Escrever para transformar: a escrita como ferramenta de mudança
Organização: Anna Clara e Clarissa Moreira
Autores: Ana Paula Jaques, Anauã Marques Soares, Beatriz Latini Gomes Neta, Cláudia Cardoso, Cláudia Lessa, E. E. Soviersovski, Eliete de Fátima Guarnieri, Gabriel Pereira, Gardênia Pereira, Heloisa Delai Rossini, Lívia Beatriz, Lucas Hargreaves, Luly Lage, Maria Eduarda Baronto Sampaio, Marli Beraldi, Paula Maciel, Roberta Teixeira da Silva, Tatiana Gamaliel, Waal Pomps
Gênero: Não-ficção
Ano: 2026
Número de páginas: 176 p.
Editora: Editora Lisboa
ISBN: 978-6583212801
Sinopse: “Há palavras que salvam. Outras, transformam. Esse é um convite para quem acredita que as palavras têm força, que histórias curam e que toda escrita carrega a possibilidade de um recomeço. Entre refl exões, sentimentos e experiências, este livro mostra que escrever não é apenas se expressar, é se encontrar… e se transformar!”
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Esse post contém, incorporadas, a versão em áudio (abaixo) e vídeo (ao fim) relativas a seu conteúdo, que não são idênticas ao texto escrito, mas cumprem o mesmo papel. Se preferir ouvir ou assistir a ler, fique à vontade!
Comentários: A antologia de não-ficção Escrever Para Transformar: a escrita como ferramenta de mudança reúne 21 autores em 20 textos curtos justamente sobre o que o título fala, a prática da escrita e como ela atua na vida de quem o faz. O objetivo é criar uma grande homenagem ao impacto positivo que as palavras têm na vida de escritores variados, sejam eles de histórias fantásticas, realistas ou mesmo de maneira mais acadêmica, tanto em formato de prosa como de maneiras mais criativas, simulando entrevistas, cartas e por aí vai. Assim, esse grupo tão heterogêneo passa a inspirar leitores e, claro, aqueles que já se veem e principalmente pretendem se ver como escritores, mesmo que lá no fundo já sejam isso sem saber…

A antologia é organizada pelas gêmeas Anna Clara e Clarissa Moreira, autoras de Lily sob flocos de Neve e criadoras de conteúdo literário na internet há muitos anos. Eu conheço as meninas desde que elas eram adolescentes, conhecidas como “Gêmeas da Paula”, em filas de lançamentos da Paula Pimenta, onde elas se destacavam por estar sempre presente, entre as primeiras a chegar. Do “alozinho” distante à seguida nas redes sociais, até chegar nessa amizade cheia de admiração mútua. Hoje elas são adultas que trabalham com a literatura que tanto amam, e através de sua presença oficial em eventos literários despertaram a atenção da Editora Lisboa, que as convidou para esse projeto incrível, cuja curadoria de autores foi feita por elas!
“(…) entendemos que escrever sempre foi um gesto de amor. Um jeito de cuidar de nós mesmas, de respeitar nossa história e de honrar tudo aquilo que nos trouxe até aqui. A escrita nos ensinou a olhar para dentro com mais gentileza e para o outro com mais empatia.” — página 8

O convite para fazer parte de Escrever Para Transformar foi feito em uma reunião virtual em setembro do ano passado e aceitei de cara, me empolgou MUITO fazer parte de algo assim. A partir daí uma equipe da editora me acompanhou em todo o processo da escrita até o lançamento, que teve seu primeiro evento em Belo Horizonte, então pude estar presente! Contando comigo e com as meninas éramos 10 autores, quase metade, em um sábado à noite na Livraria Portal Psic, com direito a café de recepção, discurso de cada um de nós e da editora e brinde de champanhe para comemorar, claro! Foi muito, muito, muito lindo, daquele momentos em que a gente se sente especial demais, sabe?
“A escrita tem essa ousadia: traduzir o indizível. É capaz de falar em um idioma que ultrapassa fronteiras. E cada leitor, ao abrir um livro, se torna o seu mais fiel tradutor” — página 116

Falando do meu texto, dei o título de “Essa tal de narrativa”, justamente porque é dedicado a ela, a narrativa, que me move enquanto escritora e em todos os outros aspectos da minha vida. Fiz quase uma autobiografia contando como criar histórias está em todos os aspectos da minha vida, desde na hora de fazer um jogo de Paciência fazer sentido até o momento em que descobri que ela poderia caminhar lado a lado com o fato de que, de acordo com as pessoas ao meu redor, eu “escrevo bem”, ou seja, quando escrevi meu primeiro livro. Tentei também passar a mensagem de como acho importante a gente se mostrar como alguém que escreve para, enfim, se enxergar como escritor — que, na minha opinião, é a parte mais difícil! Gostei muito do resultado final dessa que é minha primeira publicação de não-ficção!
“Escreva poesias, crônicas, contos, romances, biografias, se for o caso. Faça como eu fiz aqui e escreva sobre você. Mas escreva Quanto mais você escreve, mais você escreve, e isso é bem menos óbvio do que parece. Só existe um jeito certo nesse mundo de ser escritor: escrevendo!” — página 88
Conheça os autores de Escrever para Transformar nos seus sites e Instagrams: Anna Clara e Clarissa Moreira (@leituradasgemeas), Ana Paula Jaques (@dra.anapaulajaques), Anauã Marques Soares (@soares.a.m), Beatriz Latini Gomes Neta (@beatrizgneta), Cláudia Cardoso (claudiacardoso.com.br e @autora_claudiacardoso), Cláudia Lessa (@escritoraclaudialessa), E. E. Soviersovski (eesoviersovski.com e @eesoviersovski), Eliete de Fátima Guarnieri (elieteguarnieri.com.br e @elietedefatimaguarnieri), Gabriel Pereira (@eugpc_), Gardênia Pereira (gardeniapereira.com e @psigardenia), Heloisa Delai Rossini (@helorossiniescreve), Lívia Beatriz (lerlyvromancefantasia.my.canva.site e @liviabmiguel_lerlyv), Lucas Hargreaves (@lucashargreaves), Luly Lage (lulylage.com e @lulylage), Maria Eduarda Baronto Sampaio (@dudabaronto), Marli Beraldi (@marliberaldi), Paula Maciel, Roberta Teixeira da Silva (@roberta.reflitacomoinfinito), Tatiana Gamaliel (@tatigamaliel) e Waal Pomps (@waalpomps_escritora).


Bruna Both
Que orgulho de você, Luly!
Parabéns por mais uma obra lançada e pela participação nesse projeto tão bonito! <3
ALINE
“acho importante a gente se mostrar como alguém que escreve para, enfim, se enxergar como escritor”
Acho que é sobre isso aqui. A gente não começa a escrever o primeiro livro do nada. A gente escreve tudo. A lista de compras, o bilhete pra alguém, uma entrada no diário, um texto no blog e um livro (ou nenhum livro). Mas continuamos escrevendo porque a escrita é poderosa.
Um beijo