Cada primeira vez que vivo como escritora, me dá vontade de voltar no tempo e contar pra Luly de 10 anos atrás o que está acontecendo, pra ela saber que vale a pena investir nesse sonho… Durante o fim de semana do feriado de 7 de setembro, a realização du jour foi minha primeira participação na Bienal do Livro de São Paulo, na qual nunca tinha ido, nem como leitora! Eu li que ela é o maior evento cultural da América Latina e, de fato, tem MUITA, MUITA gente por lá, mas confesso que no balanço geral não amei de paixão com todas as minhas forças… Bom, estou passando o carro na frente dos bois, vamos por partes aqui!
Sessão de autógrafos de Algo Azul
Minha companheira nessa viagem foi a Mari (Mahé), que além de grande amiga agora é colega de trabalho na escrita! Foi a primeira Bienal da Mari como autora, então foi empolgante estar ao lado dela nesse momento. Chegamos lá no sábado, dia 5, fizemos uma tarde de passeio na Liberdade e domingo eram nossas sessões de autógrafos. A Quimera Produções Literárias estava com espaço dentro do estande da Editora Sinna, na Travessa Literária, e tivemos que chegar no fim da manhã, pois o horário da Mari (e do seu Algo Azul) era às 13h. Fomos de metrô até a rodoviária e de lá pegamos um Uber que era pertinho, o credenciamento como autoras foi super tranquilo e entramos rapidinho!
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A Mari ARRASOU nessa participação, viu? Conseguiu puxar papo com a galeria que andava e se encaixava no perfil do livro, uma história romântica que se passa entre as décadas de 1980 e 2000, levou brindes temáticos para distribuir e ainda divulgou seu novo e-book de cartas sáficas, Queria te amar em braile. Tentei ajudar ao máximo, tirando fotos e tudo mais, mas ao mesmo tempo não interferi muito porque queria poder assisti-la brilhando naquela hora que tinha, sabe? Curtir o momento. Foi muito legal porque o pessoal da Sinna colocou nossos livros, que consideramos como primos, do ladinho um do outro na estante, ‘tava perfeito!



Passeio pelo pavilhão
Após a sessão da Mari, a minha seria sóóóóó no fim da tarde, então passeamos pelo pavilhão, conversando com leitoras, distribuindo kits de brindes, por aí vai. Paramos para comer perto de uma das praças de alimentação com nossos sanduíches que levamos de casa, estava tudo caro e ruim, fomos preparadas. Também não tinha mesa ou cadeiras disponíveis, nos juntamos à galera no chão, mesmo. Aproveitei esse momento para embalar alguns dos meus livros que levei para “abandonar” por lá, cara, as pessoas ficam atentíssimas a esse tipo de coisa! Todos os que deixei num cantinho foram encontrados antes que eu conseguisse me afastar, muito divertido fazer isso…
Foi quando a Ly Silva, que é escritora de romances hot, nos abordou perguntando se poderia dar o livro dela, O Inevitável, então papeamos um pouquinho para sobre as dores e as delícias de ser escritoras “pequenas” nesse mundão. Estou doida para ler e fiquei SUPER feliz em ter ganhado! Depois fomos procurar o estande do Grupo Editorial Grupo One, onde eu queria tirar foto na caixa do livro Barbie Mundo dos Sonhos (que estava com 25% de desconto e comprei), para isso passamos por uma região onde tinha quatro editoras grandes, uma burrice de falta de organização, mal dava pra andar. Fomos ao banheiro, tomamos uma Coca-Cola e nesse ponto estava na hora de voltar ao trabalho…



Sessão de autógrafos de Borboletas de Outono
Minha sessão de autógrafos começou às 18h e foi super especial porque finalmente encontrei ao vivo a Marcelle, que me acompanha há MUITOS anos e já tinha Wish You Were Here: um romance musical, agora garantiu seu Borboletas de Outono também! Ela me deu presentes muito lindos, conversamos bastante, tiramos fotos juntas, por aí vai. Também conheci algumas outras pessoas, leitoras e autoras, dei uma entrevista para o Nós da Escrita que nem estava planejada, mas ficou bem legal, curti esse que já é o terceiro evento em que tenho a chance de apresentar a história da Lili, tão especial como é, para o mundo!
Só que a essa altura, depois de andar o dia inteiro, ter viajado na véspera, batido papo com uma infinidade de pessoas, caras… EU ESTAVA EXAUSTA! Não tinha uma gota de carisma nesse meu corpinho tão comumente abastecido dessa qualidade tão útil, tentei segurar o sorriso (pelas fotos, deu pra ver que não consegui tanto), investir horrores na simpatia, enfim, segurei ali uma marimba pesadíssima. Acho que quem não participa desse tipo de evento profissionalmente não faz ideia de como eles SUGAM a gente, e isso somado ao fato de que eu não podia estar gastando o dinheiro que gastei lá tornou ainda mais desgastante…



Sei que sou suspeita porque detesto aquela cidade de modo geral, mas que Bienal BAGUNÇADA essa de São Paulo, viu? Uma falta de planejamento visível na escolha dos corredores, problema gravíssimo de adulto mascarado beijando adolescente dentro de estande, espaços dedicados a editoras menores e até quadrinistas de difícil circulação num ponto que nem andei por eles, que costumam ser meus favoritos em eventos literários. Fora que a experiência não me parece muito produtiva para o leitor, além de ficar difícil conhecer a galera independente tem as filas absurdas, brindes capengas e preços sem nenhuma vantagem nos estandes grandes. Taí um evento no qual só volto se for uma situação bastante específica e vantajosa…
Vídeo: presentes e compras da Bienal de São Paulo!
No total, eu trouxe seis livros dessa Bienal de São Paulo, a maioria ganhei de presente, inclusive vários da Marianna Roman, nossa editora, além de brindes literários, itens artesanais que ganhei da Marcelle e uma única maquiagem porque não sou de ferro. Como não gravei vlog da semana, como fiz com as bienais que fui ano passado, decidi fazer um mostrando essas coisinhas, para não deixar passar em branco o carinho das pessoas e meus causos de sempre. Muito, muito, muito obrigada mesmo, meninas!

