Mochila cor-de-rosa (uma pequena vitória nessa cor)

Mochila cor de rosa: foto de Luly Lage aos 15 anos, sentada em sua cama com as pernas cruzadas e corpo curvado para frente, usando roupa de frio, óculos redondos e cabelos presos. Ao seu lado há uma mochila cor de rosa. A roupa de cama, almofada que está atrás e materiais escolares em sua frente são todos desse cor, e ao seu lado há uma grande janela branca, fechada.

Uma coisa que não entendo na sociedade é isso de dar rótulos para cores. Não digo dividi-las entre primárias/secundárias ou frias/quentes, nem todo o estudo da psicologia que analisa os sentimentos que despertam na gente, mas essas convenções sociais meio bobas que decidiram que cores pertencem ou não a um certo grupo. Determinar que rosa é de menina, azul de menino, criança não pode usar preto e vestir vermelho num casamento é desrespeitoso, sabe? Na minha vida isso foi, por muito tempo, tão forte que mesmo me adequando ao que esperam, tendo rosa como cor favorita, foi um problema. Uma mochila dessa cor quando criança? Não só aceitável como também beirava o obrigatório… Querer continuar assim na adolescência? Poxa, aí não, né? É muito infantil uma MOÇA da sua idade continuar com uma besteira dessas! Essa sua obsessão faz mal, hein?

Várias fases da minha vida foram marcadas por essa afirmação de que eu não podia gostar das coisas que gostava, principalmente de rosa. Por muito tempo acreditei nisso e tentei me conter, pelo menos na frente das pessoas que insistiam nas críticas, mas felizmente dentro de casa não acontecia tanto. Faltando poucos dias para entrar no 2º ano do Ensino Médio, por exemplo, minha mãe chegou em casa com uma mochila rosa, muito rosa, rosa NEON de marca 100% genérica, mas que pra mim soava como artigo de luxo. Além disso, ela encapou todos os meus livros num mesmo papel dessa cor, o que junto com o fichário e demais materiais escolares me transformava basicamente numa versão baixinha e morena da Barbie. Pra mim esse era o maior do elogios. Impressionante como uma coisinha de nada acaba sendo gigante na nossa cabecinha às vezes…

Hoje em dia o neon não me atrai tanto, só no cabelo onde preciso usar esse tipo de máscara pigmentante para fazer o rosa pegar num descolorido que não abre tanto, mas ainda sinto o ar de vitória no rosa claro de itens grande, como móveis e eletrônicos, e rosa choque pros detalhes das roupas, acessórios, materiais e todo o resto. E se a crítica vier, não escuto nem condeno… Não querendo defender os críticos de um modo geral, mas se você parar pra pensar por muito tempo as opções de materiais escolares e outros itens nessa cor realmente não favoreciam quem queria usar sem parecer infantil, era difícil achar coisas destinadas a meninas sem ser assim e o contrário também acontecia… Agora, porém e felizmente, existe mochila e todo um mundo em cor-de-rosa para todo mundo que ama usar a abusar em qualquer idade, ainda bem! Olha algumas da Imaginarium aí:

Montagem contendo quatro mochilas da marca Imaginarium em um fundo geométrico, todas na cor rosa. Em destaque, num tamanho maior que as outras e com um coração de favorita em cima, há uma mochila rosa claro com bolso na frente e duas opções de alça, de mão, em cima, e para colocar nas costas. As outras são todas apenas para usar nas costas, um em tom metálico, outra azul marinho com detalhes e interior rosa e a última uma mochila térmica, robusta, em tom que puxa para o vinho.
Frame Rose; Role Rose Metálico; Nunca Errei; Térmica com carrinho | Imagens da loja Imaginarium.

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade da Imaginarium. Você pode conhecer os produtos da marca visitando uma de suas lojas físicas, espalhadas em diversos lugares do Brasil, e nas redes sociais Facebook, Instagram, Twitter Pinterest e no canal do YouTube.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o terceiro, referente a 2006!

Mochila cor de rosa | Dia 02 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Aqui foi o começo de tudo

Capa da revista W.I.T.C.H. de fevereiro de 2003, onde uma das personagens, Will, tem sobre sua mão um objeto mágico que fazia parte da história. Abaixo, entre as reportagens anunciadas, se lê 'Descubra o blog: o diário da internet'.

Em 2002, quando eu tinha uns 11, 12 anos, todas as minhas amigas tinham internet em casa, menos eu. Na época o IG era o provedor gratuito mais popular entre elas, e com isso teve uma grande onda de criação de sites no domínio HpG deles. Eram páginas onde colocavam informações e imagens copiadas de outros lugares, com anúncios de produtos que não vendiam, só porque todo mundo fazia igual, mesmo. Eu também queria ter um, não pra copiar coisas das internet, mas pra colocar tudo que sabia sobre Harry Potter e, quem sabe, convencer as pessoas a ler também, sei lá, acho que a produção de conteúdo já tava doida pra nascer aqui dentro. E nesse contexto de desejar horrores algo que eu não poderia ter li, numa revista W.I.T.C.H., sobre blogs pela primeira vez. Foi aqui, nesse ponto da história, o começo de tudo.

Talvez por ser “certinha” demais, talvez por ter um tio analista de sistemas que já falava sobre comportamento on line, mas o que elas tinham não era o bastante pra mim. Nem culpo as meninas, não, eram crianças brincando de se tornar adolescentes, só curtindo a fase e a tendência do momento, tá tudo bem. Mas quando li sobre os blogs, sobre a possibilidade de ter um espaço que se assemelhava a um diário (algo que sempre mantive) onde eu poderia me expressar do meu jeito, puts… Parecia bom demais pra ser verdade. Ainda assim eu não tinha como criar um, o computador lá de casa casa era mais pro trabalho dos meus pais, eles já me deixavam jogar nele, era bom demais pra ser verdade e, novamente, não tinha internet. No meu aniversário de 13 anos, porém, tudo mudou.

A gente tinha mudado pra Belo Horizonte há poucos meses e tava sem computador NENHUM, então ganhei um já usado, mas aos meus olhos tão precioso que merecia aquele espacinho do quarto só pra ele. Uma das primeiras coisas que fiz, antes de ter internet (o que demorou uns três meses), foi abrir o Power Point, que era uma ferramenta que eu sabia usar relativamente bem, e criar meu primeiro blog ali. Eu sei, ok, não era um blog de verdade, mas foi meu primeiro ainda assim. Minha novas amigas da nova cidade me passavam imagens usando disquetes, um monte de gifs da Hello Kitty e do Garfield, e ficava eu, felizinha, decorando meu falso bloguinho com eles fingindo pra mim mesma estar realizada. Mas não estava. Eu queria um blog de verdade, e quando instalamos um discador da Click 21, que também era gratuita, corri pra cria-lo!

Blig, Blogger Brasil, Weblogger, não sabia qual opção era melhor. Pra mudar o “fundo” tinham códigos HTML, coisa que nunca tinha ouvido falar. Fiquei sabendo que o site da Dakotinha, a marca de sapatos, tinha uma ferramenta de criação de blogs bem simples e resolvi apostar, criando lá meu segundo primeiro blog. Esse sim, tinha um endereço, área de comentários, troca de ideias, era muito legal. Mas as meninas normalmente usavam só pra copiar e colar mais gifs, então entrei na onda, melhor isso do que nada, né? Mandei o link pra uma amiga da outra cidade por SMS e ela respondeu com o dela, no Blogger (o antigo, da Globo!) e, gente, tudo muito diferente! Tinha o tal template tirado de um tal template shop. ela escrevia seu dia a dia com área legal pra perfil onde dava pra colocar até música e calendário. Eu queria um DAQUELE JEITO!

Pesquisei HORRORES até descobrir como funcionava. Criei conta em todas as plataformas existentes e, no chute, escolhi o Weblogger como opção ideal. Nele, criei meu terceiro primeiro blog, o “Mione Pink”, que depois virou “Legally Elle Woods” (ai, eu tinha TREZE ANOS, dá um desconto, vai?), um espaço que me ensinou a ser blogueira de verdade. Aprendi tanto nessa fase! Trocava de template como quem troca de roupa, criava meus próprios gifs, fui caminhando até pra criar os templates em si. Tive outros primeiros blogs nesses outros sites, vários comunitários com um monte de gente, o desejado blog pra falar de Harry Potter e um pra cada coisa que gostava. Vivi começo atrás de começo nesse processo, minha vida se resumia a isso: escola durante a semana, blogs aos sábados após as 14h e domingo o dia inteiro… Só quem viveu a internet discada entende.

O resto da história, vocês já sabem… Cansada de pular de um endereço pro outro e conhecendo o mundo das “blogueiras patty”, que eram felizes sendo elas mesmas e mostrando que eu podia ser também, decidi que não teria outro “primeiro blog”: teria o MEU BLOG, ponto final. E foi assim que nasceu, nos primeiros 33 minutos de 26 de junho de 2004, o Sweet Luly. Nem vou me alongar aqui sobre como tudo mudou de lá pra cá, não é o foco… Só sei que sempre vou guardar essa revista W.I.T.C.H. que me deu o pontapé. Esse mês o blog completa 17 anos e ao longo de junho farei posts bem variados que tenham a ver com cada ano que ele passou no ar, começando por esse, que representa o próprio 2004, contando a mini Ilíada que me trouxe nessa linda Odisseia de estar aqui!

Aqui foi o começo de tudo | Dia 01 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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