Exposição Yara Tupynambá – 70 Anos de Carreira

Exposição Yara Tupynambá - 70 Anos de Carreira: foto de Luly Lage, uma mulher de pele clara e cabelos pintados de rosa com a raiz escura, usando óculos de grau e máscara protetora, em frente a um quadro da artista de temática botânica, com folhas verdes, galhos finos de árvores e fundo azul.

Eu realmente considero um privilégio viver na mesma época que Yara Tupynambá, por diversos motivos. A importância dela na história da arte brasileira, em especial na arte mineira, é medida não só pela produção de obras em diversos suportes, mas também formação de outros artistas, uma vez que foi professora em importantes cursos de nível superior em Artes Visuais. Quando fiquei sabendo da exposição Yara Tupynambá – 70 Anos de Carreira, que chegou ao CCBB BH no dia 24 de fevereiro, peguei ingresso para o primeiro horário do primeiro dia, precisava conferir e produzir conteúdo sobre. Foi a única vez que fui a uma instituição cultural durante a pandemia e não me arrependo: são 74 obras, entre quadros, gravuras e painéis, representando flora e cultura de Minas Gerais, celebrando não só a vida e o trabalho dela, mas também do lugar onde nasceu e ainda vive.

Veja pedacinhos dessa exposição também no vídeo publicado no Instagram Reels!

Eu tenho uma relação muito pessoal e afetiva com a Yara, vai além da admiração como artista. Em 2012, quando eu fazia meu TCC, onde restaurarei uma gravura do Padre Viegas (provavelmente a primeira gravação feita no Brasil!), descobri que ela tinha feito a reimpressão que estava restaurando quando era professora da EBA UFMG enquanto pesquisava a história da obra. Mandei então alguns e-mails até, enfim, chegar no endereço pessoal dela, que me respondeu muito solícita sobre o trabalho e me ajudou a detectar muitas das causas de degradação que tinham levado a essa necessidade da restauração. Quando terminei, ela foi adicionada aos meus agradecimentos porque foi super importante no processo e me tornei bem fã. Com razão, né? Pra quem tem interesse nesse tipo de trabalho, ou mesmo curiosidade, o arquivo em PDF do TCC completo está disponível no meu perfil do Academia.

Sala 01:

Essa exposição está dividida em quatro salas, sendo as três primeiras no térreo do prédio, logo à direita da entrada principal. A sala de abertura já apresenta, de cara, um dos painéis da artista, obra de grande porte e cores fortes, entre verde, marrom e pitadas de pontos claros nos detalhes. Essas cores estão presentes em todo esse ambiente inicial, retratando matas, árvores e águas das margens do Rio Doce. É um conjunto bem uniforme, parece uma grande série de quadros, mas suas datas variam muito entre os últimos dez anos, mais ou menos, então a produção em si parece ter sido relativamente espaçada. Confesso que, de todas, foi a que “menos amei” (porque amei tudo, na verdade), mas causa um primeiro impacto muito belo, de verdade.

Psiu! Pres’tenção! Todos os exemplos de pinturas mostrados nesse post possuem a mesma técnica e suporte: acrílica sobre tela. Os anos de criação, porém, são variados e foram descritos nas legendas das imagens, ao lado dos títulos.

Quadro de Yara Tupynambá em primeiro plano, com painel da artista quase inteiramente visto ao fundo, ambos retratando matas com árvores finas de madeira clara e muito verde em volta.
Árvores Brancas (2012) e Floresta do Vale do Rio Doce (2014).
Três quadros da artista, um dois primeiro plano com lagoas em destaque na paisagem e outro ao fundo, bem semelhante à foto anterior.
Lagoa com Nenúfares (2019), Lagoa do Rio Doce (2017) e Floresta do Vale do Rio Doce (2017).

Sala 02:

A sala seguinte tem cores suaves retratando ambientes abertos que passam a ideia de serem mais leves. Acho que, de todas, foi a minha favorita! Achei interessante porque nem todas elas são cenários em si, algumas tinham flores e outros tipos de plantas meio “jogados” formando a composição, e ainda assim passam a mensagem de retratar algo real e visível. O grande destaque dessas representações é a Serra do Cipó, um destino turístico natural localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte conhecido por suas cachoeiras, que estão presentes lado a lado da vegetação também característica. Ao contrário do espaço anterior, e assim como os seguintes, elas são diferentes entre si, mas é possível detectar alguns conjuntos que representam pequenas unidades particulares, a expografia arrasou em organizar a disposição para que isso ficasse muito perceptível ao público visitante.

Quadro retratando árvores de galhos secos em meio a pedras claroas e algumas flores secas caídas ao redor.
Velócias Gigante (2013).
Dois quadros de yara Tupynambá d emédio porte, o primeiro, ao fundo, com cenário da flora  em tons verdes e vivos à margem de uma cachoeira com uma faixa no centro mostrando o que parece ser o mesmo local em período de seca; e o segundo retratando três flores em ambiente fechado com fundo escuro.
Perto da Cachoeira (2015) e Três Flores na Serra do Cipó (2004).
Quadros em fundo de cor clara retratando diversos tipos de flores coloridas espalhadas na tela.
Flores na Serra do Cipó III (2011) e Flores na Serra do Cipó (2011).

Sala 03:

O último cômodo do andar térreo também retrata pontos relevantes de Belo Horizonte e região, como parque municipais e o Inhotim, museu de arte contemporânea em Brumadinho que tem paisagismo assinado por Burle Marx. Em um meio termo do que foi visto anteriormente, os quadros têm tons e características semelhantes, mas não retratam uma unidade propriamente dita. Como moradora da capital mineira foi o lugar onde mais me senti em casa, por mais que eu já tenha estado nos cenários anteriores esses são os mais próximos, onde estive várias vezes. Isso me mostra muito a força de vistar mostras e exposições que trazem paisagens locais, valorizando realmente o nosso lar e o fazer artístico dele, mesmo. Muito incrível poder ver isso, seja presencial ou virtual, que é o mais acessível nesse momento.

Quadros retratando cenários variados, sendo o primeiro um conjunto de árvores de galhos finos e folhas escuras, o seguno uma planta imponente nascendo em frente a um muro antigo de azulejos e o terceiro uma lagos em um parque, com vegetação ao seu redor e barcos estacionados à beira da água.
Árvores à Luz do Dia (2018), A Velha Parede Esquecida (2018) e Parcos no Parque (2020).
Duas pinturas com cores semelhantes (verde em diversos tons, terrosas e vermelho), a primeira retratando um cenário vegetal urbano onde á uma lagoa com barco, pessoas caminhando ao fundo e um possível coreto de praça; e o segundo em local parecido, com uma menina vestindo vestindo roupa de cor quente em destaque na frente segurando dois balões coloridos.
Árvores e Barcos (2017) e A Menina dos Balões (2017).

Sala 04:

A última sala fica localizada no 2º andar do CCBB, contendo obras da coleção particular da artista que o público não tem acesso. Ali contém desde homenagens a Monet, ao pintar seus jardins na França há mais de trinta anos, à vista da sua janela durante a pandemia, com trabalhos de 2020 e até 2021! Em entrevistas ela já disse que sua rotina em isolamento social não mudou muito, passa basicamente o tempo todo no ateliê produzindo, e aí está o resultado dessa produção, que ocupa 70 anos dos (quase) 90 que tem de vida a serem completados ano que vem. Escondidinho, num dos cantos de obras voltadas pra parede, existe um quarteto que não são pinturas e tenho a impressão que eram desenhos, mas agora não tenho certeza e já peço desculpas por essa gafe. O importante é que é belíssimo, como todo o resto.

Três quadros, dois em destaque em cores claras retratando flores brancas e roxas variadas e um ao fundo, entre eles, que tem como imagem principal uma casa cercada de diversos tipos de plantas, árvores e flores, ao seu redor.
O Jardim Secreto I (2015), A Casa de Monet (1989) e Íris e Spatifilus do Jardim (2020).
Quatro obras da sala da coleção particular de Yara Tupynambá em ângulos onde não é possível ver muitos detalhes, todas com temática principal de flores e folhas, e uma em destaque, retratando a casa (descrita na foto anterior).
Spatifilus no Fim da Tarde (2010), Strelitzia no Jardim (2020), A Casa de Monet (1898) e A Janela do Atelier (2021).
Quadro com moldura em primeiro plano, com um grande vaso onde estão folhas e flores e um menor na frente, que parece conter frutas redondas. Ao fundo, um quadro em cores complementares aparece pela metade, retratando várias folhas coloridas em fundo verde.
Vaso de Flores em Pote Chinês (2000) e Sol Poente e Folhas Vermelhas (2020).

Leia também: Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura, sobre a mostra que também está aberta no CCBB BH.

Sobre a artista:

Yara Tupynambá nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 2 de abril de 1932. É artista plástica, tendo estudado com o próprio Guignard, e atuou como professora e diretora da Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG e professora da Escola Guignard da UEMG. Ao longo de sua vida profissional, participou de diversas Bienais e Salões de Arte Moderna, ganhou prêmios de vários tipos de materiais do seu trabalho multiartístico, uma vez que é não somente pintora mas também muralista, gravadora e desenhista. Em 1987, criou o Instituto Yara Tupynambá, ainda na ativa, promovendo atividades de incentivo cultural, incluindo a conservação-restauração de bens, e de educação artística e em outras áreas, como gastronomia, moda, turismo e meio ambiente. Vocês podem segui-la no Instagram nos perfis @yaratupynambaoficial e @instituto.yaratupynamba.

Dados gerais e vídeo:

Yara Tupynambá – 70 Anos de Carreira está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, supostamente, até 20 de maio de 2021. O CCBB, porém, se encontra fechado como medida de proteção ao COVID-19, sem previsão de reabertura, conforme definido pela Prefeitura de BH. Enquanto estava aberto, a bilheteria da instituição não estava funcionando e os ingressos gratuitos eram retirados pela internet, com obrigatoriedade do uso de máscara de proteção dentro das dependências, medição de temperatura na entrada, distância entre visitantes determinada por sinalização presente no chão e dispensadores de álcool em gel em todos os andares do prédio. É possível fazer o tour virtual pela exposição no site do Instituto Yara Tupynambá em yaratupynamba.org.br/ccbb (e tem uma prévia dele lá nos Reels do meu Instagram!).

Esse post faz parte também do projeto Vênus em Arte, um canal no Youtube e podcast que traz visibilidade feminina na história da arte! Sempre que pertinente, falo sobre as mulheres de exposições que frequento por lá, além do conteúdo principal ensinando sobre movimentos artísticos através das artistas que faziam parte deles. Abaixo, um vídeo falando sobre a experiência com pequenas tomadas dentro das galerias.

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Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura

Conjunto de obras cinéticas de Abraham Palatnik expostas em um tablado no CCBB BH. O ambiente tem fundo neutro e as seis obras estão sobre pequenos tablados individuais de mesma cor, sendo compostas de esferas, cubos e outras formas maciças irregulares coloridas, presas em fios fixos ou não, permitindo movimento natural a algumas delas.

Ano passado, no dia 9 de maio, o artista modernista brasileiro Abraham Palatnik faleceu aos 92 anos, vítima do COVID-19 (também conhecido como vírus Corona), no Rio de Janeiro. Grande nome na arte construtivista e abstrata aqui no Brasil, ele é a maior referência nacional em Obras Cinéticas e Aparelhos Cromáticos, onde explora forma, cores e luzes através da união da arte com a tecnologia, criando verdadeiras máquinas embutidas dentro do que parecem inocentes objetos lúdicos. Seu trabalho já rodou grandes centros culturais brasileiros, como o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, e internacionais, e agora está no CCBB BH – Centro Cultural Branco do Brasil de Belo Horizonte com a mostra “A Reinvenção da Pintura”.

Veja pedacinhos dessa mostra em movimento no vídeo publicado no Instagram Reels!

Painel de Abraham Palatnik composto de linhas de diversas cores e espessuras formando, ao mesmo tempo, zig-zags e ondas, causando ilusão de ótica ao expectador.
Painel de abertura da exposição.

Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura é uma amostra grátis, literalmente, de toda uma trajetória multi- artística. Ela começa com obras bastante tradicionais, pinturas e desenhos do início da carreira, com traços delimitados retratando natureza morta, paisagens e, logo na primeira sala, um auto retrato do artista. Para o que não sabem nada sobre a história dele, pode rolar uma primeira impressão bem diferente do que espera pela frente, mas que é importante estar ali, contando sua história. Quem gosta de realmente se informar sobre o que está visitando está bem servido, porque além da linha do tempo de sua vida os dizeres nas paredes dão várias informações, além dos QR codes que levam ao link do folder digital, uma vez que não há distribuição de folders impressos como medida de prevenção nesse período de pandemia.

A variedade da sua produção, porém, começa a aparecer bem rapidinho à medida que novas salas vão sendo exploradas. Há uma simulação do seu ambiente de trabalho, objetos de design criados em meados do séculos XX compõe um cenário com tipos diferentes de mesas e assentos, criações lúdicas que poderiam facilmente ser usadas como brinquedos e uma aparição dos seus famosos Aparelhos Cinecromáticos, onde luzes coloridas se embaçam e movimentam atrás de uma tela. É envolvente ver como ele construiu algo assim cinquenta anos atrás (o que estava lá é datado de 1969), o industrial disfarçado de puramente estético com um toque orgânico. Foi uma pena pra mim não conseguir registrar, o ambiente é escuro pras luzes se destacarem e, por isso, nenhuma foto ou vídeo passa a real mensagem do que é visto. Mas garanto: lindo, lindo, lindo!

Autorretrato de Abraham Palatnik, que cuja imagem olha diretamente para o expectador com o rosto levemente virado. As cores do quadros se apresentam em grandes blocos disformes ao retratar um homem de pele clara, cabelos escuros e óculos de armação fina. Ele veste uma camisa em tons terrosos e a obra possui moldura de cor clara com detalhes ornamentações delicados.
Autorretrato (1945) – óleo sobre tela
Cenário com simulação do ambiente de trabalho do artista, com vários objetos que faziam parte da sua produção organizados de forma desordenada: papéis, tintas, esferas coloridas, cabos elétricos, ferramentas e circuitos generalizados. Há também uma máscara de proteção contra gases e dez fotos da oficina real do mesmo fixadas na parede alinhadas, como quadros decorativos.
Simulação do ateliê e oficina do artista
Móveis projetados por Abraham Palatnik: mesa de centro baixa, detangular, feita de madeira escura com tampo decorado em tons outonais formando objetos geométricos, mesa de jantar de metal com tampo colorido em tom forte acompanhada de quatro cadeiras de metal escuro com estofado claro, mesas de apoio de metal fino e escuro (uma alta, da altura da mesa de jantar, e a outra baixa, como a mesa de centro) com tampos decorados geometricamente, quadro minimalista de fundo claro com duas formas retangulares (uma escura a a outra, menos, em tom médio semelhante ao da moldura) e pequeno assento estofado em tom neutro, cortado pela moldura da foto.
Trabalho como designer de móveis
Pintura em vidro, que cria relevo em relação ao fundo de cor neutra, com fundo em degradê neutro e imagens abstratas de cores alegras no sempre, podendo representar barcos a vela (pela interpretação da visitante).
Pintura em vidro
Objeto lúdico criado pelo artista, representando um jogo de damas com tabuleiro simples e peças em resina em dois tons diferentes, representando times, e formatos circulares e quadrados dentro dessas cores.
Quadrado perfeito (1962) – madeira (tabuleiro) e resina (peças).

Objetos Cinéticos

Objeto cinético de fundo triangular, com formas circulares planas e maciças coloridas fixadas em cabos retos e ondulares, permitindo movimento determinado pelo artista, não perceptível na imagem, que é estática.
Objeto cinético (1990 – 1992) – madeira, fórmica, metal, tinta acrílica e circuito elétrico. Veja um exemplo em movimento no Instagram!

Agora falando de sua revolução particular de obras tridimensionais, e não somente na pintura que é plana, os Objetos Cinéticos são o destaque da mostra. Os aparelhos são motorizados, coloridos e muito fascinantes, parecem aqueles brinquedos que vemos tradicionalmente nas salas de espera de consultórios pediátricos, mas em escala maior e feitos para admirar, não brincar. Alguns estão fixados na parede, outros enchem a sala realmente como esculturas, você demora para entender que o movimento é mecânico e não eólico e não quer mais sair depois. Poderia ser um material didático fofo, mas é mistura belíssima de áreas que parecem ser opostas, como as artes e exatas, mas que podem se complementar, claramente! Pra deixar a coisa ainda mais legal, existe dentro de um vidro protetor alguns dos projetos dessas obras, com esboços e cálculos originais em papéis já envelhecidos, mas muito bem preservados.

Dois esboços visuais e matemáticos de objetos cinéticos criados pelo artista, onde se vê o planejamento da disposição de cabos e forma geométricas, além de algumas cores a serem usadas, acompanhado dos cálculos que permitiam seu funcionamento. Ambos estão dispostos em bases sem cor e seu papel apresenta aspecto amarelado, indicando oxidação causada pelo tempo.
Esboços e cálculos para objetos cinéticos, originais do artista.

Variedade de materiais e ilusões de ótica

Pinturas planas que apresentam efeito de ilusão de ótica de relevo, a primeira (menor) com predominância de tons quentes e a segunda com predominância de tons frios.
Duas obras Sem título (a segunda de 1984) em acrílica sobre tela

A partir daí, a exploração do orgânicos está presente em todas as obras da visita, seja na impressão passada a quem está as galerias ou mesmo na exploração do material em si, criando quadros de Jacarandá onde não há pintura, usando as cores da própria madeira ao representa-la. Ele também explora ripas de tela e cordas para criar algumas composições em tinta acrílica com bordas elevadas em formas compridas e curvas, metal para que suas linhas em onda e picos tenham brilho próprio e até cria relevos reais, super geográficos, cortando e montando papel cartão. O efeito visual é não só maravilhoso, mas quase difícil de entender, dá super vontade de “botar a mão” mesmo, sabe? Meu lado conservadora-restauradora grita, o apaixonada por artes ignora e segue no desejo (eu uso luvas, juro)!

Quadro feito de ripas de madeira organizados em baixo e alto relevos, pintados  de forma que a tinta ajude no efeito de ondas e picos formado na tela.
Sem título (1978) – óleo sobre ripas de madeira
Quadro em metal dourado, cortado de forma que haja variações na cor do mesmo ao formar onda e picos pontudos. A obra está fixada em moldura de madeira com um vidro na  frente.
Sem título (1979) – metal cortado.
Obra feita em cartão cortado, de cor clara, com seus pedaços formando relevos orgânicos tanto no plano horizontal quanto no vertical, fixada em moldura também de cor clara.
Sem título (1981) – cartão cortado.

Série W

Sala da exposição da mostra Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura com chão de taco e parede em tom neutro, onde se vê quatro quadros na parede lateral (três em tons quentes, um em cores neutras) e um na parede do fundo (cores quentes). No chão é possível ver marcações brancas em frente de cada obra, determinando a distância segura que o expectador deve ficar das mesmas.
Ambiente da exposição com quadros em acrílica sobre ripas de tela (1 e 2) e madeira (3, 4 e 5): 1) T-21 (2004), 3) W-140 (2006) 4) W-141 (2006) e 5) W-222 (2008).

Por fim, a série W, que vem de “wood” (madeira, em inglês) cria mais uma vez quadros com baixo e alto relevos que formam linhas em onda e picos, mas dessa vez usando ripas de madeira cortadas a laser e pintadas em diversos tons diferentes. Pessoalmente, a cada nova obra que eu via, ganhava uma favorita para substituir a anterior. No fim das contas, todas merecem o favoritismo mesmo! O efeito é diferente visto de frente ou de ângulos laterais, pede que quem está vendo fique um tempo admirando enquanto se move tentando entender como foi criada a composição e onde começa e termina o uso da cor ou da posição das ripas em si. A tinta acrílica deixa a cor super intensa e ele usa, inclusive, tintas metálicas em alguns casos.

Quadro colorido, em diversas cores e tipos de tons, onde o uso de linhas de diferentes espessuras formando ondas e picos possibilitam efeitos de ilusão de ótica.
Acrícila sobre ripas de madeira.
Quadro em tons terrosos e metálicos, onde o uso de linhas de diferentes espessuras formando ondas e picos possibilitam efeitos de ilusão de ótica.
Acrícila sobre ripas de madeira.
Sala da exposição com chão de taco e parede em tom neutro, onde se vê dois quadros na parede à esquerda (um em tons quentes e outra em tons frios) e um na parede da direita (tons quentes). As obras usam mistura de cor e uso de ondas e picos para criar efeito de ilusão de ótica. No chão é possível ver marcações brancas em frente de cada obra, determinando a distância segura que o expectador deve ficar das mesmas.
Ambiente da exposição.

Leia também: #TBTCultural: Mostra “Raiz”, de Ai Weiwei

Sobre o artista:

Foto de Abraham Palatnik em que o artista se olhando para um de suas obras, que está sobre uma mesa, um quadro feito de largas linhas de muitas cores diferentes, frias e quentes. Nela, ela aparenta ser idoso, com cabelos brancos e rosto enrugado, veste camisa de cor clara, calça preta e óculos de grau. Atrás dele é possível ver uma parte de seu ateliê, com quadros nas duas paredes brancas, alguns materiais artísticos (como tintas e pincéis) em uma mesa de apoio ao seu lado e uma porta de madeira com vidro ao fundo. Os m´veis, que também estão presentes em outra mesa de apoio e uma estante, possuem tons escuros de madeira.
Foto do artista Abraham Palatnik durante a execução de um trabalho em alta resolução presente na entrada da exposição.

Abraham Palatnik nasceu em 19 de fevereiro de 1928, em Natal, Rio Grande do Norte. Seus pais eram judeus russos e se mudaram para Israel quando ele tinha 4 anos, onde estudou pintura, desenho, física e mecânica e produziu suas primeiras pinturas. Ao retornar ao Brasil aos 20 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde fez parte do Grupo Frente, de grande nome no movimento construtivista e nas artes plásticas nacionais. Começou a criar suas obras cinéticas e cinecromáticas, unindo suas áreas de estudo e interesse, a partir do final da década de 1940, após um período sem produzir, sendo pioneiro nessas tecnologias. Depois disso, ao explorar novas séries onde usufruía de outros meios de produzir sensações através de relevos de cor, passou a expor dentro e fora do Rio, cada vez mais. Suas obras rodaram os principais museus de arte moderna do mundo, como o MoMA, em Nova York.

Dados gerais:

Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura está em cartaz no Centro Cultural banco do Brasil, em Belo Horizonte, de 03 de fevereiro a 19 de abril de 2021. O CCBB se encontra na Praça da Liberdade, 450, aberto de quarta a segunda, das 10 às 22h. Como medida de proteção contra o COVID-19, a bilheteria da instituição não está funcionando e os ingressos gratuitos devem ser retirados no site eventim.com.br com tolerância de 15 minutos após o horário selecionado. É obrigatório o uso de máscara de proteção dentro das dependências do museu, além da medição de temperatura na entrada e distância entre visitantes determinada por sinalização presente no chão. o Serviço de guarda volumes está suspenso e não é permitida entrada com mochilas e malas, apenas bolsas de porte menor. A instituição disponibiliza dispensadores de álcool em gel em todos os andares do prédio.

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Exposição de 70 anos do Batman

Tô viva… Novembro não foi bem o mês mais tranquilo da minha vida, mas agora com a entrega dos trabalhos finais e fim das arrumações gerais de “novo lar”, aos poucos eu vou me arrumando aqui =D Tava com saudades do meu bloguiiinho!!

– Eu nem ia postar hoje, mas tive que vir divulgar a exposição em BH de 70 anos do meu super-herói favorito: Batman!! O herói sem poderes que mesmo sendo PODRE de rico luta pela felicidade de sua cidade, nhóin ^__^ Quando eu tava no 2º ano minhas amigas iam lá pra casa assistir filmes do Batman que eu já tinha visto mil vezes, a gente almoçava a macarronada melhor do mundo da mamãe e depois assistia ao filme com pipoca e Coca Cola… Enfim, foco!!
Tá rolando na Biblioteca Pública de Belo Horizonte uma exposição em que vários artistas participaram, seja com pinturas, ilustrações, esculturas, quadrinhos ou qualquer outro suporte que as artes plásticas permitem. Alguns mostram o Batman clássico, alguns os vilões, e outros ainda seguem a linha “humor” e mostram como Batman seria aos 70 anos. Eu ainda não fui, mas vou com certeza, porque parece ser beeem legal!!

– Passou no MGTV de ontem uma matéria sobre a exposição, e foi como eu fiquei sabendo da existência dela, porque no serviço ninguém falava de outra coisa…


… isso porque esse moço que fala lá pros 2:45min de vídeo trabalha lá no Arquivo!! Ele é responsável pela informática e salva nossa vida todas as vezes que a maldita Rede cai impossibilitando a gente de trabalhar. Agora ele é conhecido lá dentro como “Robin” e ganhou um desenho do Batman no computador escrito “Os tempos antigos da gente”. Obra o Bruno, meu coordenador, e minha, que sugeri que escrevesse em cima… hihihihi!!

Exposição Batman 70 anos: uma homenagem

Curadoria: Cristiano Seixas e Jean Paulo Lopes
Data: 24/11/2009 a 12/12/2009
Horário de visitação: 2ª a 6ª de 8h as 20h, sábados de 8h as 13h.
Local: Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães (Praça da Liberdade, 21 – Belo Horizonte/MG)
Retirado da Casa dos Quadrinhos, acesso em 26/11/2009 às 20:28h

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Explicações, Ateliê-caseiro

– Eu devo algumas explicações por aqui… O motivo de eu ter sumido, não aqui do blog, mas do blog de vocês!! Não foi impressão de ninguém, eu realmente fiquei quase um mês sem responder comentários e como eu acho isso MUITO paia, vim me desculpar!!

– Durante três semanas, eu morei na casa do meu pai. Eu e Daninha. E por motivos pessoais e instranferíveis. Passei três semanas tendo que pegar dois ônibus de ida e volta pra aula, só podendo usar internet quando vinha aqui em casa e tudo mais. Por esse motivo, os meus posts-tutoriais de maquiagem demoraram tanto pra sair: eu podia escrever no Bloco de Notas do notebook dele, mas não tinha Photoshop pra eu editar as fotos!!
Voltei pra casa domingo, dia 04, e agora estamos todos felizes!!

– Mas enfim, meu pai passou três semanas lembrando o que é ter as filhas dentro de casa, que meu consumo de Toddy é pior que o consumo alcóolico em uma Casa de Chopp e descobriu o que é chegar em casa no domingo e descobrir o que é ter sua mesa trasformada em um ATELIÊ CASEIRO:

AteliêCaseiro

Afinal, meus exercícios da aula de Cor I é que não podiam deixar de ser feitos, podiam??

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