Let Them All Talk: ritmo lento regado a citações incríveis

Cena do filme Let Them All Talk onde as personagens estão centadas à mesa em um restaurante bem iluminado, sendo elas Susan (Dianne Wiest) e Roberta (Candice Bergen) à esquerda e Alice (Meryl Streep) e Tyler (Lucas Hedges) de frente para elas, à direita. As três mulheres são idosas e têm cabelos brancos, enquanto o rapaz é um jovem de cabelos escuros.

Let Them All Talk *****
Pôster do filme Let Them All Talk em que Alice, interpretada por Meryl Streep, está apoiada em uma porta branca, com uma mão sobre a boca. Ela tem cabelos brancos, usa óculos de grau de armação escura e roupa de frio também escura. O título e créditos do filme estão acima da sua cabeça, onde há um degradê de cor turquesa, lembrando o cor do oceano. Elenco: Meryl Streep, Lucas Hedges, Candice Bergen, Dianne Wiest, Gemma Chan, John Douglas Thompson, Dan Algrant
Direção: Steven Soderbergh
Gênero: Drama
Duração: 113 min
Ano: 2020
Classificação:
Sinopse: “Uma escritora de sucesso (Meryl Streep) embarca em uma viagem com antigos amigos em um cruzeiro, buscando uma boa dose de diversão e também a cura para algumas feridas do passado. Metido a garanhão, seu sobrinho (Lucas Hedge) a acompanha com o objetivo de conquistar a maior quantidade de mulheres possível, mas chegando lá ele acaba se apaixonando por uma jovem agente literária (Gemma Chan).” Fonte: Filmow.

Comentários: Alice Hughes é uma escritora estadunidense de sucesso que está prestes a receber mais um prêmio, dessa vez na Inglaterra, mas não gosta de andar de avião e, por isso, decide não ir. Sua agente, uma fã do seu maior best seller que deseja muito vê-la publicando a continuação, consegue para elas vagas em um navio que faz o trajeto, pensando que assim conseguirá persuadi-la. Alice decide levar junto seu sobrinho Tyler, por quem tem imenso e recíproco carinho, e duas amigas de faculdade com as quais acabou perdendo contato e pretende se reconectar: Susan, uma senhora gentil que gosta de fazer diferença na vida das pessoas através de seu trabalho, e Roberta, cuja vida financeira está bastante frustante. No trajeto, entre tentativas e falhas de todas as partes, eles encontram à bordo outro escritor famoso e um misterioso homem que é visto sempre no mesmo ambiente que a protagonista…

“Eu acho que atração é a força que move o universo, na verdade… É como a gravidade ou a força magnética. Aquilo que faz as borboletas-monarcas voarem pelo mundo.”

Let Them All Talk foi a primeira coisa que assisti na HBO Max, que estreou no Brasil mês passado com um vasto catálogo. Um original da plataforma, esse filme me atraiu por ter como personagem principal minha queridinha suprema Meryl Streep no papel de uma escritora, mas apertei o play sem nenhuma outra informação sobre, apenas me deixando levar. De cara, é claro, o elenco chama MUITA atenção por ter nomes de peso do entretenimento norte-americano, no papel de pessoas tão diferentes e profundas que me deixou surpresa. Esperei pelos esteriótipos clássicos de grupos de amigas como “a inteligente”, “a solteirona”, “a boazinha”, etc, mas não, elas são mais complexas que isso e mesmo num espaço de tempo tão curto é possível conhecer gradativamente sua história, o que as levou onde estão e, principalmente, a causa do afastamento daquela amizade antiga, que não parece ter sido natural.

Foto de uma cena de Let Them All Talk onde as personagens Tyler e Alice, ele usando terno escuro e camisa de cor clara enquanto ela usa uma roupa completamente escura, encostados no parapeito de uma varanda do navio em que estão viajando. Os dois estão lado a lado, de frente para a câmera, olhando um para o outro, e ao fundo é possível ver um pouco do andar debaixo do navio e o oceano à sua frente.
Let Them All Talk: Imagem via Vulture.

É muito importante destacar para quem pretende assisti-lo que ele tem desenvolvimento bastante lento, como optar por atravessar o oceano pela água ao invés de fazer isso pelo ar. Para quem busca momentos de ação, grandes clímax empolgantes ou mesmo dramas profundos pode ser frustrante. Existe carga sentimental, pitadas de humor, descobertas interessantes, tudo, mas em doses homeopáticas de forma que torna o longa entediante para algumas pessoas. Por outro lado ele é visualmente tão bonito, tecnicamente tão bem conduzido e tem falas que, mesmo cotidianas, são tão intensas que é um prato cheio digno de ser degustado. A busca dessa mulher pela reinserção das pessoas que já foram importantes pra ela na sua vida, que a gente não consegue entender a princípio de onde realmente vem mas torce pra acontecer, é íntima demais, e o final que chega para ela, definitivamente, surpreendente.

Leia também: Resenha do filme Do Jeito Que Elas Querem, comédia também protagonizada por um grupo de atrizes veteranas premiadas.

O filme fica ainda mais fascinante quando você pesquisa sobre o contexto em que foi gravado, dois anos atrás. Imagina um diretor de cinema levando três atrizes premiadíssimas, fora o resto da equipe, à bordo do Queen Mary II, um navio que faz travessia de um continente a outro pelo Atlântico, e filma ali, deixando inclusive que essas pessoas improvisem as falas no meio do caminho? Pois essa foi produção de Let Them All Talk! Entre o desenvolvimento da história, inclusive, eles colocaram algumas cenas do dia a dia da tripulação, pra realmente te colocar “no clima” do cruzeiro, como pequenos respiros na narrativa, que é guiado por uma trilha sonora tão, tão gostosa que não dá vontade de parar de ouvir. É, o ritmo pode não agradar aos mais afobados, mas o conjunto da obra, pra mim, foi sensacional.

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Cruella: um filme regado a moda, dálmatas e rock n’ roll!

Foto da personagem Cruella, que tem os cabelos curtos encaracolados divididos ao meio entre as cores preto e branco, usando uma máscara preta, batom e vestido vermelhos em um baile de gala, onde olha para alguém que está fora da imagem com ar de deboche.

Cruella *****
Pôster do filme Cruella, que tem o nome da atriz que interpreta a personagem título, Emma Stone, no topo, fundo dividido com as cores preto e branco, como os cabelos que ela apresenta na foto que ocupa toda a imagem. A personagem também usa batom vermelho vibrante e roupa preta elegante, segurando oma bengala apoiada nas costas com as duas mãos. O título também aparece em vermelho, à sua frente. Elenco: Emma Stone, Emma Thompson, Joel Fry, Paul Walter Hauser, Emily Beecham, Jamie Demetriou, Joey Akubeze, John McCrea, Kirby Howell-Baptiste, Mark Strong, Kayvan Novak
Direção: Craig Gillespie
Gênero: Aventura, Comédia
Duração: 134 min
Ano: 2021
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Inteligente, criativa e determinada, Estella quer fazer um nome para si através de seus designs e acaba chamando a atenção da Baronesa Von Hellman. Entretanto, o relacionamento delas desencadeia um curso de eventos e revelações que fazem com que Estella abrace seu lado rebelde e se torne a Cruella, uma pessoa má, elegante e voltada para a vingança.” Fonte: Filmow.

Comentários: A jovem Estella perdeu a mãe ainda muito nova, tendo que aprender a se virar nas ruas de Londres ao lado dos amigos que fez ali e a aceitaram mesmo com o cabelo incomum, dividido exatamente ao meio nas cores preto e branco, que ela aprende a disfarçar tingindo de ruivo. Entre um “trabalho” e outro, ela sabe que seu sonho MESMO é trabalhar para a Condessa, um ícone da moda britânica que anda sempre acompanhada de seus dálmatas de estimação e é, para ela, uma inspiração. Aos poucos, porém, a jovem percebe que aquele meio no qual almeja tanto entrar pode ser mais ingrato do que pensava e decide então mostrar o lado dissimulado e caótico que tem dentro de si, soltando sua criatividade num plano de vingança pessoal que a transforma nesse ícone muito maior que imaginou ser um dia: Cruella!

Lançado em maio desse ano no acesso premium pago à parte da plataforma Disney+ e agora finalmente liberado para todos os assinantes do streaming, o longa é protagonizado por Emma Stone, que nos faz amar uma vilã imperdoável, ao lado de Emma Tompson, que dá vida a alguém ainda pior e sua genialidade impede o objetivo de nos fazer odiá-la. Em Cruella, a Disney reinventou uma personagem antiga, tão estilosa quanto cruel, e levou direto para o cenário londrino da década de 1970, dando a ela visual de roqueirinha maravilhoso acompanhado de trilha sonora 100% à altura. O ritmo do filme não é dos melhores, fica um pouco lento em diversas partes, mas ao contrário de A Bela e a Fera, onde essa característica atrapalha o acompanhamento da história, as músicas bem selecionadas e humor inteligente ajudam a manter a atenção ao longos dos vários pequenos clímax.

Foto da personagem Cruella olhando diretamente para a câmera com seus olhos azuis e olhar dissimulado. Ela está em um ambiente que parece uma redação de revista ou jornal, bem iluminado, e o close mostra apenas a parte de cima da sua roupa de couro preto pesada, os cabelos curtos metade da cor preta e a outra metade branca e o rosto, onde usa um batom vermelho vibrante.
Cruella: Imagem via The New York Times.

O fato de ser uma nova história, porém, não faz com que o filme não seja atrativo para fãs das animações e live actions de 101 Dálmatas lançadas anteriormente – muito pelo contrário! Sua música tema, “Cruella DeVill”, também ganhou outra história e está presente em toda a trama, em ritmo novo que combina totalmente com o resto das músicas (todas parte integrante da minha playlist do dia a dia, gente). As personagens novas, humanas e caninas, são bem trabalhadas e as “velhas” ganharam visual e personalidades repaginados que fazem muito mais sentido. Um exemplo disso é o fato de que a amizade com essa vilã por parte da Anita não fazia sentido NENHUM na minha cabeça quando assistia ao desenho, desde criança, e agora elas ganharam motivos para essa relação, até na cena entre créditos que é a coisa mais fofa do mundo e precisa ser vista…

Leia também: Resenha do live action A Dama e o Vagabundo, que lançou exclusivamente no Disney+.

Veja bem, não é que tiraram a essência surtada da protagonista, disposta a qualquer loucura para chegar onde deseja. Ela tem isso, e consegue ser um tanto quanto má também. Mas, sinceramente, em pleno 2021 eu não quero ver um filme sobre uma mulher que sequestra filhotinhos para fazer um casaco de pele, né? Não faz SENTIDO esse plot atualmente, e não é por isso que o potencial dela de viver uma nova narrativa devia ser desperdiçado, dessa vez abordando problemáticas da indústria da moda, entre outras. Essas releituras dos clássicos não vieram “justificar” suas ações do passado, mas para dar a eles um olhar mais contemporâneo e inspirador. As animações continuam existindo pra quem gosta, e os live actions passam a existir pra quem quer curti-los também. E dessa vez, assim como na maioria dos lançados até agora, eu curti DEMAIS!

Trailer:

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Exposição Coletiva MascarArte, do Libertas Coletivo de Arte

Exemplar de obra do movimento MascarArte, uma máscara de proteção facial branca, com uma ilustração do Mapa Mundi onde os países são representadas por bolas coloridas de tamanhos diferentes conectadas por uma rede de linha. A máscara está sobre uma superfície de ladrilhos cor de terra.

Se existe uma coisa que se tornou símbolo dos últimos 16 meses é a máscara de proteção. Algumas pessoas tiveram pesadelos em que chegaram em lugares e descobriram que estavam sem, outras se recusaram prontamente (e irresponsavelmente) a adotar e, no fim das contas, estranho pra mim vai ser quando chegar a hora de sair sem elas… Usei as cirúrgicas, passei pra de pano com tripla camada e agora tenho minhas PFF2 cor-de-rosa das quais não abro mão. Acho até engraçado quem vai bater foto fora de casa e tira a máscara pra isso – quéde o registro de momento, gente? Faz parte da nossa vida agora, ‘bora deixar a mensagem pra posterioridade! E foi pensando mais ou menos nisso que o Libertas Coletivo de Artes se juntou à Exposição Coletiva MascarArte, dando novo significado a algo que, assim como a arte, é extremamente necessário, ainda que incômodo em alguns momentos.

Foto de uma máscara de proteção, parte do Movimento MascarArte completamente pintada com um pulmão sob a terra, alimentando uma árvore que sai dela.
E não desejei mais minhas máscaras, por Gisele Moura

Composta de obras feitas por 43 artistas do Coletivo, todas usando máscaras brancas como suporte para passar sua mensagem de cuidado, atenção e esperança. A ideia é justamente usar arte como registro histórico da humanidade, tentando levar à vida de artistas e expectadores força para se manter com coragem e resiliência quando mais parecem faltar. As intervenções foram feitas respeitando o estilo de cada participante, desde algumas propositalmente deixando o tecido branco à mostra até as que criaram todo um novo objeto através dele. O sucesso foi tamanho que agora ela conta também com mais 20 artistas independentes, todos seguindo o mesmo conceito.

Máscara de proteção pintada em tom escuro de azul representando uma galáxia com vários planetas redondos coloridos em sua superfície, com várias estrelas feitas de pontinhos brancos.
Espaço vibracional d’après Kandinsky, por Letícia Pinto

Como toda ação do tipo, o movimento MascarArte só foi possível graças ao time de colaboradores, responsáveis pelas máscaras, molduras, espaço para exposição, registro fotográfico e em vídeo. A expografia ficou por conta dos artistas Marcos Esteves (criador do projeto) e Paulo Apgáua, que junto com Rafael Abreu fizeram também a curadoria das obras. Trabalho em equipe em todos os detalhes! Uma coisa que observei também, uma vez que produzo conteúdo ensinando história da arte através das mulheres artistas lá no Vênus em Arte, é que existe equidade de gênero excelente no projeto, inclusive com uma leve maioria de trabalhos femininos. Isso não é tão comum quanto deveria, mas aos poucos as minorias políticas estão ganhando o espeço que devem ter, ainda bem!

Máscara de proteção individual com duas árvores curvas representadas, a primeira de cabeça pra cima com folhas verdes em fundo preto, a outra de cabeça pra baixo com fundo marrom com folhas coloridas.
Árvore da Vida, por Cristina Haibara

A exposição MascarArte nasceu no bairro Santa Tereza em Belo Horizonte, conhecido pela boemia e manifestações artísticas, passou pela cidade de Nova Lima, na Grande BH, e foi também para o Ponteio Lar Shopping na capital, focado principalmente em lojas de casa e decoração. Atualmente as obras estão expostas na vitrine da Mobília Soluções, que fica na Av. do Contorno, 6241. Assim que sair de lá irá para um novo destino, que provavelmente será o último, mas pode ser visitada também virtualmente no movimentomascararte.com/ , de onde as imagens que ilustram esse post foram tiradas. Lá é possível saber mais sobre a participação de cada um dos colaboradores e ver a autoria de todas as obras. O Libertas Coletivo de Artes está também no Facebook, Instagram e YouTube.

Foto de uma máscara de proteção pintadas com uma galáxia em tons frios, de predominância azul. Em um dos lados há o rosto de um felino, como se tivesse se projetando do céu.
Esperança, por Flávia Barsanulfo
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Trinta e Um

Foto de um bolo de cobertura rosa claro, com algumas pipocas doce da mesma cor formando uma meia lua no canto superior esquerdo, com três velas pequenas rosa choque e uma em forma de um batom vermelho, todas as quatro apagadas.

Hoje me peguei pensando sobre rituais de aniversário de modo geral… Sei lá, de repente me bateu um *click* do quanto é bizarro a gente soprar em cima de um bolo que várias pessoas queridas vão comer, sem se importar com a possibilidade de transmitir qualquer doença pra todas elas. Até vi uma cena num filme onde isso entra em pauta uma vez, mas precisei de uma ameaça mundial para me tocar desse absurdo. Coloquei algumas sobre meu bolo, três cor-de-rosa simplezinhas e uma em forma de batom para representar trinta e um ao meu modo, mas só pra tirar fotos, não as soprei e agora tô me questionando se voltarei a fazer isso em algum momento da vida… Assim como vários outros costumes banais que, de repente, me deixam extremamente chocada em lembrar que não foram repensados por várias pessoas mesmo durante a pandemia, quiçá fora dela.

É meu segundo aniversário na pandemia, mas o do ano passado foi beeeem diferente desse. Cheio de alegria, com animação o suficiente da minha parte pra marcar a meia noite com trilha sonora temática, sessão de fotos comemorativa, live convidando os amigos para participar junto e uma variedade representativa de sabores de pizza porque, sabe, dia 10 de julho é o dia dela também. Recebi mais empolgação ainda em troca, foi MARAVILHOSO, mas hoje… Sei lá, a introspecção que marcou o aniversário de dezessete anos do blog sobreviveu às últimas duas semanas e me atingiu em cheio em forma de melancolia. Algumas pessoas vieram me falar que é Inferno Astral, normal, acontece mesmo nas vésperas d’a gente completar um ano novo, mas isso é tão estranho pra mim, não gosto, me causa incômodo! Tentei forçar a extroversão que é meu natural, não tive sucesso.

Porque melhor mesmo é abraçar a antítese que sou. Tímida porém extrovertida, sonhadora ainda que com tendências fortes ao soturno, preciso respeitar tudo isso. Nem sei por que tô falando disso agora, é meio que meu modo de marcar esse dia que tá uma mistura de cansaço com o sentimentalismo de sempre, de quem não sabe realmente o que escrever, mas não consegue deixar de fazê-lo porque é apegada demais à prática, em especial num momento que gosta tanto quanto o ato de “ficar mais velha”. Parece que tô na vibe 100% pra baixo, mas teve muita gostosura também, me provando mais uma vez que (mesmo de longe) sou querida PRA CARAMBA por gente que amo DEMAIS! Presente em envelope deixado na porta, café da manhã enviado de surpresa, “alôs” rapidinhos do outro lado do portão…. Mensagens, ligações, comentários, mil e um abraços virtuais tão calorosos quanto os reais.

Na verdade, no fim, foi bom, sabe? A pizza veio em um sabor só, as velas tiradas do bolo – delicioso, feito pelo meu amigo Nick – pra não precisar abrir mão dos desejos ao soprar, o lookinho rosa e preto de paetês foi vestido mesmo que pra ninguém ver, muita Coca Cola foi consumida e eu completei, às 17 horas e 41 minutos, trinta e um anos de vida. Nesse momento estava na minha cadeira, recostada, assistindo um dos live actions da Disney que amo com minha mãe, irmã, gata e cachorra, como se fosse um sábado qualquer, mas sabendo que não era. Dias melhores virão e dias piores idem, mas esse é MEU dia, então vou fingir que nada disso importa e desejar, aqui e tendo vocês aí de testemunha, feliz aniversário pra mim!

Foto do mesmo bolo presente na primeira imagem sobre o pequeno pedestal porta bolo de vidro. À sua frente um prato branco de bordas rosa contendo um pedaço de pizza de calabresa com alho poró e, à direita, entre os dois elementos, um copo de vidro cheio de Coca-Cola. Todos estão sobre uma mesa coberta por uma toalha branca.

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Wishlist 3×3: Vestidos lindos da Berrylook

Imagem contendo dois vestidos, um rosa claro florido acinturado e outro preto com margaridas sem cintura muito marcada, ambos recortados sobre fundo geométrico.

Contrariando tudo o que eu pensava até então, tenho percebido o quanto moda é um meio de expressão forte pra mim. Por não ser muito ligada em tendências pensei que era completamente alheia a ela, mas a verdade é que uma coisa não tem nada a ver com a outra, estilo pessoal é algo que vai muito além e por isso, inclusive, mantenho uma tag Lookbook no blog, alimentada com meus looks basicões, mas que falam bastante sobre quem sou, marcam momentos e introduzem assuntos que quero aborar, como um “trailer fashion” do que está por vir. Simplesmente amo quando surgem oportunidades de fazer wish lists nessa categoria para lojas de roupas baratas online, é uma curadoria com a qual me divirto, me expresso, visualizo mesmo a roupa dentro da minha vida. Na de hoje vou mostrar 3 grupos de 3 vestidos LINDOS da Berrylook pelos quais estou apaixonada…

Contrariating everything I thought so far, I realized how much fashion is a strong mean of expression for me. As I’m not very into trends, thought I was completely alien to it, but the truth is that one thing has nothing to do with the other, personal style goes further than that and that’s why I keep a Lookbook tag here, fed with my basic looks who talk a lot about who I am, mark moments and introduce subjects I want to talk about, like a “fashion trailer” for what’s to come. I just love when opportunities come up to make wish lists in this category for cheap clothes online, it’s a curatorship that I have fun and express myself with, I really visualize the clothes in my life. Today I’m going to show 3 groups of 3 GORGEOUS Berrylook dresses that I’m in love with…

Mosaico com três vestidos, todos com estampas de margaridas: o primeiro de cor clara e modelagem solta, com a flor na barra, o segundo de cor escura e manga na altura dos cotovelos com várias flores espalhadas pelo corpo e o terceiro em tom frio, sem mangas e com estampa de flores bem concentradas. Há um coração sobre o segundo onde se lê a palavra ''FAV!''.
Floral Print Round Neck Short Sleeve | V Neck Printed Mid Sleeve | Floral Print Suspender

Apesar de não ser uma grande usuária de florais, estampas de margarida são meu ponto fraco. Minha vó materna se chamava Daisy e antes mesmo de eu associar uma coisa à outra essas já eram minhas flores favoritas, acho lindas e sinto que ela está perto de mim quando visto esse tema. Achei três modelos muito fofos para representa-las, tem clarinho primaveril super soltinho, um preto mais elegante de manga 3/4 para a noite e até sem mangas, que é algo que quase nunca uso, mas que além dessas flores é num dos poucos tons de verde que adoro, que tende pro musgo. Engraçado como mesmo o que a gente acha que não combina em nada com nosso estilo pode ter detalhes chave que nos apaixona completamente, né?

Although I’m not a big flower user, daisy prints are my weakness. My maternal grandmother was named Daisy and even before I associate one thing with the other these were already my favorite flowers, I think they are beautiful and feel that she is close to me when I wear this theme. I found three very cute models to represent it, a super loose and light spring one, a elegant black one with 3/4 sleeves for the night and even a sleeveless, something I almost never wear, but besides these flowers is in one of the few shades of green that I love, which tends a moss color. Funny how even what we think doesn’t match our style at all can have key details that we’re completely passionate about, right?

Mosaico com três vestidos que batem na altura do joelho e são bastante marcados na cintura: o primeiro em tom claro com estampa de bolinhas, o segundo rosa claro bem feminino com estampa floral e o terceiro com mangas de alcinha, bem veranil, com estampa mesclada de cinza e branco.
High Waist Polka Dot | Waist Floral | 2021 Amazon Wish

Minha maior dificuldade em escolher vestidos tubo é que gosto de marcar bastante a cintura e muitos deles possuem modelagem mais reta, então precisava dedicar um espaço aos que oferecem a silhueta que me agrada mais, claro! Escolhi um modelo levemente mais comprido do que a altura que gosto (sou bem baixinha), mas com estampa de bolinhas que é a coisa mais LINDA da vida, faz valer a pena a bainha necessária, hahaha. É claro que não podia faltar um cor de rosinha, o ápice do feminino com saia rodada e estampa floral belíssima e, pra fechar, um transpassado mesclado de cinza escuro e branco que é a cara do calor brasileiro que nos abandonou nos últimos dias, mas sempre volta antes mesmo do que a gente espera.

My biggest difficulty in picking womens shift dresses is that I like to mark the waist a lot and many of them have a straighter modeling, so I needed to dedicate a space to honor the silhouette I like the most, of course! I chose a model slightly longer than the height I like (I’m very short), but with a polka dot print that is the most BEAUTIFUL thing, makes the necessary hem worth it, hahaha. Of course I needed a light pink one too, the apex of feminine with a full skirt and a beautiful floral print and, to close, a transfixed mix of dark gray and white who is the face of Brazilian’s heat that has abandoned us in recent days, but always comes back even sooner than we expect.

Mosaico com três vestidos que batem na altura do joelho na cor preta: o primeiro listrado na vertical de bege claro e bem acinturado, o segundo justo com saia levemente rodada e manga três quartos e o último, que tem o coraçãozinho de ''FAV!'' em cima, com forro liso e renda por cima.
Striped Mid Length | Hepburn Style | Round Neck Lace

E já diria Coco Chanel: “você nunca vai errar com um pretinho básico”! Eu, que amooo usar roupa preta, sou uma grande devota dessa fala, não podia faltar um trio deles aqui! Pra fugir um pouquinho do monocromático, comecei com um listradinho de preto e branco/bege claro, também na vibe da cintura marcada, que tem nesse padrão e outro que é o negativo dele, ambos lindos demais. O prêmio “elegância” vai para o modelo inspirado na DIVA Audrey Hepburn, absolutamente tudo e mega versátil, mas meu favorito meeesmo, de todos os nove, é o “gótico suave” de renda que eu usaria em todos os momentos da minha vida! Inclusive uma vez fui ao casamento de uma amiga com um vestido bem parecido com esse, um pouco mais justo, mas que infelizmente era emprestado. Acho que por isso amei tanto, tá na hora de ter um só meu!

As Coco Chanel would say: “you can never go wrong with a little black dress”! I love to wear black clothes, am a great devotee of this quote, couldn’t miss a trio of them here! To get away from monochromatic a little, started with a black and white/light beige stripe, also with the marked waist, which the store sells in this pattern and another, it’s negative, both very beautiful. The “elegance” award goes to the Audrey Hepburn inspired, absolutely ALL and super versatile, but my number one favorite between all nine is the “soft goth” lace one, I would wear in every moment of my life! I even once went to a friend’s wedding wearing a dress very similar to this one, a little tighter, but unfortunately borrowed. I think that’s why I loved it so much, it’s time to have one all for me!

Psiu! Prest’enção! Esse post é uma publicidade da Berrylook e todas as imagens de produtos aqui presentes foram tiradas do site da loja em julho de 2021.

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