A Odisseia (The Odyssey)
Elenco: Anne Hathaway, Matt Damon, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson, Charlize Theron, John Leguizamo, Elliot Page, Lupita Nyong’o, Jon Bernthal, Himesh Patel, Mia Goth, Travis Scott, Benny Safdie, Bill Irwin, Corey Hawkins, Jesse Garcia, Jovan Adepo, Kate Fuglei, Matt Lasky, Niko Nicotera, Ryan Hurst, Samantha Morton
Direção: Christopher Nolan
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 173 minutos
Ano: 2026
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Após a Guerra de Troia, Odisseu enfrenta uma perigosa jornada de volta para Ítaca, encontrando criaturas como o Ciclope Polifemo, as Sereias e Calipso pelo caminho.” Fonte: Filmow.
Comentários: Eu sou muito apaixonada pelas histórias que envolvem mitologia grega, desde sempre, e mesmo nunca tendo lido Homero, adoro adaptações de Ilíada e Odisseia. Era inevitável, então, mesmo numa fase em que não me apetecem tanto histórias com guerras e batalhas, que eu estivesse ansiosa para assistir A Odisseia de Christopher Nolan. Nela, acompanhamos o longo retorno de Odisseu para Ítaca depois da Guerra de Tróia, enfrentando criaturas fantásticas, tempestades, tentações e desafios impostos pelos homens e pelos deuses, visando retornar a seu país e sua amada Penélope. É uma narrativa que atravessa séculos por ser, MESMO, uma excelente história, capaz de prender a atenção e despertar a imaginação mesmo quando já conhecemos todas as suas etapas, digna de ser usada como substantivo quando estamos descrevendo jornadas da vida real.
Na maioria das vezes, acabo revirando os olhos para essa mania que cineastas como o Nolan têm de transformar praticamente todo filme em uma experiência de três horas. Nem sempre acho que essa duração se justifica, em casa tudo bem, mas no cinema é cansativo, muitas vezes saio da sessão desejando que tivesse rolado um intervalo. Mas aqui esse não foi o caso! Apesar do tempo de projeção, A Odisseia tem narrativa bem estruturada e construção visual impressionante, apesar de serem muitas aventuras seguidas, a história não perde o foco. Quando percebi, faltava apenas alguns minutos e eu sentia que ainda tinha coisa pra acontecer! Fiquei até com medo de o final ser meio corrido, o que seria muito irônico, mas felizmente também não foi o caso, deu tudo certo.

O aspecto que mais me conquistou, porém, foi o elenco. É um longa onde em qualquer momento que você olha para a tela, encontra um ator ou atriz extremamente talentoso entregando tudo. Como a história apresenta uma quantidade enorme de personagens importantes, as atuações precisam se sustentar com novidades e participações especiais o tempo inteiro, e isso funciona muito bem, ninguém parece deslocado ou desperdiçado. Apesar de Anne Hathaway e Matt Damon serem os grandes destaque, para mim os aplausos foram principalmente para Calipso de Charlize Theron e a Circe de Samantha Morton, – as feiticeiras estavam a todo vapor! A sequência envolvendo Circe, em especial, foi a minha favorita, lendo sobre depois, descobri que foi gravada usando bonecos para reduzir o uso de CGI e fiquei ainda mais impressionada!
Ainda sobre o que li depois de assistir, até entendo quem critica o pouco espaço das mulheres, mas não concordo totalmente. Penélope tem uma presença muito forte, sustentando emocionalmente boa parte da narrativa, é a real protagonista mesmo sem tanto tempo de tela se comparar com o marido (afinal, a história carrega o nome dele). Sei que Atena aparecendo de forma mais discreta incomodou alguns, mas não consigo interpretar isso como fraqueza, inclusive uma das cenas mais impactantes do filme acontece justamente perto do final e envolve a deusa. Não sei se minha experiência foi influenciada pelo quanto gosto de mitologia grega e conheço a história, fico curiosa para saber como funciona para quem não compartilha desse entusiasmo, mas acho que vale a pena assistir de coração aberto e tirar suas próprias conclusões sobre um pacote que achei bem positivo.
Trailer:
Esse post faz parte do BEDA 2026 como integrante do projeto D&B – Os Guardiões da Blogosfera no EntreBlogs. O lulylage.com, sob o codinome Lady Elowen, está participando da categoria Jornada do Herói como Cronista.


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KARINA MARQUES SANTANA
às vezes fico pensando: será que eu deveria ler o livro antes de assistir ao filme? vejo críticas tão divididas que não sei o que fazer e até então não assisti ao filme… kkkk beijo enorme, Astera ?? | Quase Aurora
Uma garota de 30 anos
Luly, adorei esse seu texto! Também amo mitologia grega de uma forma desmedida. E concordo totalmente com você sobre a questão das mulheres. Achei super exagerada (e, em certa medida, fiquei até incomodada) a repercussão do filme que diz que Nolan fez uma Odisseia misógina. Eu senti totalmente o contrário! Que mulheres fortes, decididas, esplendorosas. Cada uma delas, pelos seus motivos diversos, se manteve firme em suas convicções. Também achei a cena da Circe uma das mais impressionantes. E adorei a Zendaya como Atena. Fato é que as mulheres são tão importantes que é Atena, uma deusa, que guiou toda aquela situação. As menções a Zeus são distantes, como se ele fosse apenas o “cara da lei”. Toda a trama de Odisseu é permeada pelas mulheres – e seus variados desejos. Achei o filme incrível, tudo de bom mesmo! E também achei que as 3 horas passaram voando. Beijos de uma leitora quietinha do seu blog <3
Emerson
Parece ser uma ótima experiência. Fiquei com vontade de assistir.
Boa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
ALINE
Eu também gosto muito de mitologia grega e há algum tempo estava escutando um podcast. Eu parei de ouvir e meio esqueci muita coisa, mas é bem legal. Chama Noites Gregas, e eu vivo ensaiando começar de novo com o intuito de “estudar” o assunto mesmo. Caderninho, anotando rs
Quero mto ver a Odisséia, mas acho que não vou conseguir ver no cinema porque vida corrida + escala de trabalho maluca.
Adorei sua resenha.
Um beijo, Luly!