LISTENING TO: Emiliana Prado

LISTENING TO: Emiliana Prado

Você entra na clínica odontológica e encontra uma dentista simpática, séria e compenetrada em seu trabalho, pronta pra te atender como clínica geral ou mesmo fazer uma tão sonhada harmonização facial… Quem diria que debaixo de máscaras, jalecos, toucas, luvas e muito terror para algumas pessoas existem composições musicais sobre nossa existência, maternidade e amor, não é mesmo? Pois é assim que a saúde encontra a arte na vida de Emiliana Prado, natural de Divinópolis que hoje mora na capital mineira e tem na música seu refúgio.

LISTENING TO: Emiliana Prado

Quando a gente fala em “refúgio” muitas vezes pensamos em fugir do que é ruim, pesado e triste, mas para a Emiliana é uma palavra mais abrangente. Ela compõe não só como forma de amenizar ansiedade, especialmente nesse momento da pandemia em que estamos fechados e cheios de incerteza, mas também expressar suas alegrias, entre elas a filha Luana, que já inspirou uma de suas músicas que deve ganhar um clipe em breve.

Anos atrás, ao ingressar na Babaya Casa de Canto, Emiliana conheceu Leandro Aguiar e Luciano Mafra, para quem mostrou as composições e logo recebeu incentivo para grava-las. Demorou um pouco, mas finamente saiu! Agora ela segue usando seu tempo livre, seja em quarentena ou enquanto se recuperava de uma cirurgia ano passado que a deixou um mês em casa, para se dedicar a essa paixão que a acompanha desde sempre.

Leia também: LISTENING TO: Laura d’Ávila, sobre a participante do The Voice Kids 2017 que também estudou na Babaya Casa de Canto e segue cantando até hoje!

Clipe: Milagre da Vida

Nas palavras da própria, que compôs letra e melodia, uma música sobre como “a vida é preciosa”. “Milagre da Vida” foi gravada no Leandro Aguiar Estúdio, com Renata Cabral no vocal principal e uma série de outros artistas contribuindo no instrumental. O clipe da canção está disponível no YouTube com cenas INCRÍVEIS de vários pontos de Minas Gerais, misturando belezas naturais com pontos turísticos arquitetônicos dos mais variados pelo estado afora…

Mais Informações:

Quer conhecer mais da Emiliana? Ela não possui redes sociais destinadas à carreira musical, mas divulga seu trabalho no perfil pessoal do Facebook. “Milagre da Vida” faz parte de uma série de oito músicas que serão postadas no YouTube no canal Luciano Mafra.

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Meu 2019 no Spotify

Meu 2019 no Spotify

Já vou começar esse post mandando uma pergunta: vocês têm o costume de ver como foi o ano musicalmente no Spotify? Porque desde que descobri como fazer isso é um momento pelo qual espero muito animada! Eu AMO música, é meu “tipo de arte” favorito mesmo que eu seja só uma expectadora, então saber o que eu mesma mais gosto sempre teve minha atenção. Fiz esse “controle” por muitos anos via Last.fm, mas agora tem um jeito muito mais fácil e divertido, até com opção de compartilhamento, pra fazer isso, né? Sendo assim resolvi falar um pouquinho sobre meu 2019 musicalmente falando e, oh, já aviso que foi o mais fraco em muuuuito tempo!

Não só porque ouvi pouco música comparando com o resto de toda a minha vida, mas também porque fiz pouco uso do próprio Spotify, mesmo. Voltei a usar bastante meu iPod (carinhosamente chamado de iPudim), que tava meio deixado de lado desde que parei de trabalhar fora, e ouvi muuuuuita coisa no YouTube. Sei lá, às vezes é bem mais prático simplesmente buscar um vídeo lá e ir deixando rolar do que parar pra pensar em qual playlist colocar. Ainda assim foram 4588 minutos ouvidos, a maioria deles no computador mas uma parte via app de celuar, também.

Meu 2019 no Spotify

Minhas músicas mais ouvidas foram “Brain Damage”, “Wish You Were Here”, “Your Song”, “Breathe” e “The Great Gig In The Sky” e dessas apenas da terceira é do Elton John, todas as outras são da minha banda mais ouvida não só nesses mas em TODOS OS ANOS desde que comecei a usar o serviço, em 2016: Pink Floyd. É minha banda favorita, maior parte da trilha sonora do meu livro, que inclusive tem o título da segunda música mais ouvida esse ano (e tenho suspeitas que tá na colocação errada!), não me surpreende em nada. Além deles também teve muito Led Zeppelin, Elton John, David Bowie e The Beatles<, ou seja, um bando de homem britânico velho, né? Oficialmente preciso ouvir mais mulheres brasileiras jovens, é isto!

Apesar de não variar muito no que escuto, confesso, fui informada que ouvi 55 novos artistas esse ano e, sinceramente, não faço IDEIA de onde saiu isso tudo, mas se o site falou, tá falado! O principal, é claro, foi Taron Egerton, que interpretou Elton John no filme Rocketman e regravou todas as músicas presentes nele. Foi, de longe, meu filme favorito do ano, uma maneira linda de contar a história do meu maior ídolo, não podia ser diferente. Ouvi e trilha sonora várias e várias vezes sem cansar.

Meu 2019 no Spotify

Voltando pro Pink Floyd um pouquinho, porque é inevitável, eles foram não só meus artistas do ano, com 15 horas de música no total, mas também da década de 10, que se encerra em poucos dias. De acordo com o aplicativo, “Wish You Were Here” foi minha música mais ouvida deles em ambos os casos, o que me faz desconfiar demais dessa “Brain Damage” como a mais ouvida da vez, ainda que ela também esteja na trilha do livro. E é engraçado porque faz exatamente 10 anos que comecei a gostar da banda pra valer, justo na época que tive a ideia pra história, meu primeiro romance e eles entraram juntos na minha vida e caminham lado a lado nela, pra nunca mais sair. Provavelmente será o destaque a década de 20 também, quase sem sombra de dúvidas.

Pois bem, teve mais deles no resumo de cada estação do ano! Essa retrospectiva me contou que minha favorita do verão foi “Always Remember Us This Way”, da Lady Gaga para o filme Nasce Uma Estrela, mas no outono e no inverno foram apontadas “Wish You Were Here” e “Brain Damage”, mais uma vez e respectivamente. Na primavera, pra variar um pouquinho, foi “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin… Faz total sentido! Teve um dia, a caminho de um curso de extensão que fiz, que meu iPod descarregou logo antes do solo começar, então criei uma playlist SÓ COM ELA lá pra ouvir daqui de casa até o campus de UFMG sem parar, em looping, pra compensar. É, às vezes sou insistente…

Por último, mas não menos importante, foi o ano dos Podcasts! E sabe que esse tipo de mídia só me pegou pra valer bem agora no finalzinho? Tanto que o que eles me disseram ser o mais ouvido foi o “Uma Leitura Toda Sua” da Gabi Barbosa, mas do fim de novembro pra cá comecei a acompanhar alguns e tenho certeza de que fosse um pouquinho antes o “Projeto Piloto”, da Lu Ferreira com a Thaís Farage seria o grande campeão… Inclusive fica como minha recomendação de fim de post, pois é maravilhoso, junto com o pedido de que vocês me contem QUALQUER coisa legal sobre o ano de vocês no Spotify, vou adorar saber!

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Top 5: Músicas chamadas “Wish You Were Here”

Top 5: músicas intituladas Wish You Were Here

Depois de dez anos desde que comecei a escrevê-lo meu primeiro livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, está sendo enfim publicado! Muita coisa já aconteceu, tentei isso de outras formas e, agora, decidi colocar fim nessa espera, fazendo essa publicação por conta própria (haja trabalho!) em dois momentos… Primeiramente um e-book que já está em pré-venda na Amazon por R$5,00 e será lançado oficialmente dia 31 de julho, daqui uma semana. Dá pra ler nos dispositivos Kindle e no app também, tanto pra celular quanto pro computador. Se você aí gosta de um bom romance YA com pitadas de drama (e trilhas sonoras maravilhosas) é só comprar o seu.

Em segundo lugar, mas igualmente importante, tá rolando um financiamento coletivo no Catarse para imprimir algumas cópias físicas. Já imaginou, gente? Eu vou poder tocar no meu próprio livro! A ideia não é imprimir um montão, não, e sim o pessoal comprar através desse site, me ajudando quando possível a juntar mais dinheiro pra pedir mais livros pra quem não conseguir comprar agora. É garantia que vou ter exemplares depois? Não! Mas tem a esperança ainda assim. Além disso tem algumas recompensas a mais se quiser e puder gastar uma graninha extra… O valor unitário é R$28,00, com opção já com frete embutido a 35 pro pessoal que não for de BH (nas outras recompensas, porém, o frete terá que ser pago à parte). A campanha fica no ar até dia 26 de agosto e quem quiser já pode garantir um, também!

Top 5: músicas intituladas Wish You Were Here

Ok, ok, agora jabás à parte, vamos ao que realmente interessa, né? Acho que já deu pra perceber pelo subtítulo, mas esse livro é todo pautado por uma trilha sonora composta só de músicas que eu AMO, sendo a principal delas uma das minhas 5 favoritas da vida: Wish You Were Here, do Pink Floyd! A playlist completa tá lá no Spotify, mas hoje vamos sair dela um pouco… Nessa última década, com esse título sendo tão importante pra mim, eu acabei “colecionando” outras canções de mesmo nome, várias, e hoje trago as 5 que considero melhores entre elas, pra todo mundo ouvir e amar muito também.

01) David Gilmour

Sim, David Gilmour, Pink Floyd, mesma coisa, né… Nesse caso é mesmo, só que a principal delas não podia faltar na lista, uai! Mas aí, pra não usar a versão original que já foi mencionada acima, escolhi uma do David em carreira solo num show que amo, já que ele é o autor dessa queridinha maravilhosa. Ela é música título de um álbum que foi todo dedicado ao Syd Barrett, um dos membros fundadores da banda que sofreu um colapso mental e precisou ser afastado das atividades… A história toda é bem triste e sabendo disso dá pra sentir como foi impactante pra eles ao ouvir todas elas. Ainda assim, convenhamos, é perfeita do início ao fim. (E, sim, eu sou team David, tanto que o protagonista do livro tem o nome dele.)

02) Avril Lavigne

Eu conheci essa música na época do lançamento no antigo blog da querida Paulo Buzzo e quando vi o título pensei “Uau, Avril cantando Pink Floyd!” de cara. Procurei, ouvi, percebi que me enganei e… Fiquei apaixonada! Definitivamente minha favorita dela, sem possibilidades de perder o posto. E o que mais gosto é que pode funcionar tanto como uma música romântica quanto pra outros tipos de relacionamento, sabe?

03) Bee Gees

É claro que esse três irmãos, reis das baladas românticas, têm uma na lista também, né? Vê se uma expressão icônica dessa ia deixar de constar no repertório deles? A letra é bem triste, como é de se esperar, mas a melodia é tão a cara do trio que quem gosta deles não pode deixar de ouvir. Infelizmente não tinha nenhum vídeo dela no canal oficial, então tive que pegar esse em um outro. Espero que não saia do ar.

04) Fleetwood Mac

Outra de ritmo leve, daquelas ideais pra dançar juntinho com o crush pra matar saudades. Acho que deve estar longe de ser um sucesso da banda, parece ser uma daquelas que a gente só conhece por acidente (é o meu caso), mas apesar de soar meio tristinha a letra é bem bonita e gostosa.

05) Florence + the Machine

E pra fechar, dei uma roubadinha… O nome dessa é, na verdade, “Wish That You Were Here”. Mas vocês vão me desculpar, é claro, por motivos de FLORENCE, né meninas! Ela faz parte da trilha sonora do filme “O Lar das Crianças Peculiares”, que não é lá a melhor adaptação de todos os tempos, mas merece seu lugarzinho ao Sol por essa pérola presente nos créditos finais. Olha a voz dessa mulher, gente, eu não sei lidar…

E aí, você já conhecia e/ou gosta de alguma delas? Qual sua favorita? Tem outra “Wish You Were Here” pra me indicar? Me conta aí nos comentários e se preparem porque esse é só o primeiro de uma série de posts que quero fazer pra celebrar o lançamento literário mais importante da minha vida… Até a data de hoje foi escolhida à dedo pois amanhã é 25 de julho, o Dia Nacional do Escritor, e é a primeira vez que posso, oficialmente, considerar meu dia também.

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Barbie David Bowie

Barbie David Bowie

Hoje é Dia do Rock (bebê!), e nada melhor do que misturar esse assunto tão gostoso com OUTRO igualmente bom pra celebrar, né? Nessa quinta feira a Mattel anunciou a Barbie David Bowie, em homenagem aos 50 anos da música Space Oddity, composta e gravada pelo cantor, cujo lançamento oficial aconteceu em 11 de julho de 1969. E sendo Bowie um dos ícones mais camaleônicos da cultura popular, o que não faltam são inspirações para produzir essa boneca, né? O visual escolhido foi o do mais famoso de seus alter egos, Ziggy Stardust, com sua pegada glam rock intergalática: brilhante, colado e exótico.

Barbie David Bowie

E dessa vez, temos que dizer: capricharam MUITO na caracterização! A roupa cintilante em duas peças listrada de azul e vermelho, com detalhes salientes nas mangas e gola só não é mais característica do que as botas vibrantes de solado plataforma preto. Até a ambientação das fotos de divulgação ficou bacana, em fundo vermelho vivo e simulando as poses do cantor ao usar o mesmo traje. O cabelo é curto, bordô, jogado completamente pra trás até formar um mullet, e a maquiagem impecável que, pra mim, ficou o ponto alto da produção! Ela tem o círculo intergalático na testa, sombra em tons semelhantes à roupa e até mesmo marca de base/corretivo cobrindo a sobrancelha, de forma que fique quase imperceptível, mas você sabe que está ali… Maravilhosa!

Barbie David Bowie

Ziggy Stardust como personagem “nasceu” em 1972 e foi usado pelo artista até 1974. Foi com ele que lançou sucessos como a música que leva seu nome e “Starman”, sendo apenas um de vários dos alter egos do cantor, como Aladdin Sane, The Thin White Duke e Major Tom, entre outros. Nascido em janeiro de 1947, Bowie faleceu apenas 2 dias após seu aniversário de 69 anos em decorrência de um câncer no fígado. Antes disso nos deixou um legado que o torna um dos artistas mais influentes no século XX e, hoje, o 70º músico mais vendido do mundo.

Leia também: Maquiagens facinhas para o carnaval, que inclui um vídeo ensinando a fazer o icônico raio da capa do álbum Aladdin Sane.

Barbie David Bowie

De acordo com o anúncio feito no blog da empresa, ela vem até em uma caixa decorada com colagem de fotos do cantor. A Barbie David Bowie está anunciada na Loja Oficial com o valor de U$ 50,00, o que na conversão atual (13/07/19) sai por, mais ou menos, R$ 186,92. É claro que vindo para o Brasil, com as taxas de importação, a perspectiva é que fique bem mais cara… Porém a Mattel marcou o produto como boneca de colecionador, para adultos, e não brinquedo de criança, então é o valor esperado, ainda mais se tratando de um produto tão detalhado. Para fãs do cantor vale a pena pagar para ter esse tributo maravilhoso na estante!

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Bohemian Rhapsody: tributo digno da realeza!

Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody *****
Bohemian Rhapsody Elenco: Rami Malek, Gwilyn Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Lucy Boynton, Tom Hollander, Allen Leech, Aaron McCusker, Aidan Gillen, Mike Myers
Direção: Bryan Singer
Gênero: Drama, Música
Duração: 134 min
Ano: 2018
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Freddie Mercury e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Poderiam ser “trovões e relâmpagos me assustando muito”, mas eram aplausos vindo de dentro e fora da tela do cinema. Bohemian Rhapsody, provavelmente o maior dos sucessos do Queen que fez a carreira da banda estourar mundialmente, foi o título escolhido para o filme que conta a trajetória de seu vocalista, Freddie Mercury, nos anos em que o quarteto tocou junto. E, se tratando de Freddie, estamos falando de uma grande lenda do rock! O ator escolhido para interpretá-lo, Rami Malek, teve em mãos duas possibilidades extremas em sua carreira, ficaria marcado para sempre como um sucesso estrondoso ou dolorida derrota… Felizmente, foi a primeira opção: não só a caracterização está perfeita (principalmente quando colocava os óculos de Sol), mas também os trejeitos, modo de falar e de se comportar. Com uma mixagem de som que misturou áudio originais, a voz do ator e do canadense Marc Martel, a transição do falado para o cantado está tão perfeita e convincente que é impossível não se arrepiar!

Os outros membros da banda também estão perfeitos, com destaque total para Brian May que ficou absolutamente IDÊNTICO, de forma positivamente assustadora. A história começa um pouco antes da formação do Queen, mostrando como as quatro se juntaram, apostaram em criações experimentais, ousaram , definiram seu estilo, até atingir o estrelato. Paralelo a isso, como Freddie foi de um garoto um pouco tímido a “rainha histérica”, com visual extravagante, estilo de vida cheio de excessos até, em fim, a descoberta da AIDS que desencadeou na broncopneumonia que o matou. O filme, porém, foca muito mais na música em si, deixando a vida de álcool, drogas e sexo em segundo plano e tornando a doença como “algo a mais” que, por mais que tenha abalado a todos, nos conseguiu destruir aquela imagem que sempre pareceu indestrutível.

Os números musicais são incríveis, principalmente a criação de “Bohemian Rhapsody”, as primeiras execuções de “We Will Rock You” e, CLARO, a lendária apresentação no Live Aid, que dura ousadíssimos 20 minutos e ainda assim te faz querer mais. Não sou muito fã de ver filmes em IMAX 3D porque não enxergo muito bem e me dá dor de cabeça, mas tive a oportunidade de assisti-lo na pré estreia que foi nessa sala, porém em 2D. Valeu MUITO a pena! Os momentos em que a câmera foca na plateia te fazem quase acreditar que você está ali! O uso de áudios originais traz toda a vibe que a presença do público tinha e as interpretações foram todas impecáveis, realmente reproduzindo os movimentos dos integrantes da banda, contando inclusive com a produção musical de Brian May e Roger Taylor. Nesse aspecto não tem como achar um defeito sequer, você ri e chora sem parar, cheio de brilho no olhar.

Bohemian Rhapsody
Bohemian Rhapsody: imagem via Metro

Se fosse pra citar um problema, por mais que não considere assim, a linha do tempo é completamente diferente de como foram as coisas na verdade. Mas trata-se de um filme biográfico, não um documentário, com intuito de celebrar uma vida, esse tipo de adaptação se faz necessária. Colocando o Rock In Rio muito cedo e Live Aid um pouco “tarde”, é possível sentir o impacto que o Queen tinha na plateia desde que nasceu até o “fim”. Tem outros pequenos deslizes, é claro, mas que estão ali justamente para levar a história ao cinema de modo mais atrativo possível. Algumas coisas foram bem dramatizadas também, como a breve carreira solo do Freddie, é claro, mas ainda assim é mensagem de que eles eram como uma família, sempre dando suporte um ao outro, foi mantida, o que é fundamental para o entendimento do Queen.

E por fim, outro ponto extremamente positivo, temos a visibilidade bi tomando conta das telonas! Não é estranho que um dos maiores ícones gays do mundo era, na verdade, bissexual? De Mary Austin, seu “Love of my life” e amiga a vida toda, mesmo após o fim do relacionamento dos dois (que o próprio Freddie definia como insubstituível) a Jim Hutton, que esteve ao seu lado até morrer, vemos o protagonista amando homens e mulheres com uma imprensa louca em cima disso, sempre tentando arrancar dali uma confissão sobre o assunto, em vão. Na época do lançamento dos trailers vi muita gente reclamando da presença de Mary neles, porque tornava tudo “muito heteronormativo”, mas a verdade é que ignorar a bissexualidade de um dos maiores nomes da música seria invisibilizar ainda mais essa parte já tão excluída do movimento LGBTQ+. E não foi o que aconteceu!

Entre tantos acertos você assiste a essas duas horas com a sensação de que está vendo muito mais, com tanta coisa acontecendo em tela, mas sem se cansar, pelo contrário! Definitivamente, um tributo digno dele que era, como o nome da banda e seu microfone simulando um cetro sugerem, a realeza do rock and roll. E, se você é fã como eu, fique na sala durante os créditos finais para não sentir falta de nada: uma das canções mais icônicas de todas, que marcou esse período final da vida do vocalista (ainda que não tenha sido escrita por ele), está ali, pra te fazer soltar as últimas lágrimas que ainda sobraram para chorar!

Leia também: Nasce Uma Estrela, resenha do musical estrelado por Lady Gaga e Bradley Cooper

Trailer:

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