Barbie Jean-Michel Basquiat

Barbie Jean-Michel Basquiat

Corpo articulado, cabelo trançado dividido em quatro rabos de cavalo, roupa com corte de alfaiataria completamente tomada por pinturas principalmente em tons primários, mas sem qualquer limitação de cor, sombra azul vibrante e, claro, uma coroa na cabeça. A união entre dois gigantes da cultura estadunidense resultou em uma das bonecas mais maravilhosas já lançadas pela Mattel, a Barbie Jean-Michel Basquiat, em tributo ao grafiteiro neo-expressionista cujo trabalho tomou Nova York na década de 80 com seus múltiplos tipos de arte urbana e expressão de poesia gráfica. Ela é absolutamente linda, digníssima com traços afroamericanos e coberta da cabeça aos pés com várias obras do artistas no terno, calça, camisa e até na gravata, fechando o look com botas vermelhas e cinto longo contendo dizeres do próprio.

Apesar de seguir as redes sociais da Barbie, acabei deixando essa boneca passar batida no meu feed quando lançada por volta de um mês atrás, a ponto de já estar esgotada em diversas lojas. Ainda assim achei que seria pertinente mostrá-la quando finalmente a vi no Instagram da My Froggy Stuff, que tem um canal no YouTube INCRÍVEL sobre bonecas onde posta unboxing, tutoriais de Faça Você Mesmo e afins. Ela tem uma vasta coleção de bonecas negras e fez um vídeo MARAVILHOSO mostrando todos os detalhes dessa que recebeu da própria Mattel, comparando outras bonecas que cabem nas roupas e ensinando a fazer uma mini galeria de arte. Foi aí que percebi o quanto ela é perfeita, as fotos mostram o melhor mas é tanta informação, como o próprio artista pede, que é preciso uma vida pra analisar tudo.

Barbie Jean-Michel Basquiat
Imagens retiradas da loja oficial da Mattel

Jean-Michel Basquiat nasceu em dezembro de 1960 e começou a grafitar aos 17 anos, apesar de já apresentar afinidade com arte antes mesmo disso. Seu primeiro projeto ficou conhecido como SAMO (de “same old shit“, ou “sempre a mesma merda”). Após largar os estudos às vésperas de se formar e ganhar mais notoriedade no Times Square Show de 1980, sua trabalho carregado de crítica social e traços propositalmente primitivos foi migrando das ruas pras galerias, a ponto de ser um grande amigo e colaborador do ícone da popart Andy Warhol no final de sua muito curta vida. Morreu aos 27 anos, já tendo começado a fazer exposições internacionais, de overdose causada por um coquetel de drogas conhecido como “speedball” (combinação de cocaína e heroína). A homenagem é belíssima e também completamente merecida, tendo obras dele decorando a caixa da boneca, que vem com Certificado de Autenticidade e pertence à linha Gold Label e é destinada a colecionadores adultos.

Barbie Jean-Michel Basquiat

Barbie Jean-Michel Basquiat

Em setembro de 2018 eu tive o prazer de visitar uma exposição com as obras do Basquiat pertencentes à Coleção Mugrabi, do colecionador de arte de mesmo nome, que estava em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil BH. Elas ficaram lá por pouco mais de dois meses junto com ambientação temática e, claro, dados sobre a vida do artista, além de possibilidade de interação digital com algumas delas. Com certeza essa está no Top 5 Favoritas entre as mostras que vi por lá e, apesar de na época não ter planejado produzir conteúdo sobre (estava atarefadíssima com o Baile de Inverno do Potter Club BH) cheguei a tirar algumas fotos e, por que não(?), acho pertinente compartilhar agora pra vocês terem um gostinho de como foi e identificar o estilo expresso pela Mattel:

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH
“Acredite ou não, eu realmente sei desenhar. Mas eu tento lutar contra isso usualmente.”

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

Jean-Michel Basquiat no CCBB BH

Como foi um dos raros momentos em que não cogitei trazer o que vi pro blog, tirei só umas fotos para guardar minhas favoritas e sequer anotei títulos. Normalmente minha cabeça “escreve” posts mentalmente enquanto estou assistindo, ouvindo ou vivendo algo de modo geral e nesse dia, talvez por já estar cheia de coisas dentro dela, não aconteceu, mas ainda assim acho que deu pra sentir um pouquinho da emoção de estar cara a cara com a obra de um nome desse porte. É muito diferente do que muita gente espera encontrar em museus e bem característico, mesmo quem não conhece entende um pouco sobre a história de vida dele. É aparentemente simples, mas consegue passar a mensagem, que é o mais importante. (Nossa, gente, saudades de pisar num museu que vocês não fazem ideia, hahaha!)

Apesar de estar praticamente esgotada em diversos lugares a loja oficial da Mattel sugere um valor de U$50,00, o que com a famosa lei da oferta e da procura não favorece quem quer comprar as unidades que ainda estão no mercado, porque está sendo vendida por mais do que o dobro disso… Com frete, taxa de importação, IOF e cotação do dólar achei melhor nem calcular quanto ficaria em reais, vai ficar aqui no desejo guardada no coração e na minha wishlist do site.

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Clássicos da TV Cultura viram fanarts em collab de artistas

Fanarts TV Cultura: @kaebcake

“Klift, kloft, still: a porta se abriu!” Hoje celebramos 26 anos desde Castelo Rá-Tim-Bum estreou na TV Cultura e eu levei um susto quando li isso na página do Greengo Dictionary, que traduz nossas expressões pro inglês de forma bem humorada e fez uma série em homenagem a esse clássico da televisão brasileira. Não entra na minha cabeça que vivi minha vida em algum momento, mesmo que por poucos anos, sem Nino e sua turma, sabe? Parece que eles sempre estiveram por aqui, desde o início, sei lá, da humanidade.

Coincidentemente (ou não?), foi na mesma semana que um grupo de artistas lançou o resultado de uma collab INCRÍVEL de fanarts com vários dos programas da TV Cultura! O artista visual Vienno postou no último dia 02, sábado, uma thread no Twitter onde todo mundo que participou pôde publicar o resultado final da personagem que lhe foi destinada e o resultado, ai, gente, é NOSTALGIA PURA! Doug, Rá-Tim-Bum, Os Anjinhos, Cocoricó, entre VÁRIOS outros que marcaram a infância de tantas gerações estão lindamente representados em traços e estilos diferentes. Sendo assim, pra unir isso à comemoração do dia e não deixar nada passar em branco, separei alguns favoritos entre os temáticos do castelo mágico mais amado do Brasil!

Fanarts TV Cultura: @kaebcake
Penélope por Karol Schafer | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Thunderpot
Lana e Lara por Thunderpot | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Gabi Tozati
Caipora por Gabi Tozati | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Malu
Nino por Malu | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Talita Ramos
Mau por Talita Ramos | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Gilda
Ratinho por Gilda | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Sávio Araújo
Tíbio e Perônio por Sávio Araújo | Twitter + Instagram
Fanarts TV Cultura: Ana
Bongô por Ana | Twitter + Instagram

Qual foi a preferida de vocês? As minhas, como acho que ficou bem claro, foram Penélope e Lana e Lara porque eram, respectivamente, personagem e quadro que eu mais gostava no programa… Muito obrigada Vienno e os demais artistas que trouxeram essa alegria à criançada dos anos 90 e 2000 em meio à pandemia e não deixem de conferir o link com a lista completa de fanarts, é lindeza pura!

ATENÇÃO! Todos os direitos das imagens pertencem aos seus respectivos autores, sendo as mesmas retiradas dos perfis de cada um no Twitter em 09 de maio de 2020.

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Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos *****
Autoria: Carol Borges e Filipe Remedios
Gênero: História em Quadrinhos, Romance
Ano: 2019
Número de páginas: 144p.
Editora: Independente
ISBN: 978.659.019.290-5
Sinopse: “A Batatinha Fantasma é um projeto de histórias em quadrinhos criado pelo casal de cartunistas Carol Borges e Filipe Remedios que retratam através de tirinhas as aventuras cotidianas da vida a dois! O livro tem 144 páginas com TODAS AS TIRINHAS DO PRIMEIRO ANO + TIRINHAS EXTRAS feitas exclusivamente para o livro!” (fonte)

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

No dia 27 de maio de 2018, na cama da amiga-cupida Fernanda, Carol e Remedios começaram oficialmente a namorar… E em 9 de julho do mesmo ano (véspera do meu aniversário!) fizeram a primeira publicação no Instagram Batatinha Fantasma, projeto onde contam de forma divertida, fofinha e bem mente aberta sobre seu cotidiano como casal, que lá no fundo pode ter um pouquinho de qualquer casal legal por aí… São narrações em quatro quadrinhos cada, tendo os dois como personagens principais em formato bem semelhante a o de uma batata, mesmo, mas ainda assim preservando lindamente suas características físicas.

O público foi crescendo (hoje com quase 100 mil seguidores), o projeto até fez aniversário, e no segundo semestre de 2019 eles lançaram uma campanha de financiamento coletivo no Catarse para seu primeiro livro! Nele constam todas as tirinhas do primeiro ano juntos e algumas exclusivas da publicação, coloridas em altíssima qualidade. Sendo bem sincera, não sei como ou quando comecei a acompanha-los, mas a campanha caiu na mesma época em que estava rolando a minha para publicar Wish You Were Here: Um Romance Musical, então eu estava cheia de amor no coração causado pelas contribuições que estavam chegando… Não aguentei, participei da deles como forma de devolver o carinho que vinha recebendo, ao mesmo tempo em que apoiava artistas nacionais que adoro nesse momento tão triste de pouquíssimo incentivo político na área.

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos
Folha de rosto autografada

Como planejado e anunciado por eles, o pacotinho chegou agora, na segunda quinzena de janeiro. O livro é LINDO, quadrado tamanho 20x20cm, capa em tom de amarelo mega vibrante (afinal são batatinhas, né?) e o miolo em papel pólen bold 90g/m², tem o toque super gostoso ao folear. A leitura é super rápida, principalmente pra mim que já tinha lido praticamente todas, mas causa risadas e aquele “quentinho” no coração ao ver os dois vivendo juntos de forma absolutamente normal, porque a normalidade merece mesmo ser enaltecida. Aqui e ali rolam também alguns textos mais sérios, como na época do “Ditadura Nunca Mais” e na Carol apreensiva esperando a confirmação de uma amiga que ainda não chegou em casa (abaixo), e isso faz com que eu goste do conteúdo ainda mais.

A campanha no Catarse deu muito certo, e ainda bem! Eles arrecadaram 160% da meta proposta, o que permitiu adicionar “extras” para os compradores de algumas recompensas selecionadas. Eu tinha escolhido o plano Batata Frita, onde além do livro físico autografado ainda receberei a versão digital em PDF e um kit de figurinhas para Whatsapp, mas quando acabou já tinham juntado grana o suficiente para mandar também adesivo e um print de arte exclusiva. Veio tudo embaladinho, com o maior cuidado e carinho do mundo… O tipo de coisa que vale a pena ter na parte mais bonita da estante (e, no caso do print, na parede, porque é CLARO que vou emoldurar)!

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos
Página 25
Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos
Página 101

A melhor parte de todas, porém, foi que o livro chegou aqui na hora certa. Eu tava super animada em participar do Desafio Leia Mulheres 2020, mas quando vi que logo pra janeiro a sugestão era uma HQ supus que não conseguiria desde o início… Acredita que HORA NENHUMA eu pensei nesse, que já estava comprado há meses, pronto pra chegar em casa e casando direitinho com a ocasião? Tô bem feliz com o início dessa “meta de ano novo” inesperada e tentarei fazer resenha de todos ao longo desses 12 meses. Vai ser ótimo principalmente porque nos últimos anos não li quase nada, então nesse pelo menos um por mês sei que vai rolar, e já abrindo com chave de ouro!

Para conhecer mais do trabalho dos dois vocês podem segui-los no Instagram não só no perfil @batatinhafantasma,que vai ganhar uma lojinha em breve onde todos poderão comprar o livro, mas também em @carolborgesart pra ver as ilustras da Carol, @caixadoremedios e @desenhosdoremedios onde o Remedios publica seus quadrinhos e desenhos, respectivamente.

Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos
Batatinha no “andar” das artes da minha estante!
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Museu Jeca Tatu

Museu Jeca Tatu

Localizado em Itabirito/MG, com entrada na BR-356, caminho que leva a Ouro Preto para aqueles que saem de Belo Horizonte, está o Museu Jeca Tatu: antiguidades das mais variadas para se desbravar enquanto come seu famoso pastel da angu, vendido em uma lanchonete dentro do próprio lugar. Alguns podem julgar como um acúmulo de quinquilharias a céu aberto, mas aqueles que estiverem abertos a apreciar as peculiaridades desse jeito propositalmente desorganizado de contar história vão se identificar – e muito – com um ou vários itens desse acervos que, visualmente, soa quase infinito.

Museu Jeca Tatu
“Brasil, seu remédio é a arte”, placa que pode ser vista na BR-356
Museu Jeca Tatu
Entrada do Museu
Museu Jeca Tatu
Placa indicando a direção da Lanchonete, Cinema e Circo

Placas, discos, vitrolas, máquinas de escrever, geladeiras, artigos de jornal e revista, brinquedos, fotografias, itens de decoração, utensílios domésticos, instrumentos musicais, guarda-chuvas, móveis, telefones, maquetes, relógios, objetos de arte, meios de transporte, moedas… Eu poderia ficar um eternidade citando tudo o que você pode encontrar por lá e tenho certeza que, ainda assim, não ia conseguir. O que muitas vezes é considerado lixo se jogado na rua, vindo de qualquer outro tempo que não o nosso, virou arte nas mãos do seu fundador, Leonardo Ruggio, que hoje em dia sequer sabe o número exato do seu acervo. As relíquias ficam expostas de maneira que a princípio soa como uma completa bagunça, mas ao acostumar o olhar você percebe que, na verdade, o caos foi minuciosamente pensado para ser admirado. E é: até em programa grande de televisão já foi parar, e lá existem fotos pra provar.

Museu Jeca Tatu
Atelier do Milton, dentro de um ônibus escolar
Museu Jeca Tatu
Acervo: discos, sacolas, quadros, gaiolas, lamparinas, roupas…
Museu Jeca Tatu
… garrafas, livros, raquetes, canecas…
Museu Jeca Tatu
… molduras, ventiladores, geladeiras, placas, grades, cadeiras!

Esse tipo de lugar causa muita reflexão em mim, que sou restauradora formada, preso horrorosamente pelo patrimônio histórico e artísticos seja ele material ou não, mas não tenho uma visão tão tradicional do assunto. Museus ainda são, infelizmente, instituições muito elitistas, não tanto pela acessibilidade, graças à grande popularização que tem acontecido em grandes centros urbanos, mas às vezes pela falta de informação que vem da raiz do problema… Prédios imponentes onde muitas vezes as pessoas sequer SABEM que podem entrar e sempre com muitas regras, porque é preciso de regra pra tudo na vida se quiser fazer funcionar. De repente, então, você tromba no meio da estrada com um que soa quase acidental, com famílias de patos e perus andando em meio aos itens expostos. É diferente e maravilhoso por ser diferente. Por outro lado não acho que seja inclusivo em outros aspectos, já que se trata de uma coleção difícil de se descrever para quem não pode enxergar, mesmo as fotos publicadas na internet nunca terão uma legenda descritiva à altura, e provavelmente de dificílimo acesso a quem usa cadeira de rodas, já que tem corredores apertados e entrada irregular… Aqueles prós e contras que é sempre importante destacar.

Museu Jeca Tatu
Mais acervo: lustres, miniaturas, rodas, troféus, brinquedos…
Museu Jeca Tatu
Entrada do banheiro feminino com direito a uma Branca de Neve de jardim
Museu Jeca Tatu
… muita música, nos mais diferentes formatos!
Museu Jeca Tatu
Principalmente discos. Discos de todos as épocas, de todos os tipos.

Além da exposição e lanchonete/restaurante em si, o Jeca Tatu tem também um cinema com capacidade para 300 pessoas, que não estava funcionando no dia e infelizmente não sei como é, circo, Fonte dos Desejos, ateliê de sucata e uma biblioteca móvel dentro de um ônibus escolar na estrada. Na verdade passando pela BR você consegue ver VÁRIOS desses ônibus na mais variada disposição na porta e tem até um lá dentro! Foi um “item” que me deixou encucada de como foi parar ali em tão grande quantidade.

Museu Jeca Tatu
Telhado LINDO, cheio de vinis pendurados!
Museu Jeca Tatu
Reportagem sobre Elton John, provavelmente da década de 80
Museu Jeca Tatu
Vista da capela pela entrada
Museu Jeca Tatu
Ônibus escolar (entrada permitida)

Ficou querendo conhecer? O Museu Jeca Tatu abre TODOS OS DIAS, das 8 às 18h, e é cobrado um valor simbólico na porta para visitantes. Eles recebem doações e mais itens caso você queira incorporar alguma antiguidade ao acervo e, de acordo com informações que andei lendo na internet, também realizam trocas (e até vendas), dependendo da disponibilidade do próprio dono. Para conhecer mais sigam no Instagram o perfil @museujecatatu!

Leia também: Nana ganhou uma trança, relato lindinho da Despedida de Solteira do mesmo casamento para o qual eu estava indo quando visitei o museu!

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Exposição “Arquitetura da Paisagem”, no Fórum Lafayette

Exposição Arquitetura da Paisagem

Sendo de origem (provavelmente) chinesa e já presente na história da arte desde o século VI, a xilogravura é uma técnica de gravação em madeira, entalhando o desenho desejado pelo artista para, depois, ser impresso sobre o papel – ou qualquer suporte adequado para tal. O resultado dessa impressão, a xilografia, é uma versão espelhada do que foi gravado, dando ao artista ainda mais trabalho, graças às necessidade de projetá-lo dessa forma. E é utilizando desse processo, lado a lado das propriedades orgânicas da própria matriz, que a artista e professora da Escola de Belas Artes da UFMG, Eliana Ambrósio, construiu as obras da exposição “Arquitetura da Paisagem”, aberta à visitação no Espaço Cultural Fórum Lafayette.

Exposição Arquitetura da Paisagem

A abertura aconteceu na noite do dia 26 de junho (no aniversário de 14 anos do blog!) e eu precisei ir prestigiá-la pois a Eliana foi, além de primeira professora universitária, minha orientadora no TCC, onde restaurei a reimpressão de uma das primeiras gravuras em metal produzidas no Brasil. Desde então ela vem se aprofundando cada vez mais na área, se tornando agora professora do curso de Artes Visuais da EBA.

“Arquitetura da Paisagem” é um conjunto de obras cujo nome é autoexplicativo: ela utiliza das formas e força da própria natureza para construir exemplos da interferência humana no ambiente, sem necessariamente se deixar limitar pelas bordas do desenho. São 22 obras com referências ao movimento art nouveau (sobre o qual ela mesma me ensinou!) e cheias de formas e movimentos que carregam uma elegância enorme no modo de entralhar.

Exposição Arquitetura da Paisagem

Exposição Arquitetura da Paisagem

Além dela, há também no saguão do Fórum, 4º andar e na unidade Raja Gabaglia uma Mostra Paralela com mais de 50 trabalhos de seus alunos da UFMG. Esse conjunto, que não se limita a estilos ou temáticas, apresenta a xilogravura de forma diversificada, com variação de suporte, cor e técnicas complementares. Elas contém cores, degradês, referências das mais variadas, cada uma seguindo o traço de seu autor e passando o que ele quis retratar. Minha favorita, de autoria da Lucianita Moraes, representa um elefante num contraste de cores complementares lindíssimo – e ainda pude conversar com ela na hora, compartilhando minha paixão por esse animais. Vale a pena estender a visita a elas também!

Exposição Arquitetura da Paisagem

Exposição Arquitetura da Paisagem

A visita às mostras é gratuita, das 8 às 18h, no TJMG (Av. Augusto de Lima, 1.549, Barro Preto), entre 26 de junho e 26 de julho de 2018. As datas e horários também são válidas para a outra unidade (Av. Raja Gabáglia, 1753, Luxemburgo). Para saber mais, assista à entrevista feita pela TV UFMG em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/professora-e-alunos-da-ufmg-expoem-xilogravuras-no-forum-lafayette

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