Barbie Maya Angelou

Barbie Maya Angelou: foto em close do rosto da boneca, que veste vestido e turbante alaranjados com a mesma estampa

A linha Inspiring Women (ou Mulheres Inspiradoras) da Barbie homenageia grandes mulheres da história em diversas categorias as reproduzindo como bonecas que podem vir a inspirar crianças que vão brincar com elas e, claro, adultas ao coleciona-las, sendo destinadas aos dois públicos. Entre as homenageadas estão artistas, cientistas e esportistas, além de várias outras categorias de modelos que se destacaram em suas áreas. O mais recente lançamento se encaixa perfeitamente na missão atual da Mattel de diversificar as etnias e outras características físicas das bonecas, para que mais pessoas se sintam representadas por elas, com a Barbie Maya Angelou, anunciada esse mês pela marca.

“A boneca Barbie® Maya Angelou está sendo apresentada para homenagear a história e o impacto do ativismo, trabalho e realizações da Dra. Maya Angelou. Esculpida à sua imagem e vestida com um turbante na cabeça e vestido com estampa floral, a boneca apresenta um corpo curvilíneo e articulação para infinitas possibilidades de poses. Com uma embalagem que pode ser exibida, esta celebração da vida e trabalho extraordinários da Dra. Maya Angelou é um grande presente para colecionadores da Barbie® e crianças de 6 anos ou mais.” (Traduzido da loja oficial da Barbie.)

Barbie Maya Angelou: foto de corpo inteiro da boneca, que veste vestido e turbante alaranjados com a mesma estampa, de pé em uma sala em miniatura de aparência confortável.

Nascida Marguerite Annie Johnson em 1928, Maya Angelou foi uma professora, escritora e ativista pelos direitos civis estadunidense. Ela é principalmente conhecida pela sua série de sete autobiografias onde discute, de forma bastante poética, questões como racismo, identidade e família através das experiências de sua juventude. Sua história de vida é marcada por situações pesadas quando jovem, como abuso, trauma psicológico e “sub-empregos”, e muita visibilidade política depois de adulta, sendo um voz forte na luta pela equidade racial e de gênero, sendo pioneira em diversos aspectos da sua vida como mulher negra e carregando uma lista enorme de honras e homenagens quando morreu, em 2014, aos 86 anos. Uma verdadeira “shero¹” que devemos continuar sempre admirando!

Leia também: Barbie Yara Shahidi, mais uma boneca colecionável inspirada em outra mulher ativista negra.

O visual é tão maravilhoso que fica difícil não desejar quando você já tem uma certa afeição por esse tipo de colecionável. Ela usa um vestido comprido laranja com estampa floral preta e branca e detalhe bordado no decote e barra da manga, com um turbante na cabeça feito do mesmo tecido. Os sapatos são simples, um par de sandálias de salto super leve brancas, além de muitas joias douradas de todos os tipos: brincos, anel, pulseiras e até relógio. A parte mais fofa, porém, é uma miniatura de “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, sua primeira obra auto biografia que a tornou notável na literatura. Confesso que, até onde me lembro, nunca tinha ouvido falar no livro (falha minha!), mas agora tá na wish list porque quero não só ler, como também ter.

Barbie Maya Angelou: foto de corpo inteiro da boneca, que veste vestido e turbante alaranjados com a mesma estampa, sentada em uma sala em miniatura de aparência confortável.

O molde do rosto foi feito exclusivamente para ela, reproduzindo suas feições toda sorridente, complementado pelo corpo curvy, que saiu alguns anos atrás na campanha “A boneca evolui” e é menos magro que o tradicional, apesar de estar longe de ser gordo de verdade, mas relativamente parecido com o dela em vida. Adorei principalmente que ela tem articulações além das cinco básicas, que permitem mover de forma limitada cabeça, braços na região da axila e pernas no quadril, então é possível fazer mais poses mexendo também os cotovelos, joelhos e mãos. Ela vem também com um stand padrão da marca, que a permite ficar em pé, tudo isso dentro de uma caixa BELÍSSIMA com informação sobre a escritora no verso, foto em preto e branco na frente e fundo com cenário amadeirado, simulando um ambiente fechado com prateleira de livros na lateral. É tudo belíssimo!

A Barbie “Inspiring Women” Maya Angelou já está esgotada na loja oficial, mas estava sendo vendida por lá por U$29,99, um valor comum para as Barbie Signature (colecionáveis e, em sua maioria, destinadas a pessoas adultas) que são mais básicas assim. O preço é bem bacana, mas o fato de que esgotou em menos de um mês nos principais canais de venda fez com que outras lojas que ainda a têm no começassem a METER A FACA, cobrando 3 ou 4 vezes o valor original. Apesar de ser um lançamento “Black Label”, um selo que não faz produção limitada, ela tem tudo pra continuar rara, cara e difícil de achar. Maravilhoso para a imagem da Maya, triste pra quem ficou querendo…

Barbie Maya Angelou: detalhe da capa do livro em miniatura que vem com a boneca, de capa preta com detalhes em cores quentes e título em branco.

As fotos desse post foram tiradas do Instagram oficial da Barbie.

¹ “Shero” é um neologismo criado pela Mattel que une as palavras she (ela) e hero (herói), sendo o jeito da marca de chamar mulheres inspiradoras de heroínas!

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Pai em Dobro

Pai em Dobro: foto da personagem Vincenza ao centro, sorrindo, cercada dos seus dois possíveis pais na história, também com ar feliz. Os três estão abraçados, aparentemente em um bloco de carnaval com papéis coloridos voando ao seu redor.

Pai em Dobro *****
Elenco: Maísa, Eduardo Moscovis, Marcelo Médici, Fafá de Belém, Laila Zaid, Pedro Ottoni, Thaynara OG
Direção: Cris D’amato
Gênero: Comédia
Duração: 105 min
Ano: 2021
Classificação: 10 anos
Sinopse: “Depois de passar a vida toda numa comunidade hippie, uma garota de 18 anos aproveita a chance de sair para o mundo real e decide procurar o pai.” Fonte: Filmow.

Comentários: Vicenza vive com sua mãe, Raion, em uma comunidade “hippie” onde tem todo o tipo de conexão com a natureza, mas quase nenhum contato com a vida contemporânea da cidade. No dia de seu aniversário de 18 anos, Raion informa a ela que precisa passar um tempo fora, o que dá à garota a oportunidade de buscar por conta própria uma resposta que nunca conseguiu para a maior de suas perguntas: quem é seu pai? Através de fotos do carnaval de 2002, quando foi concebida, ela descobre que pode ser filha de Paco ou Giovanne, dois velhos amigos que vivem de formas bem diferentes na cidade do Rio de Janeiro. Ela precisa, então, tentar descobrir a verdade sem que um saiba da possibilidade de ser o outro para não magoa-los enquanto cria, com os dois, o laço que sempre fez falta em sua vida.

Uma versão brasileira do maravilhoso Mamma Mia!, sem as músicas do ABBA mas com a presença da queridinha do país, Maísa, Pai em Dobro foi lançado hoje pela Netflix, adaptado no livro de mesmo nome da autora Thalita Rebouças. Com clima bem descontraído, piadas inteligentes e elenco PESADÍSSIMO, o longa é uma comédia levinha para toda a família, salpicado de momentos emocionantes que são quase um carinho no coração nesse quadro histórico atual onde, às vezes, tudo o que a gente precisa é esquecer um pouco nossa realidade. A inocência da Vicenza, protagonista da história, é natural e cativante, sem forçar situações nas quais é difícil acreditar. Em alguns momentos ela simplesmente faz coisas sem pensar nas consequências, como conviver com homens adultos desconhecidos (que para qualquer garota da cidade “apita” o alerta mental de perigo), mas quando você coloca no contexto ofertado pela história faz sentido, então tudo bem.

Pai em Dobro: foto da personagem Vincenza à direita, com olhos fechado e mãos em posição de oração, com sua mãe ao lado, segurando uma vela apagada. o cenário e suas roupas têm estilo naturalista, como em uma comunidade hippie.
Pai em Dobro: Imagem via Entreter-se

O núcleo adulto da história também é super carismático e ver Laila Zaid, a Raion, interpretando uma mãe hippie, remete automaticamente ao seu visual como Bel, papel de estreia que teve em Malhação em que se vestia de forma bem parecida, foi super nostálgico para mim, que era adolescente nessas temporadas da novela. Os dois possíveis pais são caras MUITO incríveis e é uma daquelas situações em que você não consegue “torcer” pra ninguém, fica a vontade de ver ambos “dividindo” a paternidade sem nunca descobrir a verdade. Até a trama de a Vicenza não abrir o jogo e ter que equilibrar a situação de esconder deles a dúvida faz sentido, não é um daqueles plots de filme onde a gente fica com raiva pela personagem não ter aberto o jogo… Ela está vivendo um momento muito sensível, esperar outra atitude de alguém tão jovem ali é inviável.

Leia também: Cinderela Pop, resenha do filme adaptado de um livro de Paula Pimenta, também protagonizado por Maísa.

Pensando sempre no fato de que se trata de uma comédia familiar adaptada de um livro juvenil, o filme cumpre 100% seu papel dentro do público ao qual se destina. A trilha sonora é gostosa, as participações especiais pertinentes e os minutos passam sem que a gente se canse da história, com direito a uma cena visualmente LINDA de bloquinho de carnaval carioca onde acontece o grande clímax e bate aquela saudade desse feriado lindo. Por fim, preciso dizer, eu ADORO cena clássica que esse tipo de filme tem onde a autora do livro aparece como coadjuvante, sempre espero por ela e nunca me decepciono. A Thalita tá tão fofa em sua aparição dessa vez que desperta um sorrisinho até vindo de quem não sabe que a “atriz” em questão é, na verdade, a criadora de tudo aquilo… Adorável!

Trailer:

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o que eu penso antes de dormir – Augusto Alvarenga

o que eu penso antes de dormir: mão de pele clara segurando uma caneca contendo bebida achocolate em frente a aparelho Kindle com a folha de rosto do livro na tela, constituída de várias palavras e rabiscos desconexos. O e-book está apoiado em pernas cruzadas, usando calça de estampa geométrica, e ao fundo um tecido de tema floral.

o que eu penso antes de dormir *****
o que eu penso antes de dormir: capa do livro, lisa, em tom neutro, com o título ao centro alinhado à esquerda e nome do autor na lateral inferior esquerda. Autor: Augusto Alvarenga
Gênero: Poesia, coletânea, jovem adulto
Ano: 2020
Número de páginas: 81p.
Editora: Publicação Independente
ISBN: B08R991FCD
Sinopse: “‘você não pode amar uma porta – use-a para ir embora’. ‘o que eu penso antes de dormir’ é um compilado de textos: poemas, crônicas, frases e pensamentos de um processo de cura e amadurecimento no último ano. retrata a crueza das emoções, das relações e da jornada por dias melhores.” (fonte)

Comentários: Não é fácil ver alguém que a gente gosta doendo… Nessa breve coletânea de poemas e desabafos, Augusto Alvarenga conta o que vem pensando antes de dormir no último ano, conta o que EU penso toda hora nessa cabeça preocupada que martela sem fim, provavelmente conta o que você andou pensando por aí também. Ele fala de começo que lembra fim e fim que lembra recomeço, sincero e sensível e rápido, mas profundo e fundo. Os primeiros versos são sofridos, magoam, te fazem remoer, bate aquela pena, muita tristeza, dor, mesmo. Não, não é fácil ver ninguém doendo e nem lembrar que a gente dói também. Já os últimos versos lembram bem os primeiros, mas com vontade de dar passos pra frente sem esquecer nem por um minuto as marcas que você deixou quando deu os que ficaram para trás. E eu amei!

o que eu penso antes de dormir: mão de pele clara segurando um aparelho Kindle com a capa do livro na tela, lisa, em tom neutro, com o título ao centro alinhado à esquerda e nome do autor na lateral inferior esquerda. O e-book está apoiado em pernas cruzadas, usando calça de estampa geométrica, e ao fundo um tecido de tema floral e caneca contendo bebida achocolatada.

“quem vai ser o próximo e como ele vai me
deixar
em pe
____da
_____ços”

o que eu penso antes de dormir é uma narrativa de não-ficção contínua dividida em poemas, reflexões, mini contos e pensamentos jogados, às vezes em versos tradicionais, outras em diagramação personalizada para passar sua mensagem pessoal e muito íntima. Nele o autor conversa com alguém, um alguém específico claramente, mas sem ignorar a presença de quem lê, deixando que a gente entre no que não é da nossa conta pra tornar parte da nossa vida. A leitura é MUITO rápida, mesmo, você finaliza em questão de 10 minutos, contados pelo próprio Kindle, mas que demora muito mais do isso para ser digerida, pensada, sentida. Ele usa as palavras lindamente, mostrando cada vez mais o amadurecimento da sua escrita em todos os sentidos, principalmente no que diz respeito à temática e estrutura. Apesar de curto, ele entrega um livrão.

o que eu penso antes de dormir: mão de pele clara segurando uma caneca contendo bebida achocolatada atrás de um aparelho Kindle com uma página do livro na tela, o primeiro verso do poema está em destaque, marcado pela leitora no próprio aparelho. O e-book está apoiado em pernas cruzadas, usando calça de estampa geométrica, e ao fundo um tecido de tema floral.

“eu quero estar presente.
e quero ser marcado.
quero saber das lembranças como elas aconteceram
não quando você as inventa até elas só serem histórias,
sabe?”

Por fim, é impossível falar dos livros do Guto (vou abandonar as formalidade aqui) sem falar do visual e diagramação impecáveis, principalmente se tratando de uma publicação independente. Ele tem uma equipe por trás que faz um trabalho TÃO primoroso que você estende o tempo de leitura parando para admirar. Páginas inteiras em que o visual complementa uma simples frase, transformando poucas palavras em arte, ilustrações jogadinhas aqui e ali, até o perfil de autor do final é delicado, simples demais, e ainda assim você sente a preocupação em deixar condinzente com o resto. É óbvio que o livro não é feito SÓ disso, mas no caso dele as duas coisas se complementam com tanta força que deixar de apontar uma delas desvaloriza sua existência. Lindo, de ler e de ver.

o que eu penso antes de dormir: mão de pele clara segurando uma caneca contendo bebida achocolatada atrás de um aparelho Kindle com uma página do livro na tela, contendo o código Spotify da playlist do mesmo. O e-book está apoiado em pernas cruzadas, usando calça de estampa geométrica, e ao fundo um tecido de tema floral.

Leia também: fica por aqui: Uma história de Vento Ventania, resenha do livro publicado pelo Augusto como e-book e em versão física como parte da conscientização do Setembro Amarelo.

Augusto Alvarenga é mineiro de João Monlevade, mora em Belo Horizonte, graduado em Cinema e Audiovisual e publicou seu primeiro livro, “Um Amor, Um Café e Nova York”, em 2014. Hoje tem vários volumes publicados, incluindo participações em antologias, que vocês podem conhecer no Instagram @instaguto, Twitter @tuiteguto e perfil de autor Skoob. o que eu penso antes de dormir está disponível como e-book na loja Kindle da Amazon por R$6,00 e aluguel de graça para usuários Kindle Unlimited. A playlist do livro pode ser acessada no Spotify.

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My Pink Planner Tilibra 2021

Selfie de Luly Lage segurando o My Pink Planner 2021, da marca Tilibra

Ano passado usei um planner Tilibra bem bonito, mas basicão, onde a capa era rosa, mas simples, e o conteúdo interno sem nenhum detalhe ou enfeite, ou seja: um planner adultinho! Até fiz um post na época contando o quanto isso foi legal pra mim, significativo e tal, já que foi o ano em que completei 30 anos, mas vamos ser sinceras aqui: não trouxe lá muita sorte, né? A pandemia veio, a vida não só estagnou como acabou até dando uns passos pra trás, tá todo mundo beeem ferrado e eu podia ter escolhido qualquer um, porque no fim das contas ele ficou preso dentro de casa junto comigo e a mensagem não foi passada, já que ninguém viu. Ai, ai, ai, 2020, você bem puxou nosso tapete, hein, danado…

PORÉM devo dizer que, no fim das contas, ter um planner me ajudou BASTANTE nesse período doidão que a gente tá vivendo sem previsão pra ter fim… Eu só consegui produzir o pouco que produzi ano passado graças a ele, então acho que encontrei meu jeito de organizar a vida, sabe, já que agendas pararam de funcionar há muitos anos por aqui e o BuJo foi uma péssima escolha que nunca levei adiante quando tentei… Por isso dessa vez fui atrás de um novo com a decisão de que a vida tá muito por um fio pra tentar ser séria, escolhi o modelo imaturo que eu quis na vibe da adolescente dos anos 2000 que fui um dia e comprei o My Pink Planner da Tilibra na Livraria Leitura por, em média, trinta reais!

Psiu! Pres’tenção! Esse post contém não só uma descrição e fotos do planner escolhido e de como pretendo usa-lo, mas também um tour completo por ele em vídeo mostrando TODOS os tipos de página e funções que contém. Se você quiser ver tudo-tudo-tudo pra decidir se compra ou não, é só ir lá pro final!

Capa do My Pink Planner Tilibra, rosa com detalhes em estrelas brilhantes, lateral em espiral e o nome do produto em baixo, escrito em branco. Ao fundo uma base de corte e materiais de escritório, todos também cor de rosa.
Capa
Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na folha de rosto, onde se lê em inglês "Diga Olá para novas possibilidades" em vermelho num fundo rosa. Em baixo dos dizerem existe um quadrado branco para informações pessoais à escolha de quem usar o produto.
Folha de rosto / sobre mim

A primeira coisa que preciso falar sobre esse planner é que ele REALMENTE parece ter sido tirado do meu 2º ano do Ensino Médio em 2006… A capa com estrelinhas brilhantes, os detalhes todos em rosa ou, no máximo, vermelho, os textos em inglês misturados com português, corações, clipes, página de adesivos e tudo o que eu amava ter direito. Sinceramente acho que foi escolhido não só por ser minha cor favorita, mas também pela nostalgia das agendas Menininhas que eu usava anualmente como diário. As coisas estão tão pesadas, principalmente por quem opta por se informar e manter os pés no chão como tenho feito, que é bom ter um visual divertido e gostoso assim em algo pessoal que vou acessar todo dia. O mundo já tá muito feio, então não custa nada planeja-los em algo bonito!

Gostei bastante que ele não tem aquelas páginas de informações com itens pré-definidos, e sim uma folha de rosto decorada com um quadradinho destinado a esse fim, pra ser preenchido com o que julgo ser importante. Na verdade essa é uma característica forte desse planner: muito espaço pra você usar do jeito que quiser, como páginas para listas, um espaço grande de inspirações dividido em sub espacinhos diferentes, onde anotei meus objetivos, metas de redes sociais e até informações que preciso sempre acessar e não sei de cor, como meu CNPJ, e mesmo as páginas de planejamento em si, seja ele anual, mensal ou semanal, tem algumas linhas e quadriculados que você vai ajustando ao que precisa. É bem fofo porque nunca fala de “planos” e sim de “pink plans”, o que deixa a coisa alegre demais ao ser usada!

Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de listas, onde se vê quatro espaços pautados para criar listas pessoais em fundo rosa.
Espaço para listas
Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de planejamento mensal do mês de julho, onde se vê um calendário do mês com espaço para breves anotações por dia e uma pequena área pautada na lateral esquerda.
Planejamento mensal

Como dito acima, no que diz respeito ao planejamento em si, são três tipos diferentes. No início existe o planejamento anual, que é onde anoto tudo sobre dinheiro, registrando o que entra em vermelho e o que sai em verde pra ter controle do que ganho e gasto, é claro. Depois começa o planejamento mensal, um calendário de cada mês antes das semanas referentes ao mesmo, que uso para registrar datas importantes como aniversários e o início do Sol em cada signo, pois adoro astrologia. Ali tem também um espacinho pautado, onde anoto as contas do mês para ir marcando as que já paguei, já fazia no ano anterior e funcionou super bem. Enfim, vem o planejamento semanal, com um espaço grande para cada dia, todos os mesmo tamanho, e vários desses “espaços extras” para ir ajustando à nossa rotina, são páginas lindinhas…

Ao final, depois da última semana, existem quatro páginas de cada em três categorias diferentes: pautadas, quadriculadas e pontilhadas, todas com pequenas frases divertidas nos cantinhos, em inglês, seguindo a vibe do resto. Aí é deixar o cotidiano definir como preencher cada uma, também! Na pautadas, por exemplo, eu anotava minhas listas de mulheres de cada movimento artístico que queria estudar no Vênus em Arte ano passado, mas migrei isso pra página de Listas esse ano e, por enquanto, só usei uma, pra anotar os livros que vou lendo. As quadriculadas eu AMO, uso pra calendário menstrual e anotar meus números de redes sociais, e só as pontilhadas ainda não sei pra que usar… Ele tem também um tracker de hábitos no começo, totalizando 80 folhas, todas coloridas e decoradas, para que seu ano seja cor-de-rosa por completo. Tô apaixonada e recomendo muito!

Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de planejamento mensal da semana entre os dias 5 a 11 de julho. Além dos retângulos de caa dia da semana a página também contém pequenas áreas de anotações a serem feita da maneira que convir a quem usa o produto.
Planejamento Semanal
Imagem do My Pink Planner 2021 aberto na página de pautada do final, onde se lê em inglês a frase "Quando nada sair direito, vá à esquerda.
Detalhe das folhas de caderno do final

Informações gerais:

– Capa dura e lateral em espiral, permitindo que seja completamente dobrado ao meio;
– Tamanho entre o A5 e A4;
– Bolso na frente em papel de alta gramatura;
– Página de adesivos;
– Folha de rosto com espaço para informações pessoais a escolha de quem usar;
– Calendários 2021 e 2022 contendo os feriados nacionais;
– Feriados internacionais de países da América Latina;
– Tracker de hábitos com espaço para 32 hábitos a serem desenvolvidos ao longo de um mês;
– Páginas de listas com espaço para 8 listas de 14 itens;
– Página de ideias, inspirações, metas ou o que convir;
– Duas páginas de planejamento anual;
– Duas páginas de planejamento mensal por mês, totalizando 24 páginas destinadas a isso (12 meses);
– Duas páginas de planejamento semanal por semana, totalizando 106 páginas destinadas a isso (53 semanas), de 28 de dezembro de 2020 a 2 de janeiro de 2022;
– Planejamento mensal com espaço de lista pautado e semanal com dois espaços pautados, um quadriculado e pequena região para registro de “Gratidão”;
– Quatro páginas pautadas, quatro quadriculadas e quatro pontilhadas no final.

Assista ao vídeo mostrando o planner completo!

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Bem-Vindo ao Clã Nicolau – Renata Borges

Bem-Vindo ao Clã Nicolau: foto do aparelho Kindle com a tela ligada onde a capa do livro aparece em destaque. Ao fundo, envelopes de papel brancos e cor-de-rosa, e ao redor bolas de natal rosa em tamanhos variados, uma xícara de chocolate quente e um prato contando um papai noel de chocolate.

Bem Ben-Vindo ao Clã Nicolau *****
Bem-Vindo ao Clã Nicolau: capa do livro cuja ilustração personagem principal feminina em destaque, de olhos fechados e cabelos para cima, formando um céu estrelado onde se lê o título. Em suas mãos está um globo de neve que contém uma pequena cidade invernal e um jovem casal tentando segurar as mãos um do outro na frente. Em baixo da ilustra consta o nome da autora. Autora: Renata Borges
Gênero: Romance
Ano: 2020
Número de páginas: 158p.
Editora: Publicação Independente
ISBN: B08PC9S1WY
Sinopse: “Quanto tempo um amor pode esperar? Um ano, dois… ou quem sabe nove?
Claire sabe que conheceu o amor de sua vida. Não interessa que todos falem que ela é jovem demais ou que as longas cartas que ela troca há nove anos com Ben, não são mais que um passatempo.”
(fonte)

Comentários: Claire e Ben se conheceram no natal de 2008 e, como todo romance avassalador adolescente, se apaixonaram à primeira vista. Ela tão nova já ajudando no trabalho da família, a Pousada do Clã Nicolau, ele ainda sem saber NADA sobre como lidar com os sentimentos que estão nascendo ali. Nove anos se passaram e a história sobreviveu através de cartas e mais cartas de amor até que na mesma época em 2017 ela, agora a mais velha de 9 irmãs e formada em Administração, responsável oficialmente pela gerência do local, recebe uma carta um tanto quanto animadora depois de um longo tempo de silêncio. É aí que os dois nos levam por uma jornada entre passado e presente para conhecer essa história de amorzinho digna de filme gostoso e levinho de natal, daqueles que a gente gosta SIM e não esconde!

“Esse é aquele momento que nos beijamos e quase nos esquecemos que nossas irmãs histéricas estão no mesmo ambiente que nós dois. A cada beijo, eu quero permanecer mais tempo colado a ela e não preciso nem mencionar todos os efeitos que ela tem em meu corpo em combustão de hormônio adolescente.”

Bem-Vindo ao Clã Nicolau: foto do aparelho Kindle com a tela ligada onde a capa do livro aparece em destaque. Ao fundo, envelopes de papel brancos e cor-de-rosa, e ao redor bolas de natal rosa em tamanhos variados, uma xícara de chocolate quente e um prato contando um papai noel de chocolate.

Situado em ambientação própria da autora, a ilha de Porto Novo, em clima clássico de Natal característico do frio Distrito Leste, daqueles em que a paisagem é fria, a natureza toma conta de boa parte de seu território e o calor humano reina… “Bem Ben-vindo ao Clã Nicolau” é literalmente um comitê de entrada no universo literário da blogueira, escritora, autora das fotos literárias mais lindas do mundo e amiga Re(nata) Borges, a Retipatia. Como toda oferta de boas vindas ao aconchego, ela te deixa confortável, “em casa”, com a presença das personagens e ambiente que criou. Se você conseguir terminar as páginas da noveleta sem desejar uma boa caneca de chocolate quente, sinceramente, não curtiu da maneira que devia. Dá muita vontade de passar as festas de fim de ano na pousada do clã Nicolau e curtir um dos chalés que eles oferecem por lá.

“(…) há nove anos, quando eu o conheci, existiam poltronas vermelhas com tapetes esverdeados que davam a ideia de que era Natal o ano todo. Bem, na verdade, no clã Nicolau é quase isso mesmo, Natal o ano todo.”

Bem-Vindo ao Clã Nicolau: foto do aparelho Kindle com a tela ligada onde a capa do livro aparece em destaque. Ao fundo, envelopes de papel brancos e cor-de-rosa, e ao redor bolas de natal rosa em tamanhos variados, uma xícara de chocolate quente e um prato contando um papai noel de chocolate.

Talvez seja por toda essa magia do “visual” da história, talvez porque conheço a autora há muitos anos por causa do amor em comum por bonecas, mas foi assim que imaginei todo mundo ali: Pullips animadas em stop motion me apresentando a esse romance que aquece o coração da mesma forma que a bebida favorita da protagonista aquece seu corpo. Ao mesmo tempo vira e mexe rola aquele “solavanco” de realidade em lembrar que tudo se passa num lugar fictício, sim, mas que faz parte do nosso mundo real! Dessa forma podemos ouvir as músicas que eles escutam, conhecer os filmes dos quais eles falam e saber mais ou menos como estava nossa própria vida nos momentos que são ali vividos. É super o tipo de livro para ler com o Spotify do lado para pesquisar e curtir a trilha sonora enquanto ela acontece!

Leia também: O Espírito Natalino, resenha desse breve e emocionante conto de natal de Júlia Cancian.

Bem-Vindo ao Clã Nicolau: foto do aparelho Kindle com a tela ligada onde a capa do livro aparece em destaque. Ao fundo, envelopes de papel brancos e cor-de-rosa, e ao redor bolas de natal rosa em tamanhos variados, uma xícara de chocolate quente e um prato contando um papai noel de chocolate.

“Acho que as músicas são assim, nos afetam conforme nosso estado de espírito.”

Falando de forma bem pessoal, a Rê é a pessoa mais exigente que conheço, com tudo, mas em especial com o próprio trabalho (capricorniana, né mores?). A história do clã Nicolau não é diferente, muito bem escrita e fluída, usa frases bem estruturadas e, ainda assim, sem rodeios desnecessários: você entende as coisas, absorve, visualiza, sente. Consegui me identificar TANTO com a Claire que sorri, tremi e chorei junto com ela sempre que pertinente, dava vontade de pegar na sua mão, seja como adolescente ou adulta, e viver seus altos e baixos lado a lado. É tão gostoso ver uma mulher bacana assim num livro de romance, né? Que sabe oscilar entre a força e a fragilidade nos momentos em que precisa delas, como a gente tem que ser na vida real, mesmo, 50% princesa da neve de conto de fada, 50% heroína com as rédeas da própria vida!

Renata Borges é brasileira, mora em Belo Horizonte, graduada em Direito pela PUC Minas. Hoje ela trabalha como escritora, escrevendo sobre livros nas redes sociais e no blog Retipatia e suas próprias histórias de ficção, como essa que está disponível como ebook Kindle na Amazon por R$1,99 e aluguel de graça para usuários Unlimited. Para conhece-la melhor vocês podem seguir o @retipatia Twitter e Instagram, onde ela cria MUITO conteúdo literário e tem também o projeto @gentilezaliteraria, além de organizar também oficinas para quem quer manter um bookstagram de qualidade e mais gentil. Agora ela tá também caminhando com seu canal do Youtube, cuja qualidade é à altura de todo o resto que produz.

Espero que todos tenham vivido um Feliz Natal nesse 2020 tão estranho, com leituras de aquecer o coração pra quem é dos livros, filmes e séries cheios de “ha-ha-ha” para quem é dos audiovisuais, pessoas queridas por perto ainda que distantes e com a mesa farta daquilo o que gosta. Que o próximo Natal seja mais leve e, literalmente, vacinado!

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