Escrita e dirigida por Greta Gerwig

Escrita e dirigida por Greta Gerwig

Um dia desses, lá no grupo de autores da Quimera, rolou uma dinâmica bacana proposta pela nossa editora & chefinha literária, Marianna Roman… Após nos dividir em duplas, ela pediu que cada um respondesse três coisas sobre o colega em questão: se fosse uma cor, qual seria; o mesmo em relação a música e qual famoso/a diretor/a de Hollywood dirigiria sua vida. Inicialmente imaginei que todo mundo responderia em off, mas geral começou a colocar no próprio chat, então acabou virando um “conversão” envolvendo todos nós. Minha duplinha foi o Paulo Pera, o que é MUITO legal considerando que escrevemos temáticas bem diferentes, ele é mais do suspense e eu do romance. Pensei bastante e escolhi âmbar, Don’t Stop me Now, do Queen, e Christopher Nolan, em troca recebi respostas tão boas que precisei transformá-las em post…

A cor eu nem preciso falar, né? Qualquer pessoa que não escolhe rosa, rosa mesmo, rosa choque, quando OLHA pra mim, escolheu errado. Pra vocês terem ideia, até meu professor de LIBRAS usou isso de referência quando me presenteou com meu sinal (mas isso é assunto pra outro momento). O Paulo fez o trabalho dele direitinho aqui e foi além: assim como eu na hora de defini-lo, ele me deu uma cor TERCIÁRIA e me definiu como fúcsia, um intermediário entre rosa e roxo, que pode ser também visto como um rosa mais frio, mais ou menos como está a cor do meu cabelo desde que tive que mudar minha coloração (outro assunto pr’a gente conversar depois). Na verdade foi justamente essa sua justificativa, que é a primeira impressão que passei pra ele… Muito latina pra ter uma cor básica, né, mores?

A música confesso que não fazia ideia do veredito porque, na real, também não sei qual seria minha resposta. Sei que todo mundo me associa com Dancing Queen, a favorita eterna, ou Wish You Were Here, título do meu primeiro livro, mas nenhuma das duas me define de verdade. A escolhida me deixou BEM feliz: Breakaway na versão da Avril Lavigne! É uma cantora mega marcante da minha pré-adolescência, cuja voz gosto, e a letra é absolutamente perfeita pra definir diversos momentos da minha vida… Além disso, a cena em “O Diário da Princesa 2” em que ela toca, cantada pela Kelly Clarkson, é minha preferida do filme, choro HORRORES.

Pois muito que bem, chegamos no momento em que foi oficializada a direção da minha vida e, até então, todo mundo tinha sido designado para um diretor, e faz sentido, né? Hollywood é dominada por homens quando o assunto é essa posição, mas escolher um deles para o filme da minha vida não faria NENHUM sentido, e mesmo a gente se conhecendo há pouco tempo o Paulo sabe disso. Tinha até rolado uma conversa no privado entre eu e a Marianna em que apostamos que ele saberia. Pensei em uma, ela em outra, e ele veio com um veredito diferente que faz todo sentido, porque eu poderia facilmente ter sido escrita e dirigida por Greta Gerwig! Alguém que transforma experiências femininas em narrativas complexas filmando mulheres que pensam, erram, crescem, sonham sem se desculpar por isso. A diretora de um dos meus filmes favoritos dos últimos anos

(Filme esse que levou o mundo a uma escassez temporária de tinta rosa, sabe? Pintar minha vida nas telonas teria o mesmo efeito, certeza…)

Eu adoro esse tipo de “gincana” da Quimera, sempre vem com propósito… Seja criação de conteúdo, pra todo mundo se conhecer melhor ou algum presente, e ainda ajuda a gente a se integrar o time. O resultado disso, por exemplo, foi nossa interação deliciosa no estande da Bienal do Rio do ano passado. Inclusive, pra galera do terror e do mistério, o Paulo lança seu primeiro livro com a gente semana que vem, dia 7 de março, no mesmo dia que vai rolar lançamento do Evan Klug! Os dois em Curitiba, pra não deixar ninguém acordado naquela cidade, mas a pré-venda tá rolando na loja da editora pra quem não é de lá, como eu. Querem saber mais sobre os livros? Tem artigos incríveis destinados a cada um também no novíssimo blog da Quimera, que convido todos vocês a seguir — em breve sai algo sobre meu próximo, hein!

Lady Elowen – Ato II

Lady Elowen – Ato II

ler artigo
O Cavaleiro de Paus

O Cavaleiro de Paus

ler artigo
Freelancer é um título horrível!

Freelancer é um título horrível!

ler artigo

Comente este post!

  • Daninha

    Achei essa gincana muito divertida, é um tipo de atividade bacana de se fazer entre os funcionários, aproxima pessoas de áreas distantes, como vocês dois.
    É, cor não tinha como, Luly é cor de rosa. Achei a especifica dele bem bacana, realmente é a atual cor do cabelo, então faz sentido.
    Acho que nunca ouvi essa versão da música, vou procurar. A Avril costuma ser sempre muito boa.
    Já a diretora… outra que acho que não tinha como ser outra, pela profundidade dos temas femininos que ela aborda. Ficou show

    responder
  • Igor Medeiros

    Já quero um Lulys Ha em preto & fucsia!

    responder
  • Vitória Bruscato

    Que bacana essa gincana! Realmente, o Paulo foi certeiro nas escolhas que fez pra você e também ameeeei a escolha da música. Vou até escutar esse álbum da Avril enquanto trabalho hoje <3

    responder
  • Bruna Both

    Oi Luly!
    Que escolhas certeiras – tanto as tuas, quanto as dele.
    Rosa/pink/fúcsia e Greta são muito você <3
    Abração

    responder