Bonecando: Reginald – Isul Light

Foto de um boneco Isul no modelo Light, com cabeça desproporcionalmente maior que o corpo , porém harmônica, com grande olhos azuis, cabelos castanhas e cor de pele clara. Ele usa um bonê de tons terrosos, camisa listrada clara, gravata xadrez em cor quente e um colete de cor terrosa.

A vantagem de reservar um tempinho para publicações que celebram a história do blog é que posso retomar assuntos que a falta de tempo me fez deixar passar na época que aconteceram, ainda que estejam “ultrapassados”, e seguem relevantes pra mim, bem pessoalmente. Quando comecei a planejar esses posts e refleti sobre algo para marcar 2014 nesse momentinho de passado que reflete no agora, de cara lembrei do melhor presente que ganhei naquele ano, e um dos melhores da vida: o Reginald, meu Isul Light. Desde que esse modelo de boneco foi lançado pela Groove, marca da qual tenho minha coleção apelidada carinhosamente de “Familinha”, fiquei doida por ele pra finalmente adicionar um menino à “turma”, e veio da forma mais gostosa do mundo!

Tudo começou com um outro modelo de Isul lançado, que tinha uma roupa meio de rockeirinho britânico que eu amava na época (e ainda gosto bastante, não vou negar). O boneco em si não tinha o visual que eu queria, meu “crush” foi pelo look, mesmo, mas era uma oportunidade perfeita de homenagear mais um ídolo/ícone ao dar nomes pra bonecas, que é meio que uma marca da minha coleção, dessa vez o maior de todos, Elton John. O nome escolhido foi Reginald, o de batismo do cantor, que eu até já usava no The Sims pra nomear meu filho do jogo. Era perfeito e me fez adiciona-lo na wishlist de vez. Meses depois saiu o lançamento do Isul Light, muito mais bonitinho e do jeito que eu realmente visualizava o Reg, então oficializei o desejo de forma 100% ideal. Gente, eu fiquei APAIXONADA!

Isul Light dentro da sua caixa, de cor marrom escura com o nome do boneco em baixo junto com decorações de luminárias de rua antigas e fundo azul claro.
O famoso “Momento Caixa”!
Luly Lage, uma mulher jovem de pele clara com cabelos escuros presos em duas tranças, segurando em frente ao rosto e admirando o boneco, com a expressão sorridente.
Um minuto para apreciação dessa carinha APAIXONADA!

Tava decidido, fui esperando o momento de $poder$ compra-lo até que, em meados de 2014, meu casal de amigos Mari e Vinicius me avisaram que queriam me dar uma doll de presente. Eu tinha começado a trabalhar com eles lá na Cia do Ponto e foi uma fase delicada da vida de todos nós, em que a gente se apoiou super (e vem fazendo isso desde então), queriam faze-lo como forma de agradecimento. Sabe aqueles momentos em que a gente fica até sem palavras? Foi bem assim. Eles estavam na dúvida, porém, se eu preferia esse boneco, mesmo, ou alguma outra que também gostaria de ter, e nem pensei pra responder porque o Reg era o topo da minha lista. Pediram, as semanas passaram e em 4 de novembro daquele ano, um dos dias de trabalho mais legais que tivemos por lá, ele chegou!

Imagina uma sala comercial, mistura de loja, ateliê e escritório, onde as três pessoas que ali trabalhavam estavam, de repente, promovendo uma entrega de presente regada a lágrimas. Mari chorou me entregando, eu chorei recebendo e o Vinícius chorou filmando a cena. Até Alysson, um amigo nosso que estava lá comprando alguma coisa, ficou todo emocionadinho mesmo sem saber o contexto da história. Foi lindo-lindo, MESMO, um presente que era tão foda pra que deu quanto pra quem ganhou. Provavelmente foi uma jornada de trabalho bem improdutiva, apesar de ter um evento grande à vista, porque o Reginald DOMINOU aquele dia, com fotos, risadas e até tentativas da Mari de fazer roupas pra ele (que acabou conseguindo, eventualmente). Eu fiquei tão encantada, mesmo nas semanas e meses e anos que foram passando, que rapidinho passei a chama-lo de “Mozim”, de tanto amorzinho envolvido na história.

Reginald, o Isul, fora da caixa. Ele veste trajes em tons terrosos que lembram trajes de detetives no século XIX em filmes, com estampa xadrez.
Fora da caixa, ainda em seu outfit original, e o biscoito da sorte que foi a sobremesa naquele dia.
Reginald sem a roupa original, com um moletom de manga curta e zíper na frente cinza e suspensórios azuis. Só é possível vê-lo da cintura pra cima. Atrás, de fundo, um padrão com ícones temáticos da cidade de Londres.
Iti bb *-*

Tenho duas características que refletem de maneira FORTE nessa “familinha” de dolls: o sentimentalismo em relação a TUDO o que me cerca e o costume de criar narrativas em toda e qualquer oportunidade que me surge, automaticamente. Sendo assim, tenho carinho por elas que vai além do valor material, e deixo que criem suas personalidades à medida que vou desenvolvendo as historinhas fotográficas, muito mais frequentes na época que usava o Flickr, mas ainda acontecem no perfil do Instagram que tenho para elas, o @lulydolls. Isso era parte forte do hobby nessa primeira rede quando comecei, em 2009, e rola bastante de forma cada vez criativa na segunda. Eu adoro, é como criar minhas próprias histórias em quadrinhos, mas com fotos, sei lá! Como “personagem” o Reg é bem tímido, mas muito talentoso no piano. Nem preciso dizer da infância de quem essa inspiração veio, né?

Leia também: Resenha do filme Rocketman, que conta de forma lúdica e musical sobre os primeiros 20 anos de carreira do Elton John, em especial sua parceria com o letrista e amigo Bernie Taupin.

O mais legal é que eu, com o tempo, acabei “arrastando” a Mari pro hobby também! Em junho do ano seguinte dei a ela sua primeira boneca de coleção, a Olívia, uma Dal Monomono que ela já era doida pra ter desde que nos tornamos amigas e ficou sabendo dessa paixão toda. Os dois são “padrinhos” do Reginald, que é um costume que a gente tem entre as colecionadoras, e eu sou da Via, ficou tudo em família. Foi essa mesma “coisa” de ser presente pra ambos os lados, uma troca de carinho incrível. A gente já viveu muitas coisas juntas por causa desse fator em comum que nasceu e até comemoramos o aniversário dele em 2016, que foi 50% uma desculpa para fazer um bolo de doce de leite e provar refrigerantes exóticos, mas os outros 50% em homenagem ao meu, ao NOSSO Mozim!

Reginald com uma camiseta cor de rosa da princesa Branca de Neve, da Disney, cercado por dois mini cactos que , ao seu lado, soam cactos de tamanho comum.
Meninos usam rosa, não era assim a fala??
Foto do boneco vestindo como o personagem Newt Scamander, do filme Animais Fantásticos e Onde Habitam, usando camisa branca, gravata borboleta xadrez, colete marrom e casaco longo azul marinho, com uma miniatura da criatura Tronquilho, um humanoide feito de graveto de madeira verde, no ombro esquerdo. A mão esquerda segura uma varinha no ar e a direita uma maleta. Ao funo, se vê uma decoração em tons escuros, com algumas luzes pontuais, e uma mesa cheia de miniaturas de guloseiras.
Reginald Scamander para o último halloween.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo primeiro, referente a 2014.

Reginald - Isul Light | Dia 11 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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Barbie Elton John

Barbie Elton John

Se você já entrou nesse blog ou nas minhas redes sociais alguma vez sabe que tenho dois ídolos, acima de todos os outros, os ícones que mais admiro na vida e que são tema frequente da minha produção de conteúdo: Barbie e Elton John. A primeira pela companhia constante que me fez por anos, ensinando a mim e a muitas meninas que elas podem ser o que quiserem, cada vez mais, e o segundo não só pelas músicas que me fazem tão bem, mas principalmente pelo trabalho filantrópico e simbolismo de quebra de preconceito que representa pro mundo. Amo, consumo, admiro e COLECIONO os dois, sempre que possível, como se fossem pessoas (mesmo que ela seja uma personagem/boneca) presentes meu dia a dia, o que se parar pra pensar é verdade. E agora meus ídolos se juntaram em uma coisa só com o lançamento da Barbie Elton John!

“Barbie® presta homenagem ao lendário cantor, pianista e compositor Elton John. Artista solo masculino de maior sucesso de todos os tempos, Elton acumulou inúmeros álbuns de ouro, platina e até mesmo um diamante, além de inúmeras conquistas da indústria musical ao longo de sua carreira. A Barbie® Elton John brilha com um top brilhante e jeans alargados embelezados com suas iniciais cintilantes. Sua jaqueta bomber com relevo ‘Elton’ apresenta mangas estampadas com estrelas e uma bainha listrada com arco-íris. O aceno ao estilo icônico do artista inclui botas plataforma listradas com o arco-íris, um chapéu-coco roxo e óculos de sol brilhantes em tons rosa. A Barbie® Elton John é uma colaboração ousada que personifica dois ícones culturais e homenageia a extraordinária arte e musicalidade de um artista estelar. Inclui boneca, stand e certificado de autenticidade.” (Traduzido da loja oficial da Barbie.)

Então eu já peço desculpas a você aí, que esperou se deparar com uma publicação séria, profissional e compenetrada ao clicar nesse post, porque antes de continuar com ele, sempre em estado de surto, eu preciso me manifestar da forma mais pura e sincera que consigo nesse momento: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!

Barbie Elton John: detalhe do rosto
Tronco e rosto (imagem do Instagram @eltonjohn)
Barbie Elton John: boneca de corpo inteiro ao lado de um piano
Posando de corpo inteiro (imagem do Instagram @eltonjohn)

Eu absolutamente AMEI que essa boneca não representa um visual específico do Elton John, como foi na Barbie David Bowie, por exemplo (o que acho bem legal também), mas sim todo um CONCEITO do estilo dele ao longo dessas 5 décadas de carreira marcada por sucesso estrondoso. A calça jeans boca de sino, sapato com plataforma exagerada e jaqueta são bem a cara dele, principalmente nos visuais mais “fantasiados” do início da carreira, mas ainda representam a imagem de hoje em dia com bordados do nome e iniciais, que ele usa MUITO e com orgulho, cores vibrantes e o arco-íris da bandeira do movimento LGBTQIA+, do qual ele é um ícone claro por ter se assumido gay numa época onde poucas pessoas tinham segurança para isso. Pra fechar tem um chapéu coco com a logo dele, combinando bem lindamente com as cores da roupa.

Leia também: Bonecando: Funko Pop! Rocks Elton John 70’s, post mostrando o boneco de vinil do artistas com muitos detalhes (e amor)!

E, claro, não podia faltar os óculos de sol ultra diferentões e chamativos no pacote, que são marca registrada do cantor! Eles têm aros cheeeios de muito brilho e a cor, como não poderia ser diferente, é o ROSA-BARBIE! Essa união é o mais legal de tudo, a maneira como no visual ela preserva a imagem da boneca em si com os cabelos loiros (suuuper cacheados, beeem anos 70/80), olhos azul e toques de rosa em diversos pontos. É a mistura perfeita dos dois, como se a Barbie fosse a maior fã do Elton John e ele o dela, sabe? Apesar de que, cá entre nós, eles vão ter que ficar em segundo lugar, porque a fã número 1 de ambos sou eu, e tenho dito! A caixa também é linda, toda brilhante com logo e foto dele na frente, além da platéia do Square Madison Garden de fundo.

Barbie Elton John: detalhe da jaqueta de zíper onde se lê ''Elton'' bordado na frente, e da camiseta simples e brilhante por baixo.
Detalhes da jaqueta (imagem do Instagram @barbie)
Barbie Elton John: detalhe da calça com bordado das iniciais do artista na barra (E em um perna e J na outra) e das plataformas de arco-íris.
Detalhes da calça e plataformas (imagem do Instagram @barbie)

Pessoalmente é MUITO maravilhoso pra mim ver esse lançamento não só por unir esses símbolos que amo tanto, mas porque são duas coisas que já foram muito mal vistas na minha vida. O fato de eu amar e colecionar bonecas em escala 1/6 tem na cabeça das pessoas um peso muito grande de “infantilidade”, como se anulasse todas as outras coisas que faço, mesmo que alguns itens da Barbie que tenho (como sapato, por exemplo) sejam destinado a adultas. Já Elton John, bem, eu fui MUITO zoada na adolescência por ser fã “dessa bicha velha” (palavras de uma “amiga” da época) e vê-lo com 50 anos de carreira sendo aclamadíssimo, principalmente depois do sucesso que foi Rocketman, me enche de orgulho de cada minuto que passei o ouvindo, admirando, espalhando a história pras outras pessoas e assistindo ao vivo. inclusive, saudades: volta logo, Elton!

Leia também: Mas… Você brinca de boneca?, um post sobre esse hobby e como o sexismo o torna mal visto.

A Barbie Elton John está em pré venda na Amazon.com por U$50, o que é um preço padrão, mesmo, considerando que ela é uma boneca Barbie Golden Label, destinada a pessoas adultas e suas coleções. O frete pro Brasil, já com as taxas de importação, fica em quase 100 dólares, então preferi não converter e acreditar que um dia, magicamente, terei dinheiro para comprá-la… Normalmente eu falo no final desses posts o quanto fiquei desejando a boneca da vez, mas nesse caso é diferente, né? Eu quero MESMO, do fundo do coração, e espero consegui-la em algum momento da minha vida. Até lá, fico aqui, apaixonada pelas fotos que mostram o quanto é linda…

Barbie Elton John: visão da boneca de corpo inteiro, de costas.
De corpo inteiro, de costas (imagem do Instagram @barbiestyle)
Barbie Elton John: imagem da boneca ao piano, tocando, com duas bonecas ao lado assistindo, uma branca de cabelos rosa e a outra negra de maria chiquinha. Ambas vestem uma camiseta com a imagem da boneca principal.
Por fim uma imagem do Instagram @barbiestyle onde eu apareço, já que claramente sou essa de cabelinho rosa na beirada do palco babando nela, só faltou o batom vermelho mas a gente finge que eu tava fazendo clareamento no dia, tá? Quero essa blusa usada pelas tietes dela pra mim!
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Lookbook: Tiny Dancer

Lookbook: Tiny Dancer

Eu realmente achei que não faria mais nenhuma postagem no meu perfil do Lookbook esse ano, e cá estou compartilhando o 100º deles em meio ao isolamento. Ele tava paradinho desde o carnaval pelo motivo óbvio de que não saio de casa pra nada que não seja ir aos Correios ou supermercado quase desde então, mas não foi só isso, não… A verdade é que eu não vinha me amando tanto assim nos últimos tempos, sabe? Tava insatisfeita com meus óculos, que estavam MUITO ruins, e com os cabelos. Desde dezembro vinha planejando pinta-los de rosa, uma vontade antiga que parecia quase impossível diante do fato de que são muito escuros e difíceis de descolorir, esse combo parecia apagar da minha mente todo o resto que havia de bom aqui.

No final de abril, porém, mandei fazer os óculos novos (um presente incrível do meu padrinho), que chegaram em junho, coincidentemente no aniversário de 16 anos do blog. Nesse ponto eu já tinha feito muitos testes de mecha nos cabelos e recebido ótimos conselhos profissionais, até que faltando dois dias pro meu aniversário, finalmente conseguimos pintar, e aí foi uma surpresa incrível porque ficou ainda melhor do que eu esperava. Acho que NASCI pra essa cor, gente! Sabe quando uma “chavinha” gira na sua cabeça e parece que o problema não existe mais? Foi o que aconteceu, e aí eu precisava registrar o look que planejado pra viradas dos 30 anos, cuja blusa foi enviada do site da Chico Rei pelo Gil como presente pela data e, assim, iria contra minha própria suposição mencionada no começo do post.

Lookbook: Tiny Dancer
Óculos: Carmim | Blusa: Chico Rei | Calça: Patogê | Slippers: Moleca + Barbie

Venho namorando essa camiseta há meses, desde pouco depois do lançamento de Rocketman, o filme musical biográfico do Elton John. Ao contrário de muita gente que tem “ciúmes” dos ídolos, eu adoro ver os meus ganhando mais visibilidade, e falando do MAIOR de todos é mais forte ainda. Durante a adolescência eu tinha uma amiga, por assim dizer, que me zoava por ser fã “dessa binha velha”, então vê-lo num momento onde gerações que não o conheciam escutam suas músicas me faz feliz por nós dois, de certa forma. Essa estampa em particular me deixou APAIXONADA não só pelo piano lindo com as cores da bandeira do orgulho LGBTQIA+, mas também pelo pedacinho de Tiny Dancer, uma das minhas favoritas dele. Quando Gil me pediu pra escolher uma no site nem pensei duas vezes (e ele mandou uma do Pink Floyd que queria muito também)!

O único “inconveniente” foi que ela não chegou a tempo do aniversário! A previsão já era pra semana seguinte, mesmo, mas rolou uma torcidinha dupla pra adiantar, que infelizmente não funcionou – mas no fim das contas foi bom porque fez muuuito frio dia 10! Sendo assim resolvi usar no fim de semana seguinte, e sim, pra ficar em casa. Mas é que, gente, se não for assim, quando é que vou poder, né? De vez em quando rola de fazer essas gracinhas. A calça jeans também é nova, de cintura alta e gostosinha, e os sapatos são um modelo da Barbie que já tenho há um tempinho e amo tanto pelo conforto quanto pelo visual… Decidi que o look precisava de mais um toque de rosa, mesmo que agora eu mesma seja esse toque constante.

Lookbook: Tiny Dancer
A diferença de claridade e qualidade entre a câmera traseira (nessa foto) e a frontal (nas anteriores) é gritante!

Leia também: De Repente… 30, meu post de aniversário!

De resto só rolou um Batom Bruna, da Linha Bruna Tavares, um mascarazinha de cílios e tiara na cabeça que comprei numa dessas lojinhas de bijuterias, bem baratinha, porque eu raramente fico “sem nada”. E aí é isso, nada mais a dizer! Quero fazer um post completinho sobre o cabelim, mas beeeeem mais pra frente, depois de já retocar e variar no jeito de cuidar, pra dar um “dosiê” completo. Por hora só posso dizer que tô apaixonada, se daqui 50 anos vocês virem uma senhorinha tirando foto pro blog de cabelo rosa tem grandes chances de ser eu mesma!

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Rocketman: um deleite em formato musical!

Rocketman

Rocketman *****
Rocketman Elenco: Taron Egerton, Richard Madden, Jamie Bell, Bryce Dallas Howard, Charlie Rowe, Gemma Jones, Jason Pennycooke, Jimmy Vee, Kamil Lemieszewski, Kit Connor, Rachel Muldoon, Stephen Graham, Steven Mackintosh
Direção: Dexter Fletcher
Gênero: Romance, Drama
Duração: 121 min
Ano: 2019
Classificação: 16 anos
Sinopse: “A história de ascensão do cantor Elton John, de um aluno prodígio da Academia Royal de Música até uma lenda do rock nos anos 70.” Fonte (sinopse e poster: Filmow.

Comentários: Antes de começar esse post eu preciso fazer o alerta a você, leitor, que (ainda) não sabe: eu sou muito fã do Elton John. Assim… MUITO mesmo, há muitos anos, mais de décadas. E aí que saber disso pode te causar duas reações distintas… A primeira é não confiar em uma só palavra do que eu disse, afinal, sou suspeita, não posso opinar. Nesse caso, sugiro a todos que busquem pela reação da crítica, profissional ou não, que está tão positivamente arrebatadora quanto a minha. A segunda é confiar plenamente no que digo, uma vez que fã é fã, não existe ninguém mais apropriado para criticar, e se agradou a quem ama, vai agradar a todos. E aí só incentivo que continue lendo as palavras abaixo… Porque, sim, Rocketman é uma incrível obra de arte em forma de filme musical.

O filme começa quando Elton John, já após 20 anos de carreira muito bem sucedida, abandona uma apresentação para iniciar seu processo de reabilitação em diversos vícios: álcool, drogas, compras, sexo e bulimia. Ao contar sua história para o grupo de apoio, ele inicia uma jornada de volta ao passado, quando ainda era (des)conhecido como Reginald Dwight, estudando piano de forma quase auto didata e buscando meios de estabelecer sua carreira musical. Ao assumir a nova identidade, inspirado pelo colegas da banda Bluesology, Elton Dean e Long John Baldry (que no filme não aparece, justificando o sobrenome escolhido pelo fato de ser fã de John Lennon, como uma homenagem à amizade dos dois que não teve tempo de ser citada), ele conhece o letrista Bernie Taupin e, juntos, começam a compor as músicas que até hoje, 50 anos depois, são grandes sucessos. À medida que a fama aumenta, porém, ele sofre também suas más consequências, perdendo as rédeas da própria saúde no meio do caminho.

Rocketman
Imagem via Page Six

Das breves reclamações que cheguei a ler sobre ele, duas se destacam: o fato de seu um musical “clássico”, com coreografias ensaiadas e cenas fantasiosas, e os momentos de sexo, pegação e interação gay presentes no longa – que, confesso, foram bem MENOS explícitos do que pensei que seriam. Quem reclama disso, porém, escolheu o filme errado para assistir, sinceramente. Seria desleal retratar de forma diferente uma vida de extravagâncias nesses e em todos os aspectos. Esse é Elton John, e leva-lo para as telas é uma missão a ser seguida à sua maneira, pedaço por pedaço. De uma ilustração de foguete na parede do quarto de seu eu criança à reprodução exata de um dos seus clipes, Rocketman reflete a alma do artista em cada detalhe minucioso. Bom, ele foi um dos produtores, não é mesmo? É inegável que a personagem reflete realmente o que foi sentido pessoalmente…

E que reflexo! Taron Egerton está brilhante nos trejeitos, aparência, atuação e, claro, no vocal, tendo regravado TODOS os números musicais com sua própria voz, sem dublagens de terceiros. Se ele faz um tributo encantador aprovado pelo próprio homenageado, quem somos nós para ir contra? Nem precisa, está impecável! Outra personagem interessante de ser analisada é John Reid e a diferença gritante com a qual foi apresentado em Bohemian Radpsody… Ali o temos na visão do Queen, o homem que os ajudou a alcançar o estrelato, mas aos olhos de Elton é um “vilão” que o seduziu e maltratou, com a aparência do próprio Príncipe Encantado saído direto do live action de Cinderela (literalmente). Na verdade, por serem dois filmes que tratam de contextos parecidos lançados com poucos meses de diferença, é quase impossível não compara-los, mas acho isso desnecessário, uma vez que os objetivos são bem diferentes e as reproduções, consequentemente, também.

Rocketman
Imagem via NME

Pra mim, pessoalmente, o filme tem apenas um defeito: a atenção praticamente nula que dá aos membros da banda dele. Eles estão juntos desde o começo e seguem suas turnês até hoje, mas não têm seus nomes sequer citados em momento nenhum das duas horas de duração. Isso contradiz com a atitude do próprio Elton, que faz questão de apresentá-los um por um nos shows, sempre, dividindo seus holofotes com quem está ao seu lado. Senti falta, mas talvez essa falta seja influenciada pelo fato de que, como fã, tenho muito carinho por cada um, também. Por outro lado o grande foco da história, o que guia o roteiro, é a relação dele com Bernie Taupin. E também pudera, né? A maior parceria entre compositor e letrista da história da música, juntos profissionalmente e quase como irmãos há meio século! Se Bernie passava despercebido na vida de alguém que gosta dessa discografia, não passa mais, felizmente. Uma das melhores cenas é quando eles compõe “Your Song”, até hoje seu maior sucesso, e essa percepção intimista me fez ver a letra com outros olhos… Parecia impossível que eu a amasse mais do que antes, mas pelo visto foi o que aconteceu, momento absolutamente emocionante e maravilhoso.

Outro grande destaque musical a ser enaltecido, claro, é ela que dá título à história! “Rocket Man” aparece em forma de clímax, de intensidade, de angústia, quase de exposição de alma. Mais uma vez um resignificado para entender melhor aquele que a compõe e, pensando adiante, a relação desses homens que permite que um escreva com perfeição sobre os sentimentos do outro. De rir, de chorar, de AMAR! A trajetória de um dos maiores nomes da música interpretada até a virada da década de 90, e há um resumo lindo do que veio depois até chegar agora, quando ele está vivendo sua última turnê antes da aposentadoria formal que todos achávamos que jamais chegaria, mas que chegou por uma boa razão. Rocketman é indispensável se você gosta dele ou mesmo se não conhece, porque na verdade é indispensável pra qualquer um, simples assim! E eu, aqui na minha posição de apaixonada, só tenho a agradecer pela experiência que sempre quis viver, mas sequer sabia disso…

Trailer:

Psiu! Quer saber mais sobre Elton John? Aqui no Sweet Luly tem uma tag dedicada a ele com vários posts legais! Já falei sobre vida, obra, coleção e relatei momentos incríveis nesses anos que sou fã, como os shows que fui e quando recebi um livro autografado do próprio… Vale a pena ler!

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

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Elton John no comercial de natal da John Lewis

Elton John no comercial de natal da John Lewis

Se você espera pelas propagandas de natal de qualquer outra empresa, é porque não conhece as da John Lewis & Partners. Essa loja de departamento britânica, fundada no século XIX, é famosa pelos seus e todos os anos o lançamento causa grande alvoroço, porque a espera é sempre muito grande e a satisfação garantida. E em 2018 eles resolveram ter como estrela principal do momento ninguém mais, ninguém menos, do que Elton John!

Sempre que é lançado algum anúncio grande sobre ele, recebo uma enxurrada de mensagens vindas de amigos e parentes porque sou MUITO fã do homem, mas nada se comparou a isso até hoje. Acho que o vídeo entrou numa corrente que foi enviada pra MUITA gente, porque na hora que acordei essa manhã tinham MUITAS mensagens iguais falando disso: de como a propaganda desse ano era lindo, mas sem citar a razão. Fiquei encucada com o motivo pelo qual tinha recebido tantos de uma vez, mas foi só dar o primeiro play que entendi tudo, perfeitamente. Não só tem a presença como é um comercial extremamente sensível e emocionante.

A mensagem de 2018 é sobre o poder de um presente, como ele pode ser muito mais que um item físico e influenciar completamente nossas vidas. Começando com o cantor e pianista hoje, sentado em seu piano na época do natal, tocando o maior de seus sucessos, Your Song. O vídeo faz então uma retrospectiva de algumas das incontáveis vezes que a música foi tocada por ele até chegar em sua gravação, em 1970… Logo em seguida vemos sua versão adolescente, animando uma festa em família para, enfim, fechar com lágrimas nos olhos dos expectadores de sua versão criança recebendo o mesmo piano, numa época onde não se via esse tipo de incentivo destinado aos garotos de sua idade. Uma maneira linda de contar uma história real, que começou justamente por causa de um “simples item material”

O timing da presença de Elton John não poderia ser mais oportuno, pois é um momento importante de sua carreira: no início desse ano foi anunciada sua última turnê mundial, ou seja, uma aposentadoria oficial no que diz respeito aos shows. Seu argumento para isso é que precisa aproveitar melhor sua família, principalmente os filhos Zachary (nascido no natal de 2010) e Elijah (2013), uma vez que ele já é uma pessoa idosa com duas crianças em casa para criar. Além disso um filme sobre sua carreira, “Rocket Man”, será lançado pela Paramount no primeiro semestre de 2019, com Taron Egerton no papel principal (cantando!). Nem preciso dizer que estou contando os dias pra esse lançamento, né?

E se parar pra pensar… Todos nós temos aquele presente que mudou algum aspecto da nossa essência, não é mesmo? Eu sempre conto a história de como ganhar “Harry Potter e a Pedra Filosofal” da minha madrinha, no natal de 2000, foi extremamente decepcionante, uma vez que eu não gostava de ler… Então, ao longo do ano seguinte, acabei me apaixonando pela história, me tornando não só uma grande de fã (com alguns momentos controversos, claro), mas também adquirindo gosto pela leitura, da qual não sou mais tão próxima mas que já foi meu principal hobby. Fora as incontáveis e incríveis pessoas que a série trouxe na minha vida nesses anos! Esse, entre VÁRIOS OUTROS, foi e é mais do que um objeto pra mim. E você? Qual presente de natal foi pra você o que o primeiro Harry Potter é pra mim e o primeiro piano de parede é para sir Elton John?

Elton John no comercial de natal da John Lewis
Imagem via Digital Spy

Psiu! Quer saber mais sobre o Elton John? Na tag dedicada a ele aqui no Sweet Luly tem vários posts legais sobre os shows que já fui, produtos que tenho, curiosidades, lançamentos e muito-muito mais. É só entrar e se perder na leitura!

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald 15 de novembro, nos cinemas

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