Exposição Coletiva MascarArte, do Libertas Coletivo de Arte

Exemplar de obra do movimento MascarArte, uma máscara de proteção facial branca, com uma ilustração do Mapa Mundi onde os países são representadas por bolas coloridas de tamanhos diferentes conectadas por uma rede de linha. A máscara está sobre uma superfície de ladrilhos cor de terra.

Se existe uma coisa que se tornou símbolo dos últimos 16 meses é a máscara de proteção. Algumas pessoas tiveram pesadelos em que chegaram em lugares e descobriram que estavam sem, outras se recusaram prontamente (e irresponsavelmente) a adotar e, no fim das contas, estranho pra mim vai ser quando chegar a hora de sair sem elas… Usei as cirúrgicas, passei pra de pano com tripla camada e agora tenho minhas PFF2 cor-de-rosa das quais não abro mão. Acho até engraçado quem vai bater foto fora de casa e tira a máscara pra isso – quéde o registro de momento, gente? Faz parte da nossa vida agora, ‘bora deixar a mensagem pra posterioridade! E foi pensando mais ou menos nisso que o Libertas Coletivo de Artes se juntou à Exposição Coletiva MascarArte, dando novo significado a algo que, assim como a arte, é extremamente necessário, ainda que incômodo em alguns momentos.

Foto de uma máscara de proteção, parte do Movimento MascarArte completamente pintada com um pulmão sob a terra, alimentando uma árvore que sai dela.
E não desejei mais minhas máscaras, por Gisele Moura

Composta de obras feitas por 43 artistas do Coletivo, todas usando máscaras brancas como suporte para passar sua mensagem de cuidado, atenção e esperança. A ideia é justamente usar arte como registro histórico da humanidade, tentando levar à vida de artistas e expectadores força para se manter com coragem e resiliência quando mais parecem faltar. As intervenções foram feitas respeitando o estilo de cada participante, desde algumas propositalmente deixando o tecido branco à mostra até as que criaram todo um novo objeto através dele. O sucesso foi tamanho que agora ela conta também com mais 20 artistas independentes, todos seguindo o mesmo conceito.

Máscara de proteção pintada em tom escuro de azul representando uma galáxia com vários planetas redondos coloridos em sua superfície, com várias estrelas feitas de pontinhos brancos.
Espaço vibracional d’après Kandinsky, por Letícia Pinto

Como toda ação do tipo, o movimento MascarArte só foi possível graças ao time de colaboradores, responsáveis pelas máscaras, molduras, espaço para exposição, registro fotográfico e em vídeo. A expografia ficou por conta dos artistas Marcos Esteves (criador do projeto) e Paulo Apgáua, que junto com Rafael Abreu fizeram também a curadoria das obras. Trabalho em equipe em todos os detalhes! Uma coisa que observei também, uma vez que produzo conteúdo ensinando história da arte através das mulheres artistas lá no Vênus em Arte, é que existe equidade de gênero excelente no projeto, inclusive com uma leve maioria de trabalhos femininos. Isso não é tão comum quanto deveria, mas aos poucos as minorias políticas estão ganhando o espeço que devem ter, ainda bem!

Máscara de proteção individual com duas árvores curvas representadas, a primeira de cabeça pra cima com folhas verdes em fundo preto, a outra de cabeça pra baixo com fundo marrom com folhas coloridas.
Árvore da Vida, por Cristina Haibara

A exposição MascarArte nasceu no bairro Santa Tereza em Belo Horizonte, conhecido pela boemia e manifestações artísticas, passou pela cidade de Nova Lima, na Grande BH, e foi também para o Ponteio Lar Shopping na capital, focado principalmente em lojas de casa e decoração. Atualmente as obras estão expostas na vitrine da Mobília Soluções, que fica na Av. do Contorno, 6241. Assim que sair de lá irá para um novo destino, que provavelmente será o último, mas pode ser visitada também virtualmente no movimentomascararte.com/ , de onde as imagens que ilustram esse post foram tiradas. Lá é possível saber mais sobre a participação de cada um dos colaboradores e ver a autoria de todas as obras. O Libertas Coletivo de Artes está também no Facebook, Instagram e YouTube.

Foto de uma máscara de proteção pintadas com uma galáxia em tons frios, de predominância azul. Em um dos lados há o rosto de um felino, como se tivesse se projetando do céu.
Esperança, por Flávia Barsanulfo
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Exposição Yara Tupynambá – 70 Anos de Carreira

Exposição Yara Tupynambá - 70 Anos de Carreira: foto de Luly Lage, uma mulher de pele clara e cabelos pintados de rosa com a raiz escura, usando óculos de grau e máscara protetora, em frente a um quadro da artista de temática botânica, com folhas verdes, galhos finos de árvores e fundo azul.

Eu realmente considero um privilégio viver na mesma época que Yara Tupynambá, por diversos motivos. A importância dela na história da arte brasileira, em especial na arte mineira, é medida não só pela produção de obras em diversos suportes, mas também formação de outros artistas, uma vez que foi professora em importantes cursos de nível superior em Artes Visuais. Quando fiquei sabendo da exposição Yara Tupynambá – 70 Anos de Carreira, que chegou ao CCBB BH no dia 24 de fevereiro, peguei ingresso para o primeiro horário do primeiro dia, precisava conferir e produzir conteúdo sobre. Foi a única vez que fui a uma instituição cultural durante a pandemia e não me arrependo: são 74 obras, entre quadros, gravuras e painéis, representando flora e cultura de Minas Gerais, celebrando não só a vida e o trabalho dela, mas também do lugar onde nasceu e ainda vive.

Veja pedacinhos dessa exposição também no vídeo publicado no Instagram Reels!

Eu tenho uma relação muito pessoal e afetiva com a Yara, vai além da admiração como artista. Em 2012, quando eu fazia meu TCC, onde restaurarei uma gravura do Padre Viegas (provavelmente a primeira gravação feita no Brasil!), descobri que ela tinha feito a reimpressão que estava restaurando quando era professora da EBA UFMG enquanto pesquisava a história da obra. Mandei então alguns e-mails até, enfim, chegar no endereço pessoal dela, que me respondeu muito solícita sobre o trabalho e me ajudou a detectar muitas das causas de degradação que tinham levado a essa necessidade da restauração. Quando terminei, ela foi adicionada aos meus agradecimentos porque foi super importante no processo e me tornei bem fã. Com razão, né? Pra quem tem interesse nesse tipo de trabalho, ou mesmo curiosidade, o arquivo em PDF do TCC completo está disponível no meu perfil do Academia.

Sala 01:

Essa exposição está dividida em quatro salas, sendo as três primeiras no térreo do prédio, logo à direita da entrada principal. A sala de abertura já apresenta, de cara, um dos painéis da artista, obra de grande porte e cores fortes, entre verde, marrom e pitadas de pontos claros nos detalhes. Essas cores estão presentes em todo esse ambiente inicial, retratando matas, árvores e águas das margens do Rio Doce. É um conjunto bem uniforme, parece uma grande série de quadros, mas suas datas variam muito entre os últimos dez anos, mais ou menos, então a produção em si parece ter sido relativamente espaçada. Confesso que, de todas, foi a que “menos amei” (porque amei tudo, na verdade), mas causa um primeiro impacto muito belo, de verdade.

Psiu! Pres’tenção! Todos os exemplos de pinturas mostrados nesse post possuem a mesma técnica e suporte: acrílica sobre tela. Os anos de criação, porém, são variados e foram descritos nas legendas das imagens, ao lado dos títulos.

Quadro de Yara Tupynambá em primeiro plano, com painel da artista quase inteiramente visto ao fundo, ambos retratando matas com árvores finas de madeira clara e muito verde em volta.
Árvores Brancas (2012) e Floresta do Vale do Rio Doce (2014).
Três quadros da artista, um dois primeiro plano com lagoas em destaque na paisagem e outro ao fundo, bem semelhante à foto anterior.
Lagoa com Nenúfares (2019), Lagoa do Rio Doce (2017) e Floresta do Vale do Rio Doce (2017).

Sala 02:

A sala seguinte tem cores suaves retratando ambientes abertos que passam a ideia de serem mais leves. Acho que, de todas, foi a minha favorita! Achei interessante porque nem todas elas são cenários em si, algumas tinham flores e outros tipos de plantas meio “jogados” formando a composição, e ainda assim passam a mensagem de retratar algo real e visível. O grande destaque dessas representações é a Serra do Cipó, um destino turístico natural localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte conhecido por suas cachoeiras, que estão presentes lado a lado da vegetação também característica. Ao contrário do espaço anterior, e assim como os seguintes, elas são diferentes entre si, mas é possível detectar alguns conjuntos que representam pequenas unidades particulares, a expografia arrasou em organizar a disposição para que isso ficasse muito perceptível ao público visitante.

Quadro retratando árvores de galhos secos em meio a pedras claroas e algumas flores secas caídas ao redor.
Velócias Gigante (2013).
Dois quadros de yara Tupynambá d emédio porte, o primeiro, ao fundo, com cenário da flora  em tons verdes e vivos à margem de uma cachoeira com uma faixa no centro mostrando o que parece ser o mesmo local em período de seca; e o segundo retratando três flores em ambiente fechado com fundo escuro.
Perto da Cachoeira (2015) e Três Flores na Serra do Cipó (2004).
Quadros em fundo de cor clara retratando diversos tipos de flores coloridas espalhadas na tela.
Flores na Serra do Cipó III (2011) e Flores na Serra do Cipó (2011).

Sala 03:

O último cômodo do andar térreo também retrata pontos relevantes de Belo Horizonte e região, como parque municipais e o Inhotim, museu de arte contemporânea em Brumadinho que tem paisagismo assinado por Burle Marx. Em um meio termo do que foi visto anteriormente, os quadros têm tons e características semelhantes, mas não retratam uma unidade propriamente dita. Como moradora da capital mineira foi o lugar onde mais me senti em casa, por mais que eu já tenha estado nos cenários anteriores esses são os mais próximos, onde estive várias vezes. Isso me mostra muito a força de vistar mostras e exposições que trazem paisagens locais, valorizando realmente o nosso lar e o fazer artístico dele, mesmo. Muito incrível poder ver isso, seja presencial ou virtual, que é o mais acessível nesse momento.

Quadros retratando cenários variados, sendo o primeiro um conjunto de árvores de galhos finos e folhas escuras, o seguno uma planta imponente nascendo em frente a um muro antigo de azulejos e o terceiro uma lagos em um parque, com vegetação ao seu redor e barcos estacionados à beira da água.
Árvores à Luz do Dia (2018), A Velha Parede Esquecida (2018) e Parcos no Parque (2020).
Duas pinturas com cores semelhantes (verde em diversos tons, terrosas e vermelho), a primeira retratando um cenário vegetal urbano onde á uma lagoa com barco, pessoas caminhando ao fundo e um possível coreto de praça; e o segundo em local parecido, com uma menina vestindo vestindo roupa de cor quente em destaque na frente segurando dois balões coloridos.
Árvores e Barcos (2017) e A Menina dos Balões (2017).

Sala 04:

A última sala fica localizada no 2º andar do CCBB, contendo obras da coleção particular da artista que o público não tem acesso. Ali contém desde homenagens a Monet, ao pintar seus jardins na França há mais de trinta anos, à vista da sua janela durante a pandemia, com trabalhos de 2020 e até 2021! Em entrevistas ela já disse que sua rotina em isolamento social não mudou muito, passa basicamente o tempo todo no ateliê produzindo, e aí está o resultado dessa produção, que ocupa 70 anos dos (quase) 90 que tem de vida a serem completados ano que vem. Escondidinho, num dos cantos de obras voltadas pra parede, existe um quarteto que não são pinturas e tenho a impressão que eram desenhos, mas agora não tenho certeza e já peço desculpas por essa gafe. O importante é que é belíssimo, como todo o resto.

Três quadros, dois em destaque em cores claras retratando flores brancas e roxas variadas e um ao fundo, entre eles, que tem como imagem principal uma casa cercada de diversos tipos de plantas, árvores e flores, ao seu redor.
O Jardim Secreto I (2015), A Casa de Monet (1989) e Íris e Spatifilus do Jardim (2020).
Quatro obras da sala da coleção particular de Yara Tupynambá em ângulos onde não é possível ver muitos detalhes, todas com temática principal de flores e folhas, e uma em destaque, retratando a casa (descrita na foto anterior).
Spatifilus no Fim da Tarde (2010), Strelitzia no Jardim (2020), A Casa de Monet (1898) e A Janela do Atelier (2021).
Quadro com moldura em primeiro plano, com um grande vaso onde estão folhas e flores e um menor na frente, que parece conter frutas redondas. Ao fundo, um quadro em cores complementares aparece pela metade, retratando várias folhas coloridas em fundo verde.
Vaso de Flores em Pote Chinês (2000) e Sol Poente e Folhas Vermelhas (2020).

Leia também: Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura, sobre a mostra que também está aberta no CCBB BH.

Sobre a artista:

Yara Tupynambá nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, em 2 de abril de 1932. É artista plástica, tendo estudado com o próprio Guignard, e atuou como professora e diretora da Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG e professora da Escola Guignard da UEMG. Ao longo de sua vida profissional, participou de diversas Bienais e Salões de Arte Moderna, ganhou prêmios de vários tipos de materiais do seu trabalho multiartístico, uma vez que é não somente pintora mas também muralista, gravadora e desenhista. Em 1987, criou o Instituto Yara Tupynambá, ainda na ativa, promovendo atividades de incentivo cultural, incluindo a conservação-restauração de bens, e de educação artística e em outras áreas, como gastronomia, moda, turismo e meio ambiente. Vocês podem segui-la no Instagram nos perfis @yaratupynambaoficial e @instituto.yaratupynamba.

Dados gerais e vídeo:

Yara Tupynambá – 70 Anos de Carreira está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, supostamente, até 20 de maio de 2021. O CCBB, porém, se encontra fechado como medida de proteção ao COVID-19, sem previsão de reabertura, conforme definido pela Prefeitura de BH. Enquanto estava aberto, a bilheteria da instituição não estava funcionando e os ingressos gratuitos eram retirados pela internet, com obrigatoriedade do uso de máscara de proteção dentro das dependências, medição de temperatura na entrada, distância entre visitantes determinada por sinalização presente no chão e dispensadores de álcool em gel em todos os andares do prédio. É possível fazer o tour virtual pela exposição no site do Instituto Yara Tupynambá em yaratupynamba.org.br/ccbb (e tem uma prévia dele lá nos Reels do meu Instagram!).

Esse post faz parte também do projeto Vênus em Arte, um canal no Youtube e podcast que traz visibilidade feminina na história da arte! Sempre que pertinente, falo sobre as mulheres de exposições que frequento por lá, além do conteúdo principal ensinando sobre movimentos artísticos através das artistas que faziam parte deles. Abaixo, um vídeo falando sobre a experiência com pequenas tomadas dentro das galerias.

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Exposição “Arquitetura da Paisagem”, no Fórum Lafayette

Exposição Arquitetura da Paisagem

Sendo de origem (provavelmente) chinesa e já presente na história da arte desde o século VI, a xilogravura é uma técnica de gravação em madeira, entalhando o desenho desejado pelo artista para, depois, ser impresso sobre o papel – ou qualquer suporte adequado para tal. O resultado dessa impressão, a xilografia, é uma versão espelhada do que foi gravado, dando ao artista ainda mais trabalho, graças às necessidade de projetá-lo dessa forma. E é utilizando desse processo, lado a lado das propriedades orgânicas da própria matriz, que a artista e professora da Escola de Belas Artes da UFMG, Eliana Ambrósio, construiu as obras da exposição “Arquitetura da Paisagem”, aberta à visitação no Espaço Cultural Fórum Lafayette.

Exposição Arquitetura da Paisagem

A abertura aconteceu na noite do dia 26 de junho (no aniversário de 14 anos do blog!) e eu precisei ir prestigiá-la pois a Eliana foi, além de primeira professora universitária, minha orientadora no TCC, onde restaurei a reimpressão de uma das primeiras gravuras em metal produzidas no Brasil. Desde então ela vem se aprofundando cada vez mais na área, se tornando agora professora do curso de Artes Visuais da EBA.

“Arquitetura da Paisagem” é um conjunto de obras cujo nome é autoexplicativo: ela utiliza das formas e força da própria natureza para construir exemplos da interferência humana no ambiente, sem necessariamente se deixar limitar pelas bordas do desenho. São 22 obras com referências ao movimento art nouveau (sobre o qual ela mesma me ensinou!) e cheias de formas e movimentos que carregam uma elegância enorme no modo de entralhar.

Exposição Arquitetura da Paisagem

Exposição Arquitetura da Paisagem

Além dela, há também no saguão do Fórum, 4º andar e na unidade Raja Gabaglia uma Mostra Paralela com mais de 50 trabalhos de seus alunos da UFMG. Esse conjunto, que não se limita a estilos ou temáticas, apresenta a xilogravura de forma diversificada, com variação de suporte, cor e técnicas complementares. Elas contém cores, degradês, referências das mais variadas, cada uma seguindo o traço de seu autor e passando o que ele quis retratar. Minha favorita, de autoria da Lucianita Moraes, representa um elefante num contraste de cores complementares lindíssimo – e ainda pude conversar com ela na hora, compartilhando minha paixão por esse animais. Vale a pena estender a visita a elas também!

Exposição Arquitetura da Paisagem

Exposição Arquitetura da Paisagem

A visita às mostras é gratuita, das 8 às 18h, no TJMG (Av. Augusto de Lima, 1.549, Barro Preto), entre 26 de junho e 26 de julho de 2018. As datas e horários também são válidas para a outra unidade (Av. Raja Gabáglia, 1753, Luxemburgo). Para saber mais, assista à entrevista feita pela TV UFMG em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/professora-e-alunos-da-ufmg-expoem-xilogravuras-no-forum-lafayette

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Elephant Parade em Belo Horizonte

Elephant Parade em Belo Horizonte

Elefantes estão, definitivamente, no meu “Top 5 Animais Favoritos”. Essa paixão foi começando devagarzinho, na elefante cor-de-rosa de pelúcia que minhas amigas do colégio me deram aos 16 anos, até se tornar tão forte a ponto de tatuar um no pulso em homenagem ao meu romance ainda não publicado, “Wish You Were Here”, onde há a presença forte deles. Sei lá, me identifico com esses mamíferos gigantes! Eles são empáticos, dramáticos, gentis e se organizam numa sociedade matriarcal, o que, cá entre nós, é maravilhoso de se ver no reino animal onde muitos têm a ilusão que o macho é sempre o alfa.

Por esse motivo eu quase pirei quando descobri da chegada da Elephant Parade em Belo Horizonte pelo Instagram! Assim que vi o primeiro link sobre comecei a pesquisar loucamente e até cheguei a receber fotos de amigos via Whatsapp, porque eles já sabiam que ia rolar amor. Acabei vendo alguns espalhados pela cidade, mas nunca podia parar apreciar direitinho… Então decidi tirar uma tarde para ir ao Pátio Savassi, onde a maioria está concentrada, para fotografar os mais legais e vamos ver se, até a exposição acabar, não consigo rodar mais a cidade e ir complementando esse post!

Elephant Parade em Belo Horizonte
“Elefante Paulistano” por Cadu Mendonça

As escultura têm o tamanho de um bebê elefante real, então tem espaço suficiente pra cada artista expressar sua ideia exatamente como quer. Alguns ignoram completamente o formato e usam como uma “tela” para pintura, outros deixam com cara de animal, mesmo, mas cheio de personalidade. Meu favorito, que foi também o primeiro que vi, foi o “Tartaphant”, que representa um bebê tartaruga saindo do ovo, coisa mais linda!

Elephant Parade em Belo Horizonte
“Tartaphant” por Ângelo Rafael
Elephant Parade em Belo Horizonte
“Bolofante” por Bolinho

Outro queridinho, que faz parte do trio de comidas presente na Praça de Alimentação do shopping, é o “Bolofante” com o personagem Bolinho, que já é uma celebridade artística de BH! Ele está estampado em muros por toda a cidade, então logicamente é o destaque dessa edição! Ficou colorido e divertido, como não podia ser diferente!

Elephant Parade em Belo Horizonte
Praça de Alimentação: “Bolofante”, “Pausa Para o Cafezinho” por Beto Rossi e “Que Seja Doce” por Érica Morais
Elephant Parade em Belo Horizonte
“Mademoiselle Elefantel” por Patrícia Costa, “Haru” por Simone Michelin e “Prisma” por Carina Maitch
Elephant Parade em Belo Horizonte
Detalhes de “Prisma”
Elephant Parade em Belo Horizonte
Cinema: “Elephant in Wonderland” por Rogério Fernandes e “Amanhecer de Sonhos” por Alexandre Rato
Elephant Parade em Belo Horizonte
“Prece ao Mar” por Gabriela de Miranda Santos e “Jungle” por Iuri Sarmento
Elephant Parade em Belo Horizonte
“Iamandú Verdefante” por Carolina Massad
Elephant Parade em Belo Horizonte
“Murilo” por Davi DMS
Elephant Parade em Belo Horizonte
“O Viajante Imaginário” por Rosângela Vig
Elephant Parade em Belo Horizonte
“DJ Elephant” por Alberto Bertolazzi

Durante a primeira metade do projeto tinha um ateliê aberto no segundo piso do shopping, onde as obras eram produzidas ao vivo para os visitantes que ali passassem. No dia que foi quem estava em andamento era “A Cura”, do Rogério Fernandes, e estou doida para achá-la e ver como ficou porque o nome me deixou curiosíssima!

Elephant Parade em Belo Horizonte
“A Cura” em produção, por Rogério Fernandes

A Elephant Parade vai ficar em BH até o dia 15 de maio e seu próximo destino já foi anunciado: o Rio de Janeiro! Até lá dá pra curtir as obras não só no Pátio, mas também na Praça da Liberdade, Praça da Savassi e em algumas Drogarias Araújo, que é patrocinadora oficial do projeto. Depois elas serão leiloada e o dinheiro arrecadado vai para filantropia local, os artistas envolvidos e a preservação dos elefantes! Se tem projeto mais lindinho acontecendo, desconheço!

Elephant Parade: de 15 de março a 15 de maio em Belo Horizonte. Instagram: @elephantparadebrazil | Facebook: Elephant Parade Brasil | Mais informações em elephantparade.com.br

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BH 120 Anos: 5 lugares favoritos da Capital Mineira!

BH 120 Anos

E hoje, 12 de dezembro, é aniversário de Belo Horizonte! A capital mineira está completando 120 anos e, além de eu chamá-la de casa há 15, é também minha cidade favorita no planeta… Merecia esse momento comemorativo por aqui, né? Sendo assim aqui está a minha listinha pessoal de 5 lugares legais pra visitar quando vier em BH. Existem outros que gosto tanto quanto, alguns que acho importante mesmo sem ter tanto apego, mas com esse roteiro já dá pra tirar umas fotos maneiras, comprar doce de leite e sair falando uai durante alguns dias sem nem saber o que significa. Me chama pra ir junto, eu explico.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

BH 120 Anos

A Praça da Liberdade precisa ficar no topo da lista porque é o lugar que mais amo nesse mundo. Só de andar por ela, não importa quão ruim está o dia, pelo menos um sorrisinho consegue estampar esse rostinho por alguns minutos… Tinha uma época na faculdade que eu pegava carona com uma colega que mora lá perto e passava na frente do meu ponto de ônibus pra ir pra casa, mas eu nunca descia no meio do caminha só pra voltar por lá! Além da praça em si, que é linda, ao redor e nas ruas que levam até ela tem o Circuito Cultural Praça da Liberdade, com museus, instituições públicas e centros culturais, além de shows e outros tipos de apresentações que sempre rolam por lá. Dá pra ficar o dia inteiro se divertindo e amando artes e ofícios pra todos os gostos! Agora no fim de ano ela também vira um dos points mais esperados da decoração de natal, que é sempre linda. Pra ver outras fotos que tirei da praça é só conferir o 6 on 6 de julho desse ano, que foi todo dedicado a ela!

Igreja São Francisco de Assis & Lagoa da Pampulha

BH 120 Anos

O maior cartão postal de BH é, sem dúvidas, a Igrejinha da Pampulha! Com arquitetura de Niemeyer, painéis de Portinari e paisagismo de Burle Marx ela é um primorzinho de prédio em formato incomum. Além disso, faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o grupo de prédio na orla da Lagoa que também valem muito a pena conhecer: Museu de Arte da Pampulha, Casa do Baile, Iate Tênis Clube… Fora Parque Guanabara, Jardim Zoológico e o Parque Ecológico! O campus principal de UFMG, onde eu estudei, e o estádio Mineirão também ficam relativamente perto, a Pampulha é um pouco longe do Centro mas tem entretenimento pra todos os gostos!

Edifício Arcangelo Maletta

BH 120 Anos
Foto do ARQBH

No coração do Centro da cidade, na esquina da Rua da Bahia com Avenida Augusto de Lima, está um edifício que mistura comercial e residencial e é um dos nossos centros boêmios: o Maletta! Me desculpe bairro Santa Tereza, me desculpem bares da Savassi, que também são dois queridos, mas hoje se eu tiver que escolher um local pra sentar com os amigos e jogar conversa fora tomando uma (no meu caso uma Coca Cola, porque não bebo), é pra lá que eu vou. A variedade de bares é enorme e o preço sempre bem acessível, além da localização ser maravilhosa pra voltar pra casa depois, sempre cheia de gente em volta e com ônibus pra todos os lados!

Mercado Central

BH 120 Anos
Foto do G1

Imagina o lugar que concentra toda a cultura de um estado, junta com um cadinho de contemporaneidade e ainda adiciona o pouquinho de outros lugares aqui e ali? Esse é o Mercado Central de Beagá! Se você tiver que escolher entre um só dos que citei nessa lista, ou que esteja listado em qualquer outro lugar, escolha esse! Rola uma comidinha mineira na hora do almoço, presentinhos pra levar pra família, café com pão de queijo pro lanche, lojas de cachaça com garrafas que não são encontradas em nenhuma outra, queijo Minas pra todos os gostos de TODOS OS TIPOS DE DOCE DE LEITE JÁ PRODUZIDOS! Seja pra quem é de fora curtir o clima desse “trem bão” todo ou pro próprio belorizontino achar tudo o que precisa em um lugar só, vale a pena se perder nesse labirinto ilógico bagunçadinho. Eu mesma, se passo um mês sem ir lá pode ter certeza que foi um mês MUITO atípico! (E se voltar sem um pacotinho de doce de leite na palha, tem algo errado nisso aí…)

Parque das Mangabeiras

BH 120 Anos

OK, eu sei que aqui deveria vir o Parque Municipal, cuja localização é bem melhor… E até mais bonito, pra falar verdade, mas o Parque das Mangabeiras é bem mais tranquilo de se visitar! Ele fica ali na beiradinha da Serra do Curral e todo fim de semana recebe família fazendo picnic, grupinhos de caminhada e muitas sessões de fotos! Tem estacionamento, restaurante, pista de skate, muitos bichinhos com os quais é melhor não socializar muito, área pra criança e um mini mirante onde dá pra ter uma visão bonita da cidade. Pra fechar nosso tour com chave de ouro…

Quer mais de BH? experimenta também assistir alguma apresentação ou exposição legal no Palácio das Artes, parar no meio do caminho em direção ao Parque Mangabeiras pra ver a Praça do Papa e, se der tempo, dá um pulo na Região Metropolitana, lá em Brumadinho, e curte o Museu de Arte Contemporânea Inhotim, que é sem dúvida um dos mais lindos do mundo!

Blogmas 2017

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