A aliança de prata

Foto de um buquê de margaridas, grande e pequenas, rodeadas de folhas verdes em um cesto de palha que não aprece direito na imagem. Ao fundo, um céu claro com muitas nuvens brancas.

Meu tempo de vida foi inversamente proporcional à minha importância naquela data especial. Antes do meu “nascimento” eu era apenas um monte de flores jogadas, mas quando a fita foi adicionada ao redor dos caules surgi oficialmente como um buquê de casamento. Eu sabia que seria uma das estrelas daquela noite onde uma aliança tão forte seria oficializada, que estaria na mão da noiva ao entrar e todos os olhos estariam em mim, ainda que indiretamente. Sabia que, depois, seria muito disputado por outras pessoas que também queriam viver aquele momento de alegria. Depois de uns dias estaria seco, cabisbaixo, e provavelmente iria para o lixo, no melhor cenário teria algum pedacinho guardado dentro de um livro, mas tudo bem. Minha missão era, pra mim, o que mais importava, e eu estava feliz em ser a escolha de Pilar Prates.no dia em que disse “Sim” para Jonathan Mesquita.

Enquanto Pilar caminhava pelo tapete vermelho, ele a olhava muito sorridente, com ar de quem estava se segurando para não chorar. Lembrei de uma amiga dela falando minutos antes, quando se preparava pra entrar antes dela, que ele era “o maior chorão”. Não consegui ver o momento exato em que se encontraram porque meu ponto de vista nem sempre é privilegiado, mas ser entregue à amiga em questão me deu visão total da breve cerimônia. Algumas pessoas riam, outras secavam lágrimas em lenços brancos idênticos. O casal se olhava de tempos em tempos, com muito carinho. O celebrante se atrapalhou por um instante com seu discurso pronto sobre alianças de ouro, sendo que todo mundo ali dentro sabia que cada um daqueles dedos anelares usava, há muito tempo, uma aliança de prata, a dela com um coração vazado, que deixou as fotos do noivado com um toque ainda mais especial.

A saída foi marcada por confetes jogados no ar e tumulto em direção ao salão onde a festa aconteceu. Apareci em fotos antes de ser momentaneamente esquecido para que não atrapalhasse danças, discursos e cumprimentos. De repente, antes que estivesse pronto para meu grande momento, Pilar me pegou de novo, subindo no palco. No microfone chamou TODAS as pessoas solteiras, mulheres ou não, para absorver um pouquinho da sorte que ela teve através do meu toque mágico. “Um… Dois… Três… Ainda não!”, ela brincou com a plateia eufórica feita de braços estendidos no ar. Meu frio na barriga era o maior de todos eles. Então ela olhou pra mim e sorriu, pedindo “Por favor” antes de, sem a típica contagem prévia, me lançar ao ar. Quase todo mundo foi pego de surpresa, exceto um par de mãos que nunca tinha sido recolhido após os arremessos de enganação.

Cecília me olhou sem acreditar. A noiva virou em nossa direção, ansiosa, e gritou com muita empolgação correndo para a amiga vencedora. As duas se abraçaram, me sacudindo no alto, como se eu fosse o maior dos troféus. Não faço ideia de qual foi a história que fez com que existisse uma torcida tão forte ali, mas cumpri meu papel de levar a ela o começo de um final feliz. A festa seguiu e terminou, levando os pombinhos para sua nova casa e eu para a minha, uma diferente da deles. Apesar dos esforços de Cecília para que eu continue em pé e cheio de vida, me sinto murchar a cada minuto, esperando pelo meu fim, que felizmente não chegou antes que eu pudesse assisti-la recebendo a caixinha contendo sua própria aliança, vinda de um lugar chamado Lojas Rubi, essa de ouro, para a alegria do celebrante que a mencionaria dentro de alguns meses.

Foto de duas mãos unidas sobre uma mesa onde há um fio de pérolas. A de baixo, masculina, usa uma grossa aliança de prata e de cima, feminina, com modelo semelhante, que tem um coração vazado, e unhas pintadas com um esmalte claro, ambos no dedo anelar.
Modelo de aliança Amare Love via Lojas Rubi.

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade das Lojas Rubi. Você pode conhecer os produtos no site da loja e em redes sociais como Facebook, Instagram e canal no YouTube.

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Um blazer de oportunidades

Shoulder - Blazer

A frustração era perceptível em cada pedacinho de seu corpo: ombros curvados para frente, olhar cabisbaixo e boca claramente virada pra baixo, como um emoji triste que se envia no meio da conversa. Ainda não entendia bem como os eventos daquela tarde tinham acontecido, mas sabia que não era difícil entender… Marta foi demitida após anotar um número de telefone errado, o que custou não só seu emprego mas também a paz no casamento de seu chefe. Como podia ter sido tão burra a ponto de confundir as vozes de duas mulheres? E como ELE podia ser tão burro ao sugerir que “a outra” ligasse para o escritório? Não conseguia deixar de pensar que estava pagando pelo erro de um marido traidor, isso sim, mas esse pensamento não traria seu emprego de volta, de qualquer forma…

O blazer recém comprado parecia zombar dela no armário. Na semana anterior, quando foi comprar algumas camisetas para presente de dia dos pais, o viu na vitrine ao lado e não resistiu, entrou para experimentar e três minutos depois saiu da loja com a sacola. O objetivo era usar no próximo mês, num evento grande da empresa, onde mostraria o quão “mulher de negócios” sabia ser para, quem sabe, ser promovida em breve. Afinal, estava lá há tanto tempo, fazendo um ótimo trabalho, não tinha motivo para não ser escolhida para o novo cargo. É, pelo visto, sua falta de atenção foi motivo suficiente… “Que ódio!” gritou para o blazer, colocando nele a culpa que mais cedo havia sido jogada toda sobre ela, afinal, não tinha mais ninguém ali pra receber essa frustração.

Não ligou a televisão e fez questão de manter a internet do celular desligada. Não queria conversar sobre aquilo, agora. Dormiu na esperança de acordar renovada, mas as 23 mensagens da mãe não vistas na manhã seguinte questionando por que estava sumida, “Filha, você tá bem? Marta, me responde senão chamo a polícia!”, mostraram que sua derrota ainda estava lá, e que não podia permanecer em segredo por muito tempo. Ligou para ela e chorou pela primeira vez desde que tudo aconteceu, o que foi bom para aliviar um pouquinho sua tristeza. Decidiu então que, uma vez que a notícia tinha começado a se espalhar, ia aproveitar pra contar pra todo mundo de uma vez! Ai, droga, ela tinha tagarelado TANTO no domingo com o pai sobre seu sucesso profissional, como falar aquilo pra ele naquele momento?

Shoulder - Blazer
Imagem via: Shoulder

Naquela mesma noite sentou-se na frente do computador para atualizar o currículo e analisar como economizar ao máximo enquanto dependesse do seguro desemprego… E se não conseguisse outro trabalho nesse meio tempo? Ela não queria abrir mão daquele apartamento, o aluguel era barato e a localização incrível! Ali só tinha um quarto, não dava sequer pra procurar outra pessoa pra dividir. O desespero começou a realmente dominar suas emoções e, quando estava prestes a voltar a chorar, o celular vibrou, um número desconhecido estava ligando. Atendeu segurando o choro ao máximo e quase não conseguiu lidar com o choque ao ouvir a, agora inconfundível, voz de Áurea, (ex?) esposa de seu (ex!) chefe. O que estava acontecendo? Será que ia ouvir mais gritos raivosos?

Mas Áurea estava agradecendo pela gafe da véspera! Agradecendo por ter causado toda a confusão que expôs anos de traição em seu casamento há muito tempo já falido, nas palavras dela. Estava furiosa com o fato de que tinha perdido meu emprego por causa da troca de telefones, justo agora que ela tinha admitido pra si mesma que a culpa era, realmente, sua. Conversaram por longos minutos sobre o que fazia no trabalho até então, sobre a promoção que esperava receber e (caramba!) sobre o fato de que Melinda, filha de sua prima, fazia estágio em uma empresa que procurava alguém para um cargo parecido… O salário não era o mesmo que almejava, mas seria um bom recomeço.

A ligação que começou com ameaça de lágrimas terminou com um sorriso reluzente. Revisou o currículo com ainda mais atenção e colou o papel com horário da entrevista que faria e endereço do lugar na tela do computador, pra não esquecer de jeito nenhum. Estava se questionando se devia contar pra alguém, ou esperar mesmo o resultado, quando Áurea enviou uma mensagem dizendo “Eles são bem sérios, tenta usar uma roupa formal!”. Correu até o armário e alisou com carinho o blazer, que dessa vez parecia ter abandonado o ar zombador do dia anterior e agora fazia questão encorajá-la a seguir em frente, numa reviravolta imediata e inesperada.

Psiu! Prest’enção! Esse post foi inspirado na proposta #326 do Creative Wrinting Prompts e é uma publicidade da Shoulder. Todas as imagens de produtos aqui presentes foram tiradas do site da loja em agosto de 2020.

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Aquela Camiseta Longline

Camiseta Longline

Você provavelmente nem repara em mim ao entrar aqui em casa, mas garanto que o Chefe sim. Sou um dos primeiros objetos que ele pega, antes mesmo de dar comida pro cachorro (e repreendê-lo por ter me escondido mais uma vez), tirar o relógio ou colocar sua camiseta longline masculina e calça jeans para lavar, substituindo por uma bermuda velha. Ele me procura antes de poder usufruir dos meus serviços, muitas vezes deixando tudo ligado enquanto toma banho ou coloca a comida congelada que trouxe em sacolas de supermercado no microondas, prestes a comê-la jogado no sofá enquanto assiste a um filme qualquer que eu o ajudei a encontrar depois de poucos minutos de indecisão…

É, você provavelmente não repara em mim, mas ele sim, pois eu sou o controle remoto da televisão, e pertenço a um homem chamado Dante Homem de Lama, o que não torna minha vida muito emocionante. Dante sempre assiste aos mesmos canais, consome os mesmos alimentos, usa as mesmas cores e estilo de roupas e leva seu cachorro para passear no mesmo horário, antes de sair de casa carregando a mesma pasta que tem há anos. De vez em quando sai para tomar cerveja, mas sempre volta sozinho, sua única companhia humana ocasional é uma jovem chamada Marta, que esteve aqui pela última vez no Dia dos Pais.

Sim, sim, eu sou um objeto inanimado, mas sempre sei que dia é hoje! Meu próprio nome diz, tenho controle de tudo ao meu redor, e sabia que Marta não deixaria de passar esse dia ao lado do pai. Estávamos eu e ele naquele fim de manhã de domingo jogados no sofá quando o interfone tocou pela primeira vez, eu soube que a pessoa que podia trazer um pouco de variedade ao meu trabalho estaria, em breve, entrando por aquela porta. Dante me colocou posicionado de forma que eu conseguia ver a entrada do apartamento, mas fiquei surpreso quando, após atender o chamado, saiu por ela e voltou com um pacote cheirando a comida. Passei os minutos seguintes decepcionado, ela nunca tinha esquecido…

Camiseta Longline
Imagem via: Key Design

… mas enfim veio o segundo chamado, menos de meia hora depois! Marta entrou carregando uma sacola de presente, cheirando a seu habitual perfume e levando a alegria de sua voz melodiosa a cada canto da casa. Perguntou se a comida que havia mandado já tinha chegado e, antes mesmo que ele confirmasse, já estava na cozinha tirando pratos, talheres e toda a felicidade do mundo de dentro dos armários. Nem mesmo a expressão séria do pai faz com que ela se abale. Ao mesmo tempo que arrumava a mesa ela veio até mim e clicou no botão “Mute”, para que as explosões de um filme extremamente repetitivo de ação não atrapalhasse a conversa que teriam, praticamente um monólogo. Então, conseguindo fazer tudo de uma vez com extrema facilidade, entregou enfim a ele seu presente, lhe dando um abraço.

Uma, duas, três cores diferentes de camiseta longline foram tiradas da caixa, todas em tons neutros, e mesmo de dentro do recipiente onde fui colocado consegui vislumbrar um projeto de sorriso no rosto do presenteado, o que ela sabia ser mais do que suficiente para provar uma aprovação. Dante sequer sabia o nome do modelo, mas a filha sim, disse notou que é só isso que ele veste, sempre nas mesmas cores, e sabia que se apostasse ali não tinha como errar. Ele deu de ombros murmurando “Nem reparei que me visto desse jeito” e ela reafirmou o que já havia sido dito, “Pois eu reparo!”.

As tardes com Marta sempre parecem passar rápidas demais, e a programação da televisão nunca é tão envolvente quanto ela, para nenhum de nós. Sua curiosidade transforma as semanas monótonas do pai em eventos arrepiantes, seja querendo saber como vivem seus colegas de trabalho de vida desinteressante ou onde tinha ido parar a pulseira de ouro que ele costumava usar, mas que sequer notara que estava há dias sumida. Sua vinda traz luz, mas a ida também faz parte do processo, levando consigo um abraço de despedida, nos deixando iluminados apenas pelos programas que fielmente forneço a ele que chamo de Chefe, e sequer sabe disso.

Psiu! Prest’enção! Esse post foi inspirado na proposta #331 do Creative Wrinting Prompts e é uma publicidade da Key Design/. Todas as imagens de produtos aqui presentes foram tiradas do site da loja em agosto de 2020.

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A Pulseira de Ouro

Aubra Jóias - Pulseira de Ouro

A risada dela quebrou o silêncio típico de qualquer agência bancária fora do horário de pico. Melinda lia uma mensagem recebida no celular, ignorando completamente o aviso na parede avisando que o uso do aparelho ali não era permitido, não conseguiu segurar a gargalhada que o último meme enviado no grupo de suas amigas causou. Olhou para os lados e viu apenas um outro cliente, que havia chegado antes dela, vestindo camisa azul e pulseira de ouro masculina no pulso, com uma pasta repousada no colo, olhando para ela com ar de desaprovação. Mas já dizia sua avó: “Cara feia pra mim é fome”, não era um desconhecido sentado há duas cadeiras de distância que ia fazê-la se sentir mal por uma atitude completamente involuntária (e banal) como uma mera risada.

A gerente que eles estavam esperando chamou “Próximo!” e o homem mal humorado se dirigiu à mesa dela. Mel seguiu conversando via mensagem até que uma notificação no alto de sua tela avisou que restava apenas 10% de bateria no aparelho. “É, melhor economizar…”, pensou, o guardando na bolsa e procurou o que fazer para matar o tédio nos próximos minutos. Captou, de relance, a conversa que acontecia no atendimento do outro cliente que, pelo visto, tinha muitas reclamações. O ouviu dizendo seu nome (Dante Lama) e pensou em procurar nas redes sociais, só por diversão, mas não podia, afinal corria o risco de ficar sem bateria. Continuou escutando conversas alheias até enfim vê-lo ir embora e ser chamada, o que parecia uma eternidade depois.

Foi só ao terminar de resolver a questão que tornava necessário aquele atendimento que ela reparou, no chão ao lado da cadeira, que a pulseira de ouro de Dante se encontrava ali. Pediu a gerente para confirmar o nome dele, o que não foi possível (“Senhora, esse tipo de informação é confidencial.”), e saiu da agência em seguida repetindo mentalmente o que tinha ouvido antes para não esquecer. O certo seria deixar nos Achados e Perdidos do banco? Claro que sim! Mas ela já estava curiosa o suficiente, mesmo que sem motivos, para saber mais sobre o homem de sobrenome engraçado, decidiu encontrá-lo para devolver por conta própria.

Aubra Jóias - Pulseira de Ouro
Imagem via: Aubra Joias

Dentro do ônibus, Mel olhava a pulseira em sua mão com atenção. Parecia muito a que seu primo de terceiro grau, Julio, usava diariamente. Julio era veterano dela na faculdade e eles já tinham trocado uns bons beijos nas festas, então era um detalhe fácil de lembrar. Ficou se questionando se aquele homem de cara fechada teria a personalidade parecida com a do rapaz… Não, provavelmente não… Afinal, o que uma joia tão simples determinava na personalidade de alguém, não é mesmo? Chegou em casa e foi correndo colocar o celular pra carregar, respondendo às mensagens pendentes e trocando os tênis que calçava por um par de chinelos enquanto fazia isso. Ligou o computador e antes de qualquer coisa abriu o Facebook, digitando “Dante Lama” no campo de busca. E lá estava ele. Mais precisamente Dante Homem de Lama.

Pensou que poderia ser piada, mas não, realmente era aquele o sobrenome do cara… Soltou uma risada bem parecida com a que ele desaprovou mais cedo, e foi desbravar um pouco sobre sua vida, bufando de frustração ao perceber que aquele perfil informava um grande nada. Era fechado, apenas uma foto de rosto em fundo cinza, sem qualquer informação de trabalho ou relacionamento, pouco mais de 200 amigos e nenhum em comum. Na verdade era ÓBVIO que não havia ninguém em comum, porque ela nunca tinha visto um conjunto de pessoas mais sem graça em toda sua vida, todos pareciam ter feito um grande pacto de usar redes sociais de forma inútil, tinham o mesmo estilo recluso. Clicou no botão de Mensagem e escreveu para ele, avisando que havia encontrado sua pulseira e perguntando como poderia devolvê-la. Guardou na gaveta ao lado da cama e seguiu com sua vida.

Nos dias seguintes, Melinda aguardou ansiosamente por uma resposta do “Homem de Lama”, em vão. Contou para todos os seus amigos, transformando a simples história numa aventura incrível, e conferia o aplicativo de mensagens sempre que abria o celular, mas ele parecia sequer ter visualizado sua solicitação. Enquanto os dias se tornavam semanas sua vigília foi ficando cada vez mais branda, até que de repente meses se passaram e ela o esqueceu completamente. Beijou Julio em uma calourada e nem lembrou de conferir se ele estava usando algum acessório, ajudou uma amiga a escolher um presente muito parecido para o Dia dos Pais e sequer associou as duas coisas. Em uma tarde qualquer foi procurar algo na mesa de cabeceira e achou a pulseira de ouro no fundo da gaveta, esquecida, lembrando de sua mensagem de resgate ainda não respondida.

Jogou de qualquer jeito na bolsa envolvida por um papel onde escreveu o nome de seu antigo dono. Assim que precisou voltar à agência do banco procurou um funcionário e explicou a situação, deixando de informar apenas quanto tempo havia se passado, porque na verdade ela não sabia precisar exatamente quando aconteceu. Foi embora e deixou pra trás qualquer lembrança que a cabeça havia armazenado sobre Dante Lama e sua vida tão bem escondida, achando até engraçado que em algum momento isso tinha despertado tanto sua curiosidade. Não sabia se o banco ia contacta-lo ou se a pulseira voltaria para o pulso dele e, sinceramente, naquele momento não mais se importava.

Psiu! Prest’enção! Esse post foi inspirado na proposta #343 do Creative Wrinting Prompts e é uma publicidade da Aubra Jóias/. Todas as imagens de produtos aqui presentes foram tiradas do site da loja em agosto de 2020.

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Diálogo

Diálogo

– Boa noite, tudo bom?

– Boa noite! Olha, você trabalha aqui?

– Aham…

– Ah, legal.

– …

– Nossa eu esqueci seu nome!

– Não tem problema…

– Mas e aí, e a faculdade? terminou?

– Não, troquei de curso. Termino agora em dezembro.

– Aquela sua amiga tá trabalhando lá na escola, lembra dela, a Ana?

– Claro que lembro, ela era minha amiga!

– …

– Eu vi que ela tá lá, no Facebook dela.

– Huuum… Valeu a pena aquele tanto de recuperação que dei nocês, né?

– Na verdade, não. Aqui, deu duzentos e vinte e cinco.

– Aqui, oh. Passa no débito mesmo…

– …

– Não conhecia essa boate, é nova?

– Não, já tem um ano e meio.

– Nossa, não conhecia. Você trabalha aqui tem muito tempo?

– Você quer sua via?

– Pode tirar, sim!

– Eu só trabalho aqui de vez em quando mesmo. Tá aqui, obrigada!

– ‘Brigado você, boa sorte aí!

– ‘Brigada!

– – – – –

– Quem era aquele cara?

– Professor de matemática…

– AQUELE que você sempre fala?

– AQUELE mesmo!!!

– Vixe!

Esse post foi inspirado nas propostas #12 e #136 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 24º entre os 30 que me propus a escrever até julho de 2020 e algumas das falas que estão nele são “baseadas em fatos reais”…

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