A mestre de Química

A mestre de Química

Qual é o melhor conselho que você já recebeu?

Semestre passado, uma das trends do momento era contar experiências de vida em legendas de vídeos curtos, como se fossem um conselho, e apesar de raramente embarcar nessas ondas, achei um jeito muito pertinente de participar. “Aos 17 anos, sua professora de química do colégio vai te sugerir uma graduação que une seus dois maiores interesses (artes e química)… É muito importante que você leve a sugestão dela em consideração!” Tive duas professoras de química no Ensino Médio, ambas mudaram minha vida positivamente, a primeira me ajudando a lidar com o bullying que sofri em um colégio, a segunda me mostrando um caminho profissional que nunca tinha visualizado antes.

Quando mudei de escola em pleno último ano, TODO MUNDO sabia que eu tentaria vestibular para Design Gráfico, sequer faria UFMG, tinha um objetivo definido, parecia irredutível. Eram tempos de muita expansão do ensino superior através de programas do (então) Ministro da Educação Fernando Haddad (saudades do que a gente não viveu!), entre eles o REUNI, que ampliava as universidades federais criando novas vagas. As inscrições na federal mineira já estavam encerradas quando saiu uma matéria no jornal divulgando o planejamento de aberturas para os próximos anos, inclusive um novo curso para o vestibular que a gente estava fazendo, que receberia candidatos em um edital específico, mas provas junto com os outros.

Bambirra, a paraninfa do 3º ano, me mostrou a matéria. Ela sempre levava novas possibilidades para a gente, quando achava pertinente. Um curso de Design abriria na UFMG nos anos seguintes, mas eu não precisaria esperar: a célebre pós-graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis estava se tornando uma graduação, eu poderia já fazer vestibular, ver o que achava, quem sabe até ficar, ou considerar pedir transferência, caso não mudasse de ideia, dois anos depois. Eu sempre soube que minha ciência era a arte, mas a química fazia os olhos brilharem quase tanto quanto, e ela sabia disso.

Foi graças a ela que descobri minha graduação, formação, profissão, e graças à grande relação com a química, combinada ao meu amor por livros, a decisão pela restauração de papel, especificamente, se encaixou em mim quase de imediato. Vocês já conhecem essa história, eu sei, mas eu acho justo lembrar e relembrar quem primeiro me colocou diante dessa estrada, me abriu os olhos, me viu além do que eu apresentei. Obrigada, mestre, por me entregar assim, com tanto carinho, o melhor de todos os bons conselhos que já recebi!

Fotografia antiga de Luly aos 17 anos, ainda adolescente, ao lado de sua professora de Química. Luly aparece à direita, com cabelos loiros compridos e usando uma camiseta clara, enquanto a professora está à esquerda, usando uma blusa preta e um colar comprido. As duas sorriem para a câmera em frente a um edifício, durante uma atividade ou visita escolar. Luly está posicionada em um degrau abaixo da professora.

De volta a 2007, sim, eu era loira aos 17 anos, e sim, sou pitica, mas nesse caso isso foi agravado pelo fato de que estava no degrau debaixo da escada do colégio na foto da turma…

Selo do BEDA EntreBlogs 2026. O ícone apresenta uma pasta marrom e uma pena de escrita sobre um círculo bege com borda verde-oliva. Esse post faz parte do BEDA 2026 como integrante do projeto D&B – Os Guardiões da Blogosfera no EntreBlogs. O lulylage.com, sob o codinome Lady Elowen, está participando da categoria Jornada do Herói como Cronista. No desafio dessa semana, escrevi esse texto em apenas quinze minutos, nem revisei, e não sei nem como consegui!
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  • ALINE

    Que linda sua história Luly! O post ficou ótimo!

    Eu também tive uma professora de química no terceiro ano que me fez mudar de caminho. Eu queria jornalismo, acabei indo fazer um técnico em química antes de me graduar em Tecnologia de Polímeros.

    Conheci outra menina que teve uma professora ajudando a lidar com bullying e também a encontrar um caminho pra realizar sonhos. (Oi Felícia!).
    Adorei conhecer esse pedacinho da sua história nessa profissão tao importante.

    Um beijo!!

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  • Jeniffer Geraldine

    Ah, histórias como essas são maravilhosas!
    Um viva para essa maravilhosa que te inspirou! 
    Um abraço! 

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  • Emerson

    Ótimo quando temos essas influências positivas em nossa vida.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de inverno entre 03 de agosto à 07 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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  • Bruna

    Queria tanto que professores fossem mais valorizados, tive vários que também mudaram a minha vida! Muito legal sua história, que bom que encontrou algo que tem tanto a ver com você!

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  • Laura

    Que demais, Luly! Também tive minha trajetória profissional muito influenciada por professores – uma de geografia quem me deu a ideia de ir pro cefet, e lá o de física me carregou pra um projeto de divulgação científica no qual eu lia, escrevia e fotografava. Alô, fotógrafa formada em letras hahaha
    adorei o post <3

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