O Cavaleiro de Paus segue sobre o cavalo empinado em direção ao deserto, disparando-se rumo ao desconhecido, sem fincar os pés na terra firme onde sua história poderia criar raízes. Seu bastão verdeja todo o fogo que incendeia sua alma, correndo o tempo todo para não ter o risco de queimar o que está ao redor ou a si mesmo.
Chega a ser quase incômodo a quem vê de fora o quanto ele evita parar, mas essa atitude esconde o medo por trás da audácia, a dúvida através da pressa, o vazio com o movimento e a vulnerabilidade por via do orgulho. Soa como tempestade arrebatadora aquele que possui em si o poder de Sol constante.
Amado Cavaleiro, desça desse cavalo, desacelere sua marcha, acalme tanto ímpeto e, quem sabe, dispa-se um pouco dessa armadura. Dentro de seu peito não existem cinzas sopradas pelo vento e sim uma brasa eterna, daquelas que aquecem e que iluminam, e só é possível construir algo de verdade quando a gente arrisca o silêncio de, vez ou outra, permanecer no conforto de um lugar.
Esse post faz parte da série Arcanos e do BEDA 2026 como parte do projeto D&B – Os Guardiões da Blogosfera no EntreBlogs. O lulylage.com, sob o codinome Lady Elowen, está participando da categoria Jornada do Herói como Cronista.


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