Eu odeio ter um nicho!

Desde que a palavra “nicho” e a necessidade de expor o meu para quem visita o blog surgiu na minha vida, mais ou menos nos últimos 8 anos, por aí, eu tenho muita dificuldade de definir o meu. Achei que “blog pessoal” poderia segurar isso bem, mas nem tudo o que falo é pessoal, apesar de quase sempre ter minha opinião por trás, então não vale. Por muito tempo coloquei no subtítulo ‘Momentos, sentimentos e cultura inútil”, pra suprir a parte do pessoal, de fato, os textos autorais que muitas vezes vêm com desabafos e a última expressão cobria todo o resto. Mas ainda tava errado porque eu NÃO ACREDITO em cultura inútil, pra mim TUDO é cultura e TUDO é útil, como podia ter uma contradição tão grande na apresentação daquilo que mais fala por mim na vida? Desatei a repensar.

Troquei o “inútil” por “pop”, assim deixaria claro que tô falando de cultura pop, mas também não é verdade já que eu produzo algum conteúdo erudita aqui e ali, sim. Só “cultura” também não gosto porque, novamente, é uma coisa ampla demais pra nomear a pequeneza do que gosto… Por fim, tentando firmar minha imagem de educadora de artes fechei em “Momentos, sentimentos e todas as artes”, dessa forma posso falar de forma acadêmica sobre artes plásticas, mas também bem informalmente sobre filmes, livros, música, as próprias artes plásticas, também, e o que mais vier, até tombando pra itens colecionáveis, etc. Enfim achei meu nicho, se puder chamar assim, e ele é abrangente pra caralho caramba, mas ainda assim não é abrangente o suficiente porque eu sou muito mais que isso. E uma coisa que eu já sabia lá no início se confirma todos os dias pra mim:

Eu ODEIO ter um nicho!

Eu odeio ter um nicho: imagem de um comenputador aberto sobre uma cama, de fronha com padrão azul e branco. No canto há um mouse e, em cima do teclado, um fona de ouvido.

Ok, ok, confesso, se tem alguém que funcionaria perfeitamente atuando numa coisa só, essa pessoa sou eu. Sabe aquele tipo de gente que precisa realmente SABER das coisas antes de falar? Que pesquisa, nunca acha suficiente e pesquisa de novo, que se erra tenta deixar isso sinalizado de todas as formas possíveis? Eu sou um pouco assim, sim. Não gosto de falar do que não entendo! Por isso seria ideal achar um foco e cair de cabeça nele, afundar naquilo ao máximo e praticamente respirar o assunto. Mas mais do que isso, eu sou uma pessoa que precisa amar o que faz, e (caramba) eu amo muitas coisas. Escolher uma só é difícil, prefiro essa profundidade acontecendo para todos os lados, de forma que nada que mora aqui no meu coração fique negligenciado. Queria falar tudo o que sei sobre todas essas coisas!

Aí você lê tudo isso e pensa “Uai, minha filha, FALA SOBRE TUDO ENTÃO!”, mas eu não tô disposta a abrir mão de tentar fazer isso aqui dar certo. Sei que atualmente a gente tem essa impressão de que todo mundo quer ser “influenciador digital” (expressão que eu DETESTO e sempre opto por “criadora de conteúdo”), mas veja bem: viver de escrever, e principalmente de escrever produzindo para internet, é algo que eu quero praticamente desde que comecei, 17 anos atrás. Ao contrário do que muita gente pensa, naquela época algumas pessoas já ganhavam grana assim, mesmo que de formas diferentes, e eu venho desde então tentando fazer o mesmo. Falhei muito mais do que me conquistei, sim, mas é o que mais amo, o que faço melhor… Não vou abrir mão, e se o ideal é ter um nicho (ainda que amplo e improvisado), ficarei com ele!

Ainda assim é um saco, claro que é, ter que me virar pra encaixar o que não se encaixa aqui e ali. É um saco principalmente não conseguir! E, sendo bem sincera e talvez me contradizendo mais uma vez, continuarei escrevendo aqui mesmo se for pra ninguém ler, meio que “pagando pra trabalhar”, como já foi tantas vezes e não desisti…. No fim das contas nem existe conclusão nenhuma nesse texto que você acabou de ler, só uns pensamentos jugados aqui e ali, mas são pensamentos que posso publicar porque fazem, de fato, parte do meu momento, dos meus sentimentos, e até de algumas entre todas as artes!

Sexta do Blog

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Sexta do Blog! Visite também os outros participantes: Não me Venha Com Desculpa, Pandinando, Algumas Observações, Confabulando, Justo Eu, Camila por Aí, Profano Feminino, Inventando Assunto, Like Paradise e Tô Pronta.

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4 Comments

  1. Oi, Lully!
    Seu post é tão eu que não sei o que dizer, só estou sentindo.
    Meu blog se chama Algumas Observações porque esse foi um nome que encontrei que me possibilita falar de ABSOLUTAMENTE tudo! 🙂

    É bacana ter essa liberdade. Ser obrigada a ter um nicho é algo que eu nunca consegui me dar bem.

    Seguimos!

    Um beijo,

  2. esse lance de nicho é realmente chato, mas infelizmente é o que a internet meio que pede, mas nada impede que você tenha um nicho principal e seus diversos subnichos. Acho isso bom pq conquista vários públicos e não um especifico apenas.
    você pode focar o nicho principal no instagram, que é a rede social mais acessada hoje em dia e fazer com que esse nicho maior encontre mais gente pros seus subnichos, espero que eu tenha conseguido explicar

    aprendi isso com a jess no instagram dela: @jesszahir

    super beijossss
    Carol Justo | Justo Eu

  3. Eu nunca tive um Nicho ba Blogosfera. Mas, eu penso nisso frequêntemente …. Eu falo sobre tudo sem ficar “Bagunçado” e eu acho que o nome Lado Milla jja é auto explicativo é somente um lado da história….

    Obrigado, pela visita!
    XOXOX

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