Dia do Blog 2021

Foto de Luly Lage sorrindo, segurando um tablet ao lado do queixo na vertical onde o blog Sweet Luly está aberto, com um layout quase completamente branco com o nome do mesmo escrito em uma letra cursiva em preto com bordas rosa.

O dia 31 agosto é o dia que considero da minha “profissão”, sabe? Existe dia do restaurador, do escritor, da arte e posso até forçar a barra um pouquinho e tentar me encaixar no do professor, mas meu mesmo, mais do que todos os outros, é o Dia do Blog! Eu amo que essa data foi escolhida porque o número parece a palavra, amo que agosto inteiro é considerado nosso mês e dá pra brincar de BEDA – Blog Every Day August fechando com chave de ouro, amo tudo o que tem a ver com blogs porque eles estão no Top 5 de coisas que mais amo na vida, simples assim, fim! Já deixei passar vez ou outra, tudo bem, mas sempre me esforço MUITO pra isso não acontecer e, canceriana nostálgica que sou muito, gosto de manter a tradição da época que existia o site Blog Day, dedicado a essa data, e usar as “regras” da época no meu modo de celebrar até hoje!

Dizeres Dia do Blog dentro de uma forma retangular e, ao lado, a data 31/08 dentro de uma forma de flor.

O que é o Dia do Blog? O Dia do Blog (Blog Day) foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no Dia do Blog? Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

Minhas Indicações para o Dia do Blog 2021:

Nos últimos anos meu critério para escolher os cinco blogs indicados tem sido mais ou menos o mesmo: blogs que amo, que tenho acompanhado bastante e ainda não foram indicados. Sei que a proposta é buscar conteúdos diferentes, mas aí que vem o “tchan” porque TODO MUNDO é diferente. Minhas indicações, então, serão sempre de pessoas ímpar, com seus gostos que não batem com os meus mas, claro, pontos em comum em algum aspectos porque é isso que nos conecta, né? Usamos essa base para nos unir e as divergências (saudáveis, é claro) para nos expandir, sempre, que é o jeito mais gostoso de fazer qualquer coisa, e esse dia inclusive.

01. Tamaravilhosamente, por Tamara MR: Tamara é um XUXU, um amor, uma gracinha! Eu adoro como ela é totalmente orgulhosa de quem é, como deixa isso claro em tudo o que faz, como tudo o que produz é um reflexo disso! Amo que é tão doida com cor de rosa quanto eu (ela tende mais pro rosinha, eu pro rosão, mas não importa) e a gente sempre fica se identificando nos cacarecos uma da outra, hahaha. Tá precisando dar uma postada, é verdade (puxei orelha e não me arrependo), mas sempre dá pra reler o que já passou se precisar, também…

02. Algumas Observações, por Fernanda Rodrigues: A Fe é uma das idealizadoras do projeto Escrita Criativa e eu até participei de uma live com ela e as outras meninas do projeto esse fim de semana pra comemorar o dia de hoje – rolou altas travadas por aqui, mas foi! Acho super importante falar dela como blogueira e escritora porque é alguém que DE FATO sabe o que está fazendo não só na prática, mas também academicamente. É graduada em Letras e especialista em (atenção) Docência em Literatura e Humanidades, Produção de Textos Literários e Formação de Escritores. ELA SABE O QUE TÁ FAZENDO, NÉ MORE? A escrita da mulher é impecável em tudo o que faz e no blog idem!

03. Amayi Koyano, por (adivinha) Amayi Koyano: Já que a gente falou de graduada em Letras vou indicar o blog da minha amiga querida! No bacharelado estudou francês, ma licenciatura Língua Portuguesa, na especialização revisão e no mestrado Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês! Calma, calma, que esse currículo completo num tá aqui pra nada, não, é porque o blog é um reflexo de tudo isso. Mimmy foi a primeira pessoa fora de casa que soube que eu era blogueira, lá atrás na adolescência, e eu amo que a gente tem esse elo entre tantos outros alimentados em metade da nossa vida.

04. Blog Thaís Gama, por Thaís Gama: Preciso falar sobre o conteúdo produzido pela Thaís, que é consultora de imagem e tem sido o tipo de profissional que sigo com muita atenção porque acho a moda uma forma de expressão poderosíssima, inclusive na minha vida. Ai, cá entre nós, é tão bom ouvir e ler gente que que sabe do que tá falando abordando qualquer assunto, e é o que ela entrega falando muito sobre isso, dando dicas e recomendando mídias que te ajudam a explorar sua beleza e estilo, é riquíssimo de acompanhar.

05. Catarina Voltou a Escrever, por Lunna Guedes: Fechando com a Lunna porque o blog dela é exatamente o estilo de blogagem que mais tenho gostado de seguir no último ano… É pessoal e lindamente escrito, identificável e original, tudo o que chamei de critério agora a pouco. Amo muito a forma como ela se expressa, as imagens que produz pra ilustrar e as ideias sempre pertinentes e inteligentes que dão vontade de nunca parar de ler.

Agora pra fechar nosso Dia do Blog me indica um blog aí nos comentários que você acha que eu PRECISO conhecer – pode ser o seu também!

Continue Reading

17 anos de Sweet Luly!!

Foto de uma superfícia quadriculada de rosa claro e branco onde há um doce de morango e um celular com a tela ligada na página principal do blog Sweet Luly.

No refrão da minha música favorita, Dancing Queen, as vocalistas cantam alegremente “you are the Dancing Queen, young and sweet, only seventeen”, ou seja “você é a rainha da dança, jovem e doce, apenas dezessete anos”, o que além da palavrinha chave “sweet” bem localizada coincidentemente ainda transformou essa em uma idade muito almejada por mim antes de atingi-la e também um dos números que mais gostei por um longo período… É claro que nos últimos tempos virou sinônimo de muito mau agouro aqui pros lados do Brasil, mas vamos tentar abstrair isso só nesse 26 de junho, ok? Hoje é dia de festa, de celebrar esse blog que registrou meus 14, 17 e até 30 anos de vida, que está a duas semanas de registrar os 31 e hoje, ao som desse hit do ABBA, registro no próprio que o Sweet Luly está completando dezessete anos no ar!

É engraçado porque normalmente acordo nessa data cheia de gás, doida pra estampar isso em todo e qualquer lugar onde tenho oportunidade, mas hoje me senti meio introspectiva, o que não é, de forma alguma, comum pra mim. Comecei a preparar um videozinho bem fofo, tive ideia pr’um Reels divertido inspirado no meu viral favorito da semana e fiz, porque me animou demais, mas acabei ficando por isso mesmo, sem o vídeo tradicional no YouTube ou bate papo direto… Acontece, né? Acho que é o cansaço de produzir tantos posts esse mês nesse especial de aniversário, da primeira semana de aula no curso de Curadoria, das notícias pavorosas que não param de aparecer. Tô tentando ficar de boa com essa exceção na minha personalidade, aceitar que às vezes acontece e focar no fato de que o importante é não passar em branco. E, pra mim, é mesmo!

Na verdade até tinha em casa, já compradinhos, pacotinhos de massa para bolos de caneca, chantilly e até coisinhas pra decora-los, mas antes que eu tivesse a chance de fazer recebi uma ligação de um casal de amigos perguntando se eu estava em casa… Confirmei e, minutos depois, vindos do outro lado da cidade, eles aparecem na porta, naquele perto distante que a pandemia pede, trazendo docinhos de morango pra eu poder comemorar e tirar uma foto especial, que foi essa aí em cima. Como sempre as datas importantes me provando que o Sweet Luly é tão relevante pra muita gente aí fora quanto é aqui dentro. E, por mais que eu não consiga deixar de fazer isso que faço, esse amor e carinho vindo de tantos lados, por tanto tempo, me deixam ainda mais animada a continuar fazendo por mais 17 anos, por quantos mais vierem além!

Feliz aniversário, bloguinho!

Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

Continue Reading

“Ninguém mais tem blog”

Retrato de Luly Lage, uma menina de pele clara e cabelos escuros partidos ao meio, aos 15 anos, em janeiro de 2006. Ela está sentada em uma cadeira branca, abraçada nas pernas com os pés sobre o assento, sorrindo, vestindo uma camiseta e calça de cores vibrantes. Em sua frente, aparecendo apenas parcialmente na foto, está um computador preto.

Nunca escondi que tenho blog. Comecei ao lado de uma amiga que fez a mesma coisa na mesma hora e nós duas saímos distribuindo links daquele e dos que tivemos depois. Passou um tempo e ela parou de postar, enquanto eu fui tocando o Sweet Luly infinitamente, e sigo até hoje. Porém durante um época no colégio, onde ninguém falava comigo e eu nem sentia mesmo muita falta, não tinha PRA QUEM passar o link do blog mais, e já tinham caçoado tanto de todas as (poucas) coisas que sabiam sobre mim que achei melhor deixar esse aspecto tão importante da minha vida limitado a quem importava, mesmo, e os outros que ficassem no limbo da desinformação em relação às Lulyces. Mesmo porque era aqui o lugar onde eu me sentia segura pra ser eu mesma, e às vezes o medo da rejeição nos atrapalha em ser exatamente isso.

Lembro direitinho, porém, do dia que contei pra alguém ali sobre pela primeira vez. No meio do recreio de uma manhã qualquer estava conversando com a nova (e agora velha) amiga Amayi sobre as graduações que a gente REALMENTE queria cursar, ela Letras, na qual hoje é Mestra, eu Design Gráfico, que não aconteceu de fato, mas esse é outro papo. Falei que essa vontade nasceu de um hobby onde edição e criação de imagem eram importantes e ela, sorrindo, perguntou “Você tem blog?”. Exitei por 1 segundo e confirmei, recebendo em resposta “Eu tinha também!”. Amayi Mimmy já me fez sentir incluída e querida várias vezes, mas aquela foi a mais marcante de todas, bateu a típica vontade canceriana de chorar ali mesmo. Seguimos o blá-blá-blá e no dia seguinte ela me contou que tinha visitado o blog e que bateu a vontade de voltar a ter um.

Alguns dias depois, numa aula de literatura, onde a gente estava estudando diversos gêneros textuais, a professora Lucy pediu pra o abrirmos o livro em uma página específica e ouvi uma voz do meu lado, “Aí, Luly, sua matéria!”. Quando abri o meu, lá estava: O Diário e o Blog. Meu coração até tremeu. Naquele dia eu estudaria a teoria por trás da minha prática favorita. Tão logo começou, alguém cujo nome não precisa jamais ser mencionado aqui levantou a mão, numa das carteiras da frente, pra perguntar onde estava o “flog” nessa lista, porque aquela, sim, era a maneira atual de escrever na internet. Enquanto várias pessoas tentavam explicar à professora confusa o que era um flog essa menina soltou, com deboche, “Ninguém mais tem blog!”. E dessa vez quem levantou a mão, lá da última carteira, fui eu.

Só quem me conhecia na época sabe o que significava eu estar disposta a opinar durante a aula por livre e espontânea vontade. Eu não conseguia falar direito nem quando isso era requisitado, num misto de timidez e ansiedade que vivo combatendo até hoje. A essência extrovertida que eu sei que tenho e lutei muito pra construir e botar pra fora de vez brigava ali mais do que nunca com essas características, e se eu me dispunha a rebater quem vinha há um ano me fazendo tão mal é porque tinha realmente algo a dizer. E disse. Disse que blog e flog eram duas categorias de plataforma tão diferentes que sequer deviam ser colocadas num mesmo exemplo. Que um blog era tão editável que podia ter papel de portal, se programado dessa forma. Que MUITA gente ainda tinha e até já trabalhava com isso.

Mesmo lá de longe eu consegui ver, e nunca consegui esquecer, o sorriso da Lucy se abrindo em me ver não simplesmente contribuindo pra aula, mas claramente me defendendo no meio dela. Lembro de quando ela me fez a mesmíssima pergunta feita pela Mimmy alguns dias antes e que, agora, a resposta positiva saiu da minha boca sem exitar. “Eu tenho um blog, sim!” Lembro de ter continuado participando daquela aula com informações que ela mesma, a professora, não sabia. E lembro de, nos 16 anos que se passaram desde então, ter que avisar às pessoas por aí, com frequência, que os blogs não morreram e que continuamos aqui. Depois do Fotolog ele foi supostamente substituído também pelo Orkut, Twitter, YouTube, Instagram e suposições vão continuar, enquanto essas rede vão vindo e até indo sem parar. E ainda assim, não tem erro, nós continuamos aqui.

Já ouvi vindo de quem desistiu do seu tendo crescido com ele ou não, de quem cresceu e ainda o mantém, de quem vive dizendo que quer voltar e nunca dá esse passo. Continuo discordando. Talvez eu seja cabeça, dura, mesmo, mas vendo tanta gente querida lutando contra algoritmos de redes sociais, tento eu mesma que fazê-lo, fica difícil achar que a melhor opção é mesmo entregar o que a gente produz pra terceiros decidirem por conta própria o que fazer com isso. Nana-nina-não! Não vou jogar muito trabalho de anos fora tendo a chance, por exemplo, do Instagram “surtar” e mandar pro espaço. Eu sou dona do que escrevo, conheço quem faz o mesmo e vejo cada vez mais gente percebendo e migrando de volta. Gente que vai e quer ficar, que veio só olhar, a sorrir e a chorar¹. E assim blogar e partir!

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o segundo, referente a 2005!

Ninguém mais tem blog | Dia 01 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

¹ Milton Nascimento. Encontros e Despedidas. Encontros e Despedidas. Rio de Janeiro: Estúdios PolyGram, 1985. Faixa 1, Lado B.

Continue Reading

Aqui foi o começo de tudo

Capa da revista W.I.T.C.H. de fevereiro de 2003, onde uma das personagens, Will, tem sobre sua mão um objeto mágico que fazia parte da história. Abaixo, entre as reportagens anunciadas, se lê 'Descubra o blog: o diário da internet'.

Em 2002, quando eu tinha uns 11, 12 anos, todas as minhas amigas tinham internet em casa, menos eu. Na época o IG era o provedor gratuito mais popular entre elas, e com isso teve uma grande onda de criação de sites no domínio HpG deles. Eram páginas onde colocavam informações e imagens copiadas de outros lugares, com anúncios de produtos que não vendiam, só porque todo mundo fazia igual, mesmo. Eu também queria ter um, não pra copiar coisas das internet, mas pra colocar tudo que sabia sobre Harry Potter e, quem sabe, convencer as pessoas a ler também, sei lá, acho que a produção de conteúdo já tava doida pra nascer aqui dentro. E nesse contexto de desejar horrores algo que eu não poderia ter li, numa revista W.I.T.C.H., sobre blogs pela primeira vez. Foi aqui, nesse ponto da história, o começo de tudo.

Talvez por ser “certinha” demais, talvez por ter um tio analista de sistemas que já falava sobre comportamento on line, mas o que elas tinham não era o bastante pra mim. Nem culpo as meninas, não, eram crianças brincando de se tornar adolescentes, só curtindo a fase e a tendência do momento, tá tudo bem. Mas quando li sobre os blogs, sobre a possibilidade de ter um espaço que se assemelhava a um diário (algo que sempre mantive) onde eu poderia me expressar do meu jeito, puts… Parecia bom demais pra ser verdade. Ainda assim eu não tinha como criar um, o computador lá de casa casa era mais pro trabalho dos meus pais, eles já me deixavam jogar nele, era bom demais pra ser verdade e, novamente, não tinha internet. No meu aniversário de 13 anos, porém, tudo mudou.

A gente tinha mudado pra Belo Horizonte há poucos meses e tava sem computador NENHUM, então ganhei um já usado, mas aos meus olhos tão precioso que merecia aquele espacinho do quarto só pra ele. Uma das primeiras coisas que fiz, antes de ter internet (o que demorou uns três meses), foi abrir o Power Point, que era uma ferramenta que eu sabia usar relativamente bem, e criar meu primeiro blog ali. Eu sei, ok, não era um blog de verdade, mas foi meu primeiro ainda assim. Minha novas amigas da nova cidade me passavam imagens usando disquetes, um monte de gifs da Hello Kitty e do Garfield, e ficava eu, felizinha, decorando meu falso bloguinho com eles fingindo pra mim mesma estar realizada. Mas não estava. Eu queria um blog de verdade, e quando instalamos um discador da Click 21, que também era gratuita, corri pra cria-lo!

Blig, Blogger Brasil, Weblogger, não sabia qual opção era melhor. Pra mudar o “fundo” tinham códigos HTML, coisa que nunca tinha ouvido falar. Fiquei sabendo que o site da Dakotinha, a marca de sapatos, tinha uma ferramenta de criação de blogs bem simples e resolvi apostar, criando lá meu segundo primeiro blog. Esse sim, tinha um endereço, área de comentários, troca de ideias, era muito legal. Mas as meninas normalmente usavam só pra copiar e colar mais gifs, então entrei na onda, melhor isso do que nada, né? Mandei o link pra uma amiga da outra cidade por SMS e ela respondeu com o dela, no Blogger (o antigo, da Globo!) e, gente, tudo muito diferente! Tinha o tal template tirado de um tal template shop. ela escrevia seu dia a dia com área legal pra perfil onde dava pra colocar até música e calendário. Eu queria um DAQUELE JEITO!

Pesquisei HORRORES até descobrir como funcionava. Criei conta em todas as plataformas existentes e, no chute, escolhi o Weblogger como opção ideal. Nele, criei meu terceiro primeiro blog, o “Mione Pink”, que depois virou “Legally Elle Woods” (ai, eu tinha TREZE ANOS, dá um desconto, vai?), um espaço que me ensinou a ser blogueira de verdade. Aprendi tanto nessa fase! Trocava de template como quem troca de roupa, criava meus próprios gifs, fui caminhando até pra criar os templates em si. Tive outros primeiros blogs nesses outros sites, vários comunitários com um monte de gente, o desejado blog pra falar de Harry Potter e um pra cada coisa que gostava. Vivi começo atrás de começo nesse processo, minha vida se resumia a isso: escola durante a semana, blogs aos sábados após as 14h e domingo o dia inteiro… Só quem viveu a internet discada entende.

O resto da história, vocês já sabem… Cansada de pular de um endereço pro outro e conhecendo o mundo das “blogueiras patty”, que eram felizes sendo elas mesmas e mostrando que eu podia ser também, decidi que não teria outro “primeiro blog”: teria o MEU BLOG, ponto final. E foi assim que nasceu, nos primeiros 33 minutos de 26 de junho de 2004, o Sweet Luly. Nem vou me alongar aqui sobre como tudo mudou de lá pra cá, não é o foco… Só sei que sempre vou guardar essa revista W.I.T.C.H. que me deu o pontapé. Esse mês o blog completa 17 anos e ao longo de junho farei posts bem variados que tenham a ver com cada ano que ele passou no ar, começando por esse, que representa o próprio 2004, contando a mini Ilíada que me trouxe nessa linda Odisseia de estar aqui!

Aqui foi o começo de tudo | Dia 01 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

Continue Reading

Criei meu próprio Linktree usando o Elementor!

Imagem da tela de um celular mostrando uma página de links de fundo geométrico claro, uma foto de Luly Lage ao topo e alguns quadrados de bordas arredondadas cor de rosa contendo seus links. Ao fundo há um cadernos de capa brilhosa, tiara de cabelo de toalha, linha para crochê e iluminador, todos cor de rosa, e um pincel turquesa sobre o item de maquiagem, tudo isso sobre coberta de estampa de jornal.

Já tem um tempo que várias pessoas, eu entre elas, vem discutindo sobre ter autonomia na internet, produzindo para as plataformas de redes sociais, sim, mas sem deixar todo nosso conteúdo “nas mãos” delas, à mercê das inconstâncias que podem trazer. Uma das formas de fazer isso é manter nossos blogs como principal fonte ou complemento do que é produzido, dentro das limitações, é claro… Pra produção de vídeo pode ficar pesado sem o suporte do Youtube, por exemplo! Ainda assim, se possível, prefiro não depender de ninguém quando não precisar. E eis que aqui, afundada nos meus mil projetos simultâneos que vão além do blog, me vi dependente de mais um serviço externo ao usar o Linktree como alternativa de página de links para URL em redes sociais que permitem a inserção de uma só, e não estava nada feliz com isso.

Já com esse pensamento rodando por aqui, vi no Twitter a Rê Montenegro falando sobre, achando estranho empresas com seus próprios sites usando esses recursos sendo que podem fazer por conta própria. Lembrei das várias vezes em que ouvi dizer que o Instagram costuma “boicotar” perfis que usam, porque não é interessante pra ele que seu link da bio direcione as pessoas pra outras redes, ele quer te prender ali. Porém, mesmo com o blog tendo um pouco de todas as minhas produções, com direito a 17 anos da minha vida registrados, tenho muitos públicos variados nas redes que buscam especificamente cada um dos meus “eus”, querendo acessar o que interessa e pronto, não tinha como favorecer um. Então um belo dia fiz o que faço melhor: botei uma ideia na cabeça e não tirei até terminar, criando minha própria página de links!

Minha página no Linktree era bem basicona, com fundo preto, minha foto no topo e os links colocados em botões brancos. Não chegava a ser feio, realmente, escolhi a opção gratuita que achava mais bonita visualmente, mas tinha ZERO personalidade. Não tinha como dividir por categoria, colocar título, nada, eu que me vire pra tentar criar uma hierarquia que favorece meu trabalho. Uma pesquisa de segundos no YouTube me levou ao vídeo Como Criar seu Próprio LNKTREE NO ELEMENTOR do canal Descomplicando Sites, de onde peguei a base do que foi feito. Sendo assim resolvi relatar um passo a passo simplificado do que o vídeo indica e ainda pontuar o que coloquei por conta própria, dessa forma vocês podem consumir o conteúdo por lá e aqui ao mesmo tempo, além de descobrir suas personalizações particulares, claro!

Três capturas de tela do site linktr.ee/lulylage no Linktree, lado a lado, mostrando o visual do site no celular do topo ao fim. A descrição do visual está acima, no corpo do post.
Capturas de tela de linktr.ee/lulylage

ATENÇÃO! Psiu! Prest’enção! Para conseguir criar sua página usando os recursos abaixo você precisa ter seu blog ou site em domínio próprio usando WordPress.org, com o plugin Elementor instalado e ativado! Caso contrário você ainda pode, claro, usar recursos como o Linktree que suprem essa necessidade também!

Como dito no vídeo, na barra lateral do seu painel do WordPress é só ir em Páginas – Adicionar Nova e escolher como “Atributos da Página”, à direita, o “Elementor Canvas”. Clique no botão “Editar com Elementor” abaixo do título (eu usei apenas “Links”) e o editor vai uma página em branco, para você pintar com seu próprio trabalho. O vídeo recomenda que você crie uma seção com uma coluna só de 500px de largura, que também achei ideal, e adicione antes de tudo sua foto no topo, como os próprios sites de links para bio fazem, até começar a adicionar o conteúdo em si usando a widget Botão. Você pode coloca-los das cores que quiser, com bordas arredondadas ou não, adicionando ícones nas laterais para avisar de que tipo de link se trata. A personalização é bem simples e o vídeo ensina direitinho como!

Foi nessa parte que parei de assistir ao tutorial e comecei a explorar sozinha. Adicionei widgets de texto para criar um título abaixo da minha foto com nome, user nas redes sociais e uma breve descrição das minhas milhões de profissões. O primeiro link foi o do blog, que considero o principal, e abaixo dele adicionei a widget de Redes Sociais, usando ícones no lugar de textos e deixando todas elas redondinhas, lado a lado, ocupando menos espaço, porque eu realmente sou uma ratinha de internet e estou em todas. A partir daí usei o texto novamente entre os botões para separar meus projetos, como canal e podcast Vênus em Arte, ateliê Expresso Rosa (que coloquei apenas a loja, onde tem direcionamento pra demais redes), um espacinho pros meus livros publicados e, por fim, uma seleção de variados, bem diversa, mesmo.

Depois disso, com as páginas organizadas, ícones bonitinhos e já tendo selecionado o que entraria ou não, resolvi que era hora das “firulas”. Para que os botões tivessem um “tchan”, adicionei um fina borda interna branca, que contrasta bem com o rosa choque que uso normalmente, e meu padrão geométrico que é usado em artes tanto aqui, quanto em outros lugares, como fundo, dando uma neutralizada no branco que estava ali sem deixar pesado, já que ele é feito de losangos e triângulos cinza clarinho, criado originalmente para ser background aqui do blog, inclusive. O resultado final ficou muito mais bonito e até completo, passa de cara a mensagem que passo como pessoa dentro e fora da internet. Posso até adicionar mais links se quiser ou precisar, realmente sou MUITO multitarefas, e mesmo assim não vai pesar a navegação como aconteceria no Linktree ou similares.

Captura de tela da página de links personalizadas, conforme descrita anteriormente, ocupando duas telas de celular, e uma do perfil do Instagram @lulylage onde o link personalizado consta na bio.
Capturas de tela de lulylage.com/links e do Instagram @lulylage

Além de todas as vantagens já ditas antes, que são autonomia, personalização e evitar sabotagem do Instagram, essa mudança aumentou um pouco as estatísticas de visita do blog, uma vez que a página é aqui dentro e cada clique nela conta dessa forma. Também acho muito mais profissional colocar meu nome direto, mostrando desde a primeira vista que tenho meu próprio espaço. No caso do perfil profissional do ateliê, por exemplo, acho melhor já colocar o site em si, que é o foco, mas pessoalmente assim é bem cômodo ter todas as Lulys juntas, disponíveis pra quem se interessar por cada uma delas. E ficou tão legal que, depois que falei sobre nos Stories, recebi menção de pessoas queridas que também criaram os seus, como Adriel, Maidy, Chell, Grazy e outras dizendo que ainda vão fazer, e eu amei! Pequenos passinhos em busca d’a gente mesmo…

Continue Reading
1 2 3 22