O dia em que publiquei um livro

Mesa de madeira localizada em um ambiente bem iluminado com parede de tijolos marrons. Em cima dela esxistem vários exemplares de Wish You Were Here: um romance musical, romance de Luly Lage, cuja capa tem representada uma menina segurando uma carta olhando para um elefante que está ao longe.

Acho muito doido ter 17 anos da minha vida registrado num ambiente e, de repente, perceber que não registrei um dos acontecimentos mais marcantes de todos… Eu sei, eu sei, “antes tarde do que nunca”, mas tendo passado quase dois anos nunca vou conseguir reproduzir exatamente o sentimento daquele dia, tudo bem, trago a visão do agora de 5 de outubro de 2019, o dia do lançamento do meu primeiro livro. É, verdade seja dita, não foi o lançamento reeealmente propriamente dito e sim o evento que fizemos para isso, mas de todos os marcos que aquela época trouxe, de ver Wish You Were Here: um romance musical nascer depois de tanta espera, esse foi o principal. Talvez melhor também, mas isso nunca vou me sentir oficialmente pronta pra julgar.

Leia também: Minha experiência na Amazon KDP (publicação, e-book e cópias físicas)

Em julho daquele ano olhei pro arquivo Word do livro, que tinha começado a escrever quase 10 anos antes e terminado há pelo menos uns 3, e percebi que ele não era nada. Um monte de palavras que quase ninguém tinha lido, não causava impacto assim, pros outros e pra mim. Decidi que não teria mais sonho, só realidade: entre no site da KDP, ferramenta de auto publicação da Amazon, e li sobre o processo de transforma-lo num e-book Kindle. Descobri que poderia até imprimir cópias físicas se quisesse e li sobre isso também, porque mesmo decidida a me conformar com o formato digital a ordem maior era “farei o que der”, ali estava a prova de que dava. Pedi ajuda pra amiga que fez a capa de presente pra montar a parte de trás e no dia 10, meu aniversário de 29 anos, anunciei: vou publicar um livro!

Foto de uma mulher de pele branca e cabelos escuro curvada sobre um livro enquanto o autografa usando uma caneta rosa. Ao seu redor, na mesa, várias edições do mesmo livro, Wish You Were Here: um romance musical, que tem capa da mesma cor da roupa que ela veste com uma menina segurando uma carta enquanto olha para um elefante ao fundo.
Minha foto favorita do dia, num dos raros momentos em que estava autografando sem ninguém do lado, tirada pela minha amiga mais antiga, a Nana.

A ordem dos fatores foi capa refeita, pré-venda do e-book no ar, anúncio da campanha de financiamento coletivo para a versão física, descobrir mais uma vez que sou amada por um bando de gente foda que ficou tão feliz quanto eu com o que estava acontecendo, lançamento do e-book, fim da campanha, encomendar os físicos, fazer uma mini versão deles pras minhas bonecas, ver os livros sendo enviados lá dos Estados Unidos, marcar o lançamento, ‘pera… Marcar o lançamento! As datas estavam apertadas, tinha que ser no primeiro sábado de outubro de qualquer jeito, as semanas passando na velocidade da luz e eu não achava um lugar. Tinha um café bem no Centro de BH, o Benzadeus, que eu amava, seria mais um sonho realizado, mas será que as coisas dão tão certo assim? Não é possível! Mas era. Liguei perguntando, aceitaram e tava agendado. O frio na barriga triplicou.

Leia também: Wish You Were Here: um romance musical, um post todinho sobre o livro!

As primeiras caixas chegaram na mesma época que minha amiga-irmã me mandou um macaquinho lindo pra usar no dia, das mesmas cores da capa. Teve gente achando bobo, mas sonhei com aquilo demais, queria usar uma roupa bonitinha, um valor sentimental embutido favoreceu ainda mais o cenário. Naquele dia acordei cedo pra me arrumar com o carinho e dedicação que gosto, um momento comigo que sempre me ajuda a acalmar. Preciso admitir agora que tinha MUITA coisa errada passando pela minha cabeça naquela manhã… Medo de não vender livros o suficiente pra pagar pelo nosso IOF que tinha ficado caríssimo, de não valer a pena pro café que tinha me aberto a porta com tanto carinho, da data de uma prova importante que tava chegando e de várias outras coisas pessoais que não consegui abstrair. Mas fui me livrando de todas elas e sorrindo, cada vez mais.

Mesa de madeira com alguns exemplares do livro, marcadores, caneca com reprodução da capa, um elefante de pelúcia rosa grande, uma sacola de presente azul, um buquê e um vaso de flores.
Mesa no final do lançamento, com alguns livros remanescentes, marcadores e as flores e presentes que ganhei no dia.

Faz sentido se eu falar que, apesar de difícil, foi absolutamente maravilhoso? Porque foi! Quando cheguei já tava tudo lindamente arrumado e tinha até uma pequena fila esperando por mim. Gente que acordou cedo, saiu de longe, marcou na agenda, ajudou a preparar as coisas, registrou o processo desde antes de sair de casa, se dispôs a ser não só convidado ali, mas também ajudante na organização a troco de nada… Gente que queria comemorar comigo que eu era, oficialmente, escritora. Porque sim, o livro já tinha sido publicado há mais de 2 meses, mas o sentimento real, oficial me bateu quando sentei na cadeira, peguei a caneta cor de rosa que comprei especialmente para isso e autografei meu nome na primeira página de dedicatória que colocaram na minha frente. Nesse exato segundo Marie e David deixaram de ser só meus e se tornaram do mundo!

Veja também: Todas as fotos do lançamento no álbum do Facebbok.

Não consigo escolher o momento favorito. Penso na hora que não consegui mais segurar as lágrimas e deixei rolar, não surpreendendo ninguém, de cada chegada que matou de alegria, dos presentes pensados com todo carinho. Lembro da conversa que tive com as pessoas nos breves minutos que pude ficar com elas ao lado, me esforçando nas dedicatórias da melhor forma possível. A manhã acabou, almocei ali mesmo na companhia dos últimos chegantes enquanto me despedia dos primeiros que já iam. Chorei, sorri, o importante é que emoções eu vivi! Prometi pra mim mesma que escreveria esse mesmo post que estou escrevendo, nessa parte falhei, mas consegui segurar tudo na mente pra soltar a parte que consigo tornar pública agora. O tempo passou, o Benzadeus infelizmente fechou, o livro continua à venda e o dia que publiquei um livro ficou na memória, como meta de “repeteco” e vitória.

Esse post faz parte do Especial 17 Anos de Sweet Luly, que serão completos em 26 de junho de 2021, onde estou escrevendo um texto para cada ano de vida do blog. Esse é o décimo sexto, referente a 2019.

O dia em que publiquei um livro | Dia 16 do Sweet Luly Especial 17 anos: posts dedicados a cada ano de vida do blog ao longo de junho de 2021!

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5 covers femininos de “Wish You Were Here”, do Pink Floyd

5 covers femininos de Wish You Were Here, do Pink Floyd: mosaico com fotos das artistas Miley Cyrus, Ana Torroja, Elana Dara, Allane Carvalho e Benedetta Caretta

Wish You Were Here, do Pink Floyd, está no meu top 5 de músicas favoritas, tanto que a usei de título do meu primeiro livro, “Wish You Were Here: um romance musical”. Ao longo dos 10 anos que se passaram entre ter a ideia pra história até enfim publica-la, em julho de 2019, e até mesmo depois disso, eu acumulei uma verdadeira coleção de versões dessa música, em todos os tipos de vozes e estilos imagináveis, desde figurões de nome tão “grande” quanto seus compositores originais até descobertas que sites e aplicativos de música vão me sugerindo aqui e ali enquanto os exploro. Por isso resolvi trazer 5 deles pra cá, todos cantados por mulheres, pra compartilhar um pouquinho desse deleite com vocês que também gostam – ou não – dela tanto quanto eu…

… mas antes…

O álbum “Wish You Were here” foi lançado pelo Pink Floyd em 1975, gravado nos estúdios Abbey Road. Ele tem apenas 4 músicas, entre elas a que dá seu título, sendo “Shine On You Crazy Diamond” dividida em partes entre Lado A e B, totalizando 5 faixas. O álbum, que contou com o vocal convidado de Roy Harper, é um tributo da banda ao ex companheiro e um dos fundadores do grupo Syd Barrett, que sofreu um colapso mental possivelmente causado pelo uso de drogas, deixando-os em 1968 e abandonando definitivamente sua carreira musical quatro anos depois. As letras falam, cada uma a seu modo, sobre sua ausência, os impactos da indústria na qual estavam inseridos e, claro, a perda do “brilho solar” de “diamante louco” que tinha antes. Existem ouras composições da banda em tributo a Barrett, que faleceu em 2006 aos 60 anos.

5 covers femininos de Wish You Were Here, do Pink Floyd: mosaico com fotos das artistas Miley Cyrus, Ana Torroja, Elana Dara, Allane Carvalho e Benedetta Caretta

Leia também: Top 5: Músicas chamadas “Wish You Were Here”

01) Miley Cyrus

Em abril do ano passado a Miley cantou sua própria versão desse clássico no Saturday Night Live At Home, versão adaptada do SNL durante a pandemia. O visual ficou lindíssimo, com chamas vermelhas em volta, e fez justiça absurda à voz INCRÍVEL que ela tem. Acho que é o cover de Wish You Were Here mais maravilhoso que já ouvi – e olha que eu realmente tenho várias aqui nos favoritos! Palavras pra expressar a lindeza até faltam, precisa realmente ser ouvida.

02) Ana Torroja

A ex-vocalista do Mecano e técnica do The Voice Chile gravou essa música pro seu álbum solo “Frágil”, de 2003. Agora com 40 anos de carreira (e mais de 60 de idade) não tem como nem a gente negar que a voz da mulher é maravilhosa, né? Confesso que não conheço esse cover específico há tanto tempo, mas no dia que ouvi a primeira vez vez, pronto, me apaixonei de cara, impecável.

03) Elana Dara

A curitibana Elana Dara gravou essa versão no começo do canal dela, não só cantando mas também tocando violão. De acordo com a descrição do vídeo, é uma das músicas favoritas do pai e, por isso, decidiu gravar. Hoje, mais de dois anos depois, ela já bateu os 500 mil inscritos por lá (e quase isso no Instagram), além de ter suas músicas e colaborações disponíveis em várias plataformas de streaming.

04) Allane Carvalho

Mais uma brasileira no violão, mas com uma voz completamente diferente pra gente variar bastante as coisas! A Allane já está ativa a mais tempo como cantora, é do Mato Grosso e também tem vídeos de seus trabalhos num canal do YouTube. Ela trabalha cantando em bares, restaurantes e afins e preciso dizer: a transição do tom de voz da letra pro “nananã” que ela faz é muito, muito maravilhosa…

05) Benedetta Caretta

Fechando com chave de ouro porque sou IMPACTADA por essa voz ESTUPENDA, fiz questão de ouvir vários outros covers depois desse… A Benedetta é italiana e conhece bem o poder da própria voz, porque tem versões de artistas ousadíssimos, como Queen, Whitney Houston, Lady Gaga e Adele. Um spoiler: são todas impecáveis. Eu tive que me inscrever no canal dela porque não quero perder mais nada… Quem estiver aí, com um tempinho a mais, faça um favor a si e escute a versão dela da primeira parte de Bohemian Rhapsody, sério mesmo, e de How Deep Is Your Love, do Bee Gees, onde ela faz AS TRÊS VOZEEEES!!!

Agora, antes de sair daqui, me conta… Qual das cinco foi a sua favorita? Apesar de ter minha bandeirinha eternamente sacudindo em prol da Miley não posso negar que é páreo duríssimo!

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5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical

5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical

No final desse mês, mais precisamente dia 31, vai fazer 9 meses que publiquei meu primeiro livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, como e-book. Depois teve o lançamento da versão física (sobre o qual ainda preciso falar aqui!) e desde então ele me trouxe MUITA COISA GOSTOSA nessa vida! Cada vez que alguém lê, gosta, avalia e comenta eu sinto como se tivesse realizando mais uma vez o mesmo sonho, de novo e de novo. Acho que nunca vou me acostumar com isso: vários dos meus blogs favoritos têm resenha do meu livro! Parecia que nunca ia acontecer até que simplesmente aconteceu. Resolvi, então, contar 5 curiosidades sobre ele, pra quem já leu entender alguns aspectos e quem não conhece ainda, quem sabe, se interessar em fazer isso agora.

1. A história, originalmente, se passaria na Inglaterra

Ah, a jovem Luly, no auge dos seus 19 anos e paixão por tudo o que é porcaria britânica que via na frente, acreditando que a Inglaterra era o centro de toda a boa cultura e civilidade da Terra. Eu sei, você riu aí dela, do outro lado da dela. Eu ri de cá, também. Eu comecei essa história há MUITOS anos, no início da faculdade, com um dos calcanhares ainda na adolescência, realmente acreditando que conseguiria fazer isso. Felizmente o tempo passou, amadureci e percebi que não só NÃO PODERIA fazer isso, já que nunca sequer pisei naquele país, como também não precisava. Boas vidas são vividas nesse lindo (e complicado) Brasil, e boas histórias podem se passar aqui também. Somos tão cultos e civilizados quanto, tem problema e lindeza daqui e de lá.

Trouxe o enredo pra Belo Horizonte, MINHA cidade, mas algumas coisas se mantiveram, é claro! O título, uma música do Pink Floyd, pedia por essa trilha sonora quase toda formada por ingleses (e minha playlist idem). A linha do tempo dele, com a Marie começando a faculdade em agosto (e não fevereiro/março) permaneceu, com a justificativa que ela tinha passado para o segundo semestre da UFMG. A capa, inclusive, tem no fundo um Sol em formato da bandeira do Reino Unido e suas cores, como uma homenagem da Mari (minha amiga, que fez ela pra mim) desse acontecimento que ficou pra trás. Os nomes das personagens foram todos abrasileirados, com exceção dos protagonistas, que foram justificados.

5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical
Wish You Were Here, o e-book

2. As personagens principais têm nomes de ícones da história do rock

E aqui está a justificativa! Eu não podia perder esse detalhe, gente, Marie e David se chamavam Marie e David, com pronúncia em francês e inglês, respectivamente, e se mudasse isso não ia sentir que eles eram os mesmos mais. Isso porque ambos os nomes foram tirados de pessoas que, direta ou indiretamente, participaram a história do rock. O de David não só é explícito como MENCIONADO na história, como o motivo pelo qual sua mãe o batizou assim: David Gilmour é um dos membros do Pink Floyd, autor da música-título da história (e favorita do personagem), “Wish You Were Here”. Olha a homenagem que seria perdida aí!

Mas e a Marie? O nome francês não é justificado pela sua ascendência? Bom, no texto, sim. Mas na verdade é muito mais do que isso. Ela vive a história ao lado não só de David, mas também de sua melhor amiga, Elisa, que todos chamam de Lisa. E se você pensou em Lisa Marie Presley, filha de Elvis, ex esposa de Michael Jackson e que também teve uma carreira musical, pensei certíssimo! É, não tinha como mudar isso. Minha solução foi uma nota de rodapé, explicando como são feitas as duas pronúncias, e mantendo essas justificativas que já faziam parte do original, de qualquer forma.

Na verdade TODOS os nomes têm significado, nenhum é de origem aleatória, sendo tirados de pessoas que conheço na vida real e personagens da minha série favorita, E.R., da qual também tirei informações pra segunda metade da história (mas, ei, é spoiler!). Só que se for explicar cada um individualmente vamos ficar aqui uma eternidade, então fica pra outra hora…

3. O subtítulo foi adicionado duas semanas antes do lançamento

Durante uma década o livro se chamou “Wish You Were Here”, apenas. E durante todo esse tempo busquei um outro título pra substituir, mas novamente não consegui. Apesar de as músicas não serem realmente cantadas eu queria que ele fosse mais ou menos um filme musical, mesmo, e eles nunca têm títulos traduzidos. Eu já sabia que era problemático, mas o problema se tornou ainda maior quando foi parar numa loja internacional, como a Amazon. Como deixar claro pros leitores brasileiros que era destinado a eles, e para os de língua inglesa que NÃO era pra eles? Muito bem, com um subtítulo em português! Coloquei mil ideias na mesa e meus amigos queridos, que me ajudaram em TUDO no processo, me guiaram a chegar em “Um Romance Musical”, o que não só resume como explica a essência da história. E é legal porque, mais uma vez, seguiu a linha dos filmes do estilo, porque muitos vêm pro Brasil nessa vibe também.

5 curiosidades sobre Wish You Were Here: Um Romance Musical
Wish You Were Here, livro físico

4. A capa é inspirada em uma foto minha

Em 2015, quando alguns amigos me convenceram que eu devia terminar essa história que eu tanto amava, mas tinha abandonado por não acreditar que seria lida um dia, aproveitei que tinha uma amiga de fora visitando BH e a levei ao zoológico em um dos dias de passeio (teve vlog aqui!). Um dos motivos era revisitar a área dos mamíferos africanos e relembrar EXATAMENTE como é a grade dos elefantes, cenário da minha cena favorita da história. Enquanto estava ali, parada, admirando esse animais que amo tanto (e a Marie mais ainda), outra amiga tirou uma foto minha com eles ao fundo. Meses se passaram, mais de um ano, e no meu aniversário de 2016 abri o presente da Mari e nele tinha, dentro de um porta retratos, um cartaz minimalista da história retratando essa cena, usando minha foto como base.

Ela foi contra, num primeiro momento, a usar esse presente como capa, porque não achava legal o suficiente para isso. Já eu simplesmente não conseguia enxergar de outro jeito mais! Usava até de wallpaper do celular, pra me lembrar todos os dias que um dia ainda ia conseguir publicar. E, de fato, publicamos, todos juntos! Ela refez o trabalho todo pra ficar mais bonito ainda quando estava pra sair, mas ainda existem registros da arte original no meu Instagram e da foto que a inspirou por lá também!

5. O livro foi publicado exatamente 10 anos após Marie e David se conhecerem

No final do Capítulo 1 – Julho, Marie e Lisa estão subindo as escadas do prédio para onde recém se mudaram e trombam com um par de vizinhos que, depois, se tornam seus namorados: David e Victor. É a última semana de férias delas, dia 31 de julho de 2009, uma sexta feira – sim, olhei o calendário para escreve-lo e os eventos belorizontinos descritos na obra de fato aconteceram. O que eu, Luly, estava fazendo esse dia? Não faço a mínima ideia, tem um post aqui no blog nessa data, então o escrevi em algum momento. Mas sei EXATAMENTE o que eu estava fazendo em 31 de julho de 2019, uma década depois: lançando oficialmente o e-book do meu primeiro livro! Lembro de receber o e-amil da Amazon avisando que ele estava disponível para ser lido no Kindle. Lembro de amigos me marcando em seus Stories pra comemorar que o receberam também. Lembro de saber que jamais esqueceria aquele dia em toda minha vida, e ainda sei jamais vou esquecer!

Outra curiosidade? O epílogo também se passa em um 31 de julho, só que esse de 2010. O que aconteceu nesse um ano na vida dela só vai saber quem ler! Wish You Were Here: Um Romance Musical está disponível como e-book na Amazon Kindle por R$5,99, de graça para assinantes Kindle Unlimited, e a edição física pode ser comprada na minha loja virtual por R$40,00 já com frete incluso pra qualquer lugar do Brasil. Vocês também têm a chance de ganha-lo num sorteio que tá acontecendo até dia 11/04 lá no Instagram @retipatia, onde a Re fez uma resenha incrível dele com as fotos mais maravilhosas do planeta, cuja leitura vale a pena!

Blogagem Coletiva Interative-se

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Minha experiência na Amazon KDP (publicação, e-book e cópias físicas)

Amazon KDP: minha experiência

Comecei a escrever meu romance em 2009 e, de lá pra cá, foram 10 anos até enfim publicá-lo. É óbvio que eu, como todo autor – ou a maioria, pelo menos -, queria que isso acontecesse nas mãos de uma editora, com sessão de autógrafos numa livraria pra depois vê-lo em vitrines físicas e virtuais por todo o país, mas isso não aconteceu e cansei de esperar. É óbvio que sempre temos a opção de PAGAR para alguma realizar esse desejo, também, mas nem em um milhão de anos eu teria condições para isso, então num impulso que misturava a força de vontade com a necessidade de ver esse ciclo encerrado em julho decidi, definitivamente, entregar Wish You Were Here: Um Romance Musical (que, até então, nem esse subtítulo tinha) para o mundo através da Kindle Direct Publishing, a ferramenta de publicação de e-books independentes da Amazon.

Leia também: Wish You Were Here: Um Romance Musical, post com a toda a nossa história juntos, minha e do meu livro!

Comecei pedindo opinião para o querido Guto, aka Augusto Alvarenga, que tinha publicado seu “fica por aqui” dessa forma, também. Ele me deu algumas dicas e fui atrás de outras mais. Descobri no próprio site do KDP que poderia, depois, pedir cópias físicas deles mais barato para ter também nessa tão sonhada versão, que tinham tipos diferentes de monetização, entre outras coisas que me fizeram ir atrás de mais informação, dessa vez vinda de outros autores e o que encontrei foi um grande nada. Pois é, sem depoimentos reais para me orientar sobre o que esperar. Ainda assim persisti, fui na cara e na coragem e hoje venho com esse post publicar o que queria ter lido desde o começo, pra (quem sabe?) servir de referência pras pessoas que desejam fazer o mesmo que eu e tantos antes de mim. Eis um relato em três partes da minha experiência com a Amazon KDP: publicação, e-book e cópias do autor!

Amazon KDP: minha experiência
Wish You Were Here: Um Romance Musical como ebook

Publicando seu livro:

“Luly, quero publicar meu livro na Amazon, e agora?” Agora, minha gente, você só precisa dele pronto, porque o processo em si é MUITO simples, eu diria até arcaico. Sério mesmo, fiquei surpresa com o layout meio “década de 2000”, esperava um sistema muito mais tecnológico e complexo, sendo que na verdade não é nada disso. Mas não é por ser fácil de usar que não tenho dicas para dar…

Uma vez que o Kindle oferece opções de modelos e tamanhos de fonte, além de seleção de textos até para salvar seus trechos favoritos, o arquivo enviado deve ser o seu texto EDITÁVEL, ou seja, nada de PDF! Entre os formatos aceitos estão arquivos de Word (.doc, .docx) e de página para internet (.html). A paginação do e-book depende das preferências de quem lê, então ela não estará visível no resultado final, mas outros elementos sim, tornando pertinente apostar em quebras de página e títulos selecionados para delimitar capítulos e notas de rodapé, quando necessário, eles estarão presentes tanto no aparelho quanto nos aplicativos para celular e computador.

Por outro lado não serão consideradas fontes diferentes, então atenção nisso! Meus inícios de capítulo contém um elefante e as pausas notas musicais, ambos vindos de fontes diferentes, e eu tive que converter isso em imagem, uma vez que o KDP transformou tudo em uma letra normal. Aliás, falando em imagem, elas funcionam normalmente, viu? Em preto e branco, claro, mas com qualidade e nitidez. Os caracteres especiais inseridos ao longo do texto, como formas e símbolos por exemplo, também funcionam, quanto a isso tudo tranquilo.

Essa ferramente é dividida em três páginas no site. A primeira com informações sobre o livro, para colocar título, subtítulo (uma vez que meu título é em inglês escolhi um em português, por se tratar de uma loja internacional), sinopse, nome do autor, palavras chaves, categorias, entre outros. Preencha todos os campos que achar adequado com muita atenção, pois são eles que tornarão sua história uma busca certeira ao leitor quando for procurar por ela! A segunda página é para o conteúdo, onde é feito upload do arquivo de texto e da capa, que também pode ser feita na hora a partir de um “Criador de capas”, que não usei porque já tinha a minha, feita pela Mari, minha amiga. No final, após o fim do processamento, você pode pré-visualizar seu e-book para ver como vai ficar e até fazer download do arquivo .mobi para ler no seu ou outros aparelhos.

Vendendo o e-book:

E a terceira tela? Bom é nela que será definido o preço do e-book na loja Kindle! Eles te fornecem várias opções para que você opte pelo melhor: ONDE será comercializado (pode ser globalmente ou em territórios selecionados), quanto irá receber de royalties, o valor cobrado que deseja cobrar na moeda de sua preferência (e o próprio sistema gera conversão das outras baseado nisso!), se deseja permitir empréstimos entre usuários. Leia com bastante atenção essa parte e faça a venda com sabedoria! Não adianta querer cobrar muito por um conto curtinho e não faz sentido pechinchar numa produção didática, por exemplo, né? Se você não tiver noção alguma disso, como eu mesma não tinha, procure o valor de títulos semelhantes para se basear.

Depois existem duas opções: já publicar o e-book ou colocá-lo em pré-venda! Se optar pela segunda, a cobrança no cartão do leitor só chega no dia que ele é lançado e você ainda pode editar seu conteúdo até 72h antes da data escolhida. Aliás, minha dica pessoal aqui é ficar de olho no fuso horário do envio limite! Eu confundi e o pessoal que comprou antes recebeu uma versão que não era a final, com alguns erros bem chatos que até hoje não consegui enviar para eles a atualização, mesmo já tendo reenviado o livro corrigido. Essas pequenas coisas pegam a gente, às vezes, mas é errando (e chorando muito!) que se aprende, mesmo.

Amazon KDP: minha experiência
Versão impressa: livro com capa comum pedida como cópia do autor

Livro físico e cópias do autor:

Tá, o e-book é legal, mas se você REALMENTE quer ter seu livro físico nas mãos a Amazon também tem uma solução para isso: o livro de capa comum, que é impresso sob demanda do comprador. É uma edição BEM SIMPLES, com capa sem orelhas ou firulas do tipo, mas também possível de personalizar de algumas formas. Mais uma vez é enviado o arquivo editável, mas nesse caso ele vai ficar IGUALZINHO o que você criou, com paginação, elementos de topo de página e todas as coisas que já existiam na versão digital. Ele também tem um criador de capas, com opção de baixar o gabarito para montar manualmente em algum editor de imagem levando em consideração todas as medidas finais, como eu fiz, e ali mesmo é possível gerar ISBN e código de barras do seu volume. De fato é ter seu livro em mãos, com tudo o que tem direito, até opção de capa fosca ou brilhante, páginas brancas ou creme…

… mas nem tudo na vida é perfeito, né? A Amazon Brasil ainda não vende os livros de capa comum como esse, ou seja, para o usuário pedir um é preciso fazer isso em alguma loja internacional que fornece o serviço, o que com a conversão de moedas e frete pode sair bem caro… Por isso eles têm uma facilidade incrível chamada CÓPIAS DO AUTOR, onde você, que escreveu o livro, pode pedi-lo a preço de custo para fazer o que quiser, distribuir ou comercializar. E foi dessa forma que conseguimos ter meu “Wish You Were Here” à venda nesse formato!

É claro que, uma vez que permanece sendo um pedido fora do país, não é tããããão baratinho quanto pra quem já mora na gringa. Eu pessoalmente recomendo a Amazon Americana, que tem frete em conta e é pago em dólar, que além de mais barato que o euro é um valor que sempre temos uma noção de como está por ser muito divulgado. Eles te permitem encomendar até 999 unidades por pedido, e quanto maior o volume mais barato fica, uma vez que é cobrado taxa de frete fixo além do individual. Para conseguir realizar o pedido eu fiz uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou, dentro e fora da plataforma escolhida, o suficiente para pedir 200 unidades, me permitindo fazer uma manhã de autógrafos (postarei sobre ela depois!) e ter um estoque aqui em casa pra continuar vendendo meu “filhotinho” ao vivo e pela internet.

Psiu! Prestenção! Não se esqueça que essa é uma compra internacional, hein? Leve sempre em consideração a conversão do valor da moeda na qual fará o pedido no dia em que for feito e, principalmente, o IOF cobrado pelo seu cartão de crédito. A Receita Federal do Brasil NÃO COBRA IMPOSTO SOBRE IMPRESSOS, mas a taxa do cartão vai chegar na sua fatura, sim!

Após enviar seu arquivo, aprovar a pré visualização e realizar o pedido, existe uma grande possibilidade de ele chegar um pouco antes do prazo de entrega e quase nunca chega depois. Mesmo para exportações a Amazon leva isso bem a sério! Realizei a compra dia 4 de setembro e ela foi enviada entre os dias 14 e 16, demorou por volta de 10 dias para impressão, embalagem, etc. O envio foi divido em 5 caixas, 2 delas chagaram no dia 19, quinta feira, e o restante dia 23, segunda. A previsão era que chegasse até dia 2 de outubro, ou seja, duas semanas antes disso eles já estavam aqui comigo, o que foi super importante uma vez que o lançamento estava marcado para o dia 5. Dos 200 exemplares, 2 vieram com a capa levemente amassada, então preferi não vender e fiquei com eles, mas todo o restante está perfeito.

No fim das contas, valeu a pena? Valeu e muito! Eu queria um livro publicado e foi isso que tive, com muuuuuita ajuda e um pouquinho de esforço. Se você tem grande ambições quanto à comercialização e até mesmo o resultado final das cópias físicas é preciso analisar com carinho pra ver se não será decepcionante, mas se o objetivo é ser lido, tanto no digital quanto no impresso, a Amazon tem essa possibilidade incrível e bem acessível para transformar o sonho em realidade!

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Lookbook: Wish You Were Here…

Lookbook: Wish You Were Here

Sempre acho que vou conseguir falar sobre o acontecimento primeiro e fazer post de Lookbook depois, mas aí chega e vejo que preciso de alguns dias pra processar as coisas na minha mente, então inverto a ordem… Sim, é esse mais um caso, e QUE CASO, minha gente! Ontem foi o evento de lançamento do meu livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, e em ocasiões especiais assim a gente faz o que? Isso mesmo, veste algo especial à altura! E esse foi mesmo, mais do que o planejado.

Em julho, no meu aniversário, eu ganhei um macaquinho lindo, floral em tons bonitos de marrom, justo quando estava começando a planejar essa publicação. Guardei, então, para que fosse o “look de lançamento”, mas a grande questão de nascer no auge inverno é que os presentes condizem com a época, né? Normalmente ganho coisas não tão usáveis em qualquer outro mês do ano, e esse até é, com pernas de fora, mas a manga 3/4 me fez ver que eu ia ASSAR se usasse assim, bem no horário do almoço, ainda mais calorenta como sou. Comecei a pesquisar outros macaquinhos na internet e fui compartilhando alguns com Dani e Pati (minhas irmã-amiga e amiga-irmã!) no nosso grupos de Whatsapp, inclusive ESSE que estava no site da C&A – mais uma vez, a loja onde encontro tudo o que queria e não sabia – justamente nas cores da capa. Era perfeito.

Leia também: Minha terceira tatuagem, o trevo de amigas-irmãs que nós três fizemos juntas!

Lamentamos juntas que eu não tava $podendo$ comprar, os dias passaram, a aceitação de não tê-lo já tinha batido (e o desespero de ter algo legal pra vestir idem) quando um entregador tocou meu interfone afirmando ter uma entrega pra mim. Já tinha chegado tudo o que faltava, fiquei aqui toda encafifada e quando fui buscar era uma sacolinha de lá com uma certa “Patrícia” constando como nome da nota fiscal. E aí eu desatei a chorar!

Lookbook: Wish You Were Here
Óculos: Ray-ban | Colar: C&A | Macaquinho: C&A | Sapatos: Beira Rio

Passar tantos anos sonhando com essa publicação fez com que ela se tornasse o sonho de muita gente, sabe? Tava todo mundo bem disposto a ver a coisa acontecendo de maneira ideal, por mim e por eles! Por esse motivo, e com a Dani atrás intermediando links, a Pati fez a compra e ficou lá, torcendo pra chegar a tempo, como presente comemorativo do dia. E, né, o que em algumas ocasiões é “só uma roupa”, um conjunto de tecido lindamente organizado, nessa foi um ato de amor que se transformou em auto estima, porque quando me olhei no espelho antes de sair de casa, super nervosa cheia de expectativa misturada com medo de dar tudo errado, eu me senti incrivelmente linda!

Os sapatos são os mesmo que comprei ano passado pro Baile de Inverno do Potter Club BH, onde usei a versão azul do vestido da Hermione… Já é da cor certa, um saltinho meeega confortável ao mesmo tempo que passa essa imagem de “arrumadinha”, o tipo de calçado ideal. Usei também um colarzinho antiiigo de cadeado e chave que eu adoro e essa pulseira que ganhei logo que o ebook saiu, semanas atrás… É dessas que a gente vai colocando pingentes, e Carol que é uma mega querida me deu já com uma bolinha vermelha (a gente se conhecer no fã clube e ela sabe que sou Grifinória!), um “L” e o mais importante: um elefante, que além de ser um animal que amo é um dos grandes ícones da história! Até ganhei um enorme e cor-de-rosa da Lili de presente lá, que ficou do meu ladinho enquanto autografava! Um conjunto final cheio de seus pequenos significados prévios.

Leia também: Wish You Were Here: Um Romance Musical, tudo sobre meu primeiro livro!

A maquiagem acordei cedinho pra fazer e queria ter registrado bem porque ficou LINDA, mas as fotos nunca fazem jus ao real, nem deu vontade de compartilhar… A pele tava bonita graças a uma base que AMO, a Hello Happy da Benefit, rolou delineado azulão surpreendentemente bem feito, meus cílios postiços favoritos e, claro, a “marca registrada” que é o batom vermelho… Estou usando demais o Bruna, da Bruna Tavares, cor maravilhosa, textura confortável e duração de tirar o chapéu, difícil é fazer sair da boca! Ai, gente, sinceramente? Tá aqui um post em que mostro pra vocês algo que, pra mim, teve zero defeitos!

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