

Outras dúvidas comuns:

Como faço para emitir Nota Fiscal Eletrônica (NFe)? Os procedimentos para emissão da nota fiscal eletrônica variam de acordo com o município onde seu negócio está registrado, portanto as orientações variam de lugar para lugar. Em Belo Horizonte, por exemplo, é necessário realizar seu cadastro no Sistema BHISS Digital.

Posso ser MEI e ter carteira assinada ao mesmo tempo? (por Malu Silva) Sim! É possível abrir seu MEI mesmo se já tiver um emprego no regime CLT, desde que cumpra os requisitos da categoria. Mas atenção: caso seja demitido, você perde o direito ao Seguro Desemprego, pois constará na Receita Federal que tem outra fonte de renda. Além disso, abrir um negócio da mesma categoria que aquele onde você já trabalha pode ser considerado concorrência empresarial, então se for seu caso converse isso com o chefe ou responsável antes para evitar demissão por justa causa.

MEI conta no tempo de contribuição para me aposentar? Não exatamente. Se sua contribuição nessa categoria for superior a 180 meses (ou seja, 15 anos), pode entrar, sim, no cálculo. Além disso é possível complementar a contribuição mensal para atingir o valor necessário (mais 15% do valor do salário mínimo em vigor), mas isso não deve ser feito no Portal do Empreendedor e sim diretamente na Previdência Social.

E você, já se formalizou?

Sexta do Blog

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Sexta do Blog! Visite também os outros participantes: Não me Venha Com Desculpa, Pandinando, Algumas Observações, Confabulando, Justo Eu, Camila por Aí, Profano Feminino, Inventando Assunto, Like Paradise e Tô Pronta.

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