Lookbook: Tiny Dancer

Lookbook: Tiny Dancer

Eu realmente achei que não faria mais nenhuma postagem no meu perfil do Lookbook esse ano, e cá estou compartilhando o 100º deles em meio ao isolamento. Ele tava paradinho desde o carnaval pelo motivo óbvio de que não saio de casa pra nada que não seja ir aos Correios ou supermercado quase desde então, mas não foi só isso, não… A verdade é que eu não vinha me amando tanto assim nos últimos tempos, sabe? Tava insatisfeita com meus óculos, que estavam MUITO ruins, e com os cabelos. Desde dezembro vinha planejando pinta-los de rosa, uma vontade antiga que parecia quase impossível diante do fato de que são muito escuros e difíceis de descolorir, esse combo parecia apagar da minha mente todo o resto que havia de bom aqui.

No final de abril, porém, mandei fazer os óculos novos (um presente incrível do meu padrinho), que chegaram em junho, coincidentemente no aniversário de 16 anos do blog. Nesse ponto eu já tinha feito muitos testes de mecha nos cabelos e recebido ótimos conselhos profissionais, até que faltando dois dias pro meu aniversário, finalmente conseguimos pintar, e aí foi uma surpresa incrível porque ficou ainda melhor do que eu esperava. Acho que NASCI pra essa cor, gente! Sabe quando uma “chavinha” gira na sua cabeça e parece que o problema não existe mais? Foi o que aconteceu, e aí eu precisava registrar o look que planejado pra viradas dos 30 anos, cuja blusa foi enviada do site da Chico Rei pelo Gil como presente pela data e, assim, iria contra minha própria suposição mencionada no começo do post.

Lookbook: Tiny Dancer
Óculos: Carmim | Blusa: Chico Rei | Calça: Patogê | Slippers: Moleca + Barbie

Venho namorando essa camiseta há meses, desde pouco depois do lançamento de Rocketman, o filme musical biográfico do Elton John. Ao contrário de muita gente que tem “ciúmes” dos ídolos, eu adoro ver os meus ganhando mais visibilidade, e falando do MAIOR de todos é mais forte ainda. Durante a adolescência eu tinha uma amiga, por assim dizer, que me zoava por ser fã “dessa binha velha”, então vê-lo num momento onde gerações que não o conheciam escutam suas músicas me faz feliz por nós dois, de certa forma. Essa estampa em particular me deixou APAIXONADA não só pelo piano lindo com as cores da bandeira do orgulho LGBTQIA+, mas também pelo pedacinho de Tiny Dancer, uma das minhas favoritas dele. Quando Gil me pediu pra escolher uma no site nem pensei duas vezes (e ele mandou uma do Pink Floyd que queria muito também)!

O único “inconveniente” foi que ela não chegou a tempo do aniversário! A previsão já era pra semana seguinte, mesmo, mas rolou uma torcidinha dupla pra adiantar, que infelizmente não funcionou – mas no fim das contas foi bom porque fez muuuito frio dia 10! Sendo assim resolvi usar no fim de semana seguinte, e sim, pra ficar em casa. Mas é que, gente, se não for assim, quando é que vou poder, né? De vez em quando rola de fazer essas gracinhas. A calça jeans também é nova, de cintura alta e gostosinha, e os sapatos são um modelo da Barbie que já tenho há um tempinho e amo tanto pelo conforto quanto pelo visual… Decidi que o look precisava de mais um toque de rosa, mesmo que agora eu mesma seja esse toque constante.

Lookbook: Tiny Dancer
A diferença de claridade e qualidade entre a câmera traseira (nessa foto) e a frontal (nas anteriores) é gritante!

Leia também: De Repente… 30, meu post de aniversário!

De resto só rolou um Batom Bruna, da Linha Bruna Tavares, um mascarazinha de cílios e tiara na cabeça que comprei numa dessas lojinhas de bijuterias, bem baratinha, porque eu raramente fico “sem nada”. E aí é isso, nada mais a dizer! Quero fazer um post completinho sobre o cabelim, mas beeeeem mais pra frente, depois de já retocar e variar no jeito de cuidar, pra dar um “dosiê” completo. Por hora só posso dizer que tô apaixonada, se daqui 50 anos vocês virem uma senhorinha tirando foto pro blog de cabelo rosa tem grandes chances de ser eu mesma!

Continue Reading

#TBTCultural: Narrativas Femininas – Sou aquilo que não foi ainda

Narrativas Femininas

Hora de dar um “Hello, hello, pessoal” para mais um #TBTCultural, dessa vez MUITO especial! Durante quatro meses, e com fechamento no último Dia Internacional da Mulher, a Fundação Clóvis Salgado, carinhosamente conhecida como “Palácio das Artes”, exibiu nas suas galerias de entrada franca a mostra Narrativas Femininas – Sou aquilo que não foi ainda, a 5ª Edição do Programa ARTEMINAS, que tem como objetivo apresentar artistas de Minas Gerais com o divulgando seus trabalhos para o grande público, buscando representatividade ao fazê-lo. Nessa exposição os focos foram artistas mulheres de diversos tipos, quatro grupos divididos em cinco galerias, cada uma focando num modo de produzir.

Visitei a exposição na última semana que ficou em cartaz como parte do curso livre oferecido pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica – CEFART, que funciona dentro do Palácio, chamado Conceitos e Materialidades: Narrativas Femininas. Nele visitamos e debatemos sobre o que as artistas ofereceram, sobre como o ser feminino foi apresentado de modo diferente por cada uma delas no primeiro dia, e produzindo nossa própria narrativa no segundo (no meu caso, uma colagem). E, claro, foi mais um caso em que registrei algumas coisas pensando em produzir conteúdo e acabei negligenciando, mas tudo bem porque isso tem sido incrível para matar as saudades de museus na quarentena através dessas retrospectivas.

EFÊMERA:

No pátio externo do Palácio, sem necessidade de entrar nas salas fechadas, está a Galeria Aberta Amilcar de Castro, onde são expostos grafites que, ao fim da exposição, são cobertos para que os próximos entrem no lugar. A arte urbana é Efêmera, e não podiam ter escolhido nome mais adequado para essa parte da mostra que esse. Ao invés de pensar com pena por saber que as obras “deixarão de existir” em breve o objetivo é aproveita-as ao máximo, apreciando como elas se compõe ao cenário local ao redor de portas, canos e lixeiras, por exemplo. Para alguns passa até batido, como se nem fosse parte de algo do tipo, mais são. Uma lição sobre reparar mais ao nosso redor e saber deixar ir, quando chegar a hora.

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Artistas participantes: Artêmis Garrido, Isabel Saraiva, Maria Clara Cheib e Mona (Amanda Vilaça).

Psiu! Pres’tenção! Por estar participando de um curso durante minha vista, estava mais focada nas discussões que estavam acontecendo do que no que produziria com ela depois. Por isso, e já me desculpo, não anotei nome de nenhum obra e nem autoria, então passo aqui uma lista completa das artistas de cada categoria para você vocês possam conhecer todas!

HÍBRIDA:

Materiais, formatos e discursos diferentes passam uma mesma mensagem com sua mesma bagagem. Híbrida, exposta nas Galerias Genesco Murta e Alinda Corrêa Lima, é arte contemporânea, sim, com todo embasamento teórico erudita presente por trás. Elas mostram ali o feminino físico, seja por esteriótipos de gênero, todos bem trabalhos e pertinentes, ou mesmo pelo fator biológico, explorando largamente a vulva e outras parte do aparelho reprodutor de uma fêmea humana. É um misto do trabalhado com o simples, do visual arcaico com o cristalino. Talvez o momento onde o fato da produção ser feminina está mais explícito pelo seu apelo físico e escancarado do corpo da mulher.

ATENÇÃO! ATENÇÃO! As obras a seguir podem apresentar conteúdo sexual!

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Artistas participantes: Carolina Botura, Giulia Puntel e Julia Panadés.

Assim, Como Acontece:

Por fim, do outro lado do pátio, que dá vista para o Parque Municipal, na Galeria Mari’Stella Tristão, o artesanato tomava conta das Narrativas Femininas em Assim, Como Acontece. Nessa parte grupos de bordadeiras e outras artistas trazem o aspecto cultural, nos mais diversos papéis que esperam de nós socialmente no local de onde cada uma delas vêm. É interessante pensar que, talvez, não seja tão óbvio que algumas daquelas obras são feitas por mulheres como na anterior, mas provavelmente para quem vive o mesmo contexto é, sim. E será que para essas pessoas, que têm um fazer artístico tão diferente e pessoal, as outras visões não deixam de ser óbvias também? Será que ser mulher não é diferente em todos os lugares, apesar de igualmente uma luta constante, como diz o poema de Teresinha Soares que dá o subtítulo “Sou aquilo que não foi ainda”?

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Artistas participantes: As Bordadeiras do Curtume, Coletivo de Bordadeiras e Vila Mariquinhas, Ana do Baú, Cássia Macieira, Dida, Enedina Gonçalves, Eva, Geralda Batista dos Santos, (Dona) Irene Gomes da Silva, Ivanete, (Dona) Izabel Mendes da Cunha, Maria de Lourdes, Maria Lira, Noemia Batista dos Santos, Rosana Pereira, Vicentina Julião, Zefa e Zezinha

Com curadoria de Uiara Azevedo e Marci Silva, a exposição estava presente também na Galeria Pedro Moraleida com o Acervo FCS: Mulheres, obras de grandes nomes femininos da arte mineira que que já pertencem à fundação, mas não cheguei a visita-la para mostrar o que havia por lá. De qualquer forma fica aqui e sempre o questionamento de o que é a arte feminina? Seria ela diferente da masculina, ou desvalorizada graças ao sexismo, somente? E, talvez por essa desvalorização, artistas mulheres, e pertencentes a outras minorias políticas, sintam tanta necessidade de mostrar através disso sua identidade, para que enfim seja valorizada e apreciada com equidade!

Veja também em vídeo:

Esse post faz parte também do projeto Vênus em Arte, um canal no Youtube que traz visibilidade feminina na história da arte! Sempre que pertinente, e fora do contexto de isolamento social, eu falo sobre as mulheres de exposições que frequento por lá, além dos vídeos apresentando movimentos artísticos e quem eram as artistas que faziam parte deles.

Continue Reading

De repente… 30!

De Repente... 30!

Bateu meia noite e abri o painel do WordPress pra falar sobre o que me vier na cabeça, sem planejamento, só celebrar, mesmo, que hoje completo minha 3ª década de vida. Recentemente passei por um processo de reler diários (e posts) antigos com o intuito de ter um material legal pra retrospectiva que fiz no Instagram, o #TBLuly, onde passei um mês inteiro postando sobre cada ano da minha vida de forma completamente egocêntrica, mas engrandecedora pessoalmente… Minha memória é MUITO boa, e ainda assim me redescobri de tantas formas que não tem como resumir, e nem preciso. Pessoal demais, sabe? Aí lembrei o quanto esse blog foi e é importante pra mim não só produzindo conteúdo, mas também registrando minha vida, já que faço isso aqui desde a adolescência, e decidi que não podia deixar de fazê-lo dessa vez. Então aqui estamos, celebrando meus 30 anos.

De Repente... 30!

Prometi que não usaria o clichê “De Repente 30” no dia do aniversário porque, gente, NÃO FOI DE REPENTE! Chegar aqui foi longo demais, louco demais, deveras mutante. Sendo sincera tô desde os 28 falando que tenho 30 porque não aguentava mais ter “vinte e tantos”, de tão demorados eles foram. Queria virar isso logo! Aí descobri o famoso Retorno de Saturno, onde estar ao redor de “vinte e nove e meio” significaria maturidade e plenitude como adulta, abracei a ideia com todo fervor, sabe, eu realmente gosto de envelhecer, acho bem melhor do que não viver, e eis que foi uma droga. Tropecei tanto nesse meio de caminho que ainda estou curando os joelhos ralados que acabei ganhando numa queda ou outra, mas como ser adulta é algo que AMO, tive que aceitar que preciso fazer curativos sozinha, pedindo ajuda somente (mas sempre) quando necessário. Então o faço.

Talvez o problema tenha sido ir com muita sede ao pote, mesmo.

Quatro anos atrás fiz uma lista 30 coisas para fazer antes dos 30 no blog e dei uma olhadinha nela pra marcar o que rolou, nenhuma surpresa em ver que a maioria das coisas não foram concretizadas. Algumas das mais importantes sim, mas poucas foram “riscada” nessa conferência. É que nesse meio tempo as prioridades mudaram TANTO! No último ano o que eu mais queria era chegar aqui já no mestrado, algo que antes estava fora de cogitação, não consegui, mas por outro lado os cabelos rosa tão desejados no último semestre vieram bem na véspera, ante ontem, me fazendo TÃO FELIZ que parece risível que eu achava que o que causaria isso seria colocar silicone. A única pessoa que pode determinar quem serei aos 30 sou eu mesma, AGORA, mais ninguém, nem o eu de outras idades. Esse será meu conselho balzaquiano, o levem pra vida!

Agora já tá chegando a outra meia noite, a que encerra “meu dia”, porque isso aqui foi tão “de momento” que tive que parar pra decidir o que fazer. E, oh, mesmo no meio da pandemia tive o melhor de todos os aniversários, e passei a gostar do título que escolhi pro post, nas suas primeiras 24 horas trinta foi, pra mim a idade do sucesso. Não monetário ou profissional, nem nada, mas pessoal, tendo mais uma vez a certeza de que acertei em cheio ao escolher as pessoas que teria comigo aqui, na minha vida. Elas fizeram esse “Dia da Pizza” tão sensacional que é até triste que eu esteja o sujando com um texto tão raso e bobo. Terei que me desculpar comigo por isso depois…

… ou, ah, melhor não. Sou canceriana demais pra barrar o que sinto (e crente demais do meu Mapa Astral pra não cita-lo), então que bom que deixei fluir, sair, deixar de ser ser só meu e ficar registrado pra relembranças das décadas futuras. Preciso aprender a ser menos exigente comigo mesma, então que comece agora, na chegada do meu Feliz Ano Novo! Era pra ser sem planejamento e assim foi, porque na vida, cá entre nós, é como acontecem diversas das coisas maravilhosas pelas quais vale a pena viver. Um beijo, se você leu, e agora pra fechar celebrando, e rimando, não posso deixar de dizer: viva eu!

Continue Reading