Frozen II

Frozen II

Frozen II *****
Frozen II Elenco: Idina Menzel, Kristen Bell, Jonathan Groff, Josh Gad, Alfred Molina, Evan Rachel Wood, Jason Ritter, Martha Plimpton, Rachel Matthews, Santino Fontana, Sterling K. Brown
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Gênero: Animação
Duração: 103 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: Anna, Elsa, Kristoff e Olaf se aventuram nas profundezas da floresta para descobrir a verdade por trás de um antigo mistério do reino.” Fonte: Filmow.

Comentários: Depois do sucesso estrondoso de “Frozen: Uma Aventura Congelante”, lançado 6 anos atrás, a Disney resolveu apostar em uma continuação como seu destaque da virada de ano em 2019/2020. A história das irmãs órfãs Rainha Elsa e Princesa Anna de Arandelle, após enfim aprender a controlar os poderes de gelo da primogênita que quase colocaram tudo a perder quando foi coroada, continua, dessa vez numa jornada em busca da paz entre seu reino e o da floresta presente em seus arredores, dois povos antes tão amigos que se separaram após uma inexplicável batalha presenciada por seu falecido pai ainda quando adolescente. O que impulsiona essa viagem, ao lado dos inseparáveis companheiros Kristoff, Olaf e Sven, porém, é um chamado musical que apenas Elsa consegue escutar, provando a ela que existe mais por trás desse velho “conto de ninar” do que elas imaginam…

Apesar de AMAR o primeiro e ter um carinho muito grande por ele, preciso admitir que o sucesso não condiz com a qualidade em si. Frozen apresenta vários furos no roteiro e aparições desnecessárias, o que faz muito sentido uma vez que originalmente estava planejado para contar uma história bem diferente da que foi lançada. Ainda assim o carisma dessas irmãs que são o amor verdadeiro uma da outra e dos seus amigos, que funcionam como alívio cômico em diversos níveis diferentes, conquistou o mundo a ponto de conseguir duas continuações em curta metragem e agora, enfim, um longa. Esse, por sua vez, não só corrige os erros passados como também traz uma nova trama tão envolvente e deliciosa que passa de forma fluida e, quando pertinente, bastante divertida.

O aspecto principal do filme, a relação em constante reconstrução de Elsa e Anna, permanece sendo o ponto forte. As duas se unem em busca do seu passado, como forma de garantir o futuro, mas também abrem mão uma da outra quando necessário. Ambas mantém suas personalidades, mas claramente cresceram bastante desde que nos foram apresentadas e esse crescimento é ainda maior do início para o final dessa nova aventura. Eu adoro analisa-las de acordo com seus signos solares, uma vez que a Disney divulgou suas datas de nascimento como sendo nos solstícios de inverno e verão do hemisfério norte, respectivamente. Elsa é toda de capricórnio (faz aniversário hoje!) e Anna tão canceriana que parece até que os roteiristas levaram isso em consideração ao construí-las. São signos opostos complementares como as duas, cada uma é MUITO brilhante ao seu modo e especiais quando juntas, mais uma vez. Um foco belíssimo que, felizmente, permanece.

Frozen II
Elsa e Bruni em Frozen II | Imagem via Star Tribune

Um novo grupo de personagens coadjuvantes é apresentado com os moradora da floresta, nenhum deles se destaca mais que o “elenco” original, mas todos têm sua função na história, não tem nada “jogado” como foi o Duque de Weselton no primeiro, que não trouxe nenhum propósito além de risadinhas fracas. Somos apresentados também aos espíritos dos quatro elementos da natureza enquanto elas descobrem a possibilidade de um quinto espírito, e é nesse momento que Bruni, uma salamandra super fofinha que representa o fogo, capta os corações da platéia. A escolha da iconografia dos espíritos e da ação de cada um é super pertinente e, eu diria, foge um pouco do clichê que se forma na nossa mente quando pensamos no assunto. Escolha certeira e, claro, mil possibilidades para merchandising.

Gostei muito do desenvolvimento do Olaf nessa continuação porque, mesmo sendo um grande queridinho do público, era uma personagem com a qual eu não simpatizava muito, como alívio cômico o Sven me atraía mais. Dessa vez ele não só diverte como também levanta questões e curiosidades que, de fato, influenciam na trama, mas sem perder seu lado engraçadinho. Assisti à versão dublada e a voz do Fábio Porchat é o grande destaque nela, combina perfeitamente! Inclusive, se você gosta dele, não deixe de ficar até o final para uma cena pós créditos singela, mas que vale a espera. Os demais “secundários principais” permanecem com a mesma relevância de sempre, nem ganho, nem perda.

Por outro lado as músicas tema não têm a força da trilha sonora anterior! O hit “Into The Unknown” não chega nem perto do intenso “Let It Go” e mesmo que os números sejam sensíveis, com o visual super bonito, você não sai do cinema com nada “grudado” na cabeça. Talvez para os pais sejam uma vantagem, mas se tratando de um musical foi levemente decepcionante. Já no que diz respeito à versão brasileira, as dublagens são maravilhosas com a triste exceção da Elsa, que infelizmente não consegue ter a qualidade vocal e personalidade da Idina Menzel… Ainda assim vale a pena pelas demais personagens, com suas piadas pertinentes e algumas lágrimas de alegria pelo final digníssimo carregado de emoção. Eu simplesmente amei o desfecho e, agora que o assisti, não consigo pensar em nada melhor!

Leia também: Disney On Ice: Mundos Fantásticos

Trailer:

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Across the Universe

Across the Universe Across the Universe *****
Elenco: Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther, T.V. Carpio, Spencer Liff, Lisa Hogg, Nicholas Lumley, Michael Ryan, Angela Mounsey, Erin Elliott, Robert Clohessy, Curtis Holbrook, John Jeffrey Martin, Bono
Direção: Julie Taymor
Gênero: Musical
Duração: 133
Ano: 2007
Sinopse: “Nas letras das canções mais famosas do mundo existe uma história que nunca foi contada… Inusitados encontros proporcionam a Sadie, JoJo, Prudence e aos irmãos Lucy e Max, singulares experiências que não aconteceriam se não fosse a iniciativa do jovem estivador Jude (Jim Sturgess) de deixar Liverpool em busca do pai, um ex-soldado que constituiu família nos Estados Unidos. Across the Universe é um musical revolucionário de rock, com amores, diferenças ideológicas, sociais e belíssimas canções que recria, com delicadeza e psicodélica criatividade, a América do turbulento período do fim da década de 60.”
Comentários: Que filme MARAVILHOSO. Se eu soubesse que ia resolver comprar o Dvd não teria postado o top 10 filmes favoritos em dezembro, porque esse com certeza tirou um daqueles da lista!!
Desde que eu soube que Across The Universe “existia” queria assistir, mas na época não gostava muito de cinema. Ainda assim, desde então estava sempre visitando o site oficial (que é fantástico), olhando, ouvindo os pedacinhos das músicas. Quando foi em janeiro eu decidi parar de enrolar e comprar o Dvd logo de uma vez e fui assistir cheia de espectativas assim que chegou (no inicinho de fevereiro). E eu fiquei simplesmente APAIXONADA!! Não só por ser somente composto de músicas dos Beatles e remeter à vida e carreira deles a todo momento, mas principalmente pela história, composição, união das músicas aos momentos e beleza estética mesmo: mesmo os ambiente “feios”, que compõe grande parte do cenário, são todos MUITO LINDOS!! Uma das críticas que li dizia que é o tipo de filme que você assiste várias vezes como se estivesse ouvindo um dos seus álbuns favoritos, e isso aconteceu comigo, porque simplesmente não me canso dele.
– O filme conta a história de Jude, interpretado por Jim Sturgess, que é lindo e fica mais ainda cantando ou falando com aquele sotaque maravilhoso que eu aaamo. Ele vai de Liverpool, onde mora, aos EUA atrás de seu pai biológico, mas acaba conhendo Max e aos longo dos tempos outras pessoas que compõe a história: Jude se apaixona pela irmã do Max, Lucy, eles fazem amizade com a cantora Sadie, que encontra um novo guitarrista, JoJo e por fim acolhem Prudence. E aí a história vai se baseando em Max sendo chamado para servir na guerra, o desepero de Lucy e os conflitos internos de cada personagem. Lógico que, como um musical, foi escrito para se adequar às músicas, porém existe uma HISTÓRIA ao longo do tempo e é fascinante!! Dizem que 90% das músicas foram gravadas na hora, sem dublagem, e eu não consigo ver como eles fizeram isso, muito fantástico mesmo.
Melhores Cenas: As cenas que mais gostei foram “I’ve Just Seen a Face” e “If I Fell”, que são as que mostram que Jude está apaixonado pela Lucy e vice-e-versa. Mas tiveram outras que me encantaram também MUITO e eu não queria que acabassem, como “Because”, “Strawberry Fields Forever”, “Across The Universe” e “Hey Jude”, que é uma música que amo (me arrisco a dizer que pode até ser minha favorita dos Beatles, e olha que eu não sei definir isso) e que ficou incrível.
Mas o mais legal em ser fã deles não é só ouvir as novas versões das músicas, mas perceber os momentos em que eles são citados. A gravadora da Sadie, por exemplo, cujo logo é um morango, fazendo referência à Apple Records, e o filme termina com um show no telhado da gravadora, assim como a última apresentação dos “meninos de Liverpool”. Além disso são VÁRIAS outras coisas, umas que li e outras que fui percebendo, há referências físicas ao John Lennon a todo momento, por exemplo, e o clipe de “Strawberry Fields Forever” me lembrou o original, assim como “A Little Help From My Friends”, que não lembra o original mas sim um outro da banda que não me lembro qual. Isso acontece O TEMPO TODO. E claro, tem o nome de todos os personagens, sejam eles principais ou secundários: todos foram tirados de músicas dos Beatles também!!
– Mas já que falei das melhores, tenho que confessar e citar a pior… Agora quando re-vejo o filme sempre pulo a da música “Being For The Benefit Of Mr. Kite”, achei beem chatinha!! E a da “I Am The Walrus”, cantada pelo Bono, é legal, mas muito berrante e as vezes cansa. Inclusive essa cena foi considerada uma das mais bizarras da atualizade, segundo li na Wikipedia. Inclusive é legal ler o artigo de lá sobre o filme porque tem muita informação que quem não é fã não vai entender, e lá cita. Eu percebi algumas, mas tiveram umas 2 que quando li lá achei muito fantástico.
Trailer: Que é quaaase tão lindo quanto o filme. Mas eu lembro vagamente de quando assisti pela primeira vez e acho que passa uma ideia meio errada da história. Não sei ao certo qual porque mesmo assistindo denovo eu já sei o que tudo aquilo representa então não adianta:

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