Por Lugares Incríveis

Por Lugares Incríveis

Por Lugares Incríveis (All The Bright Places) *****
Por Lugares Incríveis Elenco: Elle Fanning, Justice Smith, Alexandra Shipp, Felix Mallard, Keegan-Michael Key, Luke Wilson, Virginia Gardner, Alex Haydon, Kelli O’Hara, Lamar Johnson, Nicole Forester DemiP, Sara Katrenich, Sofia Hasmik
Direção: Brett Haley
Gênero: Romance, Drama
Duração: 108 min
Ano: 2020
Classificação: 16 anos
Sinopse: “Quando Theodore Finch conhece Violet Markey em circunstâncias nada usuais, uma amizade única surge entre os dois. Cada um com seus próprios traumas e sofrimentos, eles se juntam para fazer um trabalho de geografia e acabam descobrindo muito mais do que os lugares incríveis no estado onde moram: a vontade de salvar um ao outro e continuar vivendo.” Fonte: Filmow.

Comentários: Violet Markey se sente à beira de um abismo. No aniversário de 19 anos de sua irmã, o primeiro depois do acidente que resultou na sua morte, ela se vê parada mesma ponte onde a tragédia aconteceu. Se teria pulado ou não, ela não teria como saber, porque foi interrompida por Theodore “Aberração” Finch, um colega de escola do qual seus amigos fazem questão de manter distância. Claramente interessado no que pode tê-la levado a esse ponto extremo, o garoto se oferece como parceiro num trabalho de geografia onde eles precisam andar pelo estado de Indiana e descobrir maravilhas escondidas por lá. Ela exita, mas acaba tendo que ceder, e desse projeto acaba nascendo uma amizade (e, mais tarde, romance) completamente inusitada. Finch então tenta mostrar a Violet que ela precisa voltar pro mundo, enquanto ele próprio lida com as próprias crises.

Adaptado do livro de mesmo nome de Jennifer Niven, publicado no Brasil pela Editora Seguinte, e roteirizado pela própria autora e Liz Hannah, Por Lugares Incríveis é uma produção Netflix que chegou ao serviço de streaming essa sexta feira, dia 28. Um alerta sobre transtornos mentais sustentado por um romance adolescente de pano de fundo, ele irresponsavelmente não contém aviso de gatilho, mas devia. A classificação indicativa se refere, exclusivamente, ao peso da narrativa, que consegue ser bonita sem apelar para a romantização dessas doenças. Apesar de rápido, um daqueles filmes onde muita coisa acontece em pouco tempo de tela, o expectador consegue ver o crescimento da relação entre as personagens, traços da sua personalidade e, claro, receber o impacto de vários momentos de drama, intensificados com uma trilha sonora que casa perfeitamente com cada uma das cenas.

Por Lugares Incríveis
Imagem via Daily Motion

O casal protagonista é, talvez e mais ainda do que o roteiro, o melhor de todos os aspectos. Elle Fanning passa os sentimentos de “Ultravioleta” de forma tão melancólica, tão triste e perdida, que você consegue perceber que aquela garota de rostinho tão delicado está, no momento, carregando mais peso do que consegue suportar após sua perda. É uma vontade quase pessoal vê-la superando a ausência de Eleonor, sua irmã, para voltar a ter o brilho que em algum momento esteve ali. Justice Smith, protagonista da série The Get Down também lançada pela plataforma, mais uma vez mostrou ao que veio ao transmitir a “montanha russa” de sentimentos de Finch o interpretando, hora sorridente e brincalhão e logo em seguida quase fora de si, como se fosse duas pessoas diferentes. O elenco de apoio é também formado de vários artistas maravilhosos, que junto com o visual rústico e intimista de Indiana conseguem captar o expectador para emocionar.

Leia também: Por Lugares Incríveis, resenha do romance no qual esse filme é adaptado.

É claro que, como grande fã do livro,não posso deixar de destacar minha satisfação em relação ao longa também como uma adaptação. As mudanças e cortes, sempre necessários para se adequar à mídia, foram bem pensados de forma que o foco é ver a mensagem da história sendo passada, mais do que agradar preciosistas. Mesclando alguns personagens, deixando outros de lado para destacar os que foram colocados, reorganizando a ordem das andanças pra que as mais significativas tivessem importância. E se o livro te dá vontade de conhecer tudo na vida real, nossa, o apelo visual contribui horrores pra isso. Fiquei até me imaginando nos lugares, agora que sei exatamente como são. Acho que deve ser interessante pra quem ler depois de assistir, porque as diferenças vão se destacar de maneira surpreendente, enquanto pra quem faz o contrário, como eu, esses elementos trazem sensação enorme de carinho. As principais frases de efeito também estão lá, e ainda bem porque a Jennifer escreve lindamente!

Porém, senti falta de ver aprofundamento ao expor o quadro mental do Finch, já que a bipolaridade e tendência suicida não ficam claras e deu a impressão de que ele tem “só” depressão e usa humor para combatê-lo, reforçada pelos problemas familiares. É um olhar com maior possibilidade de identificação por parte de quem assiste, então funcionou, mas uma perda ainda assim no que diz respeito à discussão levanta. Existe também um projeto pessoal da Violet, não relacionado diretamente ao relacionamento deles, que seria interessante ver mencionado, mas talvez eu me importe mais com isso porque é o ponto principal em que temos em comum, não afeta o enredo. Fora isso, pessoalmente, achei bastante satisfatório! Ao final, antes dos créditos, consta o link de um site com contato para canais de ajuda em todo o mundo, inclusive o Brasil, pra reforçar a ideia principal que realmente importa: existem lugares incríveis. Você não está sozinho. Tente buscar ajuda!

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Hoje não é esse dia…

Hoje não é esse dia...

Vai chegar o dia em que toda essa historia vai ser só uma lembrança gostosa, que é exatamente o que merece ser. Vai chegar a hora em que não vou temer quais serão as notícias que sempre quero receber de você. Que eu vou conseguir ler seu nome, onde quer que seja, e não sentir essa falta louca de quem, mesmo tentando esquecer, lembra, sente, deseja.

Eu acho, sim, que em algum dia vou me deitar sem pensar em você. Sem repassar pela minha cabeça sempre a mil por hora, repetidamente, como é fazer isso ao seu lado, com entrelaço e abraço, sentindo de perto seu cheiro. Acho que vou acabar esquecendo o som exato da sua risada, o movimento de todo o seu rosto quando ela é dada, e até todos os outros involuntários que saem daí nas mais variadas ocasiões. Ou vou lembrar disso tudo, mas de forma natural e fluida, nem alento, nem tormento, só um mero – porém delicioso – acontecimento.

“Delicioso” porque é assim que te defino em todos os aspectos. Corpo e mente, tudo aquilo que você cozinha, que diz, que você sente. Acho delicioso seu jeito de se aproximar nessa seriedade sorridente, que sabe exatamente o que dizer sem precisar forçar um “Jogo do Contente”, a cabeça encostada silenciosa pedindo carinho, como se fosse um cachorrinho carente, mas que sei que não chega perto, nem pertinho disso. Talvez seja mesmo leão, que ataca quando precisa e ronrona quando quer, convicto do que acredita e que, coincidentemente ou não, é o que acredito também, e a gente compartilha isso enquanto puder…

É, acho que um dia vou parar de experienciar, inclusive, saudades desse conjunto todo, ir perdendo amorzinho especial por cada pedacinho individual do seu ser até aprender a gozar do saber existência da sua companhia à distância, tá tudo ok, é isso mesmo que a gente pode ter. Porque é melhor mesmo existir do que imaginar, então se Valeu a Pena (ê-ê!)¹ que assim seja, que o sentimento adormeça e se torne a linda história que pude habitar pra nunca precisar escrever. Será o dia em que vou enfim parar de me questionar, mesmo sabendo que o primeiro deles é o melhor cenário, o que seria melhor: aprender a gostar desse seu jeito leve, alegre e equilibrado como gosta de mim, ou te ver sentir toda essa loucura intensa que eu sinto por você.

Mas hoje não é esse dia…

Hoje não é esse dia...

¹ O Rappa. Pescador de Ilusões. Rappa Mundi. Rio de Janeiro: Estúdio Nas Nuvens, 1996. Faixa 6.

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Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher (The Princess Diarist) *****
Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher Autora: Carrie Fisher
Gênero: Autobiografia
Ano: 2016
Número de páginas: 224p.
Editora: Best Seller
ISBN: 978.854.650.018-5
Sinopse: Um relato íntimo e revelador de Carrie Fisher, a Princesa Leia de Star Wars. Carrie Fisher era uma jovem atriz iniciante quando foi chamada por George Lucas para interpretar o papel que mudaria sua vida: a Princesa Leia, de Star Wars. Inexperiente, Carrie se viu imersa em um ambiente pouco acolhedor, e buscou refúgio em diários que mantinha ao longo das gravações dos filmes. Em “Memórias da princesa: Os diários de Carrie Fisher”, a atriz conta seus melhores e piores momentos ao longo das filmagens de Star Wars e a relação que mantinha com os colegas de trabalho, além de trazer detalhes inéditos sobre sua vida pessoal e sobre como o filme mudou completamente seu modo de viver.” (fonte)

Comentários: Se você nunca ouviu falar dela com certeza, e pelo menos, já ouviu falar de sua personagem. A relação de Carrie Fisher com a icônica Princesa Leia Organa é de muito carinho, apesar dos mais diversos pesares, o que é realmente uma coisa boa uma vez que a partir do momento que foi escalada para o papel uma não existia mais sem a outra. Em “Memórias da Princesa” ela conta sua visão muito pessoal sobre como se tornou Leia e o que veio logo depois, expondo acontecimentos da época da gravação de Star Wars (hoje considerado o Episódio IV – Uma Nova Esperança) através de lembranças resgatadas 40 anos depois de tudo após encontrar os diários que mantinha à época, e essa exposição inclui a transcrição de algumas páginas do próprio, que não a deixam mentir, ainda que ela não tivesse essa intenção./p>

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Carrie não era só atriz e nem só filha de artistas. Era também escritora, e isso é claro na maneira tão bem planejada com a qual escreve esse livro: ela sabe lidar com as palavras! Às vezes tão real que parece estar logo na nossa frente, outras com poéticas metafóricas que te fazem desejar ser sua a autoria da fase lida e relida até ficar tatuada no cérebro para todo o sempre. É gostoso, mas também melancólico, assistir a maneira carinhosa com a qual ela trata seu eu se 19 anos, inocente e insegura, e como tenta fazer o mesmo com a versão contemporânea, que aos seus olhos perdeu tanto se comparado à menina que foi um dia. Dá raiva, não dela é claro, mas da sociedade que faz com que a mulher odeie tanto o ato de envelhecer a ponto de achar que isso a fez perder parte do seu valor.

Em meio a esse antes, durante e depois, lá está ele: o diário em si. Poesias de uma moça abrindo os próprios sentimentos caminham nele lado a lado com a narrativa direta que os nega o tempo todo. É MUITO FÁCIL se identificar com ela, não só quando centra sua vida num romance que ela mesma nem considera assim (já-já falarei disso), mas principalmente no medo de não ser suficiente como pessoa, na crítica ao machismo talvez sem reparar que era isso que estava fazendo, nos pequenos desesperos de alguém muito privilegiada, mas que tinha seus diversos problemas com os quais lidar ainda assim. Uma menina virando mulher, exposta por causa dos pais a vida inteira, renovando um cenário de exposição, naquele momento em sua micro esfera, mas em breve para o mundo todo.

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

A maioria das pessoas, ou pelo menos as pessoas com as quais tive a chance de conversar sobre, resumem o livro ao assunto principal abordado nele: o caso que ela manteve com Harrison Ford, que depois se tornou ser par romântico na série, à época casado com sua primeira esposa, nos três meses finais daquelas gravações. A Carrie dos diários se culpa bastante, e tem uma visão de negação e desespero muito forte de quem está vivendo o momento ainda como adolescente, e é muito bom balancear suas angústias apaixonadas com a visão de uma adulta, já idosa na verdade, que olha os acontecidos com distância e maturidade. Fui alertada de que NUNCA MAIS ia conseguir OLHAR pra ele mas, apesar de questionar fortemente muitas de suas atitudes, não o considero um vilão. Mais errado do que eles poderiam julgar quarenta anos atrás, é claro, principalmente no início. O durante em si foi entre os dois, e só eles sabem o quanto fez bem ou mal. Ainda assim, pensando em o quão jovem ela era, dá vontade às vezes que pega-la no colo e fazer carinho, dizendo que tudo ia ficar bem e que ela não precisava se esconder… Dele, dos outros homens que a rodeavam e, acima de todos, dela mesma.

“Tenho certeza, no entanto, de que, se eu tivesse princípios, o que estou fazendo agora violaria quase todos eles”
Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher
Página 107

A sinceridade ácida da autora não esconde riquezas, regalias, facilidades que teve em toda sua vida. Ela não se coloca no papel da “pobre garota rica”, admite isso tudo sem enganar quem está lendo sua própria história. Mas nunca, desde a primeira página, pinta a fama como algo perfeito, a experiência mais incrível que uma pessoa pode ter na sua existência. Porque não é. De fotos odiosas que invadem privacidades a diálogos fofos que, em certos momentos, tendem a se tornar incômodos, ela ama e odeia saber que as pessoas sempre fariam filas para vê-la, não importa o quão exausta estivesse de se submeter a tudo novamente. Em dado momento compara a participação em eventos de fãs, como a Comic Con, com uma “dança erótica”, mas ao invés de colocarem dinheiro em sua calcinha os fãs o trocava por provas de que, por um minuto que fosse, estiveram ao seu lado. Isso lisonjeia, claro, mas também assusta, e só estando na pele de quem vive para saber o quanto.

No centro do livro existem páginas de fotos, em papel específico e a cores, da época da produção do primeiro filme (muitas delas ao lado de Harrison), do merchandising da personagem à época e até uma mais recente, dela ao lado do seu eu de cera no Madame Tussauds. Vê-la vestida de figurinos tão clássicos (principalmente pra mim, que sou fã do universo da galáxia muito, muito distante) e associa-la às palavras escritas enquanto as fotos eram tiradas é uma experiência muito louca, transformadora, fazendo com que o mito intocável da tela pareça de fato um ser humano. “Só Carrie Fisher”, como ela mesma diz nas palavras da página final.

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher
Duas das páginas de fotos centrais, todas coloridas

Carrie faleceu no dia 27 de dezembro de 2016, aos 60 anos, no intervalo de gravações entre os episódios VIII e IX de Star Wars. Sua mãe, Debbie Reynolds, morreu no dia seguinte, aos 84, mas o legado das duas foi deixado em diversos tipos de arte. Esse livro foi a minha escolha para o mês de Fevereiro no Desafio Leia Mulheres 2020, onde a proposta é uma não-ficção. Leia também a resenha do livro de Janeiro (HQ), Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos!

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Lookbook: In the dark of the night

Lokkbook: In the dark of the night

No final de fevereiro eu viajei para Viçosa pela primeira vez na vida, mesmo depois de ela ter passado 7 anos convidando, para participar da formatura da minha segunda irmã, que agora é licenciada em matemática. Digo “segunda” para vocês entenderem que ela não é irmã “de sangue”, mas aqui não tem distinção: eu e Dani sempre consideramos a Pati assim e ela idem! Pra vocês terem ideia quando chegamos lá na sexta feira, dia 24, dia da Colação de Grau de todos os cursos de Ciências Exatas e Agrárias da UFV, a mãe dela nos apresentou aos amigos com um “Gente, essas aqui são as irmãs da Patrícia”, o que até emocionou, mas a noite a emoção foi ainda maior! No dia seguinte, sábado, foi o famoso “Bailão”, também para os formandos graduados na véspera, então estávamos todos tão lindos que é OBRIGATÓRIO pra mim tirar fotos pra postar no Lookbook e, claro, aqui também.

No mundo ideal eu teria comprado um lindíssimo vestido para ocasião, mesmo porque estou precisando, o que infelizmente não foi po$$ível… Pensei em pedir um emprestado para minha prima, mas já tinha feito isso num casamento em outubro passado e fiquei sem graça. Resgatei então um longo de baile antigo que ganhei e reformei para usar nas Bodas de Ouro dos meus avós maternos e formatura da 8ª série… QUE ACONTECERAM EM 2004! Sentiram aí o impacto, né? A barra ficou um pouco curta, quase imperceptível, e como não uso saltos muito altos nem deu pra ver direito e não importa pois o vestido é lindíssimo, verde claro e liso no comprimento com detalhe bufante no colo que termina atrás, descendo nas costas. Apesar de as alças estarem um pouco justas (porque de lá pra cá eu adquiri PEITOS) não incomodou, foi super confortável e deixou minhas duas tatuagens do signo à mostra. Infelizmente na hora de tirar as fotos eu ESQUECI que tinha levado minha mini ring light, então temos que nos contentar com a iluminação local e o uso da mesma dupla de salpato-e-bolsa-de-festa-pretos que são os únicos que tenho mas eu GOSTO, me deixa!

Lookbook: In the dark of the night
Vestido, bolsa e colar: n/s | Sapatos: Moleca

O que eu mais gostei na noite, porém, foi a minha maquiagem! A pele ficou linda, o blush meeega marcado do jeito que gosto, Batom Bruna típico vermelhão de todos . os . dias e só não consegui colar cílios postiços porque normalmente quando minha primeira tentativa dá errado eu simplesmente desisto pra não me estressar mais e estragar a noite, que foi o que aconteceu… E a sombra foi a cereja do bolo! Enquanto fazia as malas e decidia o que fazer lembrei que tenho aqui um pigmento da cor EXATA do vestido. Tinha que usar, né? É uma pena que não tenha conseguido captar NENHUMA imagem realmente boa dela porque tudo deu certo, tanto na minha quanto na Daninha. O esfumado e côncavo marrom perfeito, melhor que já fiz na vida migrando lindamente pro verde, um lado igual ao outro certinho, iluminado no canto interno destacado mesmo com o resto brilhando tanto quanto. Queria ter como mostrar como tava DE VERDADE, mas nenhuma foto chegou nem perto disso…

… o que não significa que não posso postar pelo menos o que consegui, né? Preparem-se pra vê-la da forma menos pior possível com os poucos recursos que eu tinha em um GIF ANIMADO que une fotos e Boomerang (aqui a gente não brinca em serviço né meninas!):

via GIPHY

Nenhuma cor está fiel o suficiente, a qualidade não ficou das melhores, o batom já tava detonado na última foto, mas o que importa é que dá pra ter uma ideia e que eu amei. Meu cabelo acabou ficando um pouco desgrenhado, estava chovendo MUITO naquele fim de semana, Minas Gerais ficou debaixo d’água com força e cheia de tragédias, então fios fora do lugar foi um problema até leve que tive se comparado ao resto… Pra não ficar só a chapinha propositalmente amassada aproveitei que estava com uma mecha rosa escuro na parte mais “escondida” dele, fruto de alguns testes que venho fazendo, e fiz uma tiara de tranças coloridinha… Ela misturou rosa com amarelão (que é onde descolori mas não consegui passar a tinta) e preto, não dava pra entender muito bem o que tinha acontecido ali sem saber a história e o resultado tava DEMAIS! Pena que, de novo, vocês não vão ver direito, mas acreditem em mim, ok? Ok!

Leia também: Minha terceira tatuagem: nosso trevo de amigas-irmãs feito em janeiro de 2019!

Pensando aqui, agora, eu devia simplesmente PARAR de falar mal das minhas fotos de lookbook e aceitar que eu posto o que consigo e que é assim que tem que ser, né? Toda vez faço isso de destacar a parte ruim, por que não posso simplesmente deixar que vocês percebam o que é bom e ser feliz? Inseguranças: onde habitam, de que se alimentam(?), essa sexta no Luly Repórter! Por fim, só para constar, fica a informação de que o “título” desse look é o nome de uma das músicas da animação de 1997 “Anastasia”, filme favorito da Patiquinha… Sei lá, me soou pertinente.

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Era Uma Vez em… Hollywood

Era Uma Vez em... Hollywood

Era Uma Vez em… Hollywood (Once Upon a Time in… Hollywood) *****
Era Uma Vez em... Hollywood Elenco: Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Rafal Zawierucha, Damon Herriman, Austin Butler, Mikey Madison, Madisen Beaty, Dakota Fanning, Kurt Russell, Al Pacino, Lena Dunham, Dallas Jay Hunter, Brenda Vaccaro, Margaret Qualley, Lorenza Izzo, Zoë Bell, Bruce Dern, Costa Ronin, Craig Stark, Damian Lewis, Danielle Harris, Dreama Walker, Eddie Perez, Emile Hirsch Jay, Harley Quinn Smith, James Landry Hébert, James T. Schlegel, Julia Butters, Kansas Bowling, Keith Jefferson, Lew Temple Land, Luke Perry, Maurice Compte, Maya Hawke, Mike Moh, Nicholas Hammond, Rachel Ashley Redleaf Cass, Rebecca Gayheart, Rebecca Rittenhouse, Rumer Willis, Samantha Robinson, Scoot McNair,Spencer Garrett, Sydney Sweeney, Timothy Olyphant, Victoria Pedretti
Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Drama, Policial, Ação
Duração: 165 min
Ano: 2019
Classificação: 16 anos
Sinopse: “”Era Uma Vez em… Hollywood” revisita a Los Angeles de 1969 onde tudo estava em transformação, através da história do astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) e seu dublê de longa data Cliff Booth (Brad Pitt) que traçam seu caminho em meio à uma indústria que eles nem mesmo reconhecem mais.” Fonte: Filmow.

Comentários: Era Uma Vez em… Hollywood é o 9º filme dirigido, roteirizado e produzido pelo cineasta Quentin Tarantino e concorre a DEZ CATEGORIAS do Oscar 2020, cuja premiação irá acontecer hoje à noite: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Diretor, Melhor Ator (Leornardo Di Caprio), Melhor Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Melhor Fotografia, Edição de Som, Figurino, Direção de Arte e Mixagem de Som (ufa!). Sediado na Hollywood dos anos 60, ele conta a história fictícia de Rick Dalton, astro de televisão, e seu amigo e dublê Cliff Booth, que em dado momento se cruza com acontecimentos baseados em fatos reais relacionados ao brutal assassinato da atriz e modelo Sharon Tate, interpretada por Margot Robbie, cometido pelo famoso grupo de criminosos à época conhecido como Família Manson.

Então antes de falar do filme em si, caso você não esteja familiarizado com o que aconteceu de verdade… Senta que lá vem história!

A “Família Manson” foi um grupo de seguidores do criminoso Charles Manson em Los Angeles na década de 60. Anteriormente músico, ele passou a reunir jovens homens e mulheres, muitos dos quais usuários de drogas saídos de lares ricos onde não se encaixavam, para morar em Spahn Movie Ranch, vivendo dos golpes cometidos e, ocasionalmente, busca por comida descartada em latas de lixo da cidade. Em agosto de 1969, um ano após se casar com o cineasta Roman Polanski e a 15 dias de dar a luz ao primeiro filho do casal, Sharon Tate e seus amigos foram assassinados a tiros, espancamento e facadas (tendo ela própria levado 16, algumas direto na barriga ainda grávida) por alguns dos seguidores de Manson, que naquela madrugada também assassinaram o casal LaBianca, deixando em ambas as casas mensagens escritas a sangue com referências a música dos Beatles, que seu líder idolatrava. O Caso Tate-LaBianca foi um dos fatores responsáveis pelo grupo ser identificado e condenado, e muitos deles ainda cumprem pena de prisão perpétua pelos crimes cometidos.

Era Uma Vez em... Hollywood
Imagem via Stuttgarter Nachrichten

Eu realmente não sabia o que esperar desse filme, mas nada que passou pela minha cabeça antes de assisti-lo chegou perto do que foi de verdade. Tenho CERTEZA que vai levar a estatueta de Roteiro Original (podem me cobrar mais tarde vixi, errei, mas Parasita mereceu!) porque é até difícil descrever o quanto gostei sem revelar demais. QUALQUER COISA que eu disser revela demais. A linha do tempo é linear e ainda assim incomum, o narrador só aparece quando pertinente, mas não soa “solto” ali. Um filme sobre fazer filmes, suas personagens interpretam personagens, cenários são movidos para deixar claro que são cenários, e um elenco que, nossa, faltam palavras pra descrever. A única vez que gostei da atuação de Brad Pitt além dessa foi em “Bastardos Inglórios”, do mesmo diretor, e mais uma vez a combinação foi ideal. Leonardo diCaprio também está melhor do que nunca, melhor do que em “Django Livre”, melhor em um nível que dava vontade de continuar vendo o filme que Rick Dalton estava fazendo, até esqueci em um momento que aquele não era seu papel e sim o papel de seu papel. Margot Robbie também está melancolicamente linda e todo o resto, de coadjuvantes relevantes ao apoio, foi selecionado a dedo para impressionar.

Falando de estilo pessoal, foi bem surpreendente pra mim a ausência de algumas “tarantinices” ao longo da história, começando pelo fato de que ele, Samuel L. Jackson e Christoph Waltz não compõe o elenco. Um ou dois eu já esperava, mas faltar todos os três foi uma surpresa que não comprometeu em nada no enredo. Quase não teve “fumacinha de sangue”, aquele ar trash meio “galhofa” ficou meio de lado e, ainda assim e ainda bem, dá pra perceber de quem é o longa. Ele faz, é claro e como sempre, homenagens às suas obras anteriores ao citar a marca de cigarros Red Apple (presente em vários deles), mostrando personagens andando em frente ao mesmo painel do LAX por onde passou Jackie Brown em uma de suas cenas mais famosas, a breve repetição de “fogo nos nazistas” como referência a Bastardos Inglórios (um dos meus momentos favoritos da história do cinema) e vários easter eggs relativos a Kill Bill. Isso já lhe é comum, mas uma vez que é um filme que homenageia o cinema dessa vez, em especial, não podia faltar esse tipo de coisa tanto referente a seus filmes, como também vários outros de terceiros.

Era Uma Vez em... Hollywood
Imagem via Veja

É também o filme com menos “tempo em tela” de cenas de violência que já vi dele, mesmo se comparado a Jackie Brown que considero o mais leve. Na verdade existem apenas dois momentos sangrentos, um bem no meio e outro no clímax, e esse compensou toda a ausência anterior superando até mesmo Os Oito Odiados. Apesar de gostar de toda a filmografia do cara eu sou, e confesso, bem fresca pra essas coisas, então quando vi que os rumos estavam exagerados simplesmente peguei o celular e fiquei mexendo sem olhar pra tela, apenas ouvindo gritos e pancadaria enquanto minha visão periférica me dava uma ideia do que estava acontecendo. E eu sei que muita gente que o conhece pode pensar “Ah, violência e Tarantino, que surpresa!”, mas juro, é realmente indigesto, apesar de obviamente esperado.

De um modo geral você quase não entende o objetivo das duas primeiras horas de filme, o que pode ser bem cansativo se não puder fazer intervalos, até tudo enfim fazer sentido nos quarenta minutos finais, onde ela se desenrola de verdade. Eu não conseguia entender COMO a família da Sharon Tate tinha autorizado usar os acontecimentos que desencadearam na sua morte numa obra agora, só 50 anos depois, enquanto tudo estão tão recente, ainda mais se tratando de um crime tão brutal. Cheguei a ler que a irmã dela inicialmente negou e só aceitou depois que o próprio Tarantino deixou que lesse o roteiro, o que a fez não só permitir como também elogiar. E foi chegando ao final que entendi. Os últimos minutos me trouxeram lágrimas que eu já sabia que viriam, mas por motivos inesperados, e deixaram meus braços REALMENTE arrepiados. E por mais que eu seja contra o uso da violência “tarantinesca” em qualquer momento da vida, foi inevitável pensar em toda a parte não real da história e imaginar “E se…?”.

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