Exposição Habitante – Registros de um Bolinho pela cidade, no Palácio das Artes

Exposição Habitante – Registros de um Bolinho pela cidade, no Palácio das Artes

Esse ano o Palácio das Artes, um dos maiores centros culturais da América Latina, completa 55 anos, ao mesmo tempo que outro grande ícone de Belo Horizonte faz aniversário: o Bolinho! Há 17 anos os belorizontinos começaram sua busca por esse personagem que é grafitado em diferentes pontos da cidade, interpretando vários papéis, escolhendo seus favoritos, fotografando até em regiões não tão seguras e colecionando seus produtos (eu já tive até bolsa)! Criado pela Raquel Bolinho, ele se tornou uma parte da nossa cultura que fazemos questão de apresentar a quem nos visita, então nada fez mais sentido do que a abertura de Habitante – Registros de um Bolinho pela cidade na PQNA Galeria Pedro Moraleida!

Instalação com peças coloridas em formato de Bolinho penduradas por fios transparentes, formando um conjunto de elementos acrílicos em tons de vermelho, rosa, laranja, amarelo, verde e azul. As sombras projetadas na parede branca criam camadas de cor e profundidade no espaço expositivo.

Instalação com peças coloridas em formato de Bolinho penduradas por fios transparentes, formando um conjunto de elementos acrílicos em tons de vermelho, rosa, laranja, amarelo, verde e azul. As sombras projetadas na parede branca criam camadas de cor e profundidade no espaço expositivo.

O espaço pode ser pequeno, mas o Palácio e a Raquel são GIGANTES, então a exposição não podia ser diferente! Saindo um pouco, mas não completamente, desse eixo da arte urbana, ela trouxe esculturas, pinturas, objetos tridimensionais, tudo isso retratando nosso queridinho. Logo na entrada a explosão de fofura acontece ao vê-lo em cerâmica e principalmente num enorme políptico de mini pinturinhas que o retratam em forma de personagens, animais, famosos, atividades, datas comemorativas, enfim, o Bolinho como ele é e como a gente adora ver por aí. Fiquei querendo um pra mim, muito fofo! Cada “sessão” da galeria, que é dividida por algumas pilastras, traz técnicas distintas, sempre cheias de cor.

Parede com dezesseis quadros pop?art exibindo objetos do cotidiano em forma do personagem com rostos sorridentes, como sapato, gorro, lápis, globo, caminhão e telefone, cada um sobre fundo colorido, formando um jogo da memporia. Ao lado, obra abstrata formada por formas sobrepostas em tons de arco?íris, compondo uma área vibrante da exposição.

Mão segurando cartão quadrado com três cerejas vermelhas estilizadas. Ao fundo, parede branca coberta por dezenas de desenhos de maçãs em diferentes tamanhos e arranjos, formando padrões como espirais, linhas e agrupamentos.

Mais pro fundo, começa a parte interativa da exposição, com o Jogo da Desmemória, que tem 16 telas de dois lados para escolher qual posição preferir (e tentar achar os pares, quem sabe) e a sala dos adesivos, onde o visitante realmente pode colar “cerejas do bolo” livremente, criando desenhos, composições, passando mensagens ou só deixando uma marquinha, mesmo. A primeira vez que visitei, assim que abriu, tinha muito espaço disponível, mas quando voltei na semana seguinte já estava caótico, um mar de cerejinhas vermelhas em cada centímetro. É lindo observar essa transformação visual, vira um registro em larguíssima escala de quantas pessoas passaram por ali, eu adoro!

Instalação noturna com figuras do personagem estilizadas feitas em luz neon nas cores azul, rosa, amarelo e laranja, alinhadas sobre um muro baixo. Árvores e prédio com janelas altas aparecem ao fundo, destacando o brilho das luzes no ambiente externo.

Mural colorido do Bolinho em formato de cupcake realizando atividades musicais, como cantar, reger e tocar instrumentos como trompete, flauta e violoncelo. O fundo em amarelo e vermelho cria efeito de palco iluminado, enquanto à esquerda outro Bolinho aparece em cenário de cozinha.

E se das ruas viemos, às ruas retornaremos! Fora da PQNA Galeria, no pátio, está presente a instalação luminosa que fez parte da Festa da Luz de 2025, onde o personagem performa algumas formas de movimento, e do outro lado, em frente à entrada do meu queridíssimo Cefart, temos GRAFITE, claro! Neles Bolinho aparece dançando, tocando, interpretando, enfim, celebrando as mais diversas manifestações artísticas com as quais o Palácio das Artes nos presenteia diariamente no coração do Centro da cidade. Vale super a pena visitar, pois está bem lindinha e ainda tem muitas outras atrações acontecendo nesse período de celebrações por lá! HABITANTE está aberta de forma gratuita, de terça-feira a domingo, até 13 de setembro.

Selo do BEDA EntreBlogs 2026. O ícone apresenta uma pasta marrom e uma pena de escrita sobre um círculo bege com borda verde-oliva. Esse post faz parte do BEDA 2026 como integrante do projeto D&B – Os Guardiões da Blogosfera no EntreBlogs. O lulylage.com, sob o codinome Lady Elowen, está participando da categoria Jornada do Herói como Cronista.

Yayoi Kusama – In memoriam

Yayoi Kusama – In memoriam

ler artigo
Tarsila, a Brasileira no Palácio das Artes

Tarsila, a Brasileira no Palácio das Artes

ler artigo
Links da Semana #13

Links da Semana #13

ler artigo

Comente este post!